
O Firefox 3, ainda em suas versões beta (atualmente está no beta 4), já demonstra importantes melhorias no tocante à velocidade quando comparado com outros navegadores e também com suas versões anteriores. A versão 3 do navegador da Mozilla apresenta melhorias importantíssimas em diversos quesitos, até mesmo em relação ao consumo de memória, motivo de reclamações desde sua versão 1.x. Parece que finalmente o pessoal da Mozilla conseguiu “abrandar” um pouco a “fome” do navegador em sua versão 3, conforme teste efetuado pelo site Mozilla Links.
O teste
O teste foi executado através da utilização do Firefox 3 beta 3, rodando sob o sistema operacional Windows XP SP2, através do acesso a um conjunto de 9 websites e utilizando perfis recém criados e páginas em branco definidas como página inicial; os resultados foram obtidos através do gerenciador de tarefas do Windows (Windows task manager). Resumindo os procedimentos adotados, durante o teste a “dificuldade” (ou a carga) foi sendo incrementada aos poucos. Inicialmente foram abertas páginas simples e depois páginas mais complexas, sendo que estas últimas foram abertas através de novas abas, enquanto as anteriores permaneciam também abertas.
Em seguida, algumas abas foram fechadas para que fosse detectada a redução no consumo de memória, e o navegador foi então mantido em execução por cerca de uma hora, para uma melhor averiguação do consumo. Os resultados deste teste podem ser conferidos neste link, e abaixo segue uma “transcrição” da pequena tabela contendo os resultados, para melhor visualização (a mesma tabela pode também ser encontrada no link acima citado).
Na tabela, pode-se visualizar as etapas do teste e o respectivo consumo de cada versão em cada uma delas:
Tipo/Etapas do teste:
A) Websites – normais
b) websites – web 2.0
c) Fechamento de algumas páginas
d) Após 1 hora sem atividade
Firefox 2.0.0.12:
a) 73 mb
b) 149 mb
c) 142 mb
d) 181 mb
Firefox 3 beta 3:
a) 80 mb
b) 135 mb
c) 123 mb
d) 123 mb
Como podemos ver, houve uma redução de consumo significativa, e é importante ressaltar que estamos falando aqui do beta 3, ainda. Mas minha intenção ao escrever este artigo é comentar também a respeito de importantes melhorias no Firefox 3 em seu último nightly (o qual supostamente será o beta 5), no tocante ao seu desempenho em relação ao JavaScript e sua performance no geral.
O Mozilla Links repetiu os mesmos testes de “JavaScript benchmarking” anteriormente executados (em 29 de fevereiro de 2008), e podemos notar que o Firefox “conseguiu reduzir sua marca”, caindo dos 6,392 milisegundos obtidos em 29 de fevereiro de 2008 para 5,463 milisegundos no último teste. Segundo o próprio Mozilla Links, houve um ganho de 15% em relação ao teste anterior.
Confira abaixo o resultado dos dois testes:
Teste executado em 29 de fevereiro de 2008

Teste executado em 16 de março de 2008

Algumas conclusões
Como podemos ver, o Firefox 3, além de se sair bem nos dois testes, ainda foi o mais rápido dos navegadores analisados. Isto tudo, aliado às melhorias já anteriormente citadas, como por exemplo o novo gerenciador de downloads, a nova e interessante função “places” e o acesso às extensões e temas através da própria interface do Firefox, faz com que a versão final seja aguardada com extrema ansiedade. Pelo menos eu, mesmo utilizando o beta 4 em paralelo, aguardo ansiosamente pela versão final.
É fantástico observar-se como um navegador de código aberto pode atingir patamares tão elevados de qualidade, e o quão eficiente e excepcional pode ser o suporte técnico prestado ao mesmo, suporte este fornecido através de comunidades e listas de discussão espalhadas pelo mundo inteiro.
