Chrome: só mais um navegador ou o início de uma revolução?

Desde o lançamento do navegador do Google, o Chrome, fiquei me perguntando que motivos teria a gigante de Mountain View para inserir no “mercado” mais um navegador, mais um produto em um nicho meio que já saturado, repleto de excelentes alternativas, cada uma com sua devida legião de fãs.

Acima de tudo, além de tentar entender as reais motivações da empresa, fiquei me perguntando se o navegador seria “um fim em si mesmo” ou se ele seria “apenas um meio”, parte de uma estratégia do Google para a captação de feedbacks, testar novas tecnologias e metolologias e, principalmente, analisar o quão dependentes são os usuários de determinados aplicativos e de toda a rotina envolvida na utilização destes, visando, é claro, o aprimoramento de produtos já existentes ou o desenvolvimento de novos e melhores.

Novos horizontes

É público e notório o fato de que um dos “alvos”, digamos assim, do Chrome, é a enorme base de usuários do Internet Explorer, da Microsoft. Entendamos o desenvolvimento e o lançamento do Chrome como um simples recado à  Microsoft dizendo “- Eu posso fazer mais, melhor e mais rápido” ou como um recado à mesma empresa a respeito do fato de que, possivelmente, em um futuro não tão distante, a importância dos sistemas operacionais como os conhecemos hoje, totalmente “baseados no desktop e dele dependentes”, diminuirá, o fato é que o Chrome é, acima de tudo, uma demonstração clara e sucinta do poder que representam a web e os felizardos que melhor a entenderem, dominarem e, sobretudo, para ela voltarem seus esforços de maneira correta.

O Google “está na web” como nenhuma outra empresa. Oferece uma enorme variedade de produtos e soluções que, na maioria das vezes, chegam gratuitamente ao usuário final. Possui um programa de publicidade que está presente em 99 de cada 100 websites que veiculam propaganda. Possui, sem sombra de dúvida, know-how e força suficientes, portanto, para quebrar paradigmas e revolucionar senão tudo, pelo menos muitas coisas em sua área de atuação.

E do que estamos aqui falando?

Estou aqui falando a respeito de velhos padrões, e de como a substituição destes por um novo, “fresco” e mais flexível modelo de se ver e fazer as coisas pode ser poderoso e representar, portanto, uma verdadeira revolução. Ninguém tem dúvidas de que o Chrome começa a introduzir para o usuário elementos até há algum tempo atrás ausentes de outros aplicativos do mesmo gênero.

Total isolamento de processos? Tratamento individualizado de abas? Gerenciador de processos “embutido”? Sandbox? Abas que se transformam em novas janelas? Segurança aprimorada? Rodar aplicativos de maneira online? Estou enganado ou tudo isto se aproxima bastante de um “sistema operacional“?

O Chrome pode representar o início de uma revolução?

Continue reading

Seja ignorado pelo Woopra

O time do Woopra finalmente acrescentou ao serviço uma funcionalidade que eu aguardava desde o início da utilização do sistema: eliminar minhas próprias visitas das estatísticas. Aliás, acho que muita gente esperava por algo assim.

Agora, através da utilização do novo Woopra WordPress Plugin, o qual se encontra na versão 1.3.1, é possível contarmos com este recurso: basta que seja marcada a opção “Ignore Administrator Visits“, na página de configurações do plugin, e a partir daí todas as visitas do(s) administrador(es) do blog serão totalmente ignoradas pelo plugin e, conseqüentemente, eliminadas de todas as estatísticas.

Além disso, é possível a partir da instalação desta versão do Woopra WordPress Plugin acompanharmos os comentários em tempo real, através da seção “Live” do cliente Woopra.

Faça o download da versão 1.3.1 do Woopra Plugin for WordPress, execute sua instalação e/ou upgrade e comece a desfrutar deste recurso que, em minha opinião, “já deveria ter vindo de fábrica”. Mas antes tarde do que nunca, não? :)

ODF e interoperabilidade no Brasil: vão bem, obrigado

Pelo que parece, cada vez mais caminhamos em direção a um ponto onde a interoperabilidade será não só recomendável, mas obrigatória. Não imposta, mas aceita como algo irrefutável, por todos aqueles que desejarem pertencer e interagir com este fantástico novo cenário. A verdade é que a maioria, pelo menos neste caso, vencerá, e acabará por forçar qualquer movimento contrário a desaparecer ou então a se adequar às “novas regras”. E tal maioria, pelo que tudo nos indica, está pendendo mais para o lado dos formatos de arquivos abertos, que permitem total e irrestrita troca de informações, bem como a perfeita continuidade de toda e qualquer informação.


Creative Commons License photo credit: Môsieur J.

Grandes corporações estão abandonando ferramentas proprietárias, o software livre e uma miríade de sistemas operacionais também livres se mostram cada vez mais maduros, robustos e aptos a “fazerem bonito” onde há até bem pouco tempo atrás somente ferramentas proprietárias “reinavam” e, em meio a tudo isto, a interoperabilidade se faz cada vez mais presente e necessária, e os padrões abertos são cada vez mais adotados, respeitados e recomendados, tais como, por exemplo, o ODF.

