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Zoundry Raven: um fantástico editor offline de blogs

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Conheci o Zoundry através de uma indicação no fórum da Rede de blogs Comopinião, e desde então, nunca mais acessei/utilizei o editor do Wordpress. O que mais me motivou a utilizar o software foi este post do Cardoso, onde ele esmiuça o aplicativo e faz com que simplesmente tenhamos certeza de que o software é a melhor opção para gerenciamento de blogs, sendo um aplicativo totalmente offline. Literalmente, o post do “Contraditorium” me converteu. :) Bom, acontece que foi lançado recentemente o Zoundry Raven, nova versão do aplicativo ainda em versão alpha, com interface melhorada, correção de alguns bugs e, principalmente, inclusão de algumas características bem úteis, como por exemplo a possibilidade de se inserir as tags diretamente no próprio Zoundry Raven ao se escrever um post, ao invés de, como na versão anterior, ter-se de postar o artigo, acessar o editor do Wordpress e então inserir-se manualmente as tags. A instalação do aplicativo é bem simples, e após a mesma, tudo o que você tem de fazer é configurar o seu blog, inserindo a url do mesmo, o usuário e a senha, através do “wizard” apresentado assim que se abre o software pela primeira vez:

Telas de configuração do seu blog no Zoundry Raven:

zoundry-config.jpg

Primeiro, insira a url do blog, completa, e clique no botão “Next” (próximo). Em seguida, é mostrada a tela abaixo:

zoundry-config2.jpg

Na tela acima, preencha os seguintes campos:

  • Account name (nome da conta): dê um nome “interno” ao seu blog, para efeitos de identificação no aplicativo caso você gerencie mais de um blog através dele.
  • Site type (tipo do site): aqui, especifique o tipo do site, se é um blog em Wordpress, um site desenvolvido em Xoops, etc.
  • Username (usuário): insira o usuário de acesso à administração do seu blog.
  • Password (senha): insira a senha de acesso à administração do seu blog.
  • API URL (URL da Api): não se preocupe. Aqui o Zoundry Raven identifica exatamente a url para a API, após o preenchimento dos campos acima.

Após preencher todos os dados acima, o Zoundry Raven irá importar do seu blog todos os seus posts, links, imagens, etc. Deste que, é claro, você já possua um blog. Caso contrário, basta criar um e iniciar a utilização do Zoundry Raven “do zero”, seguindo este tutorial. :)

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Abaixo segue a tela principal do sistema, já com seu(s) blog(s) configurado(s):

zoundry-main.jpg

A utilização do mesmo é bem simples. Para se criar um post novo, utiliza-se o botão “Write” (escrever). Para adicionar uma nova conta/blog, o botão “Add Account” (adicionar conta). Existe um menu lateral muito útil, chamado “Account navigator”, através do qual se pode acessar posts publicados e ainda não publicados, e também todos os links, imagens e tags já utilizados nos posts (quase tudo isto pode ser copiado com o botão esquerdo do mouse para inserção em um post em desenvolvimento). Existe também, no canto superior direito, um menu “drop down” com algumas opções de filtros disponíveis, e uma caixa de busca. Muito útil quando se possui muitos posts armazenados. :) A janela de escrita (write), além disso, é super fácil de ser utilizada, as opções são encontradas facilmente e ela trabalha “com abas”, ou seja, você pode escrever, editar e abrir diversos artigos ao mesmo tempo, e cada um é aberto em uma aba diferente. Abaixo segue um screenshot da janela de escrita, a qual possui um editor bem completo, dispensando quase que totalmente edições diretamente no código:

zoundry-write.jpg

Na tela acima possuímos as opções usuais, como “Save” (salvar), “Cut” (copiar), “Paste” (colar), “Undo” (desfazer alguma ação), “Redo” (refazer alguma ação), “Publish” (publicar, quando seu post estiver pronto) e “View (online)” = Visualizar ( online). Estando seu blog previamente configurado conforme as informações acima, basta clicar no menu dropdown localizado no campo “Blog(s)” e escolher o blog no qual “vai trabalhar”. Após isso, no menu dropdown ao lado, onde está escrito “configure”, escolha as categorias (as quais ele busca automaticamente de seu blog), preencha o título do post no campo “Title” e insira as tags no campo “tagwords”. É interessante ressaltar que no menu dropdown “configure”, onde se escolhe as categorias, é aberta inicialmente a aba “Categories”, mas também existem, na parte inferior da pequena tela que é aberta, duas outras opções:

  • General: para se escolher se o post vai ser publicado como rascunho, inicialmente, ou então para se alterar o horário e a data da publicação.
  • Weblog ping: para “pingar” diversos serviços como por exemplo o “Technorati”, o “FeedBurner”, etc.

