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O Opensource é o melhor caminho

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Ultimamente o mundo do opensource e do software livre tem obtido um grande destaque, tanto nas mídias especializadas quanto nas não especializadas. Jornais, revistas, blogs dos mais diversos segmentos e portais têm comentado bastante a respeito, negativa e positivamente. E até mesmo grandes empresas e organizações governamentais têm se pronunciado positivamente a favor do software livre/opensource, muitas delas inclusive passando a adotar soluções e formatos abertos em detrimento dos “nefastos” proprietários. Quando digo isto, não quero dizer que o software proprietário e/ou a empresa desenvolvedora em si são malignos: longe disso. Acredito que todos podem (e devem) ganhar dinheiro, afinal, vivemos em uma sociedade capitalista que visa, infelizmente, o lucro acima de qualquer coisa. A “malignidade” aqui está presente na escravidão que as soluções e formatos fechados impõem à aqueles que por eles “optam”. Está presente na forma como as soluções são “vendidas”, na propaganda que expõe tais produtos como os únicos dignos de nota e no fato de que você não é dono daquilo que produz, caso utilize um software proprietário. Basta nos lembrarmos de que recentemente foi anunciado que o Office 2003, após o Service Pack 3, não abrirá mais alguns documentos .xls, .doc, etc, antigos.

Mas, um minuto: o conteúdo do documento não era do usuário? Os textos que ele produziu, as planilhas que criou, as apresentações que desenvolveu para aquela tal reunião importante, tudo isto não era dele? Infelizmente, neste caso, não. E, venhamos e convenhamos: mesmo que a Microsoft alegue que o tal bloqueio (ou falta de compatibilidade entre versões diferentes de arquivos gerados por seus próprios softwares) foi implantado devido a brechas de segurança nas versões antigas dos formatos, se eu pago por um aplicativo, é de se supor que tudo o que eu produzir através dele é meu, e nada justifica um impedimento deste tipo. E, aliás, o mínimo que eu espero é poder acessá-lo mesmo se decidir não atualizar minha solução, ou também se decidir não comprar uma futura nova versão do tal aplicativo. Teríamos aqui mais uma tentativa de forçar a venda de novas versões de um produto, ou estou enganado? Se eu quero trabalhar com arquivos cujo formato está desatualizado e com brechas de segurança, o problema é meu. Da mesma forma, se utilizo windows, por exemplo, e quero trabalhar sem utilizar um anti-vírus de qualidade ou até mesmo um firewall, o problema também é meu. Afinal, é meu dinheiro e minhas informações que estão em jogo, e não existem motivos plausíveis para o desenvolvedor do aplicativo ou sistema operacional achar que tem direitos sobre minha produção ou sobre minha forma de trabalho. Mas isto não ocorre com as soluções fechadas, infelizmente. Nestas, o usuário não passa de um sócio do desenvolvedor, e se este último, de uma hora para outra e sem avisar ao usuário, lançar um update automático com uma alteração destas, o usuário, literalmente, está com um sério problema. Ou seja, resumindo: nenhum software proprietário dá a merecida liberdade que o usuário precisa.

Opensource também é um negócio

Tentando amenizar um pouco o tom das palavras acima, é interessante também lembrarmos de que existem diversas maneiras de se ganhar dinheiro com software opensource/livre, e elas vão desde a prestação de serviços de suporte técnico, acompanhamento ao cliente e modificações, até o desenvolvimento e manutenção de soluções opensource comerciais, como muitas empresas por aí já aprenderam e têm obtido um grande sucesso. Red Hat e Novell que o digam, e até a gigante IBM tem dado passos importantes neste sentido. Da mesma maneira, uma coisa leva à outra. Uma empresa desenvolve um excelente aplicativo e o disponibiliza sob a licença GPL, por exemplo, e tem a certeza de que não vai ganhar nada pelo aplicativo em si. Mas isto gera uma grande gama de possíveis negócios, pois o tal aplicativo pode ajudar a promover o nome da empresa, ela pode prestar suporte técnico especializado ao mesmo (como a Canonical faz), etc. O que ocorre é que, infelizmente, até mesmo por desconhecimento, acaba-se tendo a impressão de que software livre e/ou opensource são produtos de baixo nível ou que não possuem um suporte adequado. O usuário pensa que se utilizar Linux em seu computador, e por consequência produtos livres, ficará “na mão” caso aconteça algum problema. Mas sempre se esquece de que a maioria das soluções opensource possuem enormes comunidades espalhadas pelo mundo inteiro, as quais prestam suporte gratuíto e de boa qualidade, bastando ao interessado ter um pouco de boa vontade e interesse. Infelizmente, as pessoas costumam olhar “torto” para qualquer alternativa que não seja “endossada” por uma organização como, por exemplo, a Microsoft, a Corel, a Adobe ou outras similares, e se esquecem de que a IBM, outra gigante, também tem seu lado “opensource”, e a SUN está prestes a comprar a MySQL, em uma transação que envolverá algo em torno de US$ 1 bilhão. Agora eu pergunto: opensource é uma “furada”? Será que a SUN, por exemplo, vai entrar em uma furada, ou realmente enxerga as coisas a longo prazo?

