Este artigo faz parte do “Movimento Blog Voluntário 2009“, e irei procurar ser rápido e claro, ok? Frequentemente precisamos consultar informações a respeito de um domínio na internet. Seja para obter informações a respeito de seu dono, seja para saber onde o mesmo está hospedado ou quais são os servidores DNS, o fato é que esta é uma ação corriqueira no dia a dia de diversos profissionais. Esta consulta se chama “whois“, e pode ser realizada através de diversas maneiras, até mesmo via linha de comando, para usuários de sistemas Linux.
Mas, dada a natureza do Movimento Blog Voluntário, focarei no serviço DNSstuff, o qual fornece uma completa ferramenta de whois. Aliás, já comentei a respeito deste serviço por aqui, há alguns dias atrás.
E então, você alguma vez já precisou obter informações a respeito de um determinado domínio na internet?
Acessando o DNSstuff
Primeiramente, acesse o site do serviço.
Acessando a ferramenta de Whois
Logo em seguida, clique no link “Free DNS Tools“:

Feito isto, na próxima página, localize a ferramenta “WHOIS/IPWHOIS Lookup“:

Informe o domínio que deseja consultar, e clique em seguida no botão “WHOIS“. Pronto! Logo em seguida serão apresentadas as informações relativas ao domínio em questão. Simples e rápido, não?
Visite o blog do Movimento Blog Voluntário
http://www.voluntariosemacao.org.br/blog/movimento-blog-voluntario
Confesso que fico cada vez mais abismado com as “boas idéias” oriundas das mentes dos parlamentares, dos órgãos reguladores e similares em nosso país. A ABNT acaba de dar seu OK à presença de DRM nos equipamentos conversores da tão falada TV digital. Temos também à solta aquele dinossauro projeto de lei criado e defendido ferrenhamente pelo Senador Azeredo.
Agora, a nova “boa idéia” vem do conselho da Anatel: simplesmente estão avaliando a possibilidade de tornar o serviço de internet banda larga no Brasil, hoje um serviço prestado por empresas privadas, em um “serviço público“. Sim, isso mesmo: um serviço público.
Alguns comentários
Todas as belas palavras ditas e boas intenções que, quem sabe, talvez estejam por trás desta “possibilidade”, caem por terra quando nos lembramos de quão ineficientes, falhos e porcos “mal prestados” são, senão a maioria, pelo menos grande parte dos serviços “públicos” em nosso país. Basta lançarmos um olhar nem tão atento para setores como, por exemplo, educação, saúde, segurança pública, etc.
Problemas e mais problemas
Agora, querem tornar um serviço hoje prestado (e na maioria das vezes mal prestado) por empresas privadas em algo administrado e “oferecido” à população pelo estado. O grande problema é que estamos aqui falando de um estado que administra mal todo o dinheiro arrecadado através de impostos, por exemplo, de forma burocrática e gulosa, e quase nada devolve na forma de benefícios ao contribuinte.
Já deixei bem claro que não sou um dos defensores da Telefônica, mas alguém ainda se lembra de quão terrível e angustiante era a compra de uma linha telefônica antes da privatização da telefonia? Alguém se lembra de como funcionava o “plano de expansão”? Dos anos que esperávamos por uma linha telefônica e dos custos envolvidos em tal compra?
Não estou aqui dizendo que vai acontecer a mesma coisa com o serviço de internet banda larga, caso este se torne público, mas que se trata de algo perigoso, é inegável. Perigoso pois pode ser estabelecido um monopólio pelo estado, este mesmo estado que pode vir um dia a “vigiar todos os nossos passos na grande rede“. Isto sem falar nos quesitos infra-estrutura, conhecimento, pessoal qualificado, etc, etc: a lista aqui é enorme.
Inclusão digital?
Inclusão digital? Claro, como bem disse o presidente do Conselho Consultivo da Anatel, “qualquer garoto de 17 anos quer ter computador em casa ligado à internet“. Mas, ressalto: transformar determinado serviço, hoje precariamente prestado por algumas empresas privadas, em algo “público”, quando todos conhecemos bem todos os problemas intrínsecos a qualquer serviço público no Brasil, não é o caminho para aumentar a qualidade e/ou a disponibilidade de tal serviço. E, convenhamos: nem só de internet vive um garoto de 17 anos, não é?
