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Portal do controle social: um Paraná de muitas faces

Existem algumas situações onde as soluções opensource não são a melhor escolha. Ou, existem algumas outras situações onde elas não são escolhidas. O mesmo pode ser dito, é claro, de soluções proprietárias. Percebeu a diferença aqui? :)

O fato é que acabei de citar duas possíveis situações, e algumas variantes, e desenvolvendo um pouco mais a ótica sob a qual desejo escrever este artigo, gostaria de dizer também que existem casos onde, muitas vezes, a gratuidade do aplicativo não significa redução de custos. Muitas vezes os custos com treinamento de pessoal, migração de dados, adaptação das rotinas internas e outros quesitos tão ou igualmente importantes representam um empecilho enorme à adoção de software livre por algumas empresas e instituições. E nem só os custos  devem ser levados em consideração, é claro, mas também uma série de outros fatores tais como, por exemplo, a curva de aprendizado requerida pelo(s) aplicativo(s) em questão.

Quando se fala em instituições públicas, porém, a questão é um pouco mais delicada por envolver dinheiro público e também por se dar em esferas quase sempre “à mostra”, onde tudo é observado atentamente, muitas vezes sob olhares um tanto quanto desconfiados (muitas vezes com razão, aliás).

Sobre o Governo do Estado do Paraná

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná representa uma excessão dentro de um governo estadual que já deu amostras bem claras de preferência pelo opensource, pois desenvolveu um portal de informações ao cidadão  e prestação de contas inteiramente mediante o uso de software proprietário. Quando falamos sobre software livre no Paraná, aliás, é possível que logo nos venha à mente o groupware Expresso, ferramenta desenvolvida pela CELEPAR (Companhia de Informática do Paraná) e para a qual está sendo migrado todo o serviço de e-mail do governo federal. É possível também nos lembrarmos muito facilmente de que o governo estadual do Paraná é aquele mesmo que recentemente sancionou uma lei que define o ODF como o formato de arquivos preferencial no estado.

Teríamos aqui um contra-senso? Software livre e proprietário podem coexistir dentro de uma mesma instituição? A palavra chave aqui é: liberdade. Liberdade de escolha, de pesquisa e de pensamento. Diferentes necessidades requerem diferentes soluções, e a melhor solução não é opensource nem proprietária: é aquela que melhor atende às necessidades do usuário. Sendo assim, que tal verificarmos mais a fundo o Portal do Controle Social?

Sendo um portal que tem por objetivo primário a prestação de contas ao cidadão, através da disponibilização de informações relativas a licitações, obras e contratos públicos no estado, bem como informações e resumos financeiros e fiscais, por exemplo, é natural e esperado que a transparência esteja em primeiro plano. Transparência nos métodos utilizados para a escolha das ferramentas a serem utilizadas e transparência também no modo como estas serão utilizadas. Acredito que isto pode ser encontrado no Portal do Controle Social.

Opensource versus software proprietário

Vale ressaltar que o portal completa três anos de operação neste mês, e a equipe de tecnologia da informação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná chegou a pensar em uma possível migração para software livre, migração esta que, entretanto, foi logo descartada devido à melhor relação custo-benefício encontrada na utilização de soluções Microsoft.

É claro que outras soluções foram testadas, opensource inclusive, porém acredito que devido ao caráter do portal e dos serviços nele oferecidos, devido à necessidade de agilidade na disponibilização das informações e também à necessidade de  alta disponibilidade dos dados, estas foram preteridas em favor de soluções proprietárias que, naquele momento, se mostraram a melhor alternativa e permitiram uma adaptação mais rápida de todo o pessoal envolvido no trabalho.  Um conjunto envolvendo tecnologias e aplicativos tais como os listados abaixo foi então utilizado:

  • Visual Studio .NET e ASP.NET.
  • Suite Microsoft Office e Web Components.
  • Microsoft SQL Server.

Não que a tarefa fosse muito grande para a utilização de software livre. Existem inúmeros casos de sucesso envolvendo aplicativos opensource em situações tão ou até mesmo mais delicadas do que a do Portal do Controle Social. O que devemos tentar enxergar aqui é o fato de que testes foram feitos e uma escolha consciente foi feita. Não foi simplesmente uma escolha que levou em consideração esta ou aquela corrente de pensamento, por exemplo, e a discussão proprietário versus opensource não foi um fim em si mesma.

