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O OOXML foi infelizmente aprovado pela ISO

Ontem, em data muito propícia, aliás, não consegui dormir enquanto não postei algo a respeito da “quase aprovação” do OOXML como um padrão internacional pela ISO. E, como eu infelizmente esperava, não é que a “coisa” foi aprovada mesmo? Finalmente o “embate” chegou ao fim, com um resultado que, pelo menos eu, não gostaria de ter visto. :(

Palhaçada? Votos comprados? Desperdício de dinheiro e de tempo com algo que, talvez, já estivesse definido desde o inicio? Não sei, e nem tenho o embasamento necessário para afirmar coisas assim, mas foi difícil de engolir, por exemplo, o regime de Fast Track. Para que tanta pressa? Além disso, como pôde o ooxml ter sido aprovado tão rapidamente, poucos meses após sua reprovação em Setembro/2007, quando foram levantadas inúmeras questões (que, aliás, a Microsoft ainda não respondeu), e muitas críticas foram feitas?

Fomos feitos de palhaços pela iso

Algo muito estranho ocorreu aí, e este processo todo agora está com uma imagem muito ruim (isto sem falar na imagem da ISO). Se nos lembrarmos, por exemplo, que o diretor da ODF Alliance Brasil, Jomar Silva, chegou a dizer que “colocar uma norma com mais de 6 mil páginas em fast track é alguma coisa de quem não quer ver debate técnico no assunto“, poderemos chegar a conclusões bem negativas a respeito da maneira como o ooxml foi aprovado pela ISO.

Atitudes não muito adequadas

E para piorar um pouco as coisas, a Microsoft, do alto de sua “auto-atribuída” superioridade, e fazendo uso mais uma vez de sua notória arrogância, chegou a afirmar, em janeiro, quando da ocorrência do “Grupo de Trabalho 2” na CE-21:034.00“, na ABNT, grupo este que tinha por objetivo “analisar as respostas da ECMA ao grupo de comentários enviados ao ISO/IEC DIS 29500“, que “o Brasil não deveria opinar se não conseguisse concluir as análises“. Ora, só de comentários brasileiros eram mais de 2000: seria este um número pouco expressivo? Parece que na opinião da gigante de Redmond sim.

Como comentei na época, isto foi uma tentativa de “inversão de papéis”, pois era a Microsoft quem deveria responder perguntas, fossem elas quais fossem, e não dizer quem deveria ou não opinar, nem tampouco tentar “forçar a barra” como tentou por diversas vezes.

Sou obrigado a concordar totalmente com o que o Jomar Silva disse em seu blog: “Tem marmelada na ISO ? Tem sim senhor…“. A imagem que postei no artigo imediatamente anterior a este, tratando a respeito deste mesmo assunto, aliás, ajuda a ilustrar um pouco o que eu (e muita gente por aí) estou pensando a respeito dessa aprovação totalmente “esdrúxula”. E não consigo resistir à tentação de usar a mesma novamente, principalmente agora que a aprovação do ooxml foi “sacramentada”:

OOXML aprovado

Bom, ainda existe um prazo de dois meses para que o ooxml seja “oficializado” como uma norma ISO, mas isto, em minha opinião, não significa nada, e do jeito que a coisa toda transcorreu, apelação alguma, por quem quer que seja, vai mudar alguma coisa, agora que “Inês é morta”. :(

Motivos para ficarmos felizes

Mas de qualquer forma, vale ressaltar que tudo isto não muda nada em relação ao ODF. O ODF já é uma norma ISO, é adotado e recomendado por empresas renomadas, como a IBM, por exemplo, foi adotado como formato de arquivos padrão por inúmeros governos e organizações ao redor do mundo, é totalmente livre, aberto e de fácil implementação, além de ser o formato “padrão” de aplicativos como por exemplo o Openoffice/BrOffice.

Alguém pode fazer algumas das afirmações acima substituindo o “sujeito” da frase pelo ooxml? Com certeza não, e com certeza o ooxml não será um novo ODF, e nem deste se aproximará em termos de interoperabilidade e “transparência”, quesitos muito importantes quando nos lembramos de que estamos falando a respeito de formatos de arquivo, os quais são como “receptáculos” que irão armazenar nossas informações cruciais.

O total e irrestrito acesso às informações armazenadas em tais receptáculos depende da transparência em/durante seu desenvolvimento, da liberdade durante sua implementação, seja em que software for, e do acesso irrestrito à sua estrutura e documentação. Alguém pode, ou poderá um dia, dizer e/ou pretender fazer o mesmo com o ooxml? Duvido muito.

