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GParted: uma ótima opção em editor de partições

O GParted é o editor de partições padrão do ambiente Gnome. É um aplicativo que, sem sombra de dúvidas, pode substituir qualquer outra alternativa similar, proprietária ou não, no que diz respeito ao particionamento de discos rígidos e a todos os procedimentos aí envolvidos.

Este fantástico aplicativo permite que você mova partições, redimensione-as e também crie novas partições. Além disso, ele permite o trabalho com diversos tipos de sistemas de arquivos diferentes, como por exemplo ext3, fat16, fat32, ntfs, linux-swap, reiserfs, reiser4, etc. A utilização do aplicativo não está restrita somente a sistemas Linux, até mesmo porque existe um LiveCD que funciona de forma totalmente independente do sistema operacional que você possui instalado.

Basta inserir o LiveCD no drive e reiniciar o computador, para usufruir de todos os recursos do software.

Sobre o LiveCD

Esta é, em minha opinião, a maneira mais segura, prática e simples de se utilizar o GParted, pois independe de instalarmos o aplicativo no computador. Na verdade, o LiveCD é um CD inicializável, que contem algo como uma pequena distribuição Linux, a qual permite, portanto, a inicialização da máquina a partir de tal CD e os posteriores procedimentos que serão realizados com o GParted. Use o LiveCD, você não vai se arrepender. :)

Inicialização e utilização

Para utilizar o LiveCD do GParted, primeiramente você deve efetuar o download da imagem ISO, lembrando que neste momento, a versão estável é a 0.3.7.7. Faça o download da imagem e grave a mesma em um CD ou DVD, lembrando que você deve, para tanto, utilizar a opção adequada para isto, conforme o software que utilizar para a gravação da imagem (Nero, K3b, Brasero, CDBurnerXP, etc).

Após a gravação, e com o CD ou DVD em mãos, simplesmente insira o mesmo em seu drive de CD ou DVD e reinicie o computador. Após uma breve “introdução” em modo texto, onde será inclusive solicitado que você escolha o idioma desejado (português do Brasil também está disponível), você “cairá” na tela principal do GParted, em modo gráfico, a qual é sucinta, leve e funcional. À partir deste momento, você estará na pequena “distribuição Linux” que mencionei acima,  um pequeno sistema operacional que permitirá que você execute diversas ações, tais como operações com o GParted, captura de screenshots, etc. Muito legal, não?

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O Chrome já provoca mudanças na concorrência

Eu não digo que a concorrência é sempre sadia? Que quanto maior a quantidade de produtos e empresas disputando um mesmo nicho de mercado, cada uma com diferentes metodologias de trabalho, diferentes desenvolvedores e diferentes modos de enxergar o mercado, mais é ampliado o leque de opções disponíveis ao usuário e mais produtos de excelente qualidade são criados e aprimorados? :)

Comentei algo a este respeito há alguns dias atrás, em um artigo a respeito do Chrome, do Google, e ontem a Mozilla  já deu mostras de que está preocupada, “antenada” e tem planos para aprimorar o Firefox, incluindo no mesmo um recurso existente no Chrome e no Internet Explorer 8 beta 2: a possibilidade de navegação anônima, ou seja, “navegação sem rastros”.

Navegação anônima

Pois bem, este recurso, até hoje possível no Firefox somente mediante a utilização de extensões tais como a “Stealther“, por exemplo, ou então através da intervenção manual do usuário, apagando cookies, histórico de navegação, cache, etc, etc, após cada sessão, está agora incluso na “Feature list” do Firefox 3.1, e possivelmente estará presente nos próximos releases a serem lançados e/ou na versão 3.1 final.

A concorrência é saudável

Quando escrevi o artigo que mencionei acima, a respeito do Chrome, das inovações que o mesmo trouxe e das mudanças que ele poderia provocar no “mercado” de navegadores, confesso que estava mesmo esperando por algo do tipo. Só não esperava que a resposta seria tão rápida. Pode-se dizer que o Chrome serviu (e serve), não só aos propósitos do Google, mas também para provocar mudanças importantes no modelo de desenvolvimento de todos os atuais navegadores, ou pelo menos dos mais utilizados/conhecidos.