Fonte: IDG Now
Sinceramente, estou cansado do serviço de internet banda larga chamado Speedy, prestado pela Telefônica, cujo nome mais adequado, em certos momentos, seria “slowly”. Já me cansei de discutir com técnicos ao telefone que nada conhecem a respeito do produto com o qual estão trabalhando. Já me cansei de ficar mais de 40 minutos aguardando enquanto ouvia aquela “musiquinha” que, com certeza, deve ter sido “criada” visando fazer o cliente desligar o telefone. E como se não bastasse, ainda somos obrigados a pagar uma simbólica (é verdade, é simbólica mesmo) “taxa de conexão”, quando efetuamos login através do usuário e da senha fornecidos pela empresa.

photo credit: orvalrochefort
E as visitas técnicas, então? Você na maioria das vezes recebe um técnico em sua residência (isto quando a promessa de tal visita é cumprida) que simplesmente condena sua placa de rede (a qual está em perfeito estado) ou, então, diz que “o problema é em seu Windows”. Já ocorreu comigo também de técnicos chegarem até minha casa sem o equipamento necessário para os devidos testes, e então, muito “educadamente”, me deixarem falando sozinho enquanto foram atrás de outro “técnico” a fim de “pegar emprestado” tal equipamento, o qual deveria ser padrão e disponibilizado a todos estes profissionais. Falta de respeito com o cliente elevada ao cubo, não?
Aliás, falta de respeito da Telefônica, que não fiscaliza e não acompanha o serviço prestado pelas empresas terceirizadas que prestam tal serviço, e falta de respeito também das próprias terceirizadas.
E quando por acaso aquela sua máquina com dual boot está “no Linux” quando estes profissionais chegam até sua residência? Eles logo disparam pérolas como a abaixo:
“- Ah, é por isso. O Speedy não funciona no Linux. O senhor precisa instalar o Windows”.
Acredite, já ouvi tal frase, e só não mandei a distinta pessoa “para aquele lugar” devido a minha esposa estar do meu lado, no momento. Ainda conservo, nestes casos, um pouco da calma da qual me liberto quando em comunicação com o suporte técnico do Speedy.
Já houve casos, também, do “trabalho” do técnico em minha residência se resumir a uma simples ligação para o mesmo departamento técnico da Telefônica com o qual eu mesmo já havia falado antes, e o problema ser resolvido em questão de minutos. Poxa, será que o(a) técnico(a) do lado de lá gostou mais da voz dele do que da minha?
Novos problemas
Minha conexão agora deixa de funcionar a mais ou menos cada 15/20 dias. Nestes períodos, fico 1, 2 ou 3 dias sem acesso. É todo um “stress” em conversas e mais conversas com o tal departamento técnico. Falar com algum supervisor? Simplesmente é impossível, pois não transferem a ligação, e no máximo você consegue a promessa de que o tal supervisor vai te retornar a ligação. Mentira, ele nunca retorna.
Ontem ocorreu novamente o mesmo problema comigo. Fiquei novamente sem conexão. Foram diversas ligações ao suporte que de técnico não tem nada, retornos prometidos não ocorridos, um stress enorme e uma vontade de mandar todo mundo “para aquele devido lugar”. Aliás, tenho plena certeza de que muitos do lado de lá também devem ter me mandado, após o término da ligação, para este mesmo lugar, pois sei que sou extremamente chato nestas situações. Mas, de qualquer forma, problema nenhum resolvido, até aí.
O procedimento que adotei a partir daí, então, parece ter surtido efeito. Este foi:
Olá pessoal.
Ontem fui convidado pela Lilian Ferreira, do “UOL Tecnologia”, para uma pequena entrevista a respeito de DNS e internet, a qual foi publicada no portal hoje pela manhã.
Respondi uma série de questões relacionadas, e falei inclusive a respeito do OpenDNS. O resultado você pode conferir no link abaixo:
- O que é DNS e o que ele tem a ver com a minha conexão com a internet?
A primeira entrevista a gente nunca esquece, mesmo que pequena.
Espero que gostem. Um grande abraço a todos!
O tal projeto de lei do senador Eduardo Azeredo foi aprovado no Senado, na última quarta-feira, de madrugada. Horário bem de acordo e já esperado, aliás, pois é o mais propício para falcatruas e para quem deseja fazer as coisas na “surdina”.
Na verdade, trata-se de uma proposta substitutiva ao Projeto de Lei 89/03, a qual segue agora para votação na Câmara dos Deputados. Estou com um pressentimento muito ruim em relação a isto tudo, principalmente pela maneira como a coisa toda está sendo tratada. Estão fazendo uma salada enorme, misturando conceitos e, literalmente, “trocando as bolas”, em alguns momentos.