Se o opensource fosse um negócio “furado”, como apregoam alguns, a AOL, ao descontinuar o Netscape, não teria recomendado o Firefox. O governo do paraná não teria dado preferência ao ODF. O INSS não estaria exigindo conhecimentos em Linux em seu novo concurso público. A Bolsa de Nova Iorque não teria investido em servidores Linux. Os exemplos são inúmeros, e citei aqui quase que somente casos de órgãos governamentais. Que dizer então de bancos e outras instituições que também migraram ou estão migrando para o Linux? O Banco do Brasil é um exemplo dos mais expressivos, e mostra que o software livre/opensource é tanto um conceito libertário (bonito isso, não? :) ) quanto um fator decisivo quando se pensa em redução de custos e melhora na produtividade. Pode parecer exagero, mas o valor destinado à compra de licenças em grandes corporações (ou até mesmo para o usuário doméstico e pequenas empresas, que podem fazer diversas coisas com tal dinheiro :) ) pode ser utilizado com enorme folga no treinamento e na contratação de pessoal capacitado em soluções abertas (aliás, ainda bem que a compra de licenças desnecessárias do Office pela Receita Federal foi barrada :) ). O que sobra, então, vai da própria instituição dar um fim melhor a tal dinheiro ao invés de encher os cofres de uma empresa que irá amarrá-la indefinidamente a cláusulas e limitações totalmente sem sentido, e impedir que o acesso a seus documentos vitais seja realmente livre e desprovido de limitações e/ou imposições. Continuidade (já falei bastante disso, e nunca é demais lembrar) é algo importante dentro de qualquer instituição ou até mesmo para o usuário doméstico.

Continuidade e liberdade

Nada é mais frustrante (e perigoso) do que armazenar dados cruciais utilizando um formato fechado, e contar-se sempre com o medo de que, um dia ou outro, pode-se perder o acesso a tais dados. Sendo assim, o que ainda impede as pessoas e as empresas a optarem pela liberdade em vez da “prisão”? É claro, existem casos e casos, e infelizmente ainda existem situações onde não se pode substituir uma solução proprietária por outra livre. Acredito que uma das áreas que mais sofre com este tipo de problema é a de design gráfico, pois dificilmente se irá encontrar, pelo menos para o usuário avançado, ferramentas livres do mesmo nível de um Adobe Flash, por exemplo. Mas, de qualquer forma, dentro de algum tempo possivelmente existirão soluções similares (quero realmente acreditar nisso), e por enquanto, temos aí o excelente Gimp, que mesmo não sendo tão poderoso como o Flash neste quesito (aliás, seu propósito não é o desenvolvimento de animações), permite a criação de animações simples, com certas limitações, é claro. Agora, quando se fala em edição de imagens, o Gimp é “matador”. :) Já vi cada trabalho desenvolvido nele, que é de encher os olhos! E aqui entra novamente aquela velha estória que diz que o que vale é a criatividade, e não a ferramenta usada. Conheço gente que desenvolve excelentes websites, dentro de todos os padrões de usabilidade, etc e tal, usando simplesmente editores simples e “não visuais/WYSIWYG.

O que falta para o Opensource crescer ainda mais?