Após todas as explicações acima, basta usar sua criatividade e digitar seu post na “text area” mais abaixo. Ao terminar, basta clicar no botão “Publish” (publicar), e o Zoundry Raven irá publicar seu post em pouquíssimos segundos (ou minutos), dependendo do tamanho do mesmo, quantidade de imagens, velocidade da sua conexão à internet, etc. Vale inclusive lembrar que o Zoundry Raven, assim como seu antecessor, faz o upload das imagens automaticamente. Ainda na tela de edição/criação de posts, na parte inferior da mesma, existe uma aba onde você pode visualizar o código XHTML do post (o qual pode inclusive ser copiado para utilizações as mais diversas :) ), e também a aba “Preview”, para você visualizar o post “pronto”:

zoundry-footer.jpg

Algo interessante e digno de nota a respeito da aba “preview”, é que você pode tanto visualizar o post “cru”, quanto visualizar o mesmo “no próprio template do seu blog”. Para isto, basta acessar as configurações do aplicativo, em Tools ==> Blog template manager, clicar no botão “add”, escolher o blog previamente cadastrado no campo “From blog”, e no campo “Template name” escolher um nome qualquer para o template. Marque então a opção “make this template the default for this blog” e clique no botão OK. O Zoundry Raven irá então efetuar o download do template em utilização no momento em seu blog, e todas as vezes que você clicar na aba “Preview” na tela de criação/edição de posts, irá visualizar o post “já no template do seu blog”. Muito legal, não? :)

zoundry-templmanag.jpg

Não posso deixar de citar o fato de que o menu de contexto da antiga versão do Zoudry (anterior à Raven, a qual é um alpha) continha muito mais opções, inclusive permitia que se inserisse, durante a escrita, links para posts já escritos. Isto não existe por enquanto no Raven, mas pode ser feito de uma maneira um pouco mais complicada. Basta acessar-se a tela inicial do software, na barra lateral abrir-se a opção “Links”, clicar-se sobre o link desejado com o botão direito do mouse e então utilizar-se a opção “copy link location”, aproveitando-se então o link copiado no post que se está escrevendo através de um simples “colar/paste”. Mas quem sabe eles não mudem isto nos próximos releases. :) Algo bastante interessante também é a possibilidade de se postar um mesmo post, ao mesmo tempo, em diversos blogs (desde que, é claro, você tenha os mesmos cadastrados no Zoundry). Para isto, na tela de escrita/edição, clique no sinal de “+” localizado ao lado do menu drop down de escolha de categorias, conforme imagem abaixo, e vá escolhendo os blogs nos quais deseja inserir o post:

zoundry-add.jpg

Backups e perfis

O Zoundry Raven trabalha com “perfis”, ou seja, você pode ter diversos perfis dentro dele, e armazenar/gerenciar quantos blogs desejar dentro de cada um. Os perfis são armazenados no seguinte diretório, e esta informação é bem interessante para efeito de backups e transporte dos dados armazenados de um computador para o outro:

C:\Documents and Settings\Administrador\Dados de aplicativos\Zoundry\Zoundry Raven\My Profile

Lembramos que “Administrador” deve ser substituído pelo usuário que você utiliza para efetuar login no windows, e sob o qual o Zoundry foi instalado. Dentro da pasta abaixo, inclusive, você encontra todos os posts feitos a partir do Zoundry (em formato .xml), podendo efetuar backup dos mesmos individualmente ou em grupo:

C:\Documents and Settings\Administrador\Dados de aplicativos\Zoundry\Zoundry Raven\My Profile\datastore