Vale lembrar que mais uma vez o fator interoperabilidade mostrou-se interessante e até mesmo essencial, pois as soluções Office conseguiram inclusive permitir o acesso e a troca de dados com a base de dados em utilização no órgão responsável. Além disso, segundo Tatianna Cruz Bove, diretora de Tecnologia da Informação do TCE do Paraná, em casos assim o “custo” é algo muito relativo:

Imediatamente recuamos na migração, pois a questão de custo ficou relativa. Percebemos que o Office poderia oferecer muito mais valor do que uma ferramenta de produtividade pessoal“.

(more…)

Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 2

Bom, amigos, aqui está a segunda parte do artigo a respeito do Porta 25, da Microsoft. A primeira parte pode ser encontrada neste link.

Projetos e atividades mantidos pelo Porta 25

De qualquer forma, um dos objetivos deste publieditorial é esclarecer os pontos principais do projeto, sua importância para a comunidade e a maneira através da qual o Porta 25 pode facilitar o diálogo da Microsoft com outros desenvolvedores, desenvolvam estes aplicativos cujo código seja aberto ou não, pois no final das contas, o que conta para a maioria dos usuários é a continuidade e a liberdade no trato com suas informações. Este diálogo, principalmente, pode ajudar a um melhor entendimento do que realmente é interoperabilidade, qual sua importância e porque este conceito deve estar presente em qualquer ambiente de desenvolvimento.

Podemos visualizar claramente no Porta 25 e no Port 25, por exemplo, uma variedade enorme de análises técnicas e notícias relatando experiências e também fornecendo detalhes técnicos a respeito da utilização de diversas ferramentas que têm a ver com a interoperabilidade, com o software livre, com as possíveis e vantajosas integrações software livre-soluções Microsoft ou com tudo isto.

Como exemplo, posso citar um documento a respeito da conexão a servidores Linux através do OpenSSH (ou Open Secure Shell), utilizando o Windows e o Kerberos para a autenticação. No Porta 25 e em português, podemos conferir algumas outras notícias muito interessantes, como por exemplo o anúncio de apoio, por parte da Microsoft, ao SourceForge.net. Sim, isto mesmo. :)

O SourceForge.net é o maior repositório de software opensource do mundo, a própria Microsoft já hospedou ali alguns de seus projetos, e agora manifesta seu apoio ao projeto e ao seu Community Choice Awards. A empresa dá inclusive sua sugestão de voto, e menciona o NDOS-BR, ou “Núcleo de Desenvolvimento Open Source e Interoperabilidade”, que desenvolve e mantém, como o próprio nome já sugere, diversos projetos ligados ao opensource e à interoperabilidade. Opa, olha ela aqui novamente. :)

Se você por qualquer motivo administra ou acessa remotamente servidores Linux, com certeza deve conhecer e/ou até mesmo já ter utilizado o editor de textos vi, ou sua versão melhorada, o vim. Ou vai me dizer que você nunca digitou o comando “vi php.ini<ENTER>” em seu cliente SSH? :)

Pois bem, o Porta 25 também faz menção a uma análise técnica muito interessante a respeito deste conhecidíssimo editor de textos para sistemas operacionais Linux/Unix, e menciona sua versão para Windows, detalhando todo o processo de instalação e configuração desta excelente ferramenta em seu sistema operacional. Nada melhor e mais democrático do que disponibilizar ao usuário qualquer aplicativo independentemente de qualquer possível entrave relacionado ao sistema operacional que este utiliza, não é?

Achei muito interessante também a referência a um cliente BitTorrent no projeto. A notícia faz menção ao KTorrent, um dos mais conhecidos clientes BitTorrent para o ambiente KDE, o qual acaba de ser portado para o Windows. Muito bom, não? :)

Quando se navega pelo blog do Porta 25 pode-se verificar que existe ali uma infinidade de notícias e informações interessantes, todas elas divididas por datas e acessíveis através da barra lateral (Arquivo). Podemos identificar diversas ações, inclusive, tendo como alvo o software livre, a relação deste com os produtos Microsoft e vice-versa, a utilização de padrões abertos e, principalmente, interoperabilidade.

Também encontramos facilmente documentos relacionados à virtualização e à segurança da informação, este último um quesito também muito importante quando pensamos em “continuidade” da informação. Se você é desenvolvedor e trabalha com o .NET, pode encontrar ali também maiores informações a respeito do “Npgsq”, projeto que possibilita a utilização de bancos de dados Postgresql em seus aplicativos desenvolvidos através do framework da Microsoft.

