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Comodo backup: tutorial

Há algum tempo atrás escrevi um pequeno review a respeito do excelente e gratuito “Comodo Backup”, e prometi então escrever um tutorial completo a seu respeito. Acabei atrasando um pouco a postagem, mas aqui está ele, como prometido. :)

Backup tem tudo a ver com segurança, e é altamente recomendável que você mantenha uma rotina periódica de backups em seu computador e/ou rede, e armazene estas cópias de segurança em locais seguros. A freqüência destes backups deve ser proporcional à freqüência com que você atualiza arquivos/dados em sua(s) máquina(s). Aliás, este é um quesito onde é sempre melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

De qualquer forma, backups são essenciais, e a utilização de uma ferramenta que automatize e incremente a realização de tais cópias é extremamente benéfica ao seu trabalho. Aqui entra o Comodo Backup.

Instalação

A instalação do Comodo Backup é bem simples. Em primeiro lugar, efetue o download do instalador através deste link. Após o download, clique duas vezes sobre o arquivo .exe baixado e a tela abaixo será então exibida:

Após a aceitação da licença de uso na próxima tela (clicando no botão “Yes“), basta clicar novamente sobre o botão “Next” (próximo) apresentado na tela subseqüente. O executável irá então instalar o aplicativo em seu computador, e ao final apresentará uma tela relativa à finalização da instalação, com a opção “Restart the computer” (reiniciar o computador) já marcada. Assim que você clicar sobre o botão “Finish” (finalizar), o computador será então reiniciado e a instalação do Comodo Backup concluída:

Configurando

Após a instalação do Comodo Backup em seu computador, é interessante configurarmos alguns parâmetros do mesmo. Caso o aplicativo ainda não tenha sido inicializado automaticamente, você pode iniciá-lo através do caminho “Iniciar ==> Programas ==> Comodo ==> Backup ==> Comodo backup”. A janela principal do aplicativo será então exibida, conforme abaixo:

Para acessar as configurações do Comodo Backup, utilize o caminho “Options ==> Settings”:

As opções mais importantes aqui estão localizadas na aba “General options” (opções gerais). Na verdade, a configuração do aplicativo é muito simples, e para facilitar, a única recomendação que faço aqui é que você ative as quatro opções abaixo (o restante, pode deixar como está):

  • Minimize Comodo Backup while running (minimizar o Comodo Backup enquanto em execução): faz com que o aplicativo seja minimizado quando uma tarefa de backup está em execução.
  • Minimize Comodo Backup to system tray on close (minimizar o Comodo Backup para a bandeja do sistema ao fechar): esta opção faz com que o Comodo Backup seja sempre minimizado para a bandeja do sistema ao invés de encerrado, quando você o fecha. Para encerrá-lo, então, é necessário clicar com o botão direito do mouse sobre seu ícone na bandeja e utilizar a opção “Exit” (sair).
  • Load at Windows startup (carregar na inicialização do Windows): deixe esta opção sempre marcada, para que você possa utilizar os recursos de agendamento de backups do aplicativo.
  • Check for updates at program start (verificar por atualizações na inicialização do programa): opção também bastante útil. Recomendo sua utilização.

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Lista de aplicativos gratuitos e/ou opensource – Parte 1

Eu costumo dizer que com boa vontade, paciência e pesquisa é possível rechearmos nosso computador de aplicativos úteis, de ótima qualidade e, quase sempre, essenciais, sem gastarmos um centavo sequer. Independentemente do sistema operacional que você utiliza, seja ele Linux/Unix, Windows ou até mesmo Mac, é possível instalar em seu computador um pacote de aplicativos gratuitos e/ou opensource de ótima qualidade e que, sem dúvida, irá suprir suas necessidades diárias. Caso seu sistema operacional seja proprietário, é possível quase sempre que seus gastos terminem aí, se você fizer uso de software livre e/ou ferramentas gratuitas.