A Mozilla já se manifestou a respeito, e não deixa de ser notável o fato de, no artigo “Private mode back in Firefox 3.1 plans“, no Mozilla Links, mencionarem que “já sentiram a pressão da concorrência“. Seria ótimo que não só o “mercado” de browsers se visse constantemente tomado e movimentado por tais “pressões”, mas sim o mundo da tecnologia como um todo, não?

Ganhariam não só os usuários, mas também os desenvolvedores/software houses, pois uma coisa puxa a outra, e um novo e melhor produto sempre acaba fazendo com que os demais se adequem ou aperfeiçoem suas soluções, de forma tal que estas ou se igualem ou suplantem os produtos recém desenvolvidos. E este é um ciclo sem fim, o que torna a concorrência, pelo menos no quesito “tecnologia”, algo saudável e até mesmo imprescindível, que resulta sempre em inovação, eliminação da estagnação e evolução constante.

Finalizando

Acho que tudo isto nos levará a um mesmo lugar, independentemente do navegador que cada um de nós utiliza. Teremos em nossas mãos produtos cada vez mais seguros, customizáveis, rápidos, leves e, por que não, mais bonitos. Cada vez mais gosto do Chrome, apesar de até o momento tê-lo utilizado apenas para testes. E você? :)

SERPRO e Debian: opção e colaboratividade

O título deste artigo engloba dois pontos muito importantes na recente escolha do SERPRO, uma das maiores empresas de tecnologia da informação da América latina. O órgão escolheu a distribuição Linux Debian como a distribuição preferencial para seus servidores, e como se não bastasse, ainda manifestou interesse em colaborar com o Projeto Debian.

Tudo isto acontece em um período onde o software livre está, digamos assim, “em alta”. É um período super propício para tal opção por parte do SERPRO, entidade, aliás, que sempre teve uma “queda” pelo software livre. E, nos últimos dias, convenhamos, o que não faltam são (boas) notícias envolvendo o software livre e os padrões abertos, sua filosofia e benefícios: o Google lançou um navegador de código aberto e o ODF começa a “tomar conta” de diversos órgãos e empresas estatais brasileiras, só para citar alguns exemplos.

Uma sábia decisão

Ao optar pelo Debian, distribuição bastante conhecida e utilizada, sendo uma das mais populares e que serviu como base, por exemplo, para o também excelente Ubuntu, o SERPRO reforça ainda mais seu compromisso com o software livre e com a liberdade da informação.

Além disso, o SERPRO manifestou interesse em colaborar com o projeto Debian de uma maneira, acredito eu, bi-lateral: ganharão ambas as partes nesta “troca de conhecimento”, e além dos benefícios diretos que podemos claramente visualizar nesta colaboração, uma série de outros benefícios, indiretos mas nem por isto menos importantes, podem ser esperados:

  • Redução de custos.
  • Maior possibilidade de customização, de acordo com as necessidades da situação.
  • Maior liberdade de ação e ausência de contratos “predatórios”.
  • Divulgação do software livre em uma esfera onde há até algum tempo atrás a presença de tal modelo seria impensável.
  • Abertura de um precedente para que outras instituições similares façam o mesmo, até mesmo porque o projeto Debian anunciou que “deixará seu canal de comunicação para parceiros institucionais aberto a outras instituições governamentais que desejem considerar uma relação similar“.

Além disso tudo, o SERPRO anuncia que futuras licitações públicas conterão cláusulas obrigando os participantes/desenvolvedores a manterem total compatibilidade com o Debian GNU/Linux. Estas medidas acabarão, creio eu, elevando o software livre em nosso país a níveis nunca antes sequer sonhados, onde a liberdade de escolha será fator decisivo. Onde todo e qualquer aplicativo poderá ser “desvendado” por todos aqueles que assim desejarem e tiverem o conhecimento necessário para tal.

Liberdade e benefícios

Na verdade, tudo isto pode ser resumido às duas já mencionadas palavras: opção e colaboratividade. Opção para escolher dentre inúmeras ferramentas e ter o poder de investigar a fundo como estas se comportam, quais são seus pontos fortes e fracos, e qual delas é a ideal para a situação em questão.

Colaboratividade é também primordial, pois permite que falhas sejam descobertas, divulgadas e solucionadas muito mais rapidamente. Permite que o trabalho da comunidade de desenvolvedores possa ser divulgado, reaproveitado e melhorado, com os devidos créditos mantidos e todos os benefícios resultantes disponibilizados a todos. Este é ou não é o melhor modelo para uma empresa como o SERPRO, e até mesmo para o governo brasileiro na íntegra?

Os benefícios? Segurança elevada, portabilidade facilitada, interoperabilidade irrestrita e colaboratividade sem limites. Quem ganha com tudo isto? O SERPRO, o Projeto Debian e a comunidade de desenvolvedores e usuários de software livre: eu, você, e quem mais estiver disposto a dar o primeiro passo. :)

Fontes:

Movimento Software Livre Paraná

Tech Force – Linux Blog

PSL Brasil

ODF e interoperabilidade no Brasil: vão bem, obrigado

Pelo que parece, cada vez mais caminhamos em direção a um ponto onde a interoperabilidade será não só recomendável, mas obrigatória. Não imposta, mas aceita como algo irrefutável, por todos aqueles que desejarem pertencer e interagir com este fantástico novo cenário. A verdade é que a maioria, pelo menos neste caso, vencerá, e acabará por forçar qualquer movimento contrário a desaparecer ou então a se adequar às “novas regras”. E tal maioria, pelo que tudo nos indica, está pendendo mais para o lado dos formatos de arquivos abertos, que permitem total e irrestrita troca de informações, bem como a perfeita continuidade de toda e qualquer informação.


Creative Commons License photo credit: Môsieur J.

Grandes corporações estão abandonando ferramentas proprietárias, o software livre e uma miríade de sistemas operacionais também livres se mostram cada vez mais maduros, robustos e aptos a “fazerem bonito” onde há até bem pouco tempo atrás somente ferramentas proprietárias “reinavam” e, em meio a tudo isto, a interoperabilidade se faz cada vez mais presente e necessária, e os padrões abertos são cada vez mais adotados, respeitados e recomendados, tais como, por exemplo, o ODF.

O ODF no Brasil e no Mundo

Não faltam casos de sucesso e/ou notícias relacionadas a adoções do formato ODF ao redor do mundo, e uma das mais recentes adoções do formato ocorreu na Suécia, onde o ODF foi definido como formato de arquivos padrão pelo governo do país.

Não precisamos, entretanto, irmos tão longe para obtermos boas notícias relacionadas ao formato e aos benefícios que o mesmo proporciona. Foi assinado recentemente em nosso país o “Protocolo de Brasília”, através do qual diversos órgãos, bancos e empresas estatais se comprometeram a adotar o ODF como o formato de arquivos padrão. O Brasil já deu grandes passos em direção à adoção de padrões abertos, e o Governo do Estado do Paraná é um dos mais expressivos representantes desta importante caminhada.

Entretanto, com a assinatura do Protocolo de Brasília acredito que poderemos esperar por uma rápida e massiva adoção do ODF como padrão em diversos setores de nosso governo, o que acabará por provocar, creio eu, o gradual  e natural abandono dos formatos fechados.

A Vice-Presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal, Clarice Copetti (pelo que parece, principal mentora deste “movimento”), menciona o fato de que os órgãos que ainda não assinaram o Protocolo “deverão fazê-lo em breve. É claro que este é um alerta claro e direto para todos, principalmente porque ela também afirma o seguinte, a respeito do mesmo Protocolo:

“…é uma consolidação da vontade do Governo Brasileiro em direcionar a sua estratégia de adoção de padrões abertos para documentos”

Dignas de nota também são suas seguintes palavras:

“Deixo explícito para o mercado nacional e internacional o que este governo ou estas empresas e instituições estão planejando fazer sobre padrões de documentos. É uma mensagem aberta, sem dúvida nenhuma, para que o mercado possa apressar, se ajustar, aos serviços de suporte ao maior comprador do mercado brasileiro e, eu diria o maior comprador mundial, que é o governo brasileiro, através de suas instituições e empresas públicas”

É impressão minha ou podemos, nas palavras acima, enxergar uma certa “alfinetada” à ISO e ao recente processo de aprovação do OOXML, bem como à rejeição dos protestos contra tal aprovação feito por alguns países, dentre eles o Brasil? :)

Finalizando

O que fica claro nisto tudo é que o ODF merece e deve ser respeitado e adotado por quem quer que deseje interoperabilidade e liberdade, seja um usuário doméstico ou o governo de qualquer país. Acredito que o Protocolo de Brasília deva ser divulgado ao máximo, e espero sinceramente que todo este comprometimento demonstrado resulte em ações concretas, e que não fiquemos só no “blá, blá, blá”.

Mas pelo menos neste ponto estou otimista, e acredito que bons frutos surgirão disto tudo, e dentro de um certo tempo a interoperabilidade no Brasil sairá do papel e das mentes e provocará mudanças importantes e necessárias à nossa sociedade e ao modo como a informação é tratada. O caminho natural da informação na atualidade é em direção a patamares muito superiores, que crescem e prosperam “ao ar livre”, e nestes não existe espaço para grilhões e nem tampouco para a liberdade vigiada que alguns poucos querem impor à todo custo. Estes, mesmo que ganhem uma ou duas batalhas, jamais conseguirão vencer a “guerra”.

Estou otimista hoje, não? :)

Google Chrome: o navegador do Google

Finalmente foi liberado para download pelo Google o navegador Google Chrome, o qual possui o código totalmente aberto e ainda está em versão beta, como já era de se esperar. Inicialmente pensei em não escrever a respeito deste navegador tão cedo, principalmente por que tinha como certo o fato de que o “mercado” de navegadores já estava meio que saturado, e um novo “produto”, mesmo que do Google, pouco teria a acrescentar a já tão superlotado mercado.

Entretanto, por pura curiosidade mesmo, dediquei algumas horas do dia de hoje a vasculhar alguns materiais a respeito do navegador, e devido a tal pesquisa me senti motivado a escrever este artigo, digamos, “inicial”, pois sei que vou falar mais a respeito deste novo navegador por aqui. :)

Mais um navegador de código aberto

O Chrome possui seu código totalmente aberto. Juntemos a isso a já esperada e característica simplicidade presente em todos os produtos do Google, um visual super clean e a meta do Google de transformar o navegador em apenas uma “janela para a web”, não desviando a atenção do usuário daquilo que realmente interessa (a web, seus websites e os aplicativos nestes inclusos), e teremos um produto um tanto quanto interessante, e eu diria, até, empolgante.

Dentre as inúmeras características bem peculiares do Chrome, vale destacar em primeiro lugar o fato de que cada aba roda em um processo distinto, o que significa, por exemplo, que caso determinado website cause o travamento de uma das tais abas, isto não comprometerá o funcionamento do browser como um todo, e todas as outras abas continuarão operantes. Sensacional, não? :)

Algumas funcionalidades

Além dos recursos acima citados, vale destacar mais alguns bem interessantes:

  • Novas abas abertas com miniaturas dos últimos websites visitados (recurso bem semelhante ao “Speed Dial” do Opera).
  • Melhor utilização do Google Gears.
  • Guias dinâmicas: possibilidade de criar novas janelas a partir de abas em funcionamento, bem como diversas outras funcionalidades ligadas às abas.
  • Gerenciador de downloads integrado.
  • Alertas no caso de sites inseguros.

Além de tudo isto, existe uma interessante estória em quadrinhos (em inglês) a respeito da idéia por trás do Chrome, seus recursos, conceitos, funcionalidades, etc. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de ser aí mencionado que cada aba no Chrome será realmente isolada, e funcionará dentro de um “container” totalmente seguro, de maneira tal que jamais um malware conseguirá causar danos ao sistema. Isto é conhecido como “SandBox.

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