O que quero deixar bem claro neste artigo é que a adoção de soluções livres depende, na maioria dos casos, de dois fatores primordiais, dentre muitos outros: – Abandono de preconceitos: não adianta (e nem é lógico) deixar de tentar utilizar algo novo e livre somente porque “fulano” disse que não é bom. Vá e teste por si só. Se não gostar, tudo bem, pelo menos você tentou. Mas dê uma chance, e vai ver que “o diabo não é tão feio quanto parece”. :) A própria palavra preconceito já tem em si própria uma conotação negativa pois, resumindo, trata-se de um “conceito formado antes de se conhecer o objeto”. – Inércia: como já disse uma vez por aqui, tudo aquilo que é novo causa medo, e este medo faz com que o indivíduo prefira continuar utilizando o Photoshop “piratão” só para redimensionar suas fotos do que baixar o Gimp e fazer a mesma coisa, porém dentro da lei. Claro, existem muitos outros impedimentos por trás disso tudo, alguns simples de serem resolvidos, outros não. Mas se o primeiro passo não for dado, jamais se sairá do lugar. Ainda existe a questão da propaganda negativa que é feita pelas grandes empresas desenvolvedoras de software proprietário (alguém se lembra do tal do “get the facts”, com seus resultados verdadeiros mas feitos “sob medida” e em condições super propícias?), e o fato de que tais propagandas acabam sempre atingindo os usuários mais desavisados, criando então um círculo vicioso que acaba por relegar o que é bom ao limbo, indefinidamente.

Uma breve digressão

O lado negativo dos formatos fechados pode também ser visualizado em diversas vertentes, mesmo que indiretamente. O Jon “Maddog” Hall tem razão quando diz que o DRM (ou Digital Rights Management) não é legal (na verdade, ele diz que é demoníaco, mas eu não iria tão longe. :) ). Quer dizer, você compra e baixa uma música, mas só pode gravar “X” cd’s, ou só pode transportá-la “X” número de vezes para seu IPOD ou MP3 player. Que lógica existe nisso? Eu sou do tempo do vinil, da velha e boa “bolacha” (ainda possuo mais de 200 guardados com carinho), e naquela época comprava-se discos e gravava-se o mesmo nas velhas fitas K7 para se poder ouvir nos walkmans, etc. Podia-se também gravar as tais fitas para dar de presente para um amigo, ou até mesmo emprestar. E isto não era considerado pirataria. Agora, com o “advento” do DRM, não somos mais donos daquilo que compramos. É um empréstimo, somente. Se compro um álbum inteiro pela internet, com DRM, existem tantas limitações que me são enfiadas goela abaixo que chega a dar nojo. As gravadoras pararam no tempo, e não entendem que o formato de distribuição que ainda insistem em utilizar (cds, etc) é ultrapassado. Não entendem que é muito mais fácil e barato oferecer a compra via internet. Mais fácil e barato tanto para elas quanto para o usuário. O cara chega, escolhe a música que quer, paga e baixa. Mas sem DRM, pelo amor de Deus! Há pouco tempo atrás eu estava atrás de um álbum do Within Temptation e não encontrava o mesmo em lugar algum. Aí, encontrei o dito cujo em um grande portal brasileiro que vende músicas pela internet, por um precinho bem camarada. Mas desisti da compra quando me disseram que eu poderia somente gravar 2 ou 3 cd’s (não me lembro a quantidade exata, mas era algo em torno disso), e que eu só poderia transportar acho que 2 vezes para meu MP3 player. Me disseram até que se “quisesse mais que isso”, teria que pagar novamente pelo álbum. Ridículo, não? Mas a boa notícia é que o DRM está com os dias contados. A Amazon.com, por exemplo, já embarcou nessa viagem sem volta, e até a gigante Sony começou a vender músicas sem DRM. Ponto positivo para as duas. :)

Qual a saída?