Dentre os principais pontos da proposta, alguns chegam a beirar o ridículo, como por exemplo o artigo onde é definido o crime de “difusão” de código malicioso:
Art. 163-A (Código Penal). Inserir ou difundir código malicioso em dispositivo de comunicação, rede de computadores, ou sistema informatizado.
Que pérola! Este pequeno trecho já demonstra todo o brilhantismo da mente que o criou, e o quanto a sábia criatura detentora de tal intelecto privilegiado conhece de tecnologia, segurança da informação e assuntos correlatos. Profundo e direto ao ponto, não? Como ninguém pensou nisto antes? Uma lida no restante do texto causa risadas incontroláveis, o grande problema é que esta hilariedade toda pode se transformar em pesar, no futuro. E que dizer dos comentários do Senador Azeredo, então?
Resta-nos saber como serão identificados tais “difusores”. Ou melhor, resta-nos saber “se” e “como” serão identificados os criadores dos malwares em questão, estes sim os verdadeiros criminosos, e como estes serão punidos, uma vez que existem verdadeiras redes de desenvolvimento de “pragas virtuais” (mas que causam danos bem reais) na web, redes estas formadas por gente que conhece a fundo tecnologia, segurança da informação e todos os meandros da internet, e que com certeza não vai ser presa fácil de alguns provedores que, pobre coitados, mal darão conta de sua nova função como “detetives virtuais” e “armazenadores de logs”.
A resposta para todas estas questões é “não”. Não serão. Pelo menos os verdadeiros criminosos. O próprio comentário do Senador Azeredo em relação a este ponto é confuso e não convence.
Aliás, resta-nos saber “se” e “quais” categorias de código malicioso estão aí inclusas ou não, pois o artigo em si é muito vago, e fala apenas em “vírus”. O campo aqui é vasto, não é? Será que um keylogger, por exemplo, será bem visto “aos olhos” deste ilustre pessoal? Vale tudo e tudo é possível quando nossos políticos estão na parada, não?
A seção do referido projeto de lei que dispõe a respeito da difusão de vírus, aliás, é uma “obra-prima”, pois afirma que se algum dano for causado ao sistema em questão a pena aumenta de 1-3 anos + multa para 2-4 anos + multa. Ora, será que alguém ainda acredita que existem malwares “bonzinhos” como alguns vírus de antigamente, por exemplo, que nada mais faziam além de exibir mensagens engraçadas e/ou assustadoras ?
Mas isto não me surpreende muito. Pelo menos, não dentro deste contexto. E quando falam em aumentar a pena em um sexto caso o criminoso “utilize nome falso ou identificação de terceiros” a coisa fica totalmente hilária. Ora, alguém já ouviu falar em algum cracker que se identifique, por exemplo?
E o problema não é nem este, entretanto. O problema é que estão cobrindo o sol com a peneira, fazendo coisas apenas para “inglês ver”. E os prejudicados seremos nós, usuários de internet que agimos dentro da lei. Seremos todos penalizados e considerados criminosos já de antemão, pelo simples fato de utilizarmos uma ferramenta que pode servir de meio para pedófilos e outras pragas. Aliás, porque será que a pedofilia em si está tão “escondida” neste Projeto de Lei (será que devo escrever estas iniciais em maiúsculas ou minúsculas)?
Finalizando
Bom, acho que vou parar por aqui pois este assunto me irritou profundamente, principalmente depois que li esta notícia. Caramba, R$ 48.000,00 mensais para a exibição de um mísero banner? E este valor, bem como maiores detalhes a respeito do “contrato”, pode ser visualizado por qualquer pessoa.
Aliás, Já que criaram “uma modalidade a mais de estelionato” no tal Projeto de Lei acima mencionado, por que alguma “alma honesta” lá em Brasília não cria algumas outras modalidades e/ou variantes de diversos outros crimes já bem conhecidos praticados por lá? Talvez assim o “enquadramento” fosse mais fácil.
É claro, existem vários problemas aqui, e a criação destas modalidades e/ou variantes esbarraria em motivos óbvios. Já a respeito da tal “alma honesta”, quem conhecer alguma por lá me dá um toque, ok?
E aproveitando, se você ainda não assinou a petição online contra este absurdo, aproveite e assine agora.