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O Chrome já provoca mudanças na concorrência

Eu não digo que a concorrência é sempre sadia? Que quanto maior a quantidade de produtos e empresas disputando um mesmo nicho de mercado, cada uma com diferentes metodologias de trabalho, diferentes desenvolvedores e diferentes modos de enxergar o mercado, mais é ampliado o leque de opções disponíveis ao usuário e mais produtos de excelente qualidade são criados e aprimorados? :)

Comentei algo a este respeito há alguns dias atrás, em um artigo a respeito do Chrome, do Google, e ontem a Mozilla  já deu mostras de que está preocupada, “antenada” e tem planos para aprimorar o Firefox, incluindo no mesmo um recurso existente no Chrome e no Internet Explorer 8 beta 2: a possibilidade de navegação anônima, ou seja, “navegação sem rastros”.

Navegação anônima

Pois bem, este recurso, até hoje possível no Firefox somente mediante a utilização de extensões tais como a “Stealther“, por exemplo, ou então através da intervenção manual do usuário, apagando cookies, histórico de navegação, cache, etc, etc, após cada sessão, está agora incluso na “Feature list” do Firefox 3.1, e possivelmente estará presente nos próximos releases a serem lançados e/ou na versão 3.1 final.

A concorrência é saudável

Quando escrevi o artigo que mencionei acima, a respeito do Chrome, das inovações que o mesmo trouxe e das mudanças que ele poderia provocar no “mercado” de navegadores, confesso que estava mesmo esperando por algo do tipo. Só não esperava que a resposta seria tão rápida. Pode-se dizer que o Chrome serviu (e serve), não só aos propósitos do Google, mas também para provocar mudanças importantes no modelo de desenvolvimento de todos os atuais navegadores, ou pelo menos dos mais utilizados/conhecidos.

A Mozilla já se manifestou a respeito, e não deixa de ser notável o fato de, no artigo “Private mode back in Firefox 3.1 plans“, no Mozilla Links, mencionarem que “já sentiram a pressão da concorrência“. Seria ótimo que não só o “mercado” de browsers se visse constantemente tomado e movimentado por tais “pressões”, mas sim o mundo da tecnologia como um todo, não?

Ganhariam não só os usuários, mas também os desenvolvedores/software houses, pois uma coisa puxa a outra, e um novo e melhor produto sempre acaba fazendo com que os demais se adequem ou aperfeiçoem suas soluções, de forma tal que estas ou se igualem ou suplantem os produtos recém desenvolvidos. E este é um ciclo sem fim, o que torna a concorrência, pelo menos no quesito “tecnologia”, algo saudável e até mesmo imprescindível, que resulta sempre em inovação, eliminação da estagnação e evolução constante.

Finalizando

Acho que tudo isto nos levará a um mesmo lugar, independentemente do navegador que cada um de nós utiliza. Teremos em nossas mãos produtos cada vez mais seguros, customizáveis, rápidos, leves e, por que não, mais bonitos. Cada vez mais gosto do Chrome, apesar de até o momento tê-lo utilizado apenas para testes. E você? :)

Chrome: só mais um navegador ou o início de uma revolução?

Desde o lançamento do navegador do Google, o Chrome, fiquei me perguntando que motivos teria a gigante de Mountain View para inserir no “mercado” mais um navegador, mais um produto em um nicho meio que já saturado, repleto de excelentes alternativas, cada uma com sua devida legião de fãs.

Acima de tudo, além de tentar entender as reais motivações da empresa, fiquei me perguntando se o navegador seria “um fim em si mesmo” ou se ele seria “apenas um meio”, parte de uma estratégia do Google para a captação de feedbacks, testar novas tecnologias e metolologias e, principalmente, analisar o quão dependentes são os usuários de determinados aplicativos e de toda a rotina envolvida na utilização destes, visando, é claro, o aprimoramento de produtos já existentes ou o desenvolvimento de novos e melhores.

Novos horizontes

É público e notório o fato de que um dos “alvos”, digamos assim, do Chrome, é a enorme base de usuários do Internet Explorer, da Microsoft. Entendamos o desenvolvimento e o lançamento do Chrome como um simples recado à  Microsoft dizendo “- Eu posso fazer mais, melhor e mais rápido” ou como um recado à mesma empresa a respeito do fato de que, possivelmente, em um futuro não tão distante, a importância dos sistemas operacionais como os conhecemos hoje, totalmente “baseados no desktop e dele dependentes”, diminuirá, o fato é que o Chrome é, acima de tudo, uma demonstração clara e sucinta do poder que representam a web e os felizardos que melhor a entenderem, dominarem e, sobretudo, para ela voltarem seus esforços de maneira correta.