Lembramos também aqui que “Administrador” deve ser substituído pelo usuário que você utiliza para efetuar login no windows, e sob o qual o Zoundry foi instalado. Ou seja, para efeitos de backup, você pode tanto optar pela cópia da pasta \My Profile quanto pelo conteúdo da pasta \datastore, bastando em uma nova instalação/máquina onde deseje utilizar o Zoundry, efetuar o restauro da pasta ou do conteúdo acima citado, para os mesmos locais (após, é claro, executar a instalação do software :) ). Existe ainda, na opção Tools ==> Preferences, algumas configurações disponíveis, como por exemplo a possibilidade de escolher se você deseja manter o Zoundry na bandeja do systema, quais serviços deseja “pingar” (ou não), ativação ou não de um corretor ortográfico, etc.

Por tudo o que vimos acima, podemos perceber que o Zoundry Raven, apesar de ainda não possuir algumas opções disponíveis em sua antiga versão, é um aplicativo muito útil, versátil, e que facilita bastante a vida do “blogueiro”. :) Além disso, se encontra em constante aprimoramento, e novidades estão sendo adicionadas com uma certa freqüência. Não deixe de testar e postar sua opinião a respeito. :) Infelizmente, entretanto, ainda não existe uma versão disponível para Linux, nem tampouco o Zoundry possui seu código aberto. Mas, de qualquer forma, isto não tira sob hipótese alguma o mérito do software e de seus desenvolvedores. :)

Informações adicionais

Site oficial do Zoundry Raven:

http://www.zoundryraven.com/

Link para download da última versão (recomendada) do Zoundry Raven (0.8.185):

http://www.zoundry.com/raven/builds/zRaven-0.8.185.exe

Página com links para download de todos os builds

Fórum de suporte ao Zoundry Raven:

http://forums.zoundry.com/viewforum.php?f=11

Site oficial da versão “beta” do Zoundry (anterior ao Zoundry Raven):

http://zoundry.com/

Link para download da versão acima citada do Zoundry

http://zoundry.com/download/zBlogWriter.exe

OBS: pelas funcionalidades citadas, e por tudo o mais que disse acima, recomendo firmemente a utilização do Zoundry Raven. :)

Um pequeno bug

Existe ainda um pequeno bug que faz com que seja inserido em todos os posts, no final, um link com algumas tags para o Technorati. Mas nada que uma rápida visita ao editor do Wordpress não resolva. :)

Comodo Memory Firewall: prevenção contra buffer overflow attacks

memoryfirewall.gif

Particularmente, gosto bastante das soluções e da filosofia de trabalho do Comodo Group, e pretendo postar alguns reviews, artigos e tutoriais aqui no Open2Tech a respeito dos aplicativos desenvolvidos pela empresa, uma das mais renomadas no mundo na área de certificados digitais. Já falei um pouco a respeito da empresa e sua filosofia de trabalho por aqui, mas vale lembrar que eles desenvolvem uma série de soluções voltadas à segurança de desktops, todas gratuitas e completas, tanto para uso pessoal quanto para uso comercial, uma grande vantagem quando lembramos que a maior parte dos anti-vírus, firewalls e softwares relacionados apresentados como “gratuitos” não passam de versões “castradas” das versões pagas. O Comodo Group possui uma ampla gama de soluções voltadas à segurança, como por exemplo o renomado e poderoso “Comodo Firewall Pro“, o “Comodo Anti-Malware“, também conhecido como BOClean (na verdade uma aquisição recente do Comodo Group que se encontra em constante aprimoramento), o “Comodo Anti-Virus“, cuja versão 3 está sendo aguardada para muito em breve, o “Comodo iVault“, um gerenciador de senhas similar ao “Keepass” (a respeito do qual já comentei aqui no Open2Tech), e o “Comodo Backup“, dentre outros. Mas o software que desejo apresentar a vocês neste artigo é o novo “Comodo Memory Firewall“, ou simplesmente CMF, lançado oficialmente em 16 de janeiro de 2008. Trata-se de um aplicativo cuja finalidade é a prevenção de “buffer overflow attacks“, um dos tipos de ataques mais perigosos e comuns contra computadores, e que pode causar danos e prejuízos seríssimos ao atacado. Este tipo de ataque ocorre quando um programa malicioso envia mais dados para um buffer de memória do que este pode manipular. Um buffer overflow (algo como “transbordamento de buffer) é também chamado de “estouro de pilha”, ou seja, literalmente, é uma situação onde um buffer ultrapassa sua capacidade de armazenamento. É uma situação que pode tanto ocorrer devido a erros de programação, quanto pode perfeitamente ser deliberadamente provocada, com fins maliciosos.

Falando um pouco a respeito de buffer overflow attacks

É interessante citarmos algo que o pessoal do Comodo Group diz a respeito deste tipo de ataque:

“To attack a computer, a malicious program or script deliberatpor nada…(Y)ely sends more data to its memory buffer than the buffer can handle leaving the system vulnerable to malware that can reformat the hard drive, steal sensitive user information, or even install programs that transform the machine into a Zombie PC.”

Ou, traduzindo:

“Para atacar um computador, um programa ou script malicioso envia deliberadamente mais dados para seu buffer de memória do que este pode manipular, deixando o sistema vulnerável a um malware que pode reformatar o disco rígido, roubar informações delicadas do usuário, ou mesmo instalar programas que transformam a máquina em um PC Zumbi.”

Ou, ainda:

“A buffer overflow is an anomalous condition where a process attempts to store data beyond the boundaries of a fixed-length buffer. The result is that the extra data overwrites adjacent memory locations. The overwritten data may include other buffers, variables and program flow data and may cause a process to crash or produce incorrect results. They can be triggered by inputs specifically designed to execute malicious code or to make the program operate in an unintended way. As such, buffer overflows cause many software vulnerabilities and form the basis of many exploits.”

E, traduzindo:

“Um buffer overflow é uma condição anômala onde um processo tenta armazenar dados além dos limites de um buffer com tamanho delimitado. O resultado é que os dados adicionais sobrepõem locais adjacentes na memória. Os dados sobrepostos podem incluir outros buffers, variáveis e fluxo de dados de programas, e podem causar danos a um processo ou produzir resultados incorretos. Eles podem ser desencadeados por entradas especificamente designadas para a execução de código malicioso, ou para fazer o programa funcionar de maneira involuntária. Assim sendo, os buffer overflows causam muitas vulnerabilidades de software, e formam a base de muitos exploits.”

Resumindo, um ataque deste tipo cria uma oportunidade “fantástica” (no mal sentido, claro) para que alguém mal intencionado comprometa o sistema do atacado, e o Comodo Memory Firewall, segundo o próprio Comodo Group, tem a capacidade de prevenir mais de 90% destes ataques. Vamos agora falar a respeito do software e suas funcionalidades.

Instalando o Comodo Memory Firewall

A instalação (e a utilização do software) é bem simples. Basta efetuar o download do instalador e clicar nos botões “Next” (próximo), conforme imagem abaixo:

Início da instalação:

cmf1.jpg

Tela de aceitação da licença (clique em “I ACCEPT”):

cmf2.jpg

Tela de ativação (não obrigatória):

cmf3.jpg

Na tela acima você pode, opcionalmente, inserir seu e-mail e marcar a opção “Sign me up for the news about COMODO products (Optional)”, caso queira receber novidades a respeito dos produtos Comodo em seu e-mail. Clique mais uma vez no botão “Next”. Feito isto, o software está instalado em seu sistema, e automaticamente é criado um ícone na bandeja do sistema, similar ao abaixo:

cmf-systray.jpg

Clicando no ícone acima com o botão direito do mouse, você obtém acesso às seguintes opções:

  • Open (abrir): para abrir a tela principal do software
  • Exit (sair): para encerrar o software

Ao escolher a opção “Open”, é aberta a janela principal do Comodo Memory Firewall, conforme imagem abaixo:

cmf4.jpg

Na janela principal do software, encontramos os seguintes botões/opções:

  • Settings (configurações): aqui você acessa as configurações do software, e pode escolher, por exemplo, se deseja que o mesmo busque por atualizações automaticamente, se deseja que ele seja iniciado automaticamente junto com o windows, etc.

cmf5.jpg

  • Update (atualizar): aqui você pode “forçar” a procura por novas atualizações do software.
  • Help (ajuda): acesso à ajuda do software.
  • About (sobre): informações sobre o Comodo Group e sobre a versão do aplicativo.
  • Applications (aplicações): opção que lista todas as aplicações monitoradas pelo CMF. Por padrão, ele já está pré-configurado desde a instalação para monitorar “All the other applications” (todas as outras aplicações), e ao se clicar no botão “Edit” (editar), pode-se visualizar a regra definida para a opção (que pode também ser modificada pelo usuário, caso este assim deseje), a qual define como o CMF irá se comportar quando detectar um ataque.

Existem três “atitudes” que podem ser tomadas pelo CMF quando um ataque é detectado, e que podem ser pré-configuradas através das regras, pelo usuário:

  1. Do Nothing (não fazer nada): neste caso, o CMF não fará nada.
  2. Ask the user (perguntar ao usuário): opção recomendada e pré-configurada durante a instalação. Recomendável para a maioria das situações.
  3. Perform the following actions (executar as seguintes ações): neste caso, são disponibilizadas sub-opções como por exemplo “terminate the application” (finalizar a aplicação), “restart the application” (reiniciar a aplicação), etc.

De qualquer forma, a melhor opção é a padrão, ou seja, ” ask the user ” (perguntar ao usuário):

app-config.jpg

OBS: o CMF também pode ser configurado, como pode ser visto na imagem acima, para enviar “alertas por e-mail” quando da ocorrência de um ataque. Ainda dentro da opção “Applications”, pode-se adicionar novas aplicações e regras, através do botão “Add” (adicionar), bem como editar as já existentes, através do botão “Edit” (editar).

Vamos ao restante dos botões/opções do CMF

  • Exclusions (exclusões): através desta opção é possível definir-se aplicações que não serão monitoradas pelo CMF (use com cuidado). Por padrão, nenhuma aplicação é inicialmente excluída.
  • Logs: aqui o usuário pode conferir detalhes sobre os ataques detectados pelo aplicativo.

cmf-logs.jpg

Importante

É interessante ressaltar que o CMF já é instalado com a configuração ideal para utilização na maioria das situações, ou seja, monitorando todas as aplicações (Applications ==> All the other applications), e sem nenhuma aplicação na lista de exclusões (Exclusions). Não modifique estas configurações a menos que tenha total certeza do que está fazendo.

Utilizando o aplicativo

O Comodo Memory Firewall quando ativo possui dois processos rodando, o cmfs32.exe e o cmf.exe. Os dois juntos não chegam a ocupar 2 Mb’s na memória. O software é super leve, não interfere em nada na utilização do computador e cumpre muito bem o seu papel. Quando uma tentativa de buffer overflow attack é identificada, ele imediatamente a bloqueia e exibe ao usuário, conforme as regras pré-definidas, a tela abaixo:

attack-detect.jpg

É claro que, na ocorrência de uma mensagem como a acima, você deve clicar na opção “kill” (matar), para que o CMF impeça a tentativa de ataque. Além disso, existe a opção “Remember my answer“, ou “lembrar minha resposta” (existente em qualquer bom firewall), para que o CMF não exiba o mesmo aviso para a mesma tentativa de ataque, “matando” a mesma automaticamente. Na mesma tela, ainda, existe a opção “Attack details” (detalhes do ataque), para que você possa visualizar maiores informações a respeito da tentativa de ataque.

Testando a eficiência da solução

Você pode testar a eficiência do CMF utilizando uma ferramena desenvolvida pelo próprio Comodo Group, que simula 3 tipos de buffer overflow attacks, o “Comodo BO Tester”, que pode ser obtido nos links abaixo:

Para sistemas de 32 bits

Para sistemas de 64 bits

Efetue o download do Comodo BO Tester e instale o mesmo em seu computador, executando todos os testes antes de instalar o Comodo Memory Firewall: possivelmente o mesmo demonstrará que seu sistema está vulnerável (vulnerable) a todos os 3 tipos de ataque executados, conforme a tela abaixo:

botester.jpg

Em seguida, instale o CMF, e execute os testes do Comodo BO Tester novamente. Você obterá então o seguinte resultado (lembrando que agora o aplicativo irá lhe apresentar a tela de detecção do ataque, e você deverá escolher a opção “Kill”):

botester2.jpg

Ou seja, todas as tentativas de ataque foram barradas pelo CMF. :) Como podemos ver, o Comodo Memory Firewall é uma ferramenta poderosíssima, gratuita tanto para uso pessoal quanto para uso comercial, leve e de fácil utilização e configuração. Aliás, chego a dizer que em 99% dos casos não é necessário efetuar nenhuma alteração na configuração padrão. Ou seja, apenas instale e desfrute. :)

Observação importante

Existe ainda um pequeno bug nesta versão, no módulo de atualizações automáticas, que faz com que o computador reinicie sempre que o CMF tenta buscar por novas atualizações. Mas basta desmarcar a opção “Automatically check for the updates” dentro das configurações (Settings), até que seja liberado um novo release pelo Comodo Group, que tudo transcorre numa boa. :)

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Informações adicionais

Site oficial do Comodo Group:

http://www.comodo.com/

Links para download do Comodo Memory Firewall:

Maiores informações sobre a solução:

http://www.memoryfirewall.comodo.com/

Fórum de suporte:

http://forums.comodo.com/

Sumatra PDF: um visualizador de PDF’s opensource

sumatrasplash.jpg

Todos sabemos que o formato PDF é um excelente formato para a disponibilização de manuais, tutoriais e arquivos relacionados. O grande problema é que o leitor/visualizador de PDF’s mais conhecido e utilizado é o “Adobe Reader“, um software que literalmente “come” enormes quantidades de recursos do sistema e, dependendo da configuração da máquina, demora uma eternidade para carregar qualquer PDF (e também para abrir). Felizmente, existem soluções muito mais leves, flexíveis e também gratuítas, como por exemplo o eXPert PDF Reader, da Visagesoft, e o Foxit Reader, da Foxit Software. Ambos são extremamente leves, carregam qualquer PDF muito mais rapidamente do que o Adobe Reader e, além disso, possuem inúmeros recursos, como por exemplo inserção de anotações, sistema de pesquisas, conversão do PDF para arquivos TXT, etc. Ambos são excelentes produtos, e ótimos substitutos para o Adobe Reader. Vale a pena dar uma conferida nos dois, e então tirar suas próprias conclusões. :) Entretanto, a solução que desejo apresentar aqui é uma solução opensource, algo inédito nesta categoria de software: o “Sumatra PDF“, distribuído sob a licença GPLv2 e desenvolvido por Krzysztof Kowalczyk . Trata-se de um excelente visualizador de PDF’s, que prima pela leveza e simplicidade, possui tradução para mais de 40 idiomas (dentre eles o português do Brasil) e realmente cumpre com o que promete, possuindo, segundo o próprio desenvolvedor (e isto pode ser comprovado ao se utilizar o software), um visual extremamente minimalista. Mas isto não é um ponto negativo, muito pelo contrário. O software é realmente “enxuto”, é carregado rapidamente e abre qualquer PDF muito mais rapidamente do que as soluções acima citadas. Quando aberto, ocupa ao redor de 400 Kb na memória, contra os 16 Mb ocupados pelo eXPert PDF Reader (não vou nem citar o consumo do Adobe Reader aqui, pois ele seria o campeão no quesito “ocupação de memória” :) ):

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O Sumatra PDF pode, é claro, ser definido como o visualizador de PDF’s padrão no windows, possui recursos como busca, zoom com ajustes para página inteira, tamanho real e percentual, impressão e rotação. Seu visual, como já disse acima, é enxuto e desprovido de quaisquer firulas, o que particularmente me agrada muito:

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Se você deseja um leitor de PDF’s simples, rápido e leve, o Sumatra PDF Reader é o seu número. :)

screenshot.jpg

Caso deseje, você ainda pode efetuar o download do código fonte do software e contribuir com o desenvolvimento do mesmo. Não encontrei nenhuma referência a uma versão para linux no site do desenvolvedor, mas quem sabe em breve uma versão para o SO do Pinguim não seja lançada? :) O Sumatra PDF pode inclusive ser executado diretamente de um pen drive, característica bem interessante e útil em nosso dia a dia. Não deixe de dar uma conferida e testar o software. Ele ainda está em sua versão 0.8, porém tem se mostrado estável e livre de bugs nos testes que efetuei. Vale a pena dar uma chance. :)

Informações adicionais

Site oficial:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf

Manual online:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/manual.html

Downloads:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/download.html

Informações a respeito do desenvolvimento:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/develop.html

Fórum de suporte:

http://blog.kowalczyk.info/forum_sumatra

Download do código fonte:

http://code.google.com/p/sumatrapdf

Converta seus documentos para ODF através do próprio OpenOffice

Tenho escrito alguns posts por aqui a respeito do ODF, explicando o porquê do formato ser mais viável, seguro, enxuto e preferível em relação a qualquer outro formato “proprietário”, e também dando mais alguns detalhes sobre o formato, como por exemplo a maneira de se “abrir” um ODF qualquer “na mão” e obter-se acesso ao seu conteúdo e estrutura.

Bom, após tantas “tentativas de conversão” :) (mas acreditem, o assunto ainda tem muito a ser discutido, e tenho mais algumas idéias em mente para outros posts), acredito que seria legal um post contendo o “básico do básico”:

Como converter arquivos de texto, planilhas e apresentações em formatos proprietários (respectivamente docs’s, xls’s e ppt’s) para ODF (respectivamente odt’s, ods’s e odp’s), através do OpenOffice

A coisa toda é bem simples. Primeiramente, se ainda não o fez, baixe o OpenOffice/BrOffice e instale o mesmo. Com o OpenOffice instalado, acesse o menu “Arquivo ==> Assistentes ==> Conversor de documentos” (o caminho e as telas são os mesmos em qualquer aplicativo da suíte). Será então apresentada a tela abaixo:

openoffice-conversor2-tn.jpg

Basta, então, escolher a opção “Microsoft Office” e selecionar os tipos de arquivo que deseja converter, clicando então no botão “Próximo”. Na próxima tela, você irá escolher os documentos que deseja converter (modelos e/ou documentos), bem como o diretório onde os arquivos originais se encontram (importar de) e o diretório destino (salvar em).

Feito isto, o OpenOffice exibirá uma tela contendo um resumo do que será feito, bastando então clicar no botão “converter”. O processo de conversão poderá demorar um pouco, dependendo da quantidade de documentos a ser convertida, e no final, a tela abaixo será exibida, mostrando a quantidade de arquivos convertidos, sendo possível inclusive a geração de um arquivo de log detalhado:

openoffice-conversor4-tn.jpg

Pronto, todos os seus documentos foram convertidos para o padrão ODF, ocupando menos espaço em disco, e não te prendendo mais a nenhum tipo de licença de uso ou softwares proprietários. :)

OBS: vale ressaltar que o conversor não efetuará modificação alguma na sua pasta “origem” (importar de). Então, pode efetuar a conversão tranqüilamente. :)

Informações adicionais:

Link para download do OpenOffice em português:

http://www.broffice.org/download

ESET SysInspector – Informações precisas sobre seu sistema

Como “segurança da informação” é um dos assuntos tratados por este blog, resolvi postar aqui este pequeno artigo e tutorial sobre um aplicativo freeware (pelo menos enquanto em sua fase beta) lançado pela ESET recentemente, o ESET SysInspector. A ESET é uma das mais tradicionais empresas desenvolvedoras de soluções de segurança do mundo, possuindo em sua linha de produtos, dentre outros, um dos mais famosos anti-vírus da atualidade, o NOD32.

O ESET SysInspector é um simples porém funcional utilitário para o diagnóstico de seu sistema/computador, que analisa profundamente diversos aspectos do mesmo, tais como processos ativos, itens inicializados juntamente com o windows, entradas no registro, conexões de rede, softwares e drivers instalados, além de disponibilizar algumas outras informações bem interessantes.

O pequeno programa de apenas 1,71 Mb, que não precisa ser instalado (basta efetuar o download do executável e executá-lo em seguida), realmente cumpre o que promete e é bem útil quando se quer investigar a fundo o sistema em busca de alguma atividade suspeita, presença de malwares, etc. É claro, é necessário algum conhecimento básico, pelo menos, a respeito do funcionamento do sistema operacional, seus processos e o que “deve” ou “não deve” existir/estar ativo na máquina. Também não deixa de ser válida, é claro, a utilização do software meramente com a finalidade de obter mais informações sobre o computador, ou até mesmo visando o aprendizado.

Após a introdução acima, vamos dar uma olhada no aplicativo:

sysinspector1-tn.jpg

Ao ser executado, o aplicativo exite a tela acima e executa a “análise” do sistema. A duração de tal análise vai variar de computador para computador, mas digamos que seja algo em torno de 1 a 3 minutos.

Terminada a análise, é exibida a tela abaixo, onde podemos visualizar diversas opções para consulta, bem como escolher os “níveis de risco” que desejamos visualizar:

sysinspector2-tn.jpg

Como podemos ver na imagem acima, os ítens analisados são:

  • Running processes (processos em execução): aqui são listados todos os processos e aplicativos ativos no momento, com informações tais como “caminho para o arquivo”, “status” e “descrição”, dentre outras.
  • Network connections (conexões de rede): aqui são listados todos os aplicativos e processos que estão acessando a rede e/ou a internet no momento. O aplicativo divide as conexões em “TCP Connections” (conexões TCP), “UDP Connections” (conexões UDP) e “DNS Servers” (servidores DNS).

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  • Important registry entries (entradas importantes no registro): como o próprio nome da opção já diz, aqui podem ser visualizadas as principais entradas no registro do windows e/ou aquelas comumentemente relacionadas a problemas. O aplicativo aqui divide as entradas em diversas sub-opções, como por exemplo “autostart”, “rede”, “protocolos”, etc.
  • Services (serviços): listagem de todos os serviços do sistema.
  • Drivers: listagem de todos os drivers instalados no sistema.
  • Critical files (arquivos críticos): listagem de todos os arquivos “críticos” relacionados ao funcionamento do sistema operacional, contendo os respectivos conteúdos.
  • System information (informação do sistema): informação completa sobre o hardware e o software da máquina. Aqui podem ser consultadas informações tais como versão do sistema operacional e service packs instalados, idioma, memória total, variáveis de ambiente, softwares instalados, privilégios do usuário, etc.
  • Files details (detalhes dos arquivos): listagem contendo detalhes dos arquivos mais importantes do sistema e também dos arquivos presentes na pasta “program files” (arquivos de programas).
  • About (sobre): informações sobre o ESET SysInspector.

Vale ressaltar que ao se clicar sobre qualquer um dos itens acima, são exibidas na parte inferior direita da tela mais informações sobre o mesmo, como por exemplo o nome do “desenvolvedor” (caso disponível), “versão”, “tamanho”, “dll’s usadas por um processo ou aplicativo e sua localização no computador”, “tipo de inicialização de um serviço”, etc. Tais detalhamentos ajudam bastante a se “refinar” a procura por algo malicioso em execução.

Opções adicionais

O ESET SysInspector possui algumas opções de filtragem bem interessantes, localizadas na parte superior da tela, e a principal é a “items filtering” (filtragem dos itens), a qual permite que se escolha, através de um controle deslizante, o “nível” do risco que se deseja consultar, de 1 a 9 .

Possui ainda uma opção de “busca” (search), localizada no canto superior direito, e a opção de salvar o log da análise em formato XML, através do menu “File ==> Save log”. Existem também algumas opções dentro do menu “file” (arquivos) que parecem fazer parte de uma futura opção para geração de relatórios. Estas opções não estão funcionando no momento, mas vale ressaltar que se trata de um beta, então, deveremos ainda esperar por futuras atualizações nesse sentido.

Como todos podem ver, o ESET SysInspector é um programa “enxuto” e de fácil utilização, que cumpre muito bem o seu papel mesmo enquanto ainda em sua versão beta, e pode ser utilizado facilmente por qualquer um que deseje obter maiores informações sobre seu computador/sistema operacional/drivers/softwares instalados, etc.

Espero que todos tenham gostado do artigo. :)

Informações adicionais:

O ESET SysInspector está disponível (gratuitamente) para a plataforma Windows apenas (Vista / XP / 2003), 64 ou 32 bits

Link para download do ESET SysInspector versão 32 bits:

http://download.eset.com/download/sysinspector/32/ENU/SysInspector.exe

Link para download do ESET SysInspector versão 64 bits:

http://download.eset.com/download/sysinspector/64/ENU/SysInspector.exe

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