É claro que existem situações onde a única solução é proprietária, e como sempre digo, cada caso é um caso, e a melhor solução é aquela que lhe atende plenamente. É claro, também, que não estou aqui defendendo a “supremacia” do opensource sobre o software proprietário, ou vice-versa. O que gostaria é de compartilhar com vocês minha experiência neste sentido, e é possível que alguns (ou muitos) de vocês já conheçam alguns (ou muitos, também) dos aplicativos a respeito dos quais irei comentar. Mas, também é possível que não. E para aqueles que encontrarem novidades aqui, espero que estas sejam apreciadas. :)

Pois bem, através deste artigo iniciarei uma série onde listarei alguns aplicativos  e serviços gratuitos e/ou opensource, todos eles úteis, interessantes e relevantes. Não tenho, é claro, a pretensão de criar uma “lista definitiva”, nem algo do tipo. Trata-se apenas de uma série contendo pequenos reviews de tudo aquilo que utilizo ou já utilizei em meu dia a dia. Ferramentas que considero algumas vezes essenciais, outras vezes nem tanto, mas que sempre são uma “mão na roda” para quem deseja (ou precisa) executar tarefas as mais diversas e não deseja (ou não pode) colocar a mão no bolso. :)

Até pensei em dividir a lista e os aplicativos por “categorias”. Mas dada a natureza de muitos dos softwares e serviços sobre os quais irei comentar, e também devido ao fato de que não tenho ainda um “tamanho” exato para esta série de artigos e nem tampouco para a listagem em si, achei melhor não fazer esta divisão. Vou fazer de forma diferente: cada artigo conterá uma certa quantidade de aplicativos e/ou serviços, e junto a estes informarei as categorias, links para download e acesso e quaisquer outras informações pertinentes.

Vale lembrar que, devido ao caráter desta série de artigos, não haverá espaço para tutoriais na mesma. Entretanto, nada impede a criação de tutoriais a respeito de aplicativos e serviços dos quais vou falar. Aliás, como adoro tutoriais, podem esperar por eles.

E, se você gostar de algum aplicativo ou serviço, e sentir a necessidade de algum tutorial “pra ontem”, pode deixar um comentário, ok? :)

Comecemos, portanto:

XAMPP
Licença: opensource – GNU – GPL
Tipo: aplicativo
Categoria: servidores web
Site do desenvolvedor: http://www.apachefriends.org
Sistema operacional: Windows, Linux e Mac
Links para download:
Versão Windows
Versão Linux
Versão Mac

Bom, resumindo, o XAMPP é uma completa distribuição que contém o servidor web Apache e também MySQL, PHP e Perl. Isto significa que você pode, por exemplo, instalar localmente, no seu computador, qualquer CMS que atenda aos pré-requisitos do sistema, como por exemplo WordPress, Xoops, phpBB, SMF (Simple Machines Forum), Joomla, etc.

Isto é muito útil caso você deseje testar o CMS em questão. Você pode “rodá-lo” localmente, sem ter de ocupar espaço e tráfego em sua conta de hospedagem. Pode efetuar testes os mais diversos, instalação de mods, configurações, etc.

Acima de tudo, uma das grandes vantagens de possuir um servidor web como este em seu computador, é o fato de poder executar testes os mais diversos, quantas vezes forem necessárias. Você pode, por exemplo, instalar o WordPress e restaurar um backup atualizado de seu blog localmente, e trabalhar como se estivesse em seu blog, com a grande vantagem de que, mesmo que você faça alguma grande besteira, esta será feita apenas em seu computador, e poderá ser “desfeita e refeita” quantas vezes forem necessárias. Muito útil para testar o comportamento de um novo plugin ou realizar testes com determinado tema, não? :)

O XAMPP está disponível em versões para Windows, Linux e Mac, e é um aplicativo muito simples de ser utilizado. O Apache e o MySQL, por exemplo, podem rodar como um serviço no Windows e após a instalação do aplicativo você tem acesso ao seu “servidor web local” através de seu próprio navegador de internet, através do IP 127.0.0.1 ou então do endereço “http://localhost”. Acessando qualquer um destes dois endereços, você obtém acesso à tela inicial com todas as opções:

A partir da tela inicial exibida acima, você pode consultar o status do seu servidor web e até mesmo acessar o aplicativo phpMyAdmin, caso deseje efetuar operações ou até mesmo restaurar um banco de dados.