Como disse acima, nada mudou para o ODF. Ele continua aí, à nossa disposição, livre e totalmente funcional. Cada vez mais governos e organizações optam pelo mesmo, o qual cresce em confiabilidade a cada dia, sendo realmente o único formato eletrônico para arquivos de texto, planilhas e apresentações, por exemplo, que permite a perfeita “continuidade” de toda e qualquer informação.

O que podemos fazer é divulgar o ODF e mostrarmos à quem se interessar os motivos de optarmos pelo mesmo e todas as suas vantagens. Vale também, é claro, qualquer esforço, por mínimo que seja, com a finalidade de divulgação do software livre, o qual está, de certa forma, “ligado” ao ODF de maneiras muito especiais. :)

O fato do ooxml ter sido aprovado pela ISO em nada interfere com o ODF. Este é, e continuará sendo, o melhor e o mais livre dos formatos de arquivo. Finalizando, o que importa é que o ODF continua firme e forte, e vai muito bem, obrigado. :)

Fonte: Movimento Software Livre Paraná

Informações adicionais

Site oficial da ODF Alliance Brasil:

http://br.odfalliance.org

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OOXML aprovado pela ISO?

OOXML na ISOInfelizmente parece que o tal do ooxml vai acabar se tornando também um padrão global, apesar de toda a movimentação contrária nos últimos tempos, das diversas negativas que o padrão sofreu, das suas falhas e das incertezas da documentação, a qual é extremamente confusa, e também apesar do fato da implementação do padrão ser dificílima. Isto além do fato de, até o presente momento, pelo menos, não conhecermos nenhum “caso de sucesso” envolvendo o formato.

Bom, é notório o fato de que a M$ possui alguns interesses escusos por trás de toda essa pressão que exerceu durante todo o processo na ISO, por exemplo, e espera ter mais “sorte” quando da negociação de contratos com governos ao redor do mundo. Prefiro não comentar este assunto muito profundamente por aqui por enquanto, pois o anúncio oficial só sai amanhã, mas cogita-se “por aí” que o padrão proposto pela gigante de Redmond foi anunciado extra-oficialmente como vencedor da tal votação na ISO.

O anúncio oficial sai amanhã, quarta-feira, 02 de abril de 2008, mas pelo “andar da carruagem”, a “vaca foi pro brejo”. Quer dizer, não foi. Apenas teremos de conviver, infelizmente, com o fato de que irá existir mais um padrão (desnecessário, que serve aos interesses da Microsoft e/ou de muito pouca gente) de arquivos, mal documentado e de difícil implementação. É claro que a Microsoft agora vai “correr” para aprontar tudo o que falta, não é? :)

Bom, mas não deixa de ser estranho o fato desta agora quase confirmada aprovação, sendo que o mesmo formato foi rejeitado há poucos meses atrás, pela mesma instituição. Quais fatores (votos comprados) provocaram tal mudança? Quem ganha com tal aprovação?

Acredito que nem eu, nem você, nem ninguém que prefira a liberdade, e não a convivência com padrões “castrados” e cheios de pontos obscuros. Bom, disse que não iria comentar muito a este respeito por hoje, e vou ficando mais ou menos por aqui. Afinal, o anúncio oficial sai amanhã. :(

Talvez alguns de meus artigos aqui no Open2Tech passem a imagem (errônea) de que sou contra a Microsoft, ou contra o capitalismo, ou contra o dinheiro. Muito pelo contrário, vejo diversos pontos positivos na gigante de Redmond, no capitalismo e, como não poderia deixar de ser, adoro dinheiro. :)

O que não entendo ou, em outras palavras, não aceito, são as maneiras “alternativas” através das quais transcorreu toda essa votação (?), e também o “porquê” da existência de um outro formato para arquivos, quando já temos o excelente ODF, já uma norma ISO, utilizado por diversas organizações ao redor do mundo e totalmente aberto (este sim é totalmente aberto/livre).

Bom, amanhã acho que vou ter muita coisa pra falar a respeito deste assunto. :)

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Apresentado projeto de lei que recomenda ODF

ODF logo

O Brasil está caminhando em direção a um futuro livre de quaisquer amarras e/ou limitações no tocante à maneira de gerar, armazenar e disponibilizar todo e qualquer documento de forma eletrônica. Nestes tempos atuais, em que a política e os políticos brasileiros estão totalmente desacreditados e nada mais fazem (na maioria das vezes) do que engordarem seus próprios bolsos, é muito confortador tomarmos conhecimento de notícias assim.