É claro que, em se tratando de software livre, foge-se dos modelos tradicionais de “ajuda”, ou suporte técnico. Aqui, o usuário deve procurar obter as respostas mediante pesquisa, esforço próprio e, muitas vezes, através de uma grande interação com a comunidade. Mas isto não é um ponto negativo, e sim positivo, pois possibilita um real entendimento daquilo que se busca e se precisa, e ganham ambas as partes: usuários e desenvolvedores, no sentido em que ambos promovem uma troca de conhecimentos e experiências que com certeza beneficiam o projeto como um todo.
Observando-se tudo isto através uma ótica um pouco mais “ampla”, aliás, podemos inclusive perceber e comprovar que o software livre é, antes de tudo, uma filosofia e/ou modelo de desenvolvimento que, na maioria das vezes, não almeja lucros diretos, e que permite, como pode-se perceber pelos diversos projetos similares e até mesmo pelas diversas distribuições Linux ditas “comerciais”, novos e atrativos modelos de negócio, focados no usuário e na prestação de serviços os mais diversos, e não na cobrança de licenças de uso abusivas e escravizadoras.
Pense nisto com carinho e cuidado.
Informações adicionais
Link para o teste de performance executado em 29/02/2008 pelo Mozilla Links:
http://mozillalinks.org/wp/2008/02/firefox-3-ultimate-feature-performance
Link para o teste de performance executado em 16/03/2008 pelo Mozilla Links:
http://mozillalinks.org/wp/2008/03/updated-web-browsers-javascript-benchmarks
Observação: este artigo foi escrito para o projeto “Blogagem Inédita“, iniciativa do site Interney. Todas as imagens foram utilizadas com autorização do site Mozilla Links, através de contato com o Sr. Percy Cabello, nesta mesma data.
Esta é mais uma ótima notícia envolvendo o software livre e uma instituição de “peso”. O Banco do Brasil, em recente concurso para o preenchimento de vagas para o cargo de escriturário em agências da instituição no Distrito Federal, através do Edital nº 1 – 2008/001 – BB, de 11 de março de 2008, pede que o candidato possua conhecimentos em ferramentas e sistemas operacionais proprietários, mas também no Linux e em algumas ferramentas opensource.
São solicitados, por exemplo, conhecimentos em Linux e em diversas soluções livres, como por exemplo o BrOffice.org Writer (processador de textos), BrOffice.org Calc (planilha eletrônica) e BrOffice.org Impress (editor de apresentações), todas aplicações integrantes da excelente suíte para escritórios OpenOffice.org / BrOffice.org.
É claro que também são citadas soluções proprietárias, mas o simples fato de diversas soluções livres serem citadas, e ser requisitado conhecimento nas mesmas em um edital para concurso para ingresso em uma instituição do porte do Banco do Brasil, é motivo de grande alegria e empolgação para todos os adeptos/simpatizantes do software livre. E, além disso, o edital também solicita conhecimentos no navegador livre Firefox, e demonstra um certo avanço no tocante à “modernidade” e novas tendências e ferramentas, pois cita também a necessidade de conhecimentos relativos à utilização de sistemas e conceitos tais como grupos de discussão, fóruns e wikis.
Esta notícia só vem confirmar, mais uma vez, que o software livre deixa, aos poucos, de ser considerado um “bicho de sete cabeças”, e está cada vez mais presente nas mentes e nos computadores de cada vez mais pessoas, desde o usuário doméstico que utiliza sua máquina apenas para navegar na internet e jogar suas partidas de Counter Strike jogos online, até grandes corporações e órgãos governamentais. É uma caminhada sem volta, e todos nós só temos a ganhar. Pena que alguns ainda vejam tais iniciativas com maus olhos, talvez “conduzidos” por pesquisas, notícias e boatos promovidos por aqueles que têm grande interesse em reduzir o impacto e a adoção do software livre, quase sempre motivados por intere$$es os mais diversos.
Mas uma boa notícia deve ser comemorada, e esta é das boas. Parabéns ao Banco do Brasil!