Bom, voltando ao assunto principal do artigo, é interessante lembrarmos que, infelizmente, não há uma saída a curto prazo para essa presença “poderosa” das soluções e formatos proprietários. O “Janelas” já vem instalado no micro que é vendido no supermercado, e quando vem alguma distro Linux, o usuário chama algum técnico pra formatar a máquina e instalar o windows (piratão, é claro). “- Pagar por algo que não vejo?” Nem pensar, pensa esse usuário. Na mente desinformada do pessoal que acha que internet é o Internet Explorer, editor de textos é o Word e e-mail é o Outlook, só o hardware tem valor, o software é só um detalhe, e sendo assim, por que pagar por ele? Mas muitos se esquecem de que o software é a “engrenagem” que faz a máquina funcionar. Talvez se fossem oferecidas distribuições Linux mais amigáveis e mais bem configuradas nos micros vendidos nos mercados ou grandes lojas, a situação poderia mudar mais rapidamente. Talvez, se os atendentes das operadoras de telefonia conhecessem um pouco de Linux (aqui entra o interesse das empresas em oferecer tal treinamento) e soubessem dar um suporte adequado ao usuário que quer “configurar a internet no Ubuntu” ao invés de simplesmente sugerir que ele instale o windows, a situação também pudesse melhorar um pouco. Talvez, se nas poucas escolas públicas que possuem laboratórios de informática os sistemas operacionais utilizados fossem distros Linux, a situação mudaria mais rapidamente, pois o aluno já teria contato com outro tipo de solução desde cedo, e transporia esse aprendizado para sua casa, parentes e amigos, e a internet seria apenas a internet, o processador de textos seria apenas o processador de textos e o computador seria apenas um meio.

Mas isto é algo para ser realizado de médio a longo prazo, resta-nos saber se há boa vontade suficiente por aí para colocar tantas coisas (simples) em prática. Não há nada mais seguro e prático do que ser dono de sua própria produção. Saber que você gera documentos em um formato tal que pode ser aberto e editado por diversos aplicativos, em qualquer sistema operacional. Não há nada melhor do que utilizar soluções que não lhe imponham restrições. Isto é o que as soluções e formatos abertos nos proporcionam, e é algo vital no dia a dia de qualquer instituição. Alguns governos por aí (e muita gente também, acredite) já pensam assim: estarão eles errados? Creio que não. :) Resumindo tudo o que eu disse até aqui: o “mundo opensource”, o software livre, a liberdade de escolha, a posse total daquilo que é seu e que por você foi produzido, o uso de softwares livres e desprovidos de qualquer má intenção por parte do desenvolvedor, é o melhor caminho e a única alternativa realmente democrática, que permite que dados e documentações gerados hoje possam ser abertos, lidos e editados daqui a 10, 20, 30 anos. Falando agora a respeito de “segurança da informação” (um dos assuntos também tratados aqui no Open2Tech), este também é um fator que só pode ser totalmente comprovado quando se possui acesso ao código, algo possível somente quando falamos em software opensource. Quem nos garante que aquela tal solução fechada desenvolvida por aquela empresa “boazinha” é totalmente benigna, e não possui em seu código alguma instrução maliciosa que permita à empresa desenvolvedora obter dados sobre você, seus hábitos, sua empresa ou negócios? Parece meio exagerado, não é, e muitos podem argumentar que as soluções anti-malware hoje em dia estão muito mais desenvolvidas e brecariam tais tentativas. Mas os rootkits estão aí para nos lembrar de que nem sempre é assim, e além destes, é necessário lembrar que a criação de malwares é muito rápida, com variantes saindo a todo momento, e principalmente as soluções de segurança baseadas unicamente em assinatura não são muito eficientes na detecção deste tipo de ameaça. Os “zero-day attacks” são outra ameaça constante e perigosa, sempre à frente das soluções anti-vírus, e por mais que existam sistemas de heurística e tecnologias pró-ativas, o perigo é real e constante, e “brechas” sempre podem ser exploradas. O melhor anti-virus existente é o ser humano, pois ele possui o poder de abrir ou não determinado anexo, de executar ou não determinado programa, de acessar ou não determinado site supostamente “malicioso”. Mas como sempre, o ser humano é falho, e erros neste ponto podem ocasionar prejuízos e dores de cabeça enormes, prejuízos e dores de cabeça que muitas vezes são expandidos rapidamente para milhares de outros computadores (basta nos lembrarmos das redes de computadores-zumbis). Portanto, pense também nisto quando for escolher entre uma solução livre ou proprietária. Você beberia algo de olhos fechados, preparado por um estranho, e sem saber o que a tal beberagem contém? Transporte este pensamento para o “mundo” do software e ficará pelo menos com um pouco mais de medo. :) Mas as alternativas estão aí, não se preocupe. Cabe a nós efetuarmos nossas escolhas, e tomarmos nossas decisões tentando imaginar o que tais escolhas irão nos causar daqui a alguns anos. De minha parte, quero ser dono do que produzo, e ter a liberdade de fazer o que bem entender com minha produção. Quero utilizar softwares que não me prendam a nenhum tipo de contrato ou cláusula restritivos. Para mim, o software deve ser apenas um “meio”. E você, o que pensa a este respeito? :)