Foi apresentado em 25/03/2008 o projeto de lei 3070/2008, pelo deputado Paulo Teixeira, do PT-SP, projeto este que pretende fazer com que os diversos setores do Governo Brasileiro optem preferencialmente por formatos abertos de arquivos. O referido projeto de lei encontra-se aguardando despacho, segundo o Portal da Câmara dos Deputados, e recomenda a utilização de formatos abertos de arquivo para a a manipulação de documentos eletrônicos, em diversos setores do governo Brasileiro, como por exemplo “órgãos e entidades da Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica, bem como os órgãos autônomos e empresas sob o controle estatal“. Isto permitirá, também no Governo Brasileiro, uma maior compatiblidade e interoperabilidade entre os diversos aplicativos existentes, os quais funcionarão apenas como um “meio”, e não mais como fator, muitas vezes, limitador. Isto, é claro, além de permitir a utilização de ferramentas livres também para a geração, abertura e edição de tais documentos (tomara que esta idéia também passe pela cabeça de nossos parlamentares).

Dentre os trechos do projeto de lei que chamam a atenção, vale destacar:

“Os órgãos e entidades da Admistração Pública Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional, bem como os órgãos autônomos e empresas sob o controle estatal adotarão, preferencialmente, formatos abertos de arquivos para criação, armazenamento e disponibilização digital de documentos”.

Ou:

“Artigo 2º – Cláusula 3: “Podem ser implementados plena e independentemente por múltiplos fornecedores de programas de computador, em múltiplas plataformas, sem quaisquer ônus relatios à propriedade intelectual para a necessária tecnologia;”

O referido projeto de lei ainda cita claramente o formato ODF, ao dizer, no Artigo 3º:

” Os entes, mencionados no art. 1º desta lei, deverão estar aptos ao recebimento, publicação, visualização e preservação de documentos digitais em formato aberto, de acordo com a norma ISO/IEC 26.300 (Open Document Format – ODF).”

Ou seja, claramente o que se tem em vista aqui é o ODF. Mais um ponto positivo para o ODF, e um negativo para o tal “time” que tenta “empurrar” de qualquer maneira “outros” formatos de arquivo, “nadando contra a correnteza” e utilizando estratégias meio que obscuras para garantir o “sucesso” de seu intento. Mas resumindo: para que outro formato? O ODF não supre todas as nossas necessidades?

O projeto cita ainda recentes casos de adoção do ODF, como por exemplo o do Governo da França e o do Governo Estadual do Paraná. Casos de sucesso envolvendo o ODF é que não faltam. Basta procurarmos, e a informação está aí, à nossa disposição, para o deleite dos simpatizantes das soluções e formatos abertos e para a infelicidade dos que são contra a utilização de formatos abertos e preferem o ooxml, por exemplo (difícil de ser implementado, com diversas restrições e negativas sofridas por instituições e governos ao redor do mundo, etc), ou que defendem a existência de mais de um formato (me pergunto mais uma vez: por que?)

Espero sinceramente que este projeto avance, e que em breve possamos ver no Brasil como um todo a mesma situação que ocorre atualmente no Governo do Paraná. A diferença agora é que, caso o projeto de lei seja aprovado, caso se torne uma lei realmente, os resultados serão muito mais amplos, envolvendo não só um estado, mas a federação inteira.

Parabéns ao deputado Paulo Teixeira, e vamos esperar (e torcer) para que este projeto tão importante seja aprovado e se transforme realmente em uma lei. :) Só acredito que teria sido melhor, até mesmo como forma de “propaganda”, que o formato do arquivo contendo o projeto de lei fosse o ODF (ODT), ao invés do proprietário .DOC. :)

Fonte: Movimento Software Livre Paraná

Informações adicionais

Informações sobre o Deputado Paulo Teixeira:

http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=528722

Mais detalhes sobre o projeto de lei:

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=387780

Download do projeto de lei 3070/2008, em arquivo .DOC

http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=547009

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Confira o Document Freedom Day

Document Freedom Day Logo

Como comentei há dois dias atrás (e nunca é demais relembrar a ocorrência de um evento desta importância), hoje acontece o “Document Freedom Day“, evento que tem por meta difundir e incentivar a utilização de formatos abertos de arquivos, como por exemplo o ODF.

É um evento global que visa “educar as pessoas a respeito da importância dos formatos de documento abertos“, através da ação de diversos grupos localizados e trabalhando em conjunto, em diversos países, os quais promoverão eventos os mais diversos, como por exemplo palestras, panfletagens, etc.