Recomendo, em especial, os artigos “Open Source influenciou o desenvolvimento do Windows Server 2008″, no qual a Microsoft reconhece muitos dos conceitos e qualidades do opensource como um todo e explica onde e como estes foram utilizados no desenvolvimento do Windows Server 2008, e também “Instalação do Apache no Windows”, onde são fornecidos procedimentos relativos à instalação deste que é o mais conhecido e utilizado servidor web do mundo também em seu sistema operacional.

Existem diversos outros tipos de materiais, como por exemplo citações, matérias, relatórios, documentos técnicos, etc, onde podemos perceber claramente a presença constante do software livre e da interoperabilidade. Dê uma conferida no portal Porta 25 e em seu blog, vale realmente a pena. Todo este esforço em prol de algo que, em suma, se resume à “comunicação“, não pode passar despercebido.

Algumas considerações

O Porta 25 parece ser realmente uma comunidade, dentro da Microsoft, voltada ao software livre e à interoperabilidade. No Brasil, o projeto é coordenado por Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft e responsável pelo estudo e elaboração de estratégias voltadas ao opensource.

Acredito que o Porta 25 é uma importante e válida iniciativa da Microsoft. Em um mundo cada vez mais sem fronteiras, é imprescindível que a tecnologia também seja assim enxergada, e qualquer entrave à continuidade e/ou à liberdade da informação e de escolha, removido.

Continuidade e democracia implicam no fato de que qualquer usuário, qualquer pessoa, pode e deve escolher aquele aplicativo que mais se adapta às suas necessidades, expectativas e grau de conhecimento. Muito do que o Porta 25 menciona, promove e realiza pode contribuir positivamente neste sentido, uma vez que a informação deve ser opensource, mesmo que o “meio”, ou seja, o aplicativo que a gerou e a mantém, não o seja.

Aliás, vale ressaltar que desde o início deste blog o opensource e a interoperabilidade sempre foram temas presentes por aqui, e inclusive escrevi alguns artigos onde menciono o quão importante é a continuidade da informação, e a sua não submissão à apenas esta ou aquela ferramenta.

Interoperabilidade é continuidade. É a informação sempre disponível. É o software tratado como um “meio”. É a certeza de que seu trabalho permanecerá acessível e legível daqui a 10, 20, 30 anos. É um dos princípios que deveriam nortear qualquer ambiente de desenvolvimento.

Como mencionei acima, toda e qualquer iniciativa que promova a interoperabilidade é válida e louvável. Não há porque uma empresa desenvolvedora de software proprietário se privar dos benefícios deste conceito, benefícios estes benéficos não somente a si própria, mas principalmente a seus usuários e desenvolvedores. Como já mencionei, o software pode ser proprietário, mas a informação gerada e o trabalho realizado devem ser sempre livres, ou de propriedade apenas daqueles que os produzem.

Pense no quão benéfica pode ser esta incursão da Microsoft no terreno do opensource. Todos que me conhecem sabem que sempre tive uma “queda” pelo software livre, mas não se pode negar o fato de que as soluções Microsoft são, sem sombra de dúvidas, as mais utilizadas em diversos campos e ramos de atividade. A interoperabilidade, a “comunicação” de todas estas soluções com as inúmeras ferramentas opensource é algo que pode beneficiar a muitas pessoas, e contribuir para tornar a tecnologia algo cada vez mais democrático e livre de barreiras.

Não estou dizendo que a Microsoft mudou sua maneira de conduzir os negócios, ou até mesmo de pensar, enquanto empresa. Nem se trata disto, aliás. O que devemos é reconhecer quando um esforço positivo é feito, quando uma abertura benéfica é visualizada, quando algo que pode beneficiar a muitos é idealizado. Ela pode, e vai, continuar lucrando com suas soluções, como resultado mais do que justo por seu trabalho. Mas, se a isto tudo ela pode aliar algo tão interessante e útil quanto o Porta 25 que, claro, lhe beneficiará mas também beneficiará a muitas outras pessoas, por que não deveríamos aprová-la?