O Google “está na web” como nenhuma outra empresa. Oferece uma enorme variedade de produtos e soluções que, na maioria das vezes, chegam gratuitamente ao usuário final. Possui um programa de publicidade que está presente em 99 de cada 100 websites que veiculam propaganda. Possui, sem sombra de dúvida, know-how e força suficientes, portanto, para quebrar paradigmas e revolucionar senão tudo, pelo menos muitas coisas em sua área de atuação.

E do que estamos aqui falando?

Estou aqui falando a respeito de velhos padrões, e de como a substituição destes por um novo, “fresco” e mais flexível modelo de se ver e fazer as coisas pode ser poderoso e representar, portanto, uma verdadeira revolução. Ninguém tem dúvidas de que o Chrome começa a introduzir para o usuário elementos até há algum tempo atrás ausentes de outros aplicativos do mesmo gênero.

Total isolamento de processos? Tratamento individualizado de abas? Gerenciador de processos “embutido”? Sandbox? Abas que se transformam em novas janelas? Segurança aprimorada? Rodar aplicativos de maneira online? Estou enganado ou tudo isto se aproxima bastante de um “sistema operacional“?

O Chrome pode representar o início de uma revolução?

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Seja ignorado pelo Woopra

O time do Woopra finalmente acrescentou ao serviço uma funcionalidade que eu aguardava desde o início da utilização do sistema: eliminar minhas próprias visitas das estatísticas. Aliás, acho que muita gente esperava por algo assim.

Agora, através da utilização do novo Woopra WordPress Plugin, o qual se encontra na versão 1.3.1, é possível contarmos com este recurso: basta que seja marcada a opção “Ignore Administrator Visits“, na página de configurações do plugin, e a partir daí todas as visitas do(s) administrador(es) do blog serão totalmente ignoradas pelo plugin e, conseqüentemente, eliminadas de todas as estatísticas.

Além disso, é possível a partir da instalação desta versão do Woopra WordPress Plugin acompanharmos os comentários em tempo real, através da seção “Live” do cliente Woopra.

Faça o download da versão 1.3.1 do Woopra Plugin for WordPress, execute sua instalação e/ou upgrade e comece a desfrutar deste recurso que, em minha opinião, “já deveria ter vindo de fábrica”. Mas antes tarde do que nunca, não? :)

Google Chrome: o navegador do Google

Finalmente foi liberado para download pelo Google o navegador Google Chrome, o qual possui o código totalmente aberto e ainda está em versão beta, como já era de se esperar. Inicialmente pensei em não escrever a respeito deste navegador tão cedo, principalmente por que tinha como certo o fato de que o “mercado” de navegadores já estava meio que saturado, e um novo “produto”, mesmo que do Google, pouco teria a acrescentar a já tão superlotado mercado.

Entretanto, por pura curiosidade mesmo, dediquei algumas horas do dia de hoje a vasculhar alguns materiais a respeito do navegador, e devido a tal pesquisa me senti motivado a escrever este artigo, digamos, “inicial”, pois sei que vou falar mais a respeito deste novo navegador por aqui. :)

Mais um navegador de código aberto

O Chrome possui seu código totalmente aberto. Juntemos a isso a já esperada e característica simplicidade presente em todos os produtos do Google, um visual super clean e a meta do Google de transformar o navegador em apenas uma “janela para a web”, não desviando a atenção do usuário daquilo que realmente interessa (a web, seus websites e os aplicativos nestes inclusos), e teremos um produto um tanto quanto interessante, e eu diria, até, empolgante.

Dentre as inúmeras características bem peculiares do Chrome, vale destacar em primeiro lugar o fato de que cada aba roda em um processo distinto, o que significa, por exemplo, que caso determinado website cause o travamento de uma das tais abas, isto não comprometerá o funcionamento do browser como um todo, e todas as outras abas continuarão operantes. Sensacional, não? :)

Algumas funcionalidades

Além dos recursos acima citados, vale destacar mais alguns bem interessantes:

  • Novas abas abertas com miniaturas dos últimos websites visitados (recurso bem semelhante ao “Speed Dial” do Opera).
  • Melhor utilização do Google Gears.
  • Guias dinâmicas: possibilidade de criar novas janelas a partir de abas em funcionamento, bem como diversas outras funcionalidades ligadas às abas.
  • Gerenciador de downloads integrado.
  • Alertas no caso de sites inseguros.