Fonte: NotíciasLinux
Informações adicionais
Maiores informações no CespUnB:

Não consigo entender, sinceramente, o porquê da Microsoft ainda “brigar” pelo seu malfadado OpenXML e tentar “impor” o padrão a qualquer custo, mesmo que diversos países e organizações já tenham dito não, mesmo que o ODF esteja sendo adotado cada vez mais por mais países e instituições, e mesmo que o ODF seja mais do que suficiente ao usuário final, às organizações e aos governos.
O diretor-geral da ODF Alliance Brasil, Jomar Silva, comentou algo bem interessante a respeito do fato da votação do OpenXML ter sido colocada em Fast-Track:
“O ‘fast track’ não foi desenvolvido na ISO pra avaliar uma norma com 6 mil páginas e muitos protestaram sobre isto diversas vezes. Ele (Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft Brasil) disse que ninguém sabia quando começou que seria complicado, mas não é verdade.
“Colocar uma norma com mais de 6 mil páginas em ‘fast track’ é alguma coisa de quem não quer ver debate técnico no assunto”
Concordo em gênero, número e grau com o Sr. Jomar Silva. O OpenXML é um formato com o qual nem a própria Microsoft se entendeu ainda. Basta analisarmos a coisa toda com calma, e chegaremos à conclusão de que um padrão cujas especificações estão contidas em um calhamaço com mais de 6000 páginas não é algo assim tão fácil de ser entendido, normalizado e posto em prática. Analisando praticamente, alguém já ouviu falar de algum caso de sucesso envolvendo o OpenXML? Alguém conhece algum governo que tenha adotado o padrão, ou que pelo menos o tenha adotado com sucesso?
Desde o ínicio existe, algumas vezes veladamente, outras vezes não, essa postura de tentar “empurrar a coisa a todo custo”. Existe essa tentativa, por parte da Microsoft, de tentar fazer valer sua vontade norma acima de quaisquer argumentos contrários, por mais sensatos, tangíveis e preferíveis que estes sejam.
Já que a Microsoft recentemente deu mostras (ou pelo menos tentou apenas se fazer de boazinha) de que está tentando conversar mais amigavelmente com o mundo do software opensource, abrindo, supostamente, alguns de seus padrões e especificações, por que não deixa de tanta enrolação e adota de vez “apenas” o ODF em seus aplicativos, ou pelo menos oferece um suporte adequado ao mesmo, ao invés de tentar “empurrar” um padrão desnecessário?
A ABNT já reprovou o OpenXML como padrão para documentos eletrônicos, diversas instituições, governos e até mesmo pessoas com as quais converso diariamente usam ODF há tempos, e não querem saber de uma mudança neste tipo. O que a Microsoft pretende? Será que esta é uma boa maneira de “tentar se manter sempre à frente/no topo”? Como já disse por aqui: para que precisamos de outro formato, se o ODF nos serve tão bem?
Para que optarmos por um padrão que possui, como já dito, uma parte que não é proprietária, em detrimento de outro totalmente livre?
Importante
Preencha a petição “Say no to Microsoft Office broken standard“, no link abaixo:
http://www.noooxml.org/petition
Fonte: IDG Now
Informações adicionais
Site da ODF Alliance Brasil:
Site da ABNT:
Está disponivel para download desde ontem, inclusive em português do Brasil, o beta 4 do Firefox 3. Como sempre, vale ressaltar que esta é uma versão voltada apenas para desenvolvedores ou usuários que desejam efetuar testes e/ou conferir todas as novas funcionalidades incluídas na versão 3. Se você deseja apenas conhecer o “visual” do Firefox 3, também vale, é claro.
É possível inclusive instalar o beta 4 sem alterar nenhum aspecto de sua atual instalação do Firefox 2. Para isto, basta seguir as instruções constantes na notícia a respeito do lançamento do beta 3, aqui no Open2Tech. É um procedimento muito simples, e em poucos minutos você terá à disposição as duas versões, sem alterar nenhuma configuração em sua atual instalação do Firefox 2.
