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ODF agora é o formato preferido no Paraná

O governador do Paraná, Roberto Requião, sancionou a lei que estabelece o ODF como formato preferencial para arquivos no estado.

Dentre os motivos levados em consideração para a aprovação, o governo do Paraná cita a maior acessibilidade obtida (resultado fatalmente atingido quando se opta por formatos e soluções abertas) e a independência de ferramentas proprietárias, fator nocivo a qualquer organização quando se pensa, por exemplo, nos quesitos “acessibilidade” e “continuidade”.

Espero que atitudes como esta sejam a regra daqui em diante, e não a exceção. Todos merecemos. Parabéns mais uma vez ao governo do Paraná! :)

Fonte: BrOffice.org

Irregularidades na aquisição de licenças do Office pela Receita Federal

Não deixam de ser curiosas (e inesperadas) as notícias deste tipo, principalmente quando envolvendo órgãos do calibre da Receita Federal e quando vemos tantos outros setores do governo brasileiro caminhando em sentido contrário, como por exemplo o SERPRO, o TRE e mais recentemente o governo do estado do Paraná. Ou será que sempre esperamos demais?

Esquecendo por enquanto as denúncias de picaretagem irregularidades que permeiam todo o caso (como por exemplo o fato de que seriam adquiridas licenças a mais do que o número total de estações de trabalho que a Receita possui), é fato que o Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Receita Federal suspendesse a compra de, “apenas”, 44.087 licenças do MS Office 2007, com um custo total para nossos bolsos os cofres publicos de R$ 40.898.480,00. Isto mesmo: quarenta milhões, oitocentos e noventa e oito mil e quatrocentos e oitenta reais.

É interessante notarmos também que o Ministério Público “recomenda” a suspensão da compra afirmando que a mesma fere princípios do governo, o qual atualmente incentiva a utilização de ferramentas livres. Além disto, tal compra certamente representa um gasto desnecessário, uma vez que ferramentas como o BrOffice/OpenOffice, por exemplo, estão à disposição gratuitamente.

Aliás, assim como Ministério Público, eu também não consigo entender o motivo da preferência pelo Office em detrimento do OpenOffice, por exemplo. Na pior das hipóteses, poderiam ser adquiridas licenças do Office somente para aqueles casos onde a utilização de uma ferramenta livre não suprisse todas as necessidades. A não ser, é claro, que existam realmente “interesses ocultos” nisto tudo, e os bolsos de alguém (ou muita gente) estejam sendo engordados através de tal compra (o que não justifica, apenas “explica”).

Mas prefiro aqui ser até um pouco ingênuo, e analisar a coisa toda apenas no que diz respeito às questões técnicas e ideológicas/filosóficas (além da redução de custos, liberdade, respeito para conosco, contribuintes sempre feitos de trouxas lesados, etc). A Receita Federal marca um gol contra ao tentar tomar uma atitude assim, principalmente se analisadas a importância e a relevância da mesma e o quão “críticas” são as informações por ela obtidas e tratadas.

E, independentemente de qual motivo esteja por trás de tal “opção”, é de se esperar (pelo menos assim esperamos nós, pobres contribuintes) que um mínimo de bom senso, honestidade e respeito tome conta de algumas mentes por aí.

Fonte: IDG Now

ODF no Paraná: falta pouco

O ODF está prestes a se tornar preferência no Paraná: o projeto de lei 203/2007, de autoria do Deputado Estadual Edson Praczyk, foi aprovado pelos deputados estaduais do Paraná e agora resta apenas a sanção do governador.

O projeto estabelece a preferência pelo ODF em todos os órgãos do governo paranaense, e marca mais um ponto a favor do software livre e dos formatos abertos no Brasil, mostrando que há muito mais gente interessada e “antenada” neste assunto do que imaginamos, não só em organizações privadas mas também em órgãos públicos e governos. O SERPRO fez a sua parte, o TSE não ficou para trás, e agora é o governo do Paraná que dá um passo decisivo em direção à liberdade e continuidade da informação.

Não é segredo para ninguém que os formatos abertos são a melhor escolha para qualquer organização que deseje total liberdade sobre suas informações, bem como total certeza de que as mesmas estarão sempre disponíveis, independentemente da ferramenta utilizada para leitura/escrita, a qual passa a ser fator secundário e não mais limitativo e/ou impositivo. E em se tratando de órgãos governamentais a utilização de formatos abertos é imprescindível e deve ser buscada a qualquer custo, pois é de se supor que nenhum governo deve ser “refém” de organizações particulares e/ou mecanismos que façam com que a informação seja dependente de qualquer tipo de contrato e/ou licença de software proprietário para poder ser acessada, seja na esfera municipal, na estadual ou na federal.

A informação é um bem não mensurável e que não pode ser escravo de quaisquer interesses alheios à sua criação e manutenção. Parabéns aos deputados paranaenses, e esperemos agora pela sanção desta lei inovadora e importante, que não poderia ter vindo em melhor hora.