Além de tudo isto, existe uma interessante estória em quadrinhos (em inglês) a respeito da idéia por trás do Chrome, seus recursos, conceitos, funcionalidades, etc. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de ser aí mencionado que cada aba no Chrome será realmente isolada, e funcionará dentro de um “container” totalmente seguro, de maneira tal que jamais um malware conseguirá causar danos ao sistema. Isto é conhecido como “SandBox.

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Ubiquity: converse com seu Firefox

Confesso que poucas extensões para o firefox até hoje me empolgaram tanto quanto a Ubiquity. Diferentemente das outras extensões para o navegador da Mozilla, que trazem funcionalidades e novos recursos já “empacotados” e prontos para utilização, a Ubiquity “coloca o poder nas mãos do usuário”.

Trata-se de um addon ainda em fase experimental, mas que já mostra ser inovador ao extremo. Resumindo um pouco a coisa toda, a Ubiquity permite que o usuário “converse”, via texto, com o navegador, através da digitação de comandos em uma janela própria para isto, a qual pode ser acionada mediante uma combinação de teclas que pode ser customizada. “CTRL+espaço”, “CTRL+SHIFT”, etc: você escolhe.

No tal “prompt de comando”, o usuário então executa a digitação dos comandos, das, digamos assim, “ordens”, acrescentando após os mesmos os devidos “parâmetros”. Já existe uma lista bem grande de comandos utilizáveis, e a grande vantagem proporcionada pela extensão é a centralização de tarefas que ela permite.

Na mesma janela/aba de seu Firefox você pode, por exemplo, iniciar uma consulta ao Google, adicionar um mapa do Google Maps ao e-mail que está redigindo, adicionar ou consultar determinada entrada em sua conta junto ao Google Calendar, solicitar a visualização do código fonte de um website, iniciar a composição e enviar um e-mail, efetuar pesquisas por imagens junto ao Flickr, iniciar traduções de palavras e/ou frases de um idioma para outro, efetuar pesquisas junto à Wikipedia, consultar a previsão do tempo, etc. Ufa, a lista é enorme, e segundo o Mozilla Labs, novos comandos podem ser adicionados, e já existe até uma lista com sugestões de usuários.

Uma das coisas mais legais na extensão, e que facilita bastante a vida do usuário, é o fato de que o próprio “prompt de comando” vai sugerindo comandos conforme o usuário inicia a digitação. Além disso, durante toda a utilização o prompt vai “explicando” a sintaxe de utilização de  cada comando. Ou seja, é muito simples utilizar a extensão. :)

Instalação

Para instalar a Ubiquity em seu Firefox, basta utilizar este link. Mas lembre-se, este ainda é um protótipo, e problemas podem ocorrer. No meu caso, por exemplo, detectei uma incompatibilidade com a extensão “Google Reader Notifier“, mas a substituição da mesma pela “Google Reader Watcher” resolveu o meu problema. Nada muito complicado, não? :)

Após a instalação, você pode acessar as configurações do addon simplesmente digitando “about:ubiquity” na barra de endereços do Firefox. Assim, você obterá acesso a uma página com quatro botões diferentes (“Home”, “Your commands”, “Tutorial” e “Find new commands”).

Na seção “Home”, inclusive, você pode definir a combinação de teclas para acesso ao prompt de comando da Ubiquity. Em “Your commands”, você visualiza a lista dos comandos atualmente disponíveis. Mas, você pode também utilizar, no  próprio prompt de comando, o comando “command-list”, que provoca a exibição da mesma lista. Ainda na seção “home” você pode visualizar um vídeo muito interessante a respeito da extensão.

Um dos comandos que, talvez, você também venha a apreciar bastante é o “command-editor”, o qual permite que sejam criados comandos personalizados. Ou seja, a extensão realmente “dá poder” ao usuário. Ao utilizar o comando “command-editor”, você pode visualizar o link de acesso ao manual para criação de comandos.

Finalizando

Em minha opinião, esta é uma extensão com um futuro muito promissor, pois permite que o usuário saia de sua cômoda posição, muitas vezes limitada, e obtenha uma interação ao mesmo tempo simples e poderosa com o navegador, acessando e utilizando a partir do mesmo serviços e funcionalidades que, de outra maneira, demandariam uma quantidade bem maior de tempo e procedimentos, além dos necessários acessos a diferentes websites.

Vou ficar bem atento às novidades a respeito da Ubiquity. :)

Fonte: Mozilla Labs