O ODF no Brasil e no Mundo

Não faltam casos de sucesso e/ou notícias relacionadas a adoções do formato ODF ao redor do mundo, e uma das mais recentes adoções do formato ocorreu na Suécia, onde o ODF foi definido como formato de arquivos padrão pelo governo do país.

Não precisamos, entretanto, irmos tão longe para obtermos boas notícias relacionadas ao formato e aos benefícios que o mesmo proporciona. Foi assinado recentemente em nosso país o “Protocolo de Brasília”, através do qual diversos órgãos, bancos e empresas estatais se comprometeram a adotar o ODF como o formato de arquivos padrão. O Brasil já deu grandes passos em direção à adoção de padrões abertos, e o Governo do Estado do Paraná é um dos mais expressivos representantes desta importante caminhada.

Entretanto, com a assinatura do Protocolo de Brasília acredito que poderemos esperar por uma rápida e massiva adoção do ODF como padrão em diversos setores de nosso governo, o que acabará por provocar, creio eu, o gradual  e natural abandono dos formatos fechados.

A Vice-Presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal, Clarice Copetti (pelo que parece, principal mentora deste “movimento”), menciona o fato de que os órgãos que ainda não assinaram o Protocolo “deverão fazê-lo em breve. É claro que este é um alerta claro e direto para todos, principalmente porque ela também afirma o seguinte, a respeito do mesmo Protocolo:

“…é uma consolidação da vontade do Governo Brasileiro em direcionar a sua estratégia de adoção de padrões abertos para documentos”

Dignas de nota também são suas seguintes palavras:

“Deixo explícito para o mercado nacional e internacional o que este governo ou estas empresas e instituições estão planejando fazer sobre padrões de documentos. É uma mensagem aberta, sem dúvida nenhuma, para que o mercado possa apressar, se ajustar, aos serviços de suporte ao maior comprador do mercado brasileiro e, eu diria o maior comprador mundial, que é o governo brasileiro, através de suas instituições e empresas públicas”

É impressão minha ou podemos, nas palavras acima, enxergar uma certa “alfinetada” à ISO e ao recente processo de aprovação do OOXML, bem como à rejeição dos protestos contra tal aprovação feito por alguns países, dentre eles o Brasil? :)

Finalizando

O que fica claro nisto tudo é que o ODF merece e deve ser respeitado e adotado por quem quer que deseje interoperabilidade e liberdade, seja um usuário doméstico ou o governo de qualquer país. Acredito que o Protocolo de Brasília deva ser divulgado ao máximo, e espero sinceramente que todo este comprometimento demonstrado resulte em ações concretas, e que não fiquemos só no “blá, blá, blá”.

Mas pelo menos neste ponto estou otimista, e acredito que bons frutos surgirão disto tudo, e dentro de um certo tempo a interoperabilidade no Brasil sairá do papel e das mentes e provocará mudanças importantes e necessárias à nossa sociedade e ao modo como a informação é tratada. O caminho natural da informação na atualidade é em direção a patamares muito superiores, que crescem e prosperam “ao ar livre”, e nestes não existe espaço para grilhões e nem tampouco para a liberdade vigiada que alguns poucos querem impor à todo custo. Estes, mesmo que ganhem uma ou duas batalhas, jamais conseguirão vencer a “guerra”.

Estou otimista hoje, não? :)

Google Chrome: o navegador do Google

Finalmente foi liberado para download pelo Google o navegador Google Chrome, o qual possui o código totalmente aberto e ainda está em versão beta, como já era de se esperar. Inicialmente pensei em não escrever a respeito deste navegador tão cedo, principalmente por que tinha como certo o fato de que o “mercado” de navegadores já estava meio que saturado, e um novo “produto”, mesmo que do Google, pouco teria a acrescentar a já tão superlotado mercado.

Entretanto, por pura curiosidade mesmo, dediquei algumas horas do dia de hoje a vasculhar alguns materiais a respeito do navegador, e devido a tal pesquisa me senti motivado a escrever este artigo, digamos, “inicial”, pois sei que vou falar mais a respeito deste novo navegador por aqui. :)

Mais um navegador de código aberto

O Chrome possui seu código totalmente aberto. Juntemos a isso a já esperada e característica simplicidade presente em todos os produtos do Google, um visual super clean e a meta do Google de transformar o navegador em apenas uma “janela para a web”, não desviando a atenção do usuário daquilo que realmente interessa (a web, seus websites e os aplicativos nestes inclusos), e teremos um produto um tanto quanto interessante, e eu diria, até, empolgante.

