Que os políticos e juízes brasileiros, salvo raras excessões, nada entendem de internet, todos nós já sabemos. Que fazem uma idéia totalmente deturpada da grande rede em si e de grande parte das tecnologias envolvidas na mesma, todos nós temos certeza. Grande maioria deles sequer conhece conceitos e tecnologias tais como, por exemplo, IP’s dinâmicos, servidores DNS e correlatos, o que muitas vezes quase provoca acontecimentos tragicômicos em nosso país. Claro, cômicos para quem está de fora, e trágicos para os diretamente envolvidos nas demandas. Aliás, nossa classe política parece possuir profundos conhecimentos apenas em atividades e projetos que nada representam de bom para nosso povo.
Algumas “idéias” da nossa nobre classe parlamentar, entretanto, chegam a beirar o ridículo, como é o caso do tal Projeto de Lei 89/03, que trata de crimes cibernéticos, cujo atual relator é o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB-MG. Tal Projeto de Lei (que deveria ficar só no projeto, mesmo
), que tramita no Congresso desde 1999, chega a ser uma afronta a qualquer pessoa dotada de um mínimo de bom senso e conhecimento, pelos extremos e abusos que sugere, pelos problemas que acarretará caso venha a ser aprovado e pelo cerceamento da liberdade individual de cada cidadão que sua aprovação ocasionará.
É o tipo da coisa que causa uma revolta extrema, pelo menos a mim. Alguns de seus artigos provocam grandes gargalhadas, a princípio. Chegamos a pensar: “- Não é possível que tamanho absurdo vá adiante“. Entretanto, estas gargalhadas são logo substituídas por uma grande apreensão, pois este malfadado Projeto de Lei avança a passos largos no Senado.
O PLC 89/03 é uma afronta a todo cidadão de bem e usuário de internet, não por aquilo que representa aos criminosos, mas sim pelos danos que sua aprovação causará a todos aqueles que utilizam a internet como meio de trabalho, por exemplo, e/ou que dela usufruem. É um retrocesso em qualquer país que fale em democracia ou que apregoe ser dela um modelo. É o estado assumindo que o cidadão é burro e, acima de tudo, “culpado até que se prove o contrário”.
Sim, pois os provedores de acesso, além de tudo, deverão agir, neste hipotético modelo de “internet vigiada“, como “detetives do Estado”, e deverão analisar constantemente o tráfego de dados em suas redes, a fim de detectarem quais usuários estão possivelmente infringindo as novas regras, e então informar tudo isto às autoridades, de maneira sigilosa. É claro que eles também serão penalizados pela inobservância e/ou pela falha neste processo, não é?
A armazenagem de dados relativos à utilização de mensageiros instantâneos, por exemplo, é algo previsto no texto do Projeto de Lei. Os provedores de acesso, caso a lei venha a ser sancionada, passam a representar um papel policial na internet brasileira, inclusive com a possibilidade (ou responsabilidade?) de efetuarem denúncias “à autoridade competente” tão logo detectem alguma possível infração.
O PLC 89/03 é nefasto sob diversos aspectos. Por assumir que a culpa existe antes mesmo da investigação, principalmente. Se bem conhecemos a legislação brasileira e o modo como as coisas “caminham” por aqui, podemos esperar por “belos” absurdos e confusões apenas a partir desta premissa. Como bem descreveu o Sérgio Amadeu em seu blog, um simples download de um arquivo MP3 em uma rede P2P qualquer pode ser a “deixa” para a violação de privacidade de um contribuinte em dia com suas obrigações. Se após uma verificação mais apurada for constatado que o download era totalmente legal, problema do usuário em questão, não é? Neste meio tempo, sua privacidade foi pro beleléu.
Não estou aqui defendendo o crime. Muito pelo contrário. Defendo, isto sim, a liberdade do cidadão de bem, o que deveria implicar na restrição de liberdade dos criminosos. Esta última não pode se sobrepor à primeira, entretanto, ou a ela causar prejuízos. Ela deve ser uma parte do processo, e não representá-lo em sua totalidade. Mas é muito mais fácil agir assim, não?
Com a desculpa de se coibir determinadas e nocivas práticas cibernéticas não se pode prejudicar quem não tem culpa alguma e jamais cometeu nenhum ato ilegal. A internet é um ambiente onde ações deste tipo devem ser combatidas por atiradores de elite, e não por soldados bêbados munidos de granadas.
Ou então, dentro de pouco tempo veremos uma imagem semelhante à abaixo “antes” ou “durante” nossa navegação:

Recomendo a leitura deste artigo e deste, no Blog do Sérgio Amadeu.:)
E já deixo avisado que se surgir um selo e/ou um movimento contra o PLC 89/03, podem contar comigo, com certeza.
Bom, amigos, vou dar continuidade àquela “lista de aplicativos gratuitos e/ou opensource” que iniciei há alguns dias atrás. Nesta segunda parte serão abordados três serviços gratuitos e interessantes que você poderá acessar comodamente, através de seu navegador web preferido.
Trata-se de três serviços relacionados à geração de paletas e esquemas de cores. Seja você um desenvolvedor web ou apenas alguém interessado no assunto, acredito que os três serviços poderão lhe ajudar bastante, permitindo que você gere paletas/esquemas de cores a partir da simples digitação do código RGB de uma cor qualquer, ou então através da informação da URL de uma imagem.
Suponhamos que você tenha em mãos uma fotografia ou uma imagem qualquer, e queira criar uma paleta de cores a partir da mesma, ou então deseje criar uma paleta de cores a partir de uma cor específica: tudo isto é possível através da utilização dos serviços abaixo.
ColorBlender
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor e acesso ao serviço: http://www.colorblender.com
O ColorBlender é um serviço que permite a rápida geração de paletas de cores mediante a submissão de uma simples e única cor, além de permitir diversas variações no esquema gerado, gerando resultados diferentes e alternativos.
A cor “base” pode ser informada tanto no padrão RGB (red, green e blue, ou vermelho, verde e azul) quanto através do sistema HSV (hue, saturation e value, ou matiz, saturação e valor). As paletas geradas podem ser baixadas para o seu computador, compartilhadas ou então enviadas por e-mail.

O serviço exibe a paleta em tela, logo após a informação do RGB da cor “base”, e exibe os valores RGB e html de cada uma das 06 cores apresentadas. Você ainda pode salvar os esquemas gerados através do serviço e carregá-los depois. Bem interessante, não?
ColorSchemer
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor: http://www.colorschemer.com
Acesso ao serviço: http://www.colorschemer.com/online.html
Um outro interessante serviço de geração de paletas e esquemas de cores online é o ColorSchemer. Trata-se de algo como uma versão resumida do ColorSchemer Studio, desenvolvido pela mesma empresa. Nem por isso o serviço deixa de ser interessante e/ou útil, entretanto.
Sua utilização também é muito simples, e basta a informação do código RGB da cor a partir da qual se deseja gerar o esquema para a exibição do mesmo. Aqui, entretanto, são exibidas 16 cores como resultado, com seus respectivos códigos RGB e html, ou seja, 10 a mais do que no ColorBlender.

É possível também a informação do código html para a posterior geração da paleta, ao invés do RGB. O ColorSchemer, entretanto, não possui os recursos de compartilhamento, download e/ou envio dos esquemas gerados por e-mail, como o ColorBlender. Mas também é um serviço bem interessante.
Color Palette Generator
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor: http://www.degraeve.com
Acesso ao serviço: http://www.degraeve.com/color-palette
O Color Palette Generator é um serviço similar aos dois listados acima, com o diferencial de gerar os esquemas de cores a partir de qualquer imagem. Você pode informar a url de uma fotografia, por exemplo, e obter uma paleta de cores baseada na mesma, de forma rápida e descomplicada.

Você ainda pode seguir a sugestão do pessoal do Color Palette Generator e utilizar o Color Hunter. Garanto que vai gostar.
Finalizando
Bom, aqui termina mais uma parte da lista, pessoal. Espero que estejam apreciando o conteúdo, até aqui. Devo estar postando mais material relacionado em breve. A primeira parte pode ser acessada através deste link.
Abraços!
Que não se pode esperar lá muita coisa do serviço prestado ou até mesmo do suporte técnico oferecido pela Telefônica, todo nós já sabemos. Entretanto, uma das coisas que mais irritam, pelo menos a mim, é saber que muitas vezes “não temos pra onde correr”. Por exemplo, serviços similares de outras empresas ou não estão disponíveis em minha região ou possuem tantos problemas, dificuldades e/ou limitações que, simplesmente, apesar de parecer impossível, nestes momentos chego a achar que o Speedy da Telecômicafônica é a melhor banda larga do mundo.
Bom, acho que estou meio irritado com os serviços prestados por tal empresa, mesmo. Nos últimos dias passei por tantos problemas com o Speedy que houve momentos em que quase “arranquei os cabelos”. É uma estória cômica e ao mesmo tempo triste.
Problemas relacionados a dificuldades na conexão já são conhecidos de todos, e acho que todo usuário de Speedy passa por pelo menos um problema similar por mês. O ideal seria a existência de um “programa” mediante o qual pudéssemos obter descontos ref. o número de dias sem conexão, aliás. Mas é claro que isto jamais acontecerá, pois o prejuízo para a Telefônica seria enorme.
O que mais me irrita, entretanto, é o suporte técnico oferecido, que na maioria das vezes é ineficiente, adora “passar a bola adiante” e conta com atendentes que não possuem o preparo suficiente. Veja bem, sei que na maioria das vezes a culpa é da empresa, que não treina seus funcionários adequadamente, não os suprindo nem com os conhecimentos básicos a respeito do produto com o qual trabalham e/ou a respeito das tecnologias envolvidas. Coitados destes “técnicos”.
Problemas e mais problemas
Ocorre que durante esta semana estou enfrentando problemas com o Speedy em minha residência e em minha empresa. Problemas estes que, ou me fazem ficar totalmente sem acesso à internet em alguns momentos ou então impedem o meu acesso a determinados sites.
A coisa é mais cômica (e trágica) ainda em relação a este último problema, devido ao qual não consigo acessar alguns websites (fundamentais para mim) a partir de minha conexão. Após os testes necessários e a obtenção da confirmação por escrito de que a torcida do Corinthians inteira consegue acessar tais sites, resolvi entrar em contato mais uma vez com o suporte técnico, e o diálogo foi mais ou menos assim:
“Atendente: – Suporte Técnico Speedy, bom dia. Em que posso ajudá-lo?
Eu: – Bom dia. Gostaria de falar com seu departamento técnico a respeito de um problema em minha conexão, devido ao qual não consigo obter acesso a alguns sites.
Atendente: – Sim, pois não senhor.
OBS: aqui ela confirma meu RG, CPF, cor da cueca, nome completo de avós e bisavós e mais alguns outros dados, e me pede para aguardar.
Após alguns minutos de espera, eis o diálogo seguinte:
Atendente: – Certo, pois não senhor. Em que posso ajudá-lo?
Eu: – Bom, como já te disse, não consigo acessar alguns websites e já obtive a confirmação de que o problema é em minha conexão Speedy. Diversas pessoas que conheço, através de diferentes tipos de conexão à internet, acessam normalmente tais sites, e inclusive, o trace route que executei mostra um problema em um dos equipamentos da Telefônica, na rota a partir da minha máquina para o tal site.
Consigo acessar tais sites normalmente, também, através de serviços de proxy como o VTunnel, por exemplo.
Atendente: – Perdão, senhor, “trace” o que?
Eu (após um minuto de silêncio e já irritado): – Bom, seria possível conversar com o seu departamento de suporte avançado?
Atendente: – Claro senhor. Aguarde um minuto por gentileza.
Atendente (retornando): – Senhor, nosso departamento de suporte avançado está congestionado. Irei abrir um chamado para que “possam estar entrando” em contato com o senhor. Aguarde um minuto que já lhe informarei o número do protocolo.“
Bom, é claro que fiquei sem o número do tal protocolo, pois a ligação caiu logo em seguida, como de praxe. A não ser, é claro, que o tal protocolo estivesse contido em alguma mensagem subliminar existente naquele “sinal de ocupado”.
E este episódio aconteceu após algumas “tentativas” de atendimento anteriores, onde mesmo com o tal protocolo em mãos e a promessa de que alguém iria me retornar a ligação, nada aconteceu. Já fiquei esperando pela visita de um técnico, também, e nada deste tal técnico aparecer.
O que me resta (e acredito que a qualquer outro usuário de tal serviço) é contar com a sorte, e “rezar” para que tudo continue funcionando como agora está, após fantástica intervenção divina (só pode) que me concedeu novamente acesso aos tais sites antes inacessíveis, e fez com que a conexão à internet em minha casa voltasse a funcionar.
OBS: a idéia para o título deste artigo veio através de um comentário do Evandro, no artigo anterior sobre assunto semelhante a este.
Acabei de receber uma carta “muito legal” da Telefônica, avisando-me de que ou aceito pagar “irrisórios” R$ 8,70 mensais para poder ter acesso àquele mesmo serviço de acesso à internet que já possuo há anos em minha residência, pelo qual pago mais de R$ 110,00 mensais por meros 2Mbps (velocidade esta que muito dificilmente é atingida), ou volto a assinar um serviço totalmente desnecessário e caro, pelo que me proporciona, em um de seus diversos provedores “parceiros”. Ou seja, ou aceito uma destas duas opções ou fico sem acesso, mesmo pagando pontualmente minha mensalidade do Speedy. Engraçado, não?
Claro que todos já sabíamos que isto poderia vir um dia a ocorrer, mas eu pelo menos (ok, meio inocentemente, até) cheguei a acreditar que a Telefônica não iria nos enfiar goela abaixo esta taxa que é totalmente desnecessária e incoerente. Ou será que alguém consegue pensar em algum motivo “justo” para tal cobrança além do aumento no faturamento que ela certamente representará à empresa espanhola?
Ok, quando a tal decisão judicial não definitiva, liminar, ou o que quer que seja, impediu a ocorrência da palhaçada venda casada praticada pela dona do Speedy juntamente com os provedores de acesso, todos os usuários foram avisados de que esta taxa poderia vir um dia a ser cobrada. Mas eu fico aqui me perguntando: a justificativa de cobrar por “login de acesso” é lógica?
O serviço já não está sendo prestado e a Telefônica já não nos cobra um valor mais do que justo por tal em nossas contas telefônicas? O usuário que paga mensalmente por um serviço muitas vezes sofrível, que recebe em troca um suporte técnico quase sempre ridículo e que só sabe condenar nossas placas de rede ou então sugerir que “limpemos o cache e os cookies do Internet Explorer”, tem realmente de arcar com mais este gasto? O valor é baixo, é claro, mas nem por isso a cobrança desta taxa deixa de ser revoltante.
Será que o login é um serviço à parte? Epa, que confusão, né? Temos agora que pagar “frete” pelo acesso à internet? O engraçado é ter total certeza de que se não aceitar pagar os R$ 8,70 mensais, nem tampouco assinar com algum provedor, a Telefônica vai continuar me cobrando a mensalidade pelo serviço de internet banda larga indefinidamente, e eu vou ficar sem acesso algum. Isto, é claro, até que eu resolva cancelar meu contrato.
Era necessária mesmo a cobrança desta taxa, de baixo valor quando observada isoladamente, mas que pode formar um montante absurdo, se considerarmos a base de usuários do Speedy, que atinge a casa dos milhões? E como se não bastasse, o que acabamos vendo é que muitas vezes um certo monopólio acaba por se formar em diversos setores, prejudicando usuários que, infelizmente, ou aceitam o pouco que lhes é “oferecido” ou simplesmente ficam sem segundas opções.
É claro que existem outros prestadores de serviços do tipo, mas quando ouvimos falar em coisas como “traffic shaping“, por exemplo, somos obrigados a, muitas vezes, escolher o serviço menos pior. Pelo menos meu Speedy ainda não me impõe nenhum limite do tipo, e infelizmente tive de concordar com a cobrança da tal taxa, por “livre e espontânea pressão”, como dizem por aí.
Essa notícia não poderia passar em branco aqui no Open2Tech: o WordPress, o fantástico CMS opensource utilizado por este blog e por uma infinidade de outros blogs por aí, faz aniversário na data de hoje.
Há exatos 5 anos Matt Mullenweg, co-fundador do WordPress, postou uma notícia a respeito do lançamento do primeiro release deste que é o melhor CMS voltado para blogs, e hoje o mesmo Matt Mullenweg posta notícia semelhante, citando o aniversário e informando que será realizada uma “festa de aniversário” em São Francisco.
Uma festa é pouco para que possam ser feitos elogios suficientes ao WordPress e ao excelente trabalho desenvolvido pela Automattic e pelo time de desenvolvedores desta excelente ferramenta. Aliás, vale ressaltarmos também o excelente e gratuito serviço WordPress.com, prestado pela mesma empresa e que por pouco não foi bloqueado para usuários brasileiros.
Uma festa é pouco, e muitos são os benefícios obtidos por todos aqueles que se aventuram a escrever em um blog, por menor ou maior que este seja, e decidem por utilizar este fantástico aplicativo.
Meu sincero desejo é que o WordPress, a Automattic e o Matt tenham muito sucesso pela frente, que seu maravilhoso trabalho seja reconhecido e as devidas recompensas recebidas, e que possamos comemorar com satisfação cada novo aniversário. Parabéns, pessoal!
E seguindo a sugestão do Daniel Becher, acabei de fazer minha doação ao projeto. Não foi nada vultoso, mas foi de coração. Não doei a quantia que gostaria nem tampouco quanto os caras merecem, pois minha pobre conta bancária não permite algo assim.
E você, o que acha de doar qualquer valor?
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