O pessoal da Codeweavers, empresa que tem por meta desenvolver “meios” para que aplicações Windows rodem no Linux e no Mac, “portou” o navegador opensource do Google, o Chrome, para estes dois últimos sistemas operacionais. Estão disponíveis pacotes .deb para sistemas Ubuntu e Debian de 32 e 64 bits, pacotes .rmp para distribuições Red Hat, Mandriva e Suse, e também o arquivo .sh para instalação em outras distribuições. Está também disponível, é claro, o arquivo .dmg para Mac. E, o que é melhor de tudo: tudo isto é disponibilizado gratuitamente.

Instalação
Os pacotes disponíveis para download possuem ao redor de 34 Mb para Linux e 50 Mb para Mac, e a instalação é muito mais simplificada, em ambos os sistemas, do que os procedimentos sugeridos nos diversos tutoriais que surgiram nos últimos dias, os quais envolvem procedimentos que, à primeira vista, podem assustar os usuários menos familiarizados com seus sistemas operacionais, edição de arquivos, acesso e execução de procedimentos no terminal, etc. Existe também um ótimo tutorial escrito pelo Bruno Alves, totalmente em português, com tudo explicado passo a passo.
No caso do Ubuntu Linux, por exemplo, basta um duplo clique sobre o pacote .deb baixado para dar início à instalação, a qual é concluída sem maiores percalços. Aliás, como é fácil instalar pacotes do tipo no Linux, não? Muito mais fácil do que os famosos “next ==> next ==> next ==> finish“.
Utilização

Aós a instalação, o aplicativo cria um sub-menu próprio dentro do menu “Aplicações”, e contém inclusive uma opção para desinstalação:

E aqui está o “Crossover Chromium” em operação:
Eu não digo que a concorrência é sempre sadia? Que quanto maior a quantidade de produtos e empresas disputando um mesmo nicho de mercado, cada uma com diferentes metodologias de trabalho, diferentes desenvolvedores e diferentes modos de enxergar o mercado, mais é ampliado o leque de opções disponíveis ao usuário e mais produtos de excelente qualidade são criados e aprimorados?
Comentei algo a este respeito há alguns dias atrás, em um artigo a respeito do Chrome, do Google, e ontem a Mozilla já deu mostras de que está preocupada, “antenada” e tem planos para aprimorar o Firefox, incluindo no mesmo um recurso existente no Chrome e no Internet Explorer 8 beta 2: a possibilidade de navegação anônima, ou seja, “navegação sem rastros”.
Navegação anônima
Pois bem, este recurso, até hoje possível no Firefox somente mediante a utilização de extensões tais como a “Stealther“, por exemplo, ou então através da intervenção manual do usuário, apagando cookies, histórico de navegação, cache, etc, etc, após cada sessão, está agora incluso na “Feature list” do Firefox 3.1, e possivelmente estará presente nos próximos releases a serem lançados e/ou na versão 3.1 final.
A concorrência é saudável
Quando escrevi o artigo que mencionei acima, a respeito do Chrome, das inovações que o mesmo trouxe e das mudanças que ele poderia provocar no “mercado” de navegadores, confesso que estava mesmo esperando por algo do tipo. Só não esperava que a resposta seria tão rápida. Pode-se dizer que o Chrome serviu (e serve), não só aos propósitos do Google, mas também para provocar mudanças importantes no modelo de desenvolvimento de todos os atuais navegadores, ou pelo menos dos mais utilizados/conhecidos.