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Portal do controle social: um Paraná de muitas faces

Existem algumas situações onde as soluções opensource não são a melhor escolha. Ou, existem algumas outras situações onde elas não são escolhidas. O mesmo pode ser dito, é claro, de soluções proprietárias. Percebeu a diferença aqui? :)

O fato é que acabei de citar duas possíveis situações, e algumas variantes, e desenvolvendo um pouco mais a ótica sob a qual desejo escrever este artigo, gostaria de dizer também que existem casos onde, muitas vezes, a gratuidade do aplicativo não significa redução de custos. Muitas vezes os custos com treinamento de pessoal, migração de dados, adaptação das rotinas internas e outros quesitos tão ou igualmente importantes representam um empecilho enorme à adoção de software livre por algumas empresas e instituições. E nem só os custos  devem ser levados em consideração, é claro, mas também uma série de outros fatores tais como, por exemplo, a curva de aprendizado requerida pelo(s) aplicativo(s) em questão.

Quando se fala em instituições públicas, porém, a questão é um pouco mais delicada por envolver dinheiro público e também por se dar em esferas quase sempre “à mostra”, onde tudo é observado atentamente, muitas vezes sob olhares um tanto quanto desconfiados (muitas vezes com razão, aliás).

Sobre o Governo do Estado do Paraná

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná representa uma excessão dentro de um governo estadual que já deu amostras bem claras de preferência pelo opensource, pois desenvolveu um portal de informações ao cidadão  e prestação de contas inteiramente mediante o uso de software proprietário. Quando falamos sobre software livre no Paraná, aliás, é possível que logo nos venha à mente o groupware Expresso, ferramenta desenvolvida pela CELEPAR (Companhia de Informática do Paraná) e para a qual está sendo migrado todo o serviço de e-mail do governo federal. É possível também nos lembrarmos muito facilmente de que o governo estadual do Paraná é aquele mesmo que recentemente sancionou uma lei que define o ODF como o formato de arquivos preferencial no estado.

Teríamos aqui um contra-senso? Software livre e proprietário podem coexistir dentro de uma mesma instituição? A palavra chave aqui é: liberdade. Liberdade de escolha, de pesquisa e de pensamento. Diferentes necessidades requerem diferentes soluções, e a melhor solução não é opensource nem proprietária: é aquela que melhor atende às necessidades do usuário. Sendo assim, que tal verificarmos mais a fundo o Portal do Controle Social?

Sendo um portal que tem por objetivo primário a prestação de contas ao cidadão, através da disponibilização de informações relativas a licitações, obras e contratos públicos no estado, bem como informações e resumos financeiros e fiscais, por exemplo, é natural e esperado que a transparência esteja em primeiro plano. Transparência nos métodos utilizados para a escolha das ferramentas a serem utilizadas e transparência também no modo como estas serão utilizadas. Acredito que isto pode ser encontrado no Portal do Controle Social.

Opensource versus software proprietário

Vale ressaltar que o portal completa três anos de operação neste mês, e a equipe de tecnologia da informação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná chegou a pensar em uma possível migração para software livre, migração esta que, entretanto, foi logo descartada devido à melhor relação custo-benefício encontrada na utilização de soluções Microsoft.

É claro que outras soluções foram testadas, opensource inclusive, porém acredito que devido ao caráter do portal e dos serviços nele oferecidos, devido à necessidade de agilidade na disponibilização das informações e também à necessidade de  alta disponibilidade dos dados, estas foram preteridas em favor de soluções proprietárias que, naquele momento, se mostraram a melhor alternativa e permitiram uma adaptação mais rápida de todo o pessoal envolvido no trabalho.  Um conjunto envolvendo tecnologias e aplicativos tais como os listados abaixo foi então utilizado:

  • Visual Studio .NET e ASP.NET.
  • Suite Microsoft Office e Web Components.
  • Microsoft SQL Server.

Não que a tarefa fosse muito grande para a utilização de software livre. Existem inúmeros casos de sucesso envolvendo aplicativos opensource em situações tão ou até mesmo mais delicadas do que a do Portal do Controle Social. O que devemos tentar enxergar aqui é o fato de que testes foram feitos e uma escolha consciente foi feita. Não foi simplesmente uma escolha que levou em consideração esta ou aquela corrente de pensamento, por exemplo, e a discussão proprietário versus opensource não foi um fim em si mesma.

Vale lembrar que mais uma vez o fator interoperabilidade mostrou-se interessante e até mesmo essencial, pois as soluções Office conseguiram inclusive permitir o acesso e a troca de dados com a base de dados em utilização no órgão responsável. Além disso, segundo Tatianna Cruz Bove, diretora de Tecnologia da Informação do TCE do Paraná, em casos assim o “custo” é algo muito relativo:

Imediatamente recuamos na migração, pois a questão de custo ficou relativa. Percebemos que o Office poderia oferecer muito mais valor do que uma ferramenta de produtividade pessoal“.