Trata-se de uma ótima iniciativa, e vale ressaltar o fato de que diversos grupos participantes estão promovendo várias atividades ao redor do mundo, inclusive no brasil.

Veja abaixo alguns dos eventos que ocorrerão em nosso país:

O “Document Freedom Day” conta com o apoio de organizações de peso, como por exemplo:

E isto só pra citar alguns. Neste link você encontra a lista completa. :)

Vale ressaltar também que, segundo o site do “Document Freedom Day“, foram formados mais de 200 grupos, em mais de 60 países diferentes, e para ajudar esta primeira “edição” do DFD, os organizadores forneceram um kit contendo bandeiras, camisetas e folhetos aos primeiros 100 grupos inscritos.

Os organizadores do DFD também pretendem incluir no site todos os relatórios, estórias, imagens e demais informações recolhidas pelos grupos de trabalho durante os eventos, o que será muito interessante, com certeza. Todo este material deve ser enviado para o e-mail “coordination [arroba] documentfreedom.org”.

É interessante e digno de nota, também, o seguinte texto constante no site do DFD:

“In a world where records are increasingly kept in electronic form, Open Standards are crucial for valuable information to outlive the application in which it was initially generated. The question of Document Freedom has severe repercussions for freedom of choice, competition, markets and the sovereignty of countries and their governments.”

Ou, em minha tradução livre:

“Em um mundo onde os registros são cada vez mais armazenados eletrônicamente, os Padrões Abertos são cruciais para que informações valiosas sobrevivam à aplicação na qual foram inicialmente geradas. A questão da Liberdade dos Documentos tem graves repercusões relacionadas com a liberdade de escolha, concorrência, mercados e com a soberania dos países e seus governos.”

Poucas palavras, mas de grande e importante significado, não? :)

Na página inicial do “Document Freedom Day” foi criada uma “nuvem de tags” contendo todos os países participantes, e é muito legal ver que o Brasil está em primeiro lugar, ou seja, é o país com o maior número de grupos e participantes (com maior destaque).

Bom, amigos, é isso. Desejo sucesso ao “Document Freedom Day” e a todos os participantes! :)

Informações adicionais

Site oficial:

http://documentfreedom.org

Lista das organizações que apoiam o evento:

http://www.documentfreedom.org/Who

Lista com todos os grupos do Brasil:

http://documentfreedom.org/Category:Brazil

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OOXML e Document Freedom day: coisas estranhas acontecem

Bom, pessoal, para quem ainda não sabe, dia 26 de março de 2008 (próxima quarta-feira), acontece o “Document Freedom Day” (ou DFD), um evento internacional que tem por objetivo a difusão dos padrões de documento abertos (como o ODF, por exemplo), através de diversas ações concatenadas, em diversos países (como o Brasil, por exemplo).

Algo curioso aconteceu comigo, entretanto, ao tentar acessar agora há pouco o site do DFD. Ocorre que abri meu Firefox e, meio que sem querer, acabei digitando no navegador o endereço “documentfreedomday.com”, ao invés do corretodocumentfreedom.org“. Bom, fui “cair” acidentalmente no site da tal “Open Xml Community“, que promove o padrão ooxml, da Microsoft. Na verdade, o site é da própria Microsoft, conforme fui perceber logo depois.

Confesso que meu lado “pessimista” me impeliu a, logo em seguida, verificar quais eram os donos do domínio “documentfreedomday.com” mas, curiosamente, isto não foi possível, devido aos mesmos utilizarem aquele tal recurso que “protege” a privacidade dos detentores de domínios, o qual faz com que nenhum dado do detentor do domínio seja exibido, em nenhuma consulta de whois. :(

Bom, vale ressaltar que ao se tentar acessar o domínio “documentfreedomday.com” é-se automaticamente redirecionado para o domínio “openxmlcommunity.org” (de propriedade da Microsoft), real site desta “divisão” da Microsoft, registrado em 20/04/2007. Bom, confesso que não fiquei muito surpreso ao executar um “whois” para este último domínio e me deparar com o conteúdo do campo “Registrant Search“, ao ver o nome ali estampado: “Microsoft Corporation. É claro que o simples fato do “domínio X” estar sendo redirecionado para o “domínio Y” não prova nada definitivamente (ou pelo menos “diretamente”) em relação ao seu verdadeiro dono, uma vez que qualquer domínio pode ser redirecionado facilmente para um outro qualquer, de forma rápida e simples.