Bom, a presença de novas funcionalidades e melhorias está se tornando frequente em todos estes últimos releases. Dentre as melhorias presentes a partir deste beta, podemos citar “melhorias na interface do usuário”, “maior possibilidade de personalização”, “melhorias nas funcionalidades da plataforma” e “melhorias na performance” (esta é meio que imprescindível, em minha opinião).
O que nos resta é esperar, divulgar o Firefox mostrando todas as suas vantagens e, na medida do possível, tentarmos auxiliar em algum projeto relacionado. Como já disse uma vez por aqui, todos ganhamos com isso.
Fonte: mozilla developer center
Informações adicionais
Link para download do Firefox 3 beta 4:
http://www.mozilla.com/en-US/firefox/all-beta.html
Link para página com maiores informações a respeito do Firefox 3 (em inglês):
http://www.mozilla.com/en-US/firefox/3.0b4/releasenotes/#whatsnew
Editado
Conforme sugestão do amigo Marconi Pires, do blog Provocações, segue abaixo link para download da versão portátil do Firefox 3 beta 4:
http://portableapps.com/news/2008-03-11_-_firefox_portable_3_beta_4
Bom, pessoal, como prometi, aqui está a segunda parte do tutorial do Keepass. Nesta segunda parte, procurei abordar algumas funcionalidades adicionais e opções avançadas da ferramenta, as quais são bem úteis no nosso dia a dia.
O keepass possui algumas opções e funcionalidades bem interessantes, que permitem ao usuário “automatizar” algumas ações durante a utilização, bem como aumentar ou reduzir o nível de segurança no tocante à visualização das informações. São, é claro, opções e funcionalidades adicionais, mas que se tornam muitas vezes imprescindíveis, principalmente quando se está utilizando a versão portátil do keepass e/ou computadores compartilhados. Para acessar a tela de opções do Keepass, utilize o caminho FERRAMENTAS ==> OPÇÕES.
OBS: algumas poucas opções do Keepass continuam sem tradução ou, como se pode perceber, a tradução não se “adequa” muito bem à real finalidade das mesmas. Utilizarei neste tutorial, entretanto, as nomenclaturas exatamente como estas se encontram no aplicativo, para evitar quaisquer tipos de problemas no tocante ao perfeito entendimento do mesmo.
Inicialmente, vamos dar uma olhada nas opções de configuração do keepass. As opções estão divididas em 06 (seis) abas distintas. Vamos, portanto, dar uma olhada em algumas delas:
1) Segurança

1a) Travar área de trabalho quando minimizada a janela principal: ativando esta opção, você faz com que sempre seja solicitada a senha da base de dados antes da reabertura do Keepass, após minimizá-lo. Ao ser minimizado, o aplicativo permanece aberto, porém é exibido apenas um ícone do mesmo na bandeja do sistema, sendo necessário então um duplo clique sobre o mesmo para reabrí-lo. Vale ressaltar que enquanto o Keepass estiver minimizado desta forma, o acesso à todas as informações armazenadas depende da digitação da senha mestra.
1b)Travar área de trabalho quando travado o Windows ou usuário for trocado: opção bem semelhante à acima, com a única diferença de fazer com que o Keepass seja travado e a senha mestra exigida quando da ocorrência de travamentos ou troca de usuário do sistema operacional.
1c) Travar automaticamente a área de trabalho após o seguinte número de segundos: opção similar às acima citadas, sendo que aqui o travamento da área de trabalho ocorre após o tempo definido pelo usuário.
1d) Desabilitar operações inseguras (segurança-crítica) como exportações, etc: com esta opção ativa, é impossível executar-se operações de exportação. O usuário é alertado, e uma confirmação a respeito da necessidade de reinicialização do keepass é solicitada, quando da ativação ou desativação desta opção.