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Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 2

Bom, amigos, aqui está a segunda parte do artigo a respeito do Porta 25, da Microsoft. A primeira parte pode ser encontrada neste link.

Projetos e atividades mantidos pelo Porta 25

De qualquer forma, um dos objetivos deste publieditorial é esclarecer os pontos principais do projeto, sua importância para a comunidade e a maneira através da qual o Porta 25 pode facilitar o diálogo da Microsoft com outros desenvolvedores, desenvolvam estes aplicativos cujo código seja aberto ou não, pois no final das contas, o que conta para a maioria dos usuários é a continuidade e a liberdade no trato com suas informações. Este diálogo, principalmente, pode ajudar a um melhor entendimento do que realmente é interoperabilidade, qual sua importância e porque este conceito deve estar presente em qualquer ambiente de desenvolvimento.

Podemos visualizar claramente no Porta 25 e no Port 25, por exemplo, uma variedade enorme de análises técnicas e notícias relatando experiências e também fornecendo detalhes técnicos a respeito da utilização de diversas ferramentas que têm a ver com a interoperabilidade, com o software livre, com as possíveis e vantajosas integrações software livre-soluções Microsoft ou com tudo isto.

Como exemplo, posso citar um documento a respeito da conexão a servidores Linux através do OpenSSH (ou Open Secure Shell), utilizando o Windows e o Kerberos para a autenticação. No Porta 25 e em português, podemos conferir algumas outras notícias muito interessantes, como por exemplo o anúncio de apoio, por parte da Microsoft, ao SourceForge.net. Sim, isto mesmo. :)

O SourceForge.net é o maior repositório de software opensource do mundo, a própria Microsoft já hospedou ali alguns de seus projetos, e agora manifesta seu apoio ao projeto e ao seu Community Choice Awards. A empresa dá inclusive sua sugestão de voto, e menciona o NDOS-BR, ou “Núcleo de Desenvolvimento Open Source e Interoperabilidade”, que desenvolve e mantém, como o próprio nome já sugere, diversos projetos ligados ao opensource e à interoperabilidade. Opa, olha ela aqui novamente. :)

Se você por qualquer motivo administra ou acessa remotamente servidores Linux, com certeza deve conhecer e/ou até mesmo já ter utilizado o editor de textos vi, ou sua versão melhorada, o vim. Ou vai me dizer que você nunca digitou o comando “vi php.ini<ENTER>” em seu cliente SSH? :)

Pois bem, o Porta 25 também faz menção a uma análise técnica muito interessante a respeito deste conhecidíssimo editor de textos para sistemas operacionais Linux/Unix, e menciona sua versão para Windows, detalhando todo o processo de instalação e configuração desta excelente ferramenta em seu sistema operacional. Nada melhor e mais democrático do que disponibilizar ao usuário qualquer aplicativo independentemente de qualquer possível entrave relacionado ao sistema operacional que este utiliza, não é?

Achei muito interessante também a referência a um cliente BitTorrent no projeto. A notícia faz menção ao KTorrent, um dos mais conhecidos clientes BitTorrent para o ambiente KDE, o qual acaba de ser portado para o Windows. Muito bom, não? :)

Quando se navega pelo blog do Porta 25 pode-se verificar que existe ali uma infinidade de notícias e informações interessantes, todas elas divididas por datas e acessíveis através da barra lateral (Arquivo). Podemos identificar diversas ações, inclusive, tendo como alvo o software livre, a relação deste com os produtos Microsoft e vice-versa, a utilização de padrões abertos e, principalmente, interoperabilidade.

Também encontramos facilmente documentos relacionados à virtualização e à segurança da informação, este último um quesito também muito importante quando pensamos em “continuidade” da informação. Se você é desenvolvedor e trabalha com o .NET, pode encontrar ali também maiores informações a respeito do “Npgsq”, projeto que possibilita a utilização de bancos de dados Postgresql em seus aplicativos desenvolvidos através do framework da Microsoft.

