Se você é contra, como eu, o tal Projeto de Lei que quer implantar um regime policial na internet brasileira”, fazer dos provedores “detetives” e simplesmente tornar válida a violação de privacidade na grande rede, assine agora a petição online contra o mesmo, através do link abaixo:
http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html
Esta petição online foi criada pelo Sérgio Amadeu, e até o presente momento conta com 10.255 assinaturas. A sociedade precisa se mobilizar, e a hora é agora.
Este absurdo avança a passos largos no Congresso, e os prejudicados, caso seja aprovado, seremos eu, você e todos aqueles que nada devem, infelizmente.
Se cada um fizer a sua parte, é possível que este Projeto de Lei seja relegado ao esquecimento. Se o máximo que pudermos fazer for assinar uma petição online, que seja. Se apenas pudermos divulgá-la, que seja também.
Espero que estes “cidadãos modelo” lá de Brasília pelo menos tomem conhecimento de atitudes como esta, e que repensem tudo aquilo que estão fazendo e que, infelizmente, poderá repercutir de forma extremamente negativa para a liberdade de expressão em nosso país.
Eu já assinei a petição online. E você, o que acha de assinar agora?
Bom, quem é usuário do Speedy da Telecômica Telefônica, como eu, deve estar passando por maus bocados deste ontem à noite. Nossa “querida” operadora simplesmente resolveu tornar ainda pior um serviço que sempre foi ruim.
Desde ontem à noite a vida dos usuários do Speedy está complicada. Quer dizer, ontem à noite foi quando tomei conhecimento do problema, ao conversar com diversos amigos (também usuários do Speedy) e obter destes a triste notícia de que estavam simplesmente sem internet.
O pior de tudo é que a Telefônica, como sempre, não se manifesta, e se você ligar 15 vezes no suporte técnico ouvirá 15 explicações diferentes para o mesmo problema. Neste meio tempo, sua placa de rede será provavelmente condenada, você ouvirá pérolas tais como “o Linux não é compatível com a internet“, e seu nível de stress aumentará minuto a minuto.
De qualquer forma, o fato é que a Telefônica não se manifestou ainda, e ninguém sabe o que está ocorrendo. Nem uma simples nota em seu site a empresa publicou (o que seria muito fácil, aliás), mostrando, mais uma vez, um enorme desrespeito para com seu cliente. E o caso não é tão “simples” assim, pois já se sabe que a Polícia Militar e a Polícia Civil estão passando por sérios problemas devido a este “apagão”.
Uma luz no fim do túnel
Ocorre que, apesar de tudo, eu ainda não fiquei sem internet. Pelo menos, não totalmente ou definitivamente. A velocidade está beirando o ridículo e, infelizmente, em certos momentos a coisa toda fica insuportável. Entretanto, “ficar sem internet” ainda não fiquei.
Acredito que eu ainda esteja conseguindo navegar devido ao fato de utilizar o excelente serviço OpenDNS. Andei fazendo alguns testes e o problema parece ser relacionado também aos servidores DNS disponibilizados aos usuários do Speedy. Se altero meus DNS’s para aqueles fornecidos pela Telefônica, minha navegação cessa por completo. Ao voltar para os do OpenDNS, tudo volta ao normal. Quer dizer, ao normal não: tudo volta a ficar lento, mas “utilizável”. É claro que em alguns momentos, infelizmente, simplesmente não consigo navegar. Mas no geral, está dando pra aguentar.
É claro que não posso provar nada aqui, mas acredito que o problema esteja relacionado também aos DNS’s, pois com o OpenDNS a coisa funciona. Muito mal, mas funciona (e a culpa não é do OpdnDNS).
Utilize o OpenDNS
Por que você não faz um teste e utiliza o OpenDNS?
O Google assinará nesta quarta-feira, 02 de julho de 2008, um Termo de Ajustamento de Conduta juntamente com o Ministério Público Federal de São Paulo que, com certeza, evitará seu fechamento no Brasil. Esta é uma boa notícia.
Entretanto, idéias no mínimo esquisitas dão o ar de sua graça novamente. Agora, querem que provedores de e-mail gratuito provem que não colaboram com os pedófilos, armazenando suas imagens e/ou demais tipos de materiais. Ora, só contas de e-mail gratuitas podem servir para o armazenamento de tais imagens? E se o pedófilo em questão possuir contas de e-mail em um provedor pago? Aí pode? Aí não haverá esta “fiscalização”?
Aliás, só contas de e-mail servem para o armazenamento de tal tipo de material impróprio? Quer dizer que contas de hospedagem não entram para a lista de “serviços a serem verificados”? E serviços como o Box.net e tantos outros similares, em nossa feliz e saltitante web 2.0? Aí pode?
É claro que o fato de sabermos que o Google não corre mais risco de “fechamento” no Brasil é uma ótima notícia. O problema é que no Brasil, principalmente quando se fala em web, tecnologia e afins, nossos políticos, juízes e entidades públicas fazem uma “salada” de dar dó.
E não é só isso. Ainda temos aquele infeliz Projeto de Lei em tramitação no Senado, e quando ouvimos falar que fulano deverá provar não ser culpado de alguma coisa só porque alguém acha que ele pode ser culpado, a revolta aumenta ainda mais.
Tudo isto deve com certeza estar ligado. Aproveitaram esta oportunidade, se passaram por “bonzinhos” ao assinarem o tal TAC com o Google e já armaram a bomba relógio. Se analisarmos bem, essa menção à possível obrigatoriedade dos provedores “provarem que não são culpados” (e os reais culpados, como ficam?) já é uma prévia do que está por vir caso o tal Projeto de Lei da “internet vigiada” seja aprovado. Daqui a pouco vão exigir atestado de antecedentes quando alguém for assinar algum provedor.
Por que não são criados mecanismos de fiscalização que não representem entrave à democracia e ao direito de ir e vir, virtual ou real? Por que não se faz uso da informação e da tecnologia para detectar e punir os reais culpados? Por que o legislativo e o executivo não param de armar “circos” e começam a trabalhar em prol do cidadão? Eu gostaria muito de saber.
E enquanto isso, tudo continua na mesma, infelizmente. Brasília chafurda na lama, a pedofilia continua, sem sobressaltos, e os cidadãos de bem, como sempre, continuarão tendo seus direitos violados.
Simplesmente revoltante.
Fonte: IDG Now
Em mais uma absurda demonstração de inépcia, a tal da CPI da pedofilia agora quer pedir o fechamento do Google no Brasil. Ao invés de combaterem o crime e os criminosos, estes ilustres senhores acham mais fácil o combate apenas ao “meio” utilizado para a prática. É claro.
Em um país onde os governantes adoram e estimulam a desinformação que grassa entre grande parte da população, é natural que a atenção seja sempre desviada para aquilo que chama mais a atenção, ao invés do verdadeiro cerne da questão. Fechemos o Google no Brasil, pois ele é do mal e “patrocina pedófilos“, como disse o Senador Demóstenes Torres, em um momento de enorme “brilhantismo”.
O que ninguém explica à população, por exemplo, que pode até acabar acreditando que o Google é o vilão neste caso, é que o que a tal CPI quer na verdade é facilitar seu trabalho e encontrar rapidamente um único culpado para um crime que, infelizmente, possui raízes muito mais profundas e difíceis de serem combatidas. Existe pedofilia no Orkut? Sim. Como existe em diversas outras redes sociais e sites espalhados pela internet, os quais continuarão acessíveis pelos pedófilos. Deve-se daí extirpar os criminosos, entretanto, bem como dificultar sua ação. Mas apenas isto.
Se continuarmos na brilhante linha de raciocínio de nossos políticos, aliás, somos levados a crer que daqui a pouco vão pedir o encerramento da internet no Brasil. Ou não? Acho que não. Até hipocrisia e burrice têm limites, mesmo lá em Brasília, onde rouba-se de dia e de noite e óleo de peroba é artigo encontrado na bolsa da maioria.
Fechar o Google no Brasil não elimina a possibilidade de acesso ao site por qualquer um em nosso país. Qualquer um com um pouco mais de conhecimento sabe do que estou falando. Mas este não é o problema aqui, o problema é que mais uma vez uma hipótese esdrúxula é levantada por pessoas que deveriam primar pelo bom senso. Uma hipótese técnica e moralmente infundada, pelo simples motivo que não é o Google ou o Orkut que transforma alguém em pedófilo e/ou promove a pedofilia. Um pedófilo não é um pedófilo apenas por que utiliza esta ou aquela rede social como auxílio às suas práticas criminosas. Estas são apenas um meio.
O que muitas vezes facilita a ocorrência deste crime hediondo é a certeza de impunidade, este sim um crime com autores plenamente identificáveis em nosso país: nossos políticos e juízes. Voltando ao pedófilo, ele é e pronto, independentemente de utilizar o Orkut, o Google, um computador, a internet ou nenhum destes.
O combate às suas práticas abjetas é que deveria estar em pauta lá no Senado. Leis que ajudassem a “engrossar” um pouco nossa legislação, infundindo um pouco de medo nos criminosos, deveriam estar sendo discutidas sériamente, ao invés deste circo todo, deste palavreado inútil e descabido.
O Google deve colaborar? Com certeza. E pelo que entendi, a empresa não está se negando a nada. Apenas os parlamentares parecem se esquecer, muitas vezes, de que não se pode passar por cima da lei para cumprí-la. O combate à pedofilia deve ser ferrenho? Sem dúvida. O que não se pode é misturar as coisas como nossos parlamentares adoram fazer, atribuindo culpa a quem não tem e desviando a atenção do que realmente interessa. Ou alguém ainda acredita que o que realmente salta aos olhos nesta confusão toda é a pedofilia?
Mas infelizmente as coisas são assim, por aqui. Além do tal infeliz Projeto de Lei que quer implantar um regime policial na web brasileira ainda somos obrigados a ouvir disparates como este, sabendo que, no fundo, nada vai mudar em relação ao combate à pedofilia, pois como sempre em nosso país, querem apenas arranjar um culpado rapidamente e empurrar o crime e seus resultados para baixo do tapete. É muito mais fácil.
Isso revolta.

Ontem publiquei um artigo a respeito do nefasto Projeto de Lei 89/03, que está em tramitação no Congresso e que, caso aprovado, vai acabar com a privacidade na internet brasileira e implantar um regime meio que “policial” na mesma. Trata-se de mais uma “brilhante” idéia de nossa classe política que, na falta do que fazer além de roubar os cofres públicos, acaba direcionando toda sua energia restante (negativa, diga-se de passagem) para atividades e projetos nem um pouco louváveis.
Trata-se, acima de tudo, de um projeto que tem de ser enviado o quanto antes, juntamente com as idéias que o permeiam e com aqueles que o defendem, para o esquecimento (para quem acredita no inferno e similares, pode rezar para enviarem pra lá também). Acredito que a sociedade precisa se mobilizar, fazer alguma coisa, lutar, brigar mesmo. Senão, onde vamos parar? Sob premissas totalmente hipócritas pode um punhado de parlamentares mal informados levar adiante algo tão medonho e “burro”? A quem interessa um “aborto” desses que, além de tudo, poderá inviabilizar e/ou dificultar a simples existência de redes abertas, wireless, P2P, etc?
Como eu disse ontem, se surgisse um selo contra o tal projeto, eu o usaria e divulgaria. Se surgir um abaixo assinado, estou dentro. Se surgir uma campanha, também. Sendo assim, gostaria de avisar a quem se interessar a respeito do banner disponibilizado no Blog do Sérgio Amadeu (o qual estou utilizando no início deste artigo). Aliás, vou inserir na barra lateral aqui do Open2Tech uma outra versão de tal banner.
Se você possui um blog, não deixe de utilizar os banners e dizer o quão nefasto é tal Projeto de Lei.