1e) Usar controles de edição de senha mais seguro: opção que proporciona uma segurança adicional durante a utilização do keepass, e que faz com que todas as senhas armazenadas no aplicativo fiquem protegidas contra diversos tipos de ataque. Para seu perfeito funcionamento, é necessário que cada entrada onde existir uma senha esteja com a opção “hide passwords behind asterisks” (esconder senhas atrás dos asteriscos) ativa.
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OBS: você pode testar o funcionamento desta opção simplesmente “tentando” copiar uma senha de uma entrada qualquer. Faça isto com a opção ativa e também com a mesma desativada, e irá perceber, então, que quando a mesma está desativada, o Keepass permite que você copie a senha (CTRL+C) normalmente. Já quando a proteção está ligada, é exibido um aviso alertando que a cópia não é permitida:

1f) Por definição, novas entradas expiram no seguinte número de dias: esta opção, quando ativa, faz com que qualquer nova entrada “expire” quando for atingido o número de dias definido pelo usuário. Use com cuidado.
2) Interface (GUI)

2a) Mostrar imagens nos botões: ativa ou desativa a exibição de imagens nos diversos botões do Keepass.
2b) Mostrar linhas na lista de entrada de senha: ativa ou desativa a exibição de linhas separadoras verticais e horizontais na lista de exibição de entradas, localizada à direita, na janela principal do aplicativo.
2c) Redimensionar automaticamente colunas da tabela quando a janela for redimensionada: esta opção faz com que o Keepass automaticamente redimensione a largura das colunas na lista de exibição de entradas, e elimine, portanto, a barra de rolagem horizontal, quando o tamanho da janela for reduzido.
2d) Minimizar para a bandeja ao invés da barra de tarefas: com esta opção ativa, sempre que minimizar seu Keepass o mesmo irá para a bandeja do sistema, ao invés da barra de tarefas.
2e) Botão fechar [X] minimiza a janela principal ao invés de terminar a aplicação: como o próprio nome da opção já sugere, ao ativá-la você faz com que o Keepass seja sempre minimizado (ao invés de ser fechado) quando clicar no botão “fechar” = [X]. Neste caso, para encerrar o aplicativo você deve utilizar a opção “Sair”, dentro do menu “Arquivo”.
2f) Selecione uma nova fonte para a lista de controles: através desta opção você pode alterar a fonte utilizada na lista de entradas.
2g) Toda segunda linha tem uma cor diferente de fundo. Use esta cor: o Keepass alterna as cores das linhas na tabela de exibição de entradas, para uma melhor diferenciação. Neste item você pode alterar esta “segunda cor”.
3) Arquivos

3a) Sequência de nova linha – Nova linha do windows (\r\n) ou Nova linha do Unix (\n): escolha entre “nova linha do windows (Windows newline sequence)” ou “nova linha do Unix (Unix newline sequence)”.
3b) Marcar base de dados como modificada na mudança do último acesso: ativando esta opção, é exibido um aviso sempre que o Keepass for fechado e a base de dados tenha sido modificada, perguntando ao usuário se as modificações devem ser salvas ou não.
4) Memória

4a) Característica da área de trabalho – Temporizado – copiar dados para a área de transferência e limpar automaticamente após alguns segundos: com esta opção ativa, o Keepass automaticamente apaga quaisquer dados que você tenha copiado e que estejam na área de transferência, após o tempo préviamente definido (ver abaixo).
4b) Característica da área de trabalho – Melhorado – permite colar apenas uma vez e protege contra espiões na área de transferência: similar à opção acima, porém faz com que somente uma colagem seja permitida.
4c) Tempo de auto-limpeza da área de transferência (segundos): defina aqui o tempo (em segundos) máximo para que o Keepass guarde informações na área de transferência.
5) Configuração

5a) Associação de arquivos – Criar associação: cria uma associação entre o Keepass e arquivos .kdb (bases de dados do Keepass). Por padrão esta associação já é feita após a instalação do aplicativo.
5b) Associação de arquivos – Remover associação: remove a associação de arquivos acima citada.