Pense nisso, e me diga se o Porta 25 não é uma excelente idéia? :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br

Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 1

Poucas coisas são tão importantes à informação gerada, administrada e armazenada através de qualquer aplicativo, seja ele de código proprietário ou opensource, quanto a interoperabilidade. Independentemente se você utiliza o aplicativo X ou Y, é natural, esperado e recomendável que você seja capaz de, em um momento futuro, trabalhar com um outro software qualquer utilizando os mesmos bancos de dados, arquivos, planilhas e correlatos, mantidas, é claro, as devidas e necessárias adaptações. Isto é interoperabilidade.

Interoperabilidade é o que garante que uma informação crucial de hoje seja plenamente acessível amanhã e, tão ou mais importante, editável. A interoperabilidade caminha de mãos dadas com o código aberto, e a menos que os desenvolvedores possuam acesso ao código ou pelo menos ao modus operandi de determinado aplicativo, esta jamais pode ser alcançada.


Creative Commons License photo credit: juhansonin

Nos dias atuais, qualquer esforço no sentido de promover a comunicação entre aplicativos distintos deve ser louvado e incentivado, uma vez que em um mundo globalizado nenhum usuário é uma ilha, e certamente haverá algum momento em que este hipotético usuário terá a necessidade de trocar informações com outras pessoas, em locais os mais diversos e através de aplicativos os mais diferentes. Além disso, é natural que nem todos os usuários optem pelas mesmas soluções e/ou modelos de licenciamento, e este fator por si só nunca deve ser um entrave à comunicação e à troca de dados.

Um dos maiores exemplos que podemos ter neste aspecto é a World Wide Web, os diversos códigos e linguagens de programação nela utilizados e a correta (ou esperada) visualização de qualquer página desenvolvida em qualquer lugar, através de qualquer um dos diversos navegadores web disponíveis na atualidade. É claro que aqui existem algumas variantes e “problemas” que podem ocorrer dependendo do caso, e existem casos onde uma página bem visualizada em determinado navegador seja visualizada com um ou outro problema em outro. De qualquer forma, este é um problema também relacionado à interoperabilidade, ou melhor, à não observância de determinados pré-requisitos, ou padrões, que visam à total legibilidade de tais códigos, em qualquer local, ambiente, sistema operacional e/ou navegador.

Uma iniciativa muito interessante

Todo este preâmbulo serviu como base, e para que eu pudesse chegar até o projeto alvo deste artigo: o Porta 25, desenvolvido e mantido pela Microsoft.

Na verdade, este projeto já existe há um bom tempo, e sua versão internacional possui o nome de “Port 25“. Seu website possui bastante conteúdo técnico, bem como informações interessantes e úteis a respeito de Linux e interoperabilidade entre as diversas soluções abertas e aquelas desenvolvidas e mantidas pela gigante de Redmond. Além disso, o projeto visa uma maior aproximação entre a Microsoft e a comunidade opensource, aproximação esta que pode, certamente, resultar em benefícios mútuos.

O conceito

Achei muito interessante, aliás, o seguinte trecho constante na página “About” (sobre) do Port 25:

Healthy and productive discussion only occurs when there are two parties listening & responding to each other – the principle element of all communication. This is the foundation that Port 25 is built on.

Ou, em uma tradução livre:

Discussões saudáveis e produtivas somente ocorrem quando existem grupos de pessoas ouvindo e respondendo, mutuamente – o fundamento de toda a comunicação. Este é o alicerce sobre o qual o Porta 25 é construído.

O projeto é bem interessante e norteado por princípios que, se levados realmente a cabo, podem se refletir em benefícios para grande parte da comunidade usuária de software, seja ele de código aberto ou proprietário. Promovendo um espaço onde desenvolvedores, clientes e usuários podem abertamente trocar idéias sobre as diversas soluções utilizadas (tanto soluções Microsoft quanto soluções não Microsoft e/ou opensource), a maneira como estas podem se relacionar e o quanto os resultados serão afetados, negativa ou positivamente, a partir das decisões então tomadas, a Microsoft marca presença em um ambiente até então restrito, e expande seus horizontes rumo ao diálogo com uma comunidade que, de certa forma, sempre enxergou com maus olhos toda e qualquer iniciativa oriunda de uma companhia desenvolvedora de software proprietário.

À parte dos modelos de desenvolvimento e licenciamento adotados pela empresa, são extremamente louváveis seus esforços no sentido de uma maior aproximação da comunidade de software livre, principalmente pelo que pode daí resultar, se a interoperabilidade estiver mesmo em pauta, como parece quando analisamos os eventos, notícias e projetos que constam no Porta 25.