A Mozilla já se manifestou a respeito, e não deixa de ser notável o fato de, no artigo “Private mode back in Firefox 3.1 plans“, no Mozilla Links, mencionarem que “já sentiram a pressão da concorrência“. Seria ótimo que não só o “mercado” de browsers se visse constantemente tomado e movimentado por tais “pressões”, mas sim o mundo da tecnologia como um todo, não?
Ganhariam não só os usuários, mas também os desenvolvedores/software houses, pois uma coisa puxa a outra, e um novo e melhor produto sempre acaba fazendo com que os demais se adequem ou aperfeiçoem suas soluções, de forma tal que estas ou se igualem ou suplantem os produtos recém desenvolvidos. E este é um ciclo sem fim, o que torna a concorrência, pelo menos no quesito “tecnologia”, algo saudável e até mesmo imprescindível, que resulta sempre em inovação, eliminação da estagnação e evolução constante.
Finalizando
Acho que tudo isto nos levará a um mesmo lugar, independentemente do navegador que cada um de nós utiliza. Teremos em nossas mãos produtos cada vez mais seguros, customizáveis, rápidos, leves e, por que não, mais bonitos. Cada vez mais gosto do Chrome, apesar de até o momento tê-lo utilizado apenas para testes. E você?
Desde o lançamento do navegador do Google, o Chrome, fiquei me perguntando que motivos teria a gigante de Mountain View para inserir no “mercado” mais um navegador, mais um produto em um nicho meio que já saturado, repleto de excelentes alternativas, cada uma com sua devida legião de fãs.
Acima de tudo, além de tentar entender as reais motivações da empresa, fiquei me perguntando se o navegador seria “um fim em si mesmo” ou se ele seria “apenas um meio”, parte de uma estratégia do Google para a captação de feedbacks, testar novas tecnologias e metolologias e, principalmente, analisar o quão dependentes são os usuários de determinados aplicativos e de toda a rotina envolvida na utilização destes, visando, é claro, o aprimoramento de produtos já existentes ou o desenvolvimento de novos e melhores.
Novos horizontes
É público e notório o fato de que um dos “alvos”, digamos assim, do Chrome, é a enorme base de usuários do Internet Explorer, da Microsoft. Entendamos o desenvolvimento e o lançamento do Chrome como um simples recado à Microsoft dizendo “- Eu posso fazer mais, melhor e mais rápido” ou como um recado à mesma empresa a respeito do fato de que, possivelmente, em um futuro não tão distante, a importância dos sistemas operacionais como os conhecemos hoje, totalmente “baseados no desktop e dele dependentes”, diminuirá, o fato é que o Chrome é, acima de tudo, uma demonstração clara e sucinta do poder que representam a web e os felizardos que melhor a entenderem, dominarem e, sobretudo, para ela voltarem seus esforços de maneira correta.
O Google “está na web” como nenhuma outra empresa. Oferece uma enorme variedade de produtos e soluções que, na maioria das vezes, chegam gratuitamente ao usuário final. Possui um programa de publicidade que está presente em 99 de cada 100 websites que veiculam propaganda. Possui, sem sombra de dúvida, know-how e força suficientes, portanto, para quebrar paradigmas e revolucionar senão tudo, pelo menos muitas coisas em sua área de atuação.
E do que estamos aqui falando?
Estou aqui falando a respeito de velhos padrões, e de como a substituição destes por um novo, “fresco” e mais flexível modelo de se ver e fazer as coisas pode ser poderoso e representar, portanto, uma verdadeira revolução. Ninguém tem dúvidas de que o Chrome começa a introduzir para o usuário elementos até há algum tempo atrás ausentes de outros aplicativos do mesmo gênero.
Total isolamento de processos? Tratamento individualizado de abas? Gerenciador de processos “embutido”? Sandbox? Abas que se transformam em novas janelas? Segurança aprimorada? Rodar aplicativos de maneira online? Estou enganado ou tudo isto se aproxima bastante de um “sistema operacional“?
O Chrome pode representar o início de uma revolução?
Finalmente foi liberado para download pelo Google o navegador Google Chrome, o qual possui o código totalmente aberto e ainda está em versão beta, como já era de se esperar. Inicialmente pensei em não escrever a respeito deste navegador tão cedo, principalmente por que tinha como certo o fato de que o “mercado” de navegadores já estava meio que saturado, e um novo “produto”, mesmo que do Google, pouco teria a acrescentar a já tão superlotado mercado.
Entretanto, por pura curiosidade mesmo, dediquei algumas horas do dia de hoje a vasculhar alguns materiais a respeito do navegador, e devido a tal pesquisa me senti motivado a escrever este artigo, digamos, “inicial”, pois sei que vou falar mais a respeito deste novo navegador por aqui.
Mais um navegador de código aberto
O Chrome possui seu código totalmente aberto. Juntemos a isso a já esperada e característica simplicidade presente em todos os produtos do Google, um visual super clean e a meta do Google de transformar o navegador em apenas uma “janela para a web”, não desviando a atenção do usuário daquilo que realmente interessa (a web, seus websites e os aplicativos nestes inclusos), e teremos um produto um tanto quanto interessante, e eu diria, até, empolgante.
Dentre as inúmeras características bem peculiares do Chrome, vale destacar em primeiro lugar o fato de que cada aba roda em um processo distinto, o que significa, por exemplo, que caso determinado website cause o travamento de uma das tais abas, isto não comprometerá o funcionamento do browser como um todo, e todas as outras abas continuarão operantes. Sensacional, não?
Algumas funcionalidades
Além dos recursos acima citados, vale destacar mais alguns bem interessantes:
Além de tudo isto, existe uma interessante estória em quadrinhos (em inglês) a respeito da idéia por trás do Chrome, seus recursos, conceitos, funcionalidades, etc. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de ser aí mencionado que cada aba no Chrome será realmente isolada, e funcionará dentro de um “container” totalmente seguro, de maneira tal que jamais um malware conseguirá causar danos ao sistema. Isto é conhecido como “SandBox.
Resolvi escrever este artigo para tentar saber se mais pessoas estão passando pelo mesmo problema que eu, já há algumas semanas, e que continua ocorrendo mesmo depois que migrei minha conta junto ao FeedBurner para minha Google Account. Gostaria, também, se possível, de conhecer sua opinião e experiências a respeito.
Você migrou sua conta do FeedBurner para sua conta junto ao Google? Independentemente de sua resposta ser “sim” ou “não”, você continua se assustando, em determinados momentos do dia, ao constatar que o contador de assinantes mostra um “0″ muito feio?
Bom, comigo a coisa está assim: de manhã tenho X assinantes. Horas depois, não tenho mais nenhum. No período da tarde, volto a ter assinantes; agora, porém, um número diferente é exibido (ok, oscilações aqui são normais). Horas depois, volto a ter “0 assinantes”. E a coisa vem “caminhando” assim, nos últimos dias. Oscilações constantes, “contador zerado”, etc e tal.
Aliás, agora também posso acessar minha conta do FeedBurner através do endereço antigo (http://www.feedburner.com), diferentemente do que ocorria nos primeiros dias após a migração. Claro, após o login, sou automaticamente redirecionado para “http://feedburner.google.com“. Com você também está acontecendo isso?
Anúncios nos feeds
É por essas e outras, e também por tomar conhecimento dos problemas pelos quais passou o Jânio, do “Lucrando na Rede“, que ainda não ativei a exibição de Adsense em meus feeds (aliás, tentei obter algum suporte junto ao Google, e estou no aguardo das devidas respostas). Isto, é claro, além do fator “relevância”, o qual deve, com certeza, ser levado em conta.
Ainda não sei ao certo o que fazer, se ativo ou não o tal novo recurso, mas este artigo do Cardoso (que também fez a migração) me desanimou ainda mais. Será que realmente compensa exibir Adsense em nossos feeds RSS?