Recomendo, em especial, os artigos “Open Source influenciou o desenvolvimento do Windows Server 2008″, no qual a Microsoft reconhece muitos dos conceitos e qualidades do opensource como um todo e explica onde e como estes foram utilizados no desenvolvimento do Windows Server 2008, e também “Instalação do Apache no Windows”, onde são fornecidos procedimentos relativos à instalação deste que é o mais conhecido e utilizado servidor web do mundo também em seu sistema operacional.

Existem diversos outros tipos de materiais, como por exemplo citações, matérias, relatórios, documentos técnicos, etc, onde podemos perceber claramente a presença constante do software livre e da interoperabilidade. Dê uma conferida no portal Porta 25 e em seu blog, vale realmente a pena. Todo este esforço em prol de algo que, em suma, se resume à “comunicação“, não pode passar despercebido.

Algumas considerações

O Porta 25 parece ser realmente uma comunidade, dentro da Microsoft, voltada ao software livre e à interoperabilidade. No Brasil, o projeto é coordenado por Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft e responsável pelo estudo e elaboração de estratégias voltadas ao opensource.

Acredito que o Porta 25 é uma importante e válida iniciativa da Microsoft. Em um mundo cada vez mais sem fronteiras, é imprescindível que a tecnologia também seja assim enxergada, e qualquer entrave à continuidade e/ou à liberdade da informação e de escolha, removido.

Continuidade e democracia implicam no fato de que qualquer usuário, qualquer pessoa, pode e deve escolher aquele aplicativo que mais se adapta às suas necessidades, expectativas e grau de conhecimento. Muito do que o Porta 25 menciona, promove e realiza pode contribuir positivamente neste sentido, uma vez que a informação deve ser opensource, mesmo que o “meio”, ou seja, o aplicativo que a gerou e a mantém, não o seja.

Aliás, vale ressaltar que desde o início deste blog o opensource e a interoperabilidade sempre foram temas presentes por aqui, e inclusive escrevi alguns artigos onde menciono o quão importante é a continuidade da informação, e a sua não submissão à apenas esta ou aquela ferramenta.

Interoperabilidade é continuidade. É a informação sempre disponível. É o software tratado como um “meio”. É a certeza de que seu trabalho permanecerá acessível e legível daqui a 10, 20, 30 anos. É um dos princípios que deveriam nortear qualquer ambiente de desenvolvimento.

Como mencionei acima, toda e qualquer iniciativa que promova a interoperabilidade é válida e louvável. Não há porque uma empresa desenvolvedora de software proprietário se privar dos benefícios deste conceito, benefícios estes benéficos não somente a si própria, mas principalmente a seus usuários e desenvolvedores. Como já mencionei, o software pode ser proprietário, mas a informação gerada e o trabalho realizado devem ser sempre livres, ou de propriedade apenas daqueles que os produzem.

Pense no quão benéfica pode ser esta incursão da Microsoft no terreno do opensource. Todos que me conhecem sabem que sempre tive uma “queda” pelo software livre, mas não se pode negar o fato de que as soluções Microsoft são, sem sombra de dúvidas, as mais utilizadas em diversos campos e ramos de atividade. A interoperabilidade, a “comunicação” de todas estas soluções com as inúmeras ferramentas opensource é algo que pode beneficiar a muitas pessoas, e contribuir para tornar a tecnologia algo cada vez mais democrático e livre de barreiras.

Não estou dizendo que a Microsoft mudou sua maneira de conduzir os negócios, ou até mesmo de pensar, enquanto empresa. Nem se trata disto, aliás. O que devemos é reconhecer quando um esforço positivo é feito, quando uma abertura benéfica é visualizada, quando algo que pode beneficiar a muitos é idealizado. Ela pode, e vai, continuar lucrando com suas soluções, como resultado mais do que justo por seu trabalho. Mas, se a isto tudo ela pode aliar algo tão interessante e útil quanto o Porta 25 que, claro, lhe beneficiará mas também beneficiará a muitas outras pessoas, por que não deveríamos aprová-la?

Pense nisso, e me diga se o Porta 25 não é uma excelente idéia? :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br

Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 1

Poucas coisas são tão importantes à informação gerada, administrada e armazenada através de qualquer aplicativo, seja ele de código proprietário ou opensource, quanto a interoperabilidade. Independentemente se você utiliza o aplicativo X ou Y, é natural, esperado e recomendável que você seja capaz de, em um momento futuro, trabalhar com um outro software qualquer utilizando os mesmos bancos de dados, arquivos, planilhas e correlatos, mantidas, é claro, as devidas e necessárias adaptações. Isto é interoperabilidade.