Fonte: BrOffice.org

Personas for Firefox: facilitando a vida do usuário e do desenvolvedor de temas para o Firefox

Vira e mexe sai alguma nova extensão para o Firefox que é simplesmente irresistível, e este é o caso da recém lançada Personas for Firefox. Resumindo, antes de partir para o detalhamento: com esta extensão, você troca de tema no Firefox com um ou dois cliques apenas, sem ter de efetuar download algum, nem tampouco reiniciar o Firefox. Curioso? :)

Há alguns dias atrás foi anunciado no Mozilla Labs o lançamento desta extensão que, mesmo ainda em sua versão alpha, é interessantíssima, facílima de usar (pelo menos para nós, usuários) e em dois dias de uso não apresentou bug algum em minha instalação do Firefox que impedisse a sua utilização (mas, caso estes ocorram, não se assuste, pois trata-se, como já citado, de um alpha :) ).

A “Personas for Firefox” é uma extensão que visa facilitar tanto o lado do desenvolvedor de temas para o Firefox, que passa a contar com uma ferramenta simplificada para o desenvolvimento e disponibilização de temas, sem ter de se envolver com a parte de codificação, quanto para o usuário, que passa a contar com uma maneira super descomplicada e rápida de mudar o visual de seu Firefox.

Após instalada, a extensão adiciona um pequeno ícone no canto inferior esquerdo do Firefox, na “barra de status”. Ao clicar sobre o mesmo com o botão esquerdo do mouse, você obterá acesso a mais de 50 opções de temas, bastando então apenas clicar sobre o nome de qualquer um deles para que o Firefox mude de visual instantâneamente.

Ainda segundo o Mozilla Labs, brevemente será disponibilizada uma API através da qual os desenvolvedores de temas poderão rapidamente submeter seus temas, e estes serão disponibilizados automaticamente aos usuários, através da Personas for Firefox (acredito que deverá haver algum tipo de mecanismo de controle). Ou seja, já imaginou quando a coisa pegar mesmo, e a cada dia você se deparar com novos e interessantes temas, à distância de apenas um ou dois cliques?

Seguem abaixo screenshots com alguns dos temas já disponíveis:

Golden Gate Bridges

personas1-tn.jpg

Suede

personas2-tn.jpg

Snowman

personas3-tn.jpg

Como podemos perceber pelas imagens acima, aparentemente o que a Personas faz, não sei se provisoriamente ou se esta é a idéia mesmo (de qualquer forma, achei super legais a idéia e o funcionamento da extensão, bem como os temas já disponíveis), é adicionar um “papel de parede” ao seu Firefox, mantendo botões e/ou outros itens modificados por qualquer tema em utilização intactos. Tais “papéis de parede”, ou temas, são carregados diretamente dos servidores para onde são enviados pelos desenvolvedores. E as opções já disponibilizadas são bem interessantes e belas, contando inclusive com transparências.

Antes de tudo, simplificando, vale lembrar que a Personas for Firefox é uma “extensão que disponibiliza e instala temas em seu Firefox”. E vale ressaltar também que a extensão ainda apresenta alguns problemas caso seja ativada com outro tema em utilização que não seja o “default”, como por exemplo o Noia 2.0 (eXtreme). Mas basta escolher o “default” antes de iniciar a troca de temas, que tudo correrá bem. :) Para voltar ao tema em utilização antes da escolha de qualquer um disponibilizado através da Personas, basta utilizar a opção “Use default”.

Conclusão: a Personas for Firefox foi uma grande sacada do Mozilla Labs, e espero realmente que ela seja aprimorada e levada adiante. Não é nada mal poder contar com um “menu dinâmico” e atualizado freqüentemente (esta é a idéia), contendo sempre novos e interessantes temas para o nosso Firefox. :)

Informações adicionais

Maiores informações e link para instalação:

http://labs.mozilla.com/2007/12/personas-for-firefox

Urnas eletrônicas utilizarão Linux já a partir das eleições de 2008

Mais uma daquelas notícias que me deixam muito feliz. Muito mesmo. :)

Parece que a adoção de software livre pelo governo brasileiro (ou pelo menos por alguns setores do mesmo) caminha a passos largos. Há alguns dias atrás postei um artigo a respeito da preferência que o SERPRO dará ao software livre, e agora é fato comprovado que as urnas eletrônicas brasileiras utilizarão Linux já a partir das eleições de 2008, em substituição aos sistemas operacionais proprietários utilizados até então.

Ao que parece será utilizada uma distribuição Linux adaptada pelo próprio TSE, e isto dará muito mais liberdade e credibilidade ao processo todo, pois a utilização de software livre e a liberdade total proporcionada por tal opção, bem como a total eliminação de todas (ou quase todas) e quaisquer limitações ou obrigações impostas por contratos e licenças de software proprietário combina muito mais com democracia, não é? :)

Felizmente, cada vez mais o software livre é encarado não apenas como “software grátis”, mas principalmente como a opção principal e mais viável quando o que se deseja é redução de custos, liberdade, customização e qualidade (isto sem citar inúmeros outros fatores tão ou mais importantes).

Software livre também é uma questão de escolha. Que bom que agora também podemos contar com “urnas livres”.

Fonte: BR-Linux