Importante: note que após a remoção da associação, quaisquer bases de dados do Keepass (arquivos .kdb) deverão ser abertas através da opção “Abrir”, localizada no menu “Arquivo”.
5c) Use PuTTY para ssh e telnet: ativando esta função, o Keepass irá abrir automaticamente o cliente PuTTY quando o usuário tentar acessar qualquer endereço “telnet” ou “ssh” armazenado. Para utilizar esta funcionalidade é necessário possuir o cliente PuTTY instalado na máquina e também definir corretamente em cada entrada o endereço a ser acessado, utilizando “ssh://” para acesso SSH e “telnet:///” para acesso telnet.
5d) Combinação da tecla de atalho global de auto-escrita: permite definir ou alterar as teclas de atalho para execução da função de auto-escrita.
6) Avançado

Abaixo seguem as opções mais importantes da aba “avançado”:
Integração
6a) Iniciar Keepass na inicialização do Windows: faz com que o Keepass seja iniciado juntamente com o Windows.
Start and exit
6b) Abrir automaticamente a última base de dados usada ao iniciar: deixando esta opção ativa, ao abrir o Keepass ele irá buscar e abrir automaticamente a última base de dados na qual você trabalhou.
6c) Automaticamente salvar base de dados ao sair e travar área de trabalho: faz com que a base de dados em utilização seja automaticamente salva antes do fechamento do Keepass.
Algumas funcionalidades interessantes
O Keepass possui também algumas funcionalidades adicionais bem interessantes:
Copy username to clipboard (copiar usuário para a área de transferência)
Clique com o botão direito do mouse em qualquer entrada, e utilize esta opção para efetuar a cópia do “usuário” da referida entrada para a área de transferência. É possível então “colar” o usuário em qualquer local e/ou campo, seja para fazer login em um website ou simplesmente para “colar” o mesmo em um documento qualquer.
Copy password to clipboard (copiar senha para a área de transferência)
Opção similar à acima. Desta vez, porém, é copiada a “senha” da entrada em questão.
OBS: lembre-se que, caso esteja utilizando a funcionalidade de permanência temporizada dos dados na área de transferência (acima citada, ref. aba “memória”), o Keepass irá automaticamente limpar a área de transferência após o término do prazo pré-configurado.
Abrir URL(s)
Clique sobre uma entrada qualquer com o botão direito do mouse e escolha a opção “Abrir URL(s)”. O Keepass abrirá automaticamente a url préviamente cadastrada na entrada escolhida, utilizando seu navegador padrão.
Executar auto-escrita
Esta é uma funcionalidade muito útil quando se possui inúmeros dados de login cadastrados no Keepass. Através dela, por exemplo, basta posicionar-se o cursor do mouse sobre o início de um formulário de login (usuário) no website desejado, abrir-se o Keepass e então clicar-se com o botão direito do mouse sobre a entrada desejada, acessando-se então a opção “executar auto-escrita”. O aplicativo fará uso então dos dados armazenados, e o login no website será efetuado de maneira totalmente automática, sem a necessidade de digitação de nenhum dado. Após o login, todas as informações são automaticamente descartadas.
OBS: vale ressaltar que a entrada deve ser préviamente cadastrada, e todos os campos necessários devem ser informados (usuário, senha, etc).
Finalizando
Bom, amigos, acredito que consegui passar senão todas, pelo menos uma boa parte das opções e funcionalidades deste excepcional gerenciador de senhas. Como podemos perceber, o Keepass é um aplicativo extremamente versátil e funcional, que pode com certeza agradar os mais exigentes usuários. Espero que todos apreciem o tutorial.
Informações adicionais
Link para a primeira parte deste tutorial:
http://www.open2tech.com/2008/02/22/keepass-tutorial-parte-1
Link para download do Keepass:
http://downloads.sourceforge.net/keepass/KeePass-1.10-Setup.exe
Link para download de todas as versões disponíveis (Windows, Mac, Linux, etc):
http://www.keepass.info/download.html
Site oficial: