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Registro COM.BR para pessoas fisicas

Recebi agora há pouco um e-mail do NIC.BR, ou registro.br, avisando de uma nova possibilidade no tocante ao registro de domínios “nacionais”. Possibilidade esta que, em minha opinião, já deveria fazer parte de nosso cotidiano há muito tempo.

Trata-se, finalmente, da constatação do óbvio pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, ou CGI.Br. Finalmente perceberam que a posse e/ou a “compra” de um domínio com extensão .com.br deve ser acessível a qualquer pessoa e/ou instituição, seguindo-se o exemplo da grande maioria dos países.

Nome de domínio

Complicações desnecessárias

Possuo quatro domínios nacionais, “.com.br”, e sei de toda a burocracia existente até hoje na compra de um domínio do tipo. Tais domínios somente eram “vendidos” a quem possuísse CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas), ou seja, simplificando: empresas, entidades legalmente constituídas e afins.

O e-mail enviado pelo Registro.br cita o fato de que tais domínios devem ser “destinados a atividades comerciais genéricas na Internet“, o que não significa que isto seja respeitado, nem tampouco que o órgão efetue qualquer tipo de fiscalização neste sentido. Fiscalização, aliás, tão desnecessária quanto a obrigatoriedade de se utilizar tais domínios somente com tais finalidades.

Ora, o equivalente internacional ao .com.br não é o .com? E este último é utilizado única e exclusivamente com finalidades comerciais? Não vemos por aí blogs (este aqui mesmo, por exemplo) e portais os mais diversos, bem como outros tipos de sites “sem finalidades comerciais” utilizando domínios .com?

E não vemos por aqui a mesma coisa ocorrendo com “nossos” .com.br? O único problema é que, até hoje, quem não possuísse um CNPJ era obrigado a “ficar na mão de terceiros”. Quando tais “terceiros” eram pessoas idôneas, conhecidas, parentes ou similares, tudo bem.

Agora, perdi a conta de quantas vezes vi pessoas perderem seus domínios devido a terem confiado nos supostos “serviços” oferecidos por empresas de hospedagem e/ou outras empresas, nada idôneas, por sinal. Por exemplo, um sujeito desejava registrar um domínio .com.br, não possuía CNPJ e determinada empresa de hospedagem oferecia o serviço de registro, sem a necessidade do “cliente” possuir o CNPJ.

O cliente então, totalmente satisfeito, pagava lá o valor cobrado pela empresa de hospedagem (muitas vezes acima do praticado pelo registro.br, pois a empresa ainda lucrava com o “registro”) e tinha então seu domínio em mãos. Porém, este domínio era registrado sob o ID da empresa de hospedagem junto ao registro.br, usando o CNPJ desta, e a tal empresa era, na verdade e legalmente, a verdadeira dona do domínio.

Empresas honestas geralmente transferiam o domínio para o ID do cliente, tão logo este adquirisse seu CNPJ e solicitasse tal transferência, ou então apontavam os DNS’s para outra empresa de hospedagem, caso o cliente resolvesse mudar de prestador de serviços e continuasse sem CNPJ. Entretanto, inúmeras vezes tomei conhecimento de empresas que, ou se negavam a fazer tal transferência, ou então cobravam valores exorbitantes para tal. Isto quando ambas as partes conseguiam chegar a um acordo.

Um sistema muito mais prático e “lógico”

Isto é totalmente (ou quase) inexistente quando se lida com os chamados “domínios internacionais”, como por exemplo domínios cujas extensões, ou TLD’s (top level domains), sejam .com, .net, .org, etc. Para registrar um domínio deste tipo, simplesmente escolhe-se a empresa registrante, paga-se `a mesma a referida anuidade (bem mais barata do que a cobrada pelo registro.br) e não tem-se de informar nenhum tipo de documentação. O cancelamento, também, é muito simples, e na pior das hipóteses, basta não se efetuar a renovação, e o domínio é então cancelado dentro de pouco tempo, tornando-se então disponível para novos e possíveis interessados, após pouco tempo.

Caso bem diferente ocorre aqui no Brasil com o registro.br. Tive de cancelar alguns domínios .com.br há algum tempo atrás, e a bur(r)ocracia foi (e ainda é) enorme. Simplesmente tive de enviar ao registro.br, através de carta registrada, um documento “com firma reconhecida em cartório” solicitando o cancelamento. Depois de alguns dias, então, meu domínio foi cancelado.

Mas, o mesmo, mesmo cancelado, não foi disponibilizado para utilização por outras pessoas de imediato, pois existe uma “fila” onde ficam os domínios que, por qualquer motivo, tenham sido cancelados, abandonados, etc. Tal fila chama-se “processo de liberação“, e o domínio permanece nesta por “alguns dias” (geralmente mais de um mês), até que seja finalmente liberado para registro por novos possíveis interessados.

Aliás, o próximo processo de liberação se iniciará em 14/06/2008, às 15:00, e terminará em 29/06/2008, às 15:00. A lista de domínios constantes no processo será publicada alguns dias antes, em 09/06/2008. Ou seja, complicação sobre complicação, não?

Quais os motivos?

Não entendo o porquê de tanta confusão. Segurança e maior controle? Então podemos supor que o registro de domínios internacionais não é seguro? Não, acredito que não.

O que ocorre é que, infelizmente, existe aqui no Brasil um monopólio nesta área. Só existe um “registrar“, o registro.br, que assumiu as atribuições que antes eram delegadas à FAPESP. Um único “registrar” que dita regras as mais ineficientes e esquisitas, ao contrário do que acontece em outros países, e/ou na compra de domínios internacionais.

Lá fora existe concorrência, o que é saudável para fornecedores e clientes, e que acaba resultando em diversidade e competitividade nos preços e nos serviços oferecidos. No exterior existe uma infinidade de empresas que prestam o serviço de registro de domínios. Ontem mesmo registrei um domínio internacional, um .com, por exatos US$ 7,95, o que dá mais ou menos R$ 13,51, com o dólar ao redor de R$ 1,70. Ou seja, menos da metade do que é cobrado pelo registro.br para registrar qualquer domínio nacional: R$ 30,00.

Existem também empresas brasileiras que trabalham como revendedoras, e também oferecem o registro de domínios internacionais a preços muitas vezes mais convidativos que os praticados pelo registro.br. Claro, ao se comprar diretamente “na fonte” obtém-se um preço muito melhor, mas para quem não dispõe de um cartão internacional, por exemplo, existem inúmeras alternativas aqui mesmo no Brasil que oferecem o serviço tendo como forma de pagamento maneiras as mais diversas, tais como boleto bancário, depósito/transferência entre contas e até mesmo cartões de crédito nacionais.

O que me deixa estupefato nisto tudo é que, no final das contas, o que aconteceu foi apenas a concretização tardia do óbvio. E muitas coisas ainda não foram modificadas, como por exemplo a obrigatoriedade de se designar servidores DNS aos domínios registrados em um prazo máximo de 72 horas, se não me engano, pois em caso contrário, o domínio será “congelado”, mesmo que você já tenha pago o boleto ref. à anuidade. Ora, não posso comprar um domínio apenas para reservá-lo e utilizá-lo quando bem entender?

Em se tratando de domínios internacionais, simplesmente faz-se o registro e altera-se os DNS’s quando se bem entender. Ainda não especifiquei nenhum servidor DNS para o domínio que registrei ontem, por exemplo. :)

Apenas liberar não basta

BurocraciaO Brasil ainda tem muito a aprender em termos de eliminação de burocracia. É válida e louvável, é claro, a atitude tomada pelo NIC.BR, mas teria sido muito melhor se tal mudança nas regras viesse acompanhada de outras que promovessem melhorias nos processos de registro, administração e cancelamento de domínios.

Afinal, ter de enviar uma carta com firma reconhecida em cartório para o cancelamento de um domínio é o cúmulo, não? Quer dizer, o registro é super simples, feito diretamente através da internet. E para o cancelamento existem dificuldades em cima de dificuldades? Conheço gente que chegou a pagar dois, três anos seguidos de anuidade de domínios nacionais que não mais utilizavam, apenas para evitar a dor de cabeça que é ir-se a um cartório e enfrentar-se filas enormes e atendimento sofríveis. Acho que as dificuldades no cancelamento têm por objetivo, dentre outros fatores, causar justamente estas ocorrências, e assim, aumentar os lucros do nosso único “registrar”.

É claro que, segundo as regras do próprio NIC.BR, você pode simplesmente escolher entre “não renovar” o domínio, e o mesmo será congelado. Porém, existe um limite aqui, no sentido de que, caso você possua mais de um domínio sob o mesmo ID, e resolva cancelar mais de um através do “não pagamento do boleto”, correrá o risco de sofrer penalidades em sua ID e/ou em seu cadastro junto ao NIC.BR, sendo impedido, então, de registrar novos domínios.

Para que tanta complicação? Não temos exemplos suficientes de transparência, agilidade e excelência em serviços quando falamos em registro de domínios internacionais? Por que ainda temos de conviver com um sistema tão arcaico relacionado a algo tão dinâmico como a internet?

Vale lembrar aqui que o registro de domínios .com.br estará disponível para pessoas físicas a partir de 01/05/2008, sendo necessária a utilização do CPF pra tanto.

No link abaixo você pode conferir na íntegra o comunicado oficial emitido pelo NIC.BR, cópia exata do texto enviado a todos os detentores de ID’s/domínios junto à entidade:

http://registro.br/anuncios/20080416.html

Espero que após tais mudanças, muitas outras venham por aí, e o registro de domínios no Brasil torne-se cada vez menos burocrático. :)

Informações adicionais

Site do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br):

http://www.cgi.br

Site do registro.br:

http://registro.br

FAQ do registro.br:

http://registro.br/faq/index.html

Página contendo os meios de contato com o registro.br:

http://registro.