Interoperabilidade é o que garante que uma informação crucial de hoje seja plenamente acessível amanhã e, tão ou mais importante, editável. A interoperabilidade caminha de mãos dadas com o código aberto, e a menos que os desenvolvedores possuam acesso ao código ou pelo menos ao modus operandi de determinado aplicativo, esta jamais pode ser alcançada.


Creative Commons License photo credit: juhansonin

Nos dias atuais, qualquer esforço no sentido de promover a comunicação entre aplicativos distintos deve ser louvado e incentivado, uma vez que em um mundo globalizado nenhum usuário é uma ilha, e certamente haverá algum momento em que este hipotético usuário terá a necessidade de trocar informações com outras pessoas, em locais os mais diversos e através de aplicativos os mais diferentes. Além disso, é natural que nem todos os usuários optem pelas mesmas soluções e/ou modelos de licenciamento, e este fator por si só nunca deve ser um entrave à comunicação e à troca de dados.

Um dos maiores exemplos que podemos ter neste aspecto é a World Wide Web, os diversos códigos e linguagens de programação nela utilizados e a correta (ou esperada) visualização de qualquer página desenvolvida em qualquer lugar, através de qualquer um dos diversos navegadores web disponíveis na atualidade. É claro que aqui existem algumas variantes e “problemas” que podem ocorrer dependendo do caso, e existem casos onde uma página bem visualizada em determinado navegador seja visualizada com um ou outro problema em outro. De qualquer forma, este é um problema também relacionado à interoperabilidade, ou melhor, à não observância de determinados pré-requisitos, ou padrões, que visam à total legibilidade de tais códigos, em qualquer local, ambiente, sistema operacional e/ou navegador.

Uma iniciativa muito interessante

Todo este preâmbulo serviu como base, e para que eu pudesse chegar até o projeto alvo deste artigo: o Porta 25, desenvolvido e mantido pela Microsoft.

Na verdade, este projeto já existe há um bom tempo, e sua versão internacional possui o nome de “Port 25“. Seu website possui bastante conteúdo técnico, bem como informações interessantes e úteis a respeito de Linux e interoperabilidade entre as diversas soluções abertas e aquelas desenvolvidas e mantidas pela gigante de Redmond. Além disso, o projeto visa uma maior aproximação entre a Microsoft e a comunidade opensource, aproximação esta que pode, certamente, resultar em benefícios mútuos.

O conceito

Achei muito interessante, aliás, o seguinte trecho constante na página “About” (sobre) do Port 25:

Healthy and productive discussion only occurs when there are two parties listening & responding to each other – the principle element of all communication. This is the foundation that Port 25 is built on.

Ou, em uma tradução livre:

Discussões saudáveis e produtivas somente ocorrem quando existem grupos de pessoas ouvindo e respondendo, mutuamente – o fundamento de toda a comunicação. Este é o alicerce sobre o qual o Porta 25 é construído.

O projeto é bem interessante e norteado por princípios que, se levados realmente a cabo, podem se refletir em benefícios para grande parte da comunidade usuária de software, seja ele de código aberto ou proprietário. Promovendo um espaço onde desenvolvedores, clientes e usuários podem abertamente trocar idéias sobre as diversas soluções utilizadas (tanto soluções Microsoft quanto soluções não Microsoft e/ou opensource), a maneira como estas podem se relacionar e o quanto os resultados serão afetados, negativa ou positivamente, a partir das decisões então tomadas, a Microsoft marca presença em um ambiente até então restrito, e expande seus horizontes rumo ao diálogo com uma comunidade que, de certa forma, sempre enxergou com maus olhos toda e qualquer iniciativa oriunda de uma companhia desenvolvedora de software proprietário.

À parte dos modelos de desenvolvimento e licenciamento adotados pela empresa, são extremamente louváveis seus esforços no sentido de uma maior aproximação da comunidade de software livre, principalmente pelo que pode daí resultar, se a interoperabilidade estiver mesmo em pauta, como parece quando analisamos os eventos, notícias e projetos que constam no Porta 25.

Na próxima parte deste artigo, que será publicada na próxima segunda-feira, 16 de junho de 2008, iremos conferir maiores detalhes a respeito do Porta 25. Aguarde. :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br