Dentre as inúmeras características bem peculiares do Chrome, vale destacar em primeiro lugar o fato de que cada aba roda em um processo distinto, o que significa, por exemplo, que caso determinado website cause o travamento de uma das tais abas, isto não comprometerá o funcionamento do browser como um todo, e todas as outras abas continuarão operantes. Sensacional, não? :)

Algumas funcionalidades

Além dos recursos acima citados, vale destacar mais alguns bem interessantes:

  • Novas abas abertas com miniaturas dos últimos websites visitados (recurso bem semelhante ao “Speed Dial” do Opera).
  • Melhor utilização do Google Gears.
  • Guias dinâmicas: possibilidade de criar novas janelas a partir de abas em funcionamento, bem como diversas outras funcionalidades ligadas às abas.
  • Gerenciador de downloads integrado.
  • Alertas no caso de sites inseguros.

Além de tudo isto, existe uma interessante estória em quadrinhos (em inglês) a respeito da idéia por trás do Chrome, seus recursos, conceitos, funcionalidades, etc. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de ser aí mencionado que cada aba no Chrome será realmente isolada, e funcionará dentro de um “container” totalmente seguro, de maneira tal que jamais um malware conseguirá causar danos ao sistema. Isto é conhecido como “SandBox.

Continue reading

Ubiquity: converse com seu Firefox

Confesso que poucas extensões para o firefox até hoje me empolgaram tanto quanto a Ubiquity. Diferentemente das outras extensões para o navegador da Mozilla, que trazem funcionalidades e novos recursos já “empacotados” e prontos para utilização, a Ubiquity “coloca o poder nas mãos do usuário”.

Trata-se de um addon ainda em fase experimental, mas que já mostra ser inovador ao extremo. Resumindo um pouco a coisa toda, a Ubiquity permite que o usuário “converse”, via texto, com o navegador, através da digitação de comandos em uma janela própria para isto, a qual pode ser acionada mediante uma combinação de teclas que pode ser customizada. “CTRL+espaço”, “CTRL+SHIFT”, etc: você escolhe.

No tal “prompt de comando”, o usuário então executa a digitação dos comandos, das, digamos assim, “ordens”, acrescentando após os mesmos os devidos “parâmetros”. Já existe uma lista bem grande de comandos utilizáveis, e a grande vantagem proporcionada pela extensão é a centralização de tarefas que ela permite.

Na mesma janela/aba de seu Firefox você pode, por exemplo, iniciar uma consulta ao Google, adicionar um mapa do Google Maps ao e-mail que está redigindo, adicionar ou consultar determinada entrada em sua conta junto ao Google Calendar, solicitar a visualização do código fonte de um website, iniciar a composição e enviar um e-mail, efetuar pesquisas por imagens junto ao Flickr, iniciar traduções de palavras e/ou frases de um idioma para outro, efetuar pesquisas junto à Wikipedia, consultar a previsão do tempo, etc. Ufa, a lista é enorme, e segundo o Mozilla Labs, novos comandos podem ser adicionados, e já existe até uma lista com sugestões de usuários.

Uma das coisas mais legais na extensão, e que facilita bastante a vida do usuário, é o fato de que o próprio “prompt de comando” vai sugerindo comandos conforme o usuário inicia a digitação. Além disso, durante toda a utilização o prompt vai “explicando” a sintaxe de utilização de  cada comando. Ou seja, é muito simples utilizar a extensão. :)

Instalação

Para instalar a Ubiquity em seu Firefox, basta utilizar este link. Mas lembre-se, este ainda é um protótipo, e problemas podem ocorrer. No meu caso, por exemplo, detectei uma incompatibilidade com a extensão “Google Reader Notifier“, mas a substituição da mesma pela “Google Reader Watcher” resolveu o meu problema. Nada muito complicado, não? :)

Após a instalação, você pode acessar as configurações do addon simplesmente digitando “about:ubiquity” na barra de endereços do Firefox. Assim, você obterá acesso a uma página com quatro botões diferentes (“Home”, “Your commands”, “Tutorial” e “Find new commands”).

Na seção “Home”, inclusive, você pode definir a combinação de teclas para acesso ao prompt de comando da Ubiquity. Em “Your commands”, você visualiza a lista dos comandos atualmente disponíveis. Mas, você pode também utilizar, no  próprio prompt de comando, o comando “command-list”, que provoca a exibição da mesma lista. Ainda na seção “home” você pode visualizar um vídeo muito interessante a respeito da extensão.

Um dos comandos que, talvez, você também venha a apreciar bastante é o “command-editor”, o qual permite que sejam criados comandos personalizados. Ou seja, a extensão realmente “dá poder” ao usuário. Ao utilizar o comando “command-editor”, você pode visualizar o link de acesso ao manual para criação de comandos.

Finalizando

Em minha opinião, esta é uma extensão com um futuro muito promissor, pois permite que o usuário saia de sua cômoda posição, muitas vezes limitada, e obtenha uma interação ao mesmo tempo simples e poderosa com o navegador, acessando e utilizando a partir do mesmo serviços e funcionalidades que, de outra maneira, demandariam uma quantidade bem maior de tempo e procedimentos, além dos necessários acessos a diferentes websites.

Vou ficar bem atento às novidades a respeito da Ubiquity. :)

Fonte: Mozilla Labs