Informações adicionais

Site oficial do Ubuntu:

http://www.ubuntu.com

Site oficial da Canonical:

http://www.canonical.com

Site oficial do editor de imagens Gimp:

http://www.gimp.org

Sumatra PDF: um visualizador de PDF’s opensource

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Todos sabemos que o formato PDF é um excelente formato para a disponibilização de manuais, tutoriais e arquivos relacionados. O grande problema é que o leitor/visualizador de PDF’s mais conhecido e utilizado é o “Adobe Reader“, um software que literalmente “come” enormes quantidades de recursos do sistema e, dependendo da configuração da máquina, demora uma eternidade para carregar qualquer PDF (e também para abrir). Felizmente, existem soluções muito mais leves, flexíveis e também gratuítas, como por exemplo o eXPert PDF Reader, da Visagesoft, e o Foxit Reader, da Foxit Software. Ambos são extremamente leves, carregam qualquer PDF muito mais rapidamente do que o Adobe Reader e, além disso, possuem inúmeros recursos, como por exemplo inserção de anotações, sistema de pesquisas, conversão do PDF para arquivos TXT, etc. Ambos são excelentes produtos, e ótimos substitutos para o Adobe Reader. Vale a pena dar uma conferida nos dois, e então tirar suas próprias conclusões. :) Entretanto, a solução que desejo apresentar aqui é uma solução opensource, algo inédito nesta categoria de software: o “Sumatra PDF“, distribuído sob a licença GPLv2 e desenvolvido por Krzysztof Kowalczyk . Trata-se de um excelente visualizador de PDF’s, que prima pela leveza e simplicidade, possui tradução para mais de 40 idiomas (dentre eles o português do Brasil) e realmente cumpre com o que promete, possuindo, segundo o próprio desenvolvedor (e isto pode ser comprovado ao se utilizar o software), um visual extremamente minimalista. Mas isto não é um ponto negativo, muito pelo contrário. O software é realmente “enxuto”, é carregado rapidamente e abre qualquer PDF muito mais rapidamente do que as soluções acima citadas. Quando aberto, ocupa ao redor de 400 Kb na memória, contra os 16 Mb ocupados pelo eXPert PDF Reader (não vou nem citar o consumo do Adobe Reader aqui, pois ele seria o campeão no quesito “ocupação de memória” :) ):

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O Sumatra PDF pode, é claro, ser definido como o visualizador de PDF’s padrão no windows, possui recursos como busca, zoom com ajustes para página inteira, tamanho real e percentual, impressão e rotação. Seu visual, como já disse acima, é enxuto e desprovido de quaisquer firulas, o que particularmente me agrada muito:

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Se você deseja um leitor de PDF’s simples, rápido e leve, o Sumatra PDF Reader é o seu número. :)

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Caso deseje, você ainda pode efetuar o download do código fonte do software e contribuir com o desenvolvimento do mesmo. Não encontrei nenhuma referência a uma versão para linux no site do desenvolvedor, mas quem sabe em breve uma versão para o SO do Pinguim não seja lançada? :) O Sumatra PDF pode inclusive ser executado diretamente de um pen drive, característica bem interessante e útil em nosso dia a dia. Não deixe de dar uma conferida e testar o software. Ele ainda está em sua versão 0.8, porém tem se mostrado estável e livre de bugs nos testes que efetuei. Vale a pena dar uma chance. :)

Informações adicionais

Site oficial:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf

Manual online:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/manual.html

Downloads:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/download.html

Informações a respeito do desenvolvimento:

http://blog.kowalczyk.info/software/sumatrapdf/develop.html

Fórum de suporte:

http://blog.kowalczyk.info/forum_sumatra

Download do código fonte:

http://code.google.com/p/sumatrapdf

Artigo do Open2Tech publicado no Guia do Hardware e no Broffice.org

Eu já devia ter postado esta notícia aqui há algum tempo, mas devido à correria do dia a dia, ela acabou sendo postada com alguns dias de atraso. Bom, de qualquer forma, é uma notícia que me deixou muito feliz. :)

Meu artigo “Por que optar pelo ODF e não por outros formatos de arquivo?” foi publicado no Guia do Hardware e no BrOffice.org, em ambos no dia 05 de janeiro de 2008. Foi uma honra para mim ter meu artigo publicado nestes dois excelentes portais, que prestam um excelente serviço e possuem um vasto e valiosíssimo conteúdo.

Agradeço de coração ao Carlos Morimoto e ao pessoal do BrOffice.org. :)

Abaixo vão os links para meu artigo nos dois sites:

Guia do Hardware

http://www.guiadohardware.net/noticias/2008-01/477F8BF2.html

BrOffice.org

http://www.broffice.org/porque_optar_pelo_odf

Goodbye Microsoft: instale o Debian sem complicação

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Conheci há alguns dias atrás um aplicativo/serviço que, sob o sugestivo nome de “Goodbye Microsoft“, se propõe a efetuar uma instalação em modo gráfico da distribuição Linux Debian, executando durante o processo todos os redimensionamentos e criações de partições necessários para a instalação da distribuição, bastando ao interessado apenas possuir uma conexão à internet e o Windows XP instalado na máquina. É uma instalação basicamente “online”, que vai instalar o Debian no computador do interessado mantendo sua atual instalação do Windows XP. :) Ao se efetuar o download do arquivo, o mesmo surpreende pelo tamanho extremamente reduzido (cerca de 170 Kb). Mas ocorre que ele não é o instalador, mas tão somente um pequeno executável que irá efetuar o download de alguns arquivos necessários ao início da instalação e, possivelmente, a partir daí, criar um setor de boot adicional na MBR da máquina, fazendo com que no próximo boot o usuário tenha a opção de iniciar o computador pela tal “opção instaladora” do Debian, a qual irá então efetuar o download dos arquivos necessários, dar início e guiar o usuário durante o processo de instalação e configuração da distro. E tudo em modo gráfico! :)

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É claro que fiz algumas conjecturas acima, baseadas em pesquisas que fiz a respeito e no teste inicial que efetuei, rodando o pequeno executável até um certo momento. Pretendo em breve rodar a instalação até o fim, e postar aqui os resultados. Quanto à ferramenta, além da mesma executar a instalação em modo gráfico, pode-se escolher dentre mais de 20 idiomas, e entre eles está o português. A versão do Debian instalada através da ferramenta é a Etch, e o instalador utilizado é o NSIS (Nullsoft Scriptable Install System), opensource, para nossa alegria. :) A ferramenta possui também dois modos de instalação: um para usuários inexperientes e outro para usuários avançados, e neste último pode-se optar pelos modos “gráfico” e “texto”. No modo avançado, inclusive, é possível até mesmo escolher-se o repositório desejado, entre “unstable” e “stable”. Além disso, existe o modo de instalação e o de reparação, caso já exista alguma instalação do Debian no computador. Confesso que mal posso esperar para ver como o danado se comporta até o fim. :) E temos de admitir que a idéia é excelente, pelo menos para aqueles que possuem banda larga. E um dos pontos mais interessante e importante é que são unificados dois procedimentos distintos e complicados para muitas pessoas: o download da imagem ISO e a instalação da distro, isto sem falar na questão do particionamento, que também é “coberta” pelo Goodbye Microsoft. Esta é uma idéia simplesmente genial, e que merece ser “exportada” para outras “paragens”! Sonhar não faz mal a ninguém, principalmente quando vemos o software livre em geral caminhando a passos largos pelos quatro cantos do mundo, inclusive aqui no nosso Brasil. Prometo postar em breve um tutorial a respeito da ferramenta, e minhas impressões sobre a instalação que vou efetuar através da mesma. Mas se enquanto isso você desejar se aventurar, não se acanhe. Só não se esqueça de efetuar um backup completo de tudo o que é importante em seu computador, pois acidentes acontecem, como todos sabemos. :) Aliás, gostaria de dizer que gostei bastante do nome do projeto/ferramenta, e isto me faz lembrar que a cada dia que passa fica mais fácil e indolor dar adeus ao SO das janelas. :)

Informações adicionais

Site oficial do Goodbye Microsoft:

http://goodbye-microsoft.com

Link direto para download do instalador:

http://goodbye-microsoft.com/pub/debian.exe

Site oficial da distribuição Debian:

http://www.debian.org

ODF no Paraná: Conheça os fatos

Após falar sobre a aprovação do projeto de lei 203/2007 pelos deputados do Paraná, que estabelece a preferência pelo ODF em todos os órgãos do governo paranaense, e finalmente sobre a sanção da lei pelo governador Roberto Requião, nada melhor do que apresentar os fatos concretos. :)

Como adoro este tipo de notícia e atitude, andei fazendo algumas pesquisas no site do Departamento de Imprensa Oficial do Estado do Paraná e encontrei a página onde se pode visualizar a referida publicação da lei, no Diário Oficial do Paraná. Aqui, basta efetuar o download da referida página em formato PDF para ter-se acesso ao texto completo.

A lei diz que todos os “órgãos e entidades da Administração Pública direta, indireta, autárquica e fundacional do Estado do Paraná, bem como os órgãos autônomos e empresas sob o controle estatal adotarão, preferencialmente, formatos abertos de arquivos para criação, armazenamento e disponibilização digital de documentos”. A lei ainda cita as vantagens proporcionadas pela utilização de formatos abertos, como interoperabilidade, inexistência de restrições ou pagamento de royalties, maior liberdade e ausência de gastos relativos à propriedade intelectual.

Ponto para o ODF e ponto para o software livre, e tal placar, positivo, se reverte sempre em benefícios para muitos. Ganha o estado do Paraná que se vê livre de licenças restritivas e agora tem a certeza (ou pelo menos a possibilidade) de manter suas informações à salvo de qualquer tipo de escravidão limitação imposta pelo uso de ferramentas e padrões proprietários, e assim pode realmente fazer melhor uso do dinheiro público, utilizando ferramentas abertas e não gastando o dinheiro dos contribuintes com o pagamento de licenças de softwares proprietários que, na maior parte dos casos, são perfeitamente substituíveis por soluções livres.

Aliás, não só o melhor uso do dinheiro público entra em jogo. Mas também temos de lembrar que um governo e seus órgãos devem primar pela continuidade de suas documentações/informações, mantendo-as legíveis e acessíveis independentemente da ferramenta disponível no momento. Esta é a melhor prática, a mais viável, sensata e sustentável a curto, médio e longo prazo. E tal situação somente é possível quando se faz uso de formatos abertos, quando não se fica preso a determinado formato fechado que somente permite a abertura da documentação gerada através do software X.

Parece que o Brasil como um todo, incluindo-se aí parlamentares, organizações privadas e públicas e até mesmo o usuário doméstico, está começando a entender as inúmeras vantagens dos formatos abertos e do software livre, e deixando de lado todos aqueles velhos medos que por muito tempo relegaram o software livre a um círculo super restrito de usuários. Isto ocasionará, a médio ou longo prazo, quem sabe, um acesso mais fácil à informação, e como a informação vem antes da utilização da ferramenta em si, é de se esperar que novas opções serão feitas, as ferramentas serão aprimoradas e novos caminhos poderão surgir. O futuro reserva muito mais ao software livre. Só temos de esperar um pouco mais, fazendo a nossa parte, é claro. :)

Bom, deixemos de divagar um pouco, e vamos retomar a linha. :) Gostaria de finalizar postando um trecho da referida lei que cita claramente o ODF, em seu Art. 3º:

“Os entes, mencionados no art. 1º desta lei, deverão estar aptos ao recebimento, publicação, visualização e preservação de documentos digitais em formato aberto, de acordo com a norma ISO/IEC 26.300 (Open Document Format – ODF)”.

Excelente decisão. Espero que mais governos e setores destes optem também por softwares e fomatos livres. Exemplos não faltam. Exemplos recentes, bem como inúmeros casos de sucesso. Que estes sirvam de incentivo. :)

Informações adicionais

Site do Departamento de Imprensa Oficial do Estado do Paraná

Link p/ página do Diario Oficial do Paraná contendo a lei 15.742, de 18 de dezembro de 2007, a respeito da sanção da lei do ODF pelo governador do Paraná

OBS: basta clicar sobre o link “Download da página” para efetuar o download do arquivo PDF

Link direto para download da página contendo a lei 15.742, em PDF