Entretanto, é interessante notarmos aqui pelo menos o total “descaramento” do(s) dono(s) deste domínio “documentfreedomday.com” (independentemente de quem quer que seja), domínio este que está servindo apenas para redirecionar possíveis visitantes para o site da “Open Xml Community/Microsoft”, aproveitando-se de um endereço similar ao original do DFD.

Quanto ao redirecionamento, podemos pensar em diversos motivos, e dentre estes, é claro, sempre é possível tentar-se imaginar alguns meio que obscuros, principalmente se observarmos com atenção a “surra” que o ooxml vem sofrendo, perdendo espaço dia após dia, levando não atrás de não, sendo que o mais recente foi “dito” pelo governo da Índia. :) Além disso, o domínio “documentfreedomday.com” é um domínio “novinho em folha“, registrado em 12/03/2008, ou seja, ao redor de 02 (duas) semanas antes do “Document Freedom Day“.

De qualquer forma, nota-se logo de cara algo muito estranho ao se “cair” no site da tal “Open Xml Community“. A Microsoft tenta, logo de início, “desmascarar 04 mitos que envolvem o Open XML”, os quais são, em sua opinião:

  • Myth 1: There should only be one document standard.

  • Myth 2: The Office Open XML specification is flawed because it was developed in isolation.

  • Myth 3: Governments around the world are adopting ODF and rejecting Office Open XML.

  • Myth 4: Open XML has IPR Issues.

Ou, em minha tradução livre, aí vão os supostos mitos:

  • Deve existir apenas um padrão de documento.

  • A especificação do Office Open XML é falha devido ao fato de ter sido desenvolvida em isolamento.

  • Governos ao redor do mundo estão adotando o ODF e rejeitando o Office Open XML.

  • O Open XML possui problemas com IPR (Intellectual Property Rights, ou “Direitos de Propriedade Intelectual”).

Ao invés de “questionamentos” ou “mitos”, os quatro pontos acima deveriam ser, na verdade, tratados como afirmações. :) Dizer que a existência de um único padrão de arquivo não é benéfica para os usuários ou que os governos ao redor do mundo não estão adotando o ODF e rejeitando o ooxml são afirmações totalmente inverídicas e baseadas em dados parciais e/ou imprecisos. E isto na melhor das hipóteses. Agora, dizer que o ooxml é totalmente desnecessário e que nenhum caso de sucesso envolvendo o mesmo é conhecido não é mito, é a verdade pura e simples. :)

Salta aos olhos também o fato do redirecionamento acima citado apontar não para a página inicial da tal “comunidade”, mas sim para a página que tenta esclarecer e eliminar os tais “mitos” a respeito do ooxml, demonstrando uma atitude no mínimo tendenciosa do(s) dono(s) do domínio “documentfreedomday.com. Isto para não citarmos o fato de que qualquer pessoa desavisada tentando acessar/buscar o site do “Document Freedom Day” poderá “cair” em tal página e, talvez, não possuir o discernimento necessário para entender realmente tudo o que ali se encontra escrito.

Trata-se de um aproveitamento indevido de possíveis benefícios oriundos da confusão, do desconhecimento e de acessos acidentais devidos à ocorrência nos próximos dias de um evento como o “Document Freedom Day“, não é? E, infelizmente, o primeiro endereço que vem à nossa cabeça (pelo menos à minha) quando pensamos no DFD é documentfreedomday.com, e não documentfreedom.org.

Bom, mas vamos esquecer essa palhaçada confusão toda por enquanto, pois o DFD está chegando, e com certeza não vai ter sua importância diminuída por coisas assim. :) Agora, que uma lida no campo “Meta Description” do embuste domínio “documentfreedomday.com” é de causar ataques de risos, ninguém pode negar:

“Read about Open XML myths that have been raised and the counter arguments to combat them.”

Ou, tradu(rindo)zindo:

“Leia sobre os mitos que foram levantados a respeito do Open XML e os contra-argumentos para combatê-los”. :)

Informações adicionais

Site oficial do Document Freedom Day (em inglês):

http://documentfreedom.org

Lista de localidades brasileiras nas quais ocorrerá algum tipo de evento ligado ao DFD (em inglês):

http://www.documentfreedom.org/Category:Brazil

Mais informações sobre o DFD (em inglês):

http://www.documentfreedom.org/About

Grupos/empresas/entidades que apoiam o DFD:

http://www.documentfreedom.org/Who

OBS: quantos nomes de peso envolvidos, não? :)

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