Na próxima parte deste artigo, que será publicada na próxima segunda-feira, 16 de junho de 2008, iremos conferir maiores detalhes a respeito do Porta 25. Aguarde. :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br

Novidades no Woopra: mais ao vivo do que nunca

Escrevi um artigo sobre o Woopra há alguns dias atrás, onde procurei descrever os pontos principais do serviço e também dar uma idéia do quanto ele é sensacional e inovador. Qual não foi minha surpresa ao abrir meu Google Reader ontem à noite e, ao verificar os feeds do Blog oficial do Woopra me deparar com uma notícia a respeito do lançamento de uma nova versão do cliente Woopra e também a respeito de uma nova “aprovação em massa” de websites.

A nova versão do cliente é a 1.1.2.1 Beta, e no meu caso ela foi baixada e instalada automaticamente pelo próprio aplicativo assim que o acessei pela primeira vez hoje pela manhã. Ela possui alguns recursos novos bem interessantes e que tornam a experiência com o Woopra ainda mais rica e “ao vivo” do que nunca. Vamos dar uma olhada em alguns dos novos recursos:

Mapa atualizado em tempo real com a(s) página(s) que está(ão) sendo visitada(s)

O mapa existente no canto superior esquerdo da seção “Live” (ao vivo) agora exibe em tempo real a navegação do(s) visitante(s) em seu site/blog. O seja, um visitante acessou seu blog e “caiu” diretamente na página X: isto é mostrado em tempo real no live map. Alguém acessou diretamente sua página inicial: isto é mostrado em tempo real no live map. Um visitante “saiu” de determinado artigo em seu blog e “foi” para sua página que contém informações de contato: isto também é mostrado em tempo real no live map.

O interessante é que as atualizações ocorrem realmente em tempo real, e com o aplicativo aberto você consegue visualizar o exato momento em que elas ocorrem:

Este interessante mapa também possui uma versão em tela cheia, a qual também exibe as atualizações acima mencionadas. Para visualizá-lo em tela cheia basta clicar na pequena seta em seu canto superior direito (fullscreen mode):

Novo calendário com barras deslizantes

Agora a escolha das datas/períodos no calendário é feita através de um prático controle que utiliza barras deslizantes, ao invés do antigo controle, onde eram exibidos dois calendários diferentes, um ao lado do outro. Achei este novo controle muito mais prático:

Existem algumas novas funcionalidades além das acima citadas, como por exemplo o suporte a mais de um monitor para o live map em tela cheia, e a mudança no layout dos resultados da seção “Search” (pesquisa). Agora a lista está muito mais organizada, exibe a origem do visitante e as informações adicionais podem ser mais facilmente visualizadas:

Notei algo muito legal também em relação à opção “overview” (visão geral), dentro da aba “visitors” (visitantes), na seção “Analytics” (análise). Pela primeira vez consegui visualizar as informações presentes nesta opção do Woopra. Antes deste upgrade jamais consegui visualizá-las, mas não sei dizer “se” e nem “qual” era o problema aqui. De qualquer forma, aí podem ser visualizados dados muito importantes tais como “pageviews“, “percentual de novos visitantes”, “visitas por dia”, etc, inclusive com a exibição de belos e auto-explicativos gráficos.

Novas opções na seção Analytics

Notei também que a seção “Analytics” (análise) do Woopra agora possui duas novas abas: “pages” e “referrers“. Cada uma delas possui diversas novas opções/relatórios, sempre com a possibilidade de visualização dos dados através de gráficos dos tipos “pizza” ou “barras”. E são tantos novos dados disponibilizados aqui que chego a pensar que esta não é uma pequena atualização, como citado no blog do Woopra, e sim uma das grandes. Aliás, fico aqui imaginando o que a próxima atualização (que segundo o mesmo blog será ainda maior) trará de novidades. Mas que tal conhecermos algumas dessas novas opções existentes dentro da seção “Analytics” ? :)

Pages

  • Popular pages (páginas populares), landing pages (páginas de “aterrissagem”, ou páginas através das quais os visitantes chegam até seu site), exit pages (páginas de saída), directories (diretórios), outgoing links (links de saída), downloads e custom events (eventos customizados).

Referrers

  • Overview (visão geral), regular domains (domínios regulares), search engines (motores de busca), feed readers (leitores de feed), emails, social bookmarks, social networks (redes sociais), media, news (notícias) e communities (comunidades).

Finalizando

Não sei não, mas o Woopra parece cada vez mais estar caminhando para se tornar um concorrente de peso ao Google Analytics. São tantos recursos, seu visual é tão belo e a facilidade com que se encontra a informação que se deseja é tanta, que estive até fazendo um teste, e em alguns dias sequer abri o Google Analytics, tendo trabalhado somente com o Woopra. E gostei bastante. :)

Aliás, já que a aprovação de novos websites junto ao serviço parece estar em alta, eu aproveitei e inscrevi um outro blog que possuo junto com o Evandro, do PostMania: o PluginMania. E você, já fez seu cadastro no Woopra e/ou solicitou seu convite? :)

Informações adicionais

Notícia a respeito do lançamento da nova versão do cliente Woopra

Link para cadastro

A telefônica está cobrando frete por sua banda larga

Acabei de receber uma carta “muito legal” da Telefônica, avisando-me de que ou aceito pagar “irrisórios” R$ 8,70 mensais para poder ter acesso àquele mesmo serviço de acesso à internet que já possuo há anos em minha residência, pelo qual pago mais de R$ 110,00 mensais por meros 2Mbps (velocidade esta que muito dificilmente é atingida), ou volto a assinar um serviço totalmente desnecessário e caro, pelo que me proporciona, em um de seus diversos provedores “parceiros”. Ou seja, ou aceito uma destas duas opções ou fico sem acesso, mesmo pagando pontualmente minha mensalidade do Speedy. Engraçado, não?

Claro que todos já sabíamos que isto poderia vir um dia a ocorrer, mas eu pelo menos (ok, meio inocentemente, até) cheguei a acreditar que a Telefônica não iria nos enfiar goela abaixo esta taxa que é totalmente desnecessária e incoerente. Ou será que alguém consegue pensar em algum motivo “justo” para tal cobrança além do aumento no faturamento que ela certamente representará à empresa espanhola?

Ok, quando a tal decisão judicial não definitiva, liminar, ou o que quer que seja, impediu a ocorrência da palhaçada venda casada praticada pela dona do Speedy juntamente com os provedores de acesso, todos os usuários foram avisados de que esta taxa poderia vir um dia a ser cobrada. Mas eu fico aqui me perguntando: a justificativa de cobrar por “login de acesso” é lógica?

O serviço já não está sendo prestado e a Telefônica já não nos cobra um valor mais do que justo por tal em nossas contas telefônicas? O usuário que paga mensalmente por um serviço muitas vezes sofrível, que recebe em troca um suporte técnico quase sempre ridículo e que só sabe condenar nossas placas de rede ou então sugerir que “limpemos o cache e os cookies do Internet Explorer”, tem realmente de arcar com mais este gasto? O valor é baixo, é claro, mas nem por isso a cobrança desta taxa deixa de ser revoltante.

Será que o login é um serviço à parte? Epa, que confusão, né? Temos agora que pagar “frete” pelo acesso à internet? O engraçado é ter total certeza de que se não aceitar pagar os R$ 8,70 mensais, nem tampouco assinar com algum provedor, a Telefônica vai continuar me cobrando a mensalidade pelo serviço de internet banda larga indefinidamente, e eu vou ficar sem acesso algum. Isto, é claro, até que eu resolva cancelar meu contrato.

Era necessária mesmo a cobrança desta taxa, de baixo valor quando observada isoladamente, mas que pode formar um montante absurdo, se considerarmos a base de usuários do Speedy, que atinge a casa dos milhões? E como se não bastasse, o que acabamos vendo é que muitas vezes um certo monopólio acaba por se formar em diversos setores, prejudicando usuários que, infelizmente, ou aceitam o pouco que lhes é “oferecido” ou simplesmente ficam sem segundas opções.

É claro que existem outros prestadores de serviços do tipo, mas quando ouvimos falar em coisas como “traffic shaping“, por exemplo, somos obrigados a, muitas vezes, escolher o serviço menos pior. Pelo menos meu Speedy ainda não me impõe nenhum limite do tipo, e infelizmente tive de concordar com a cobrança da tal taxa, por “livre e espontânea pressão”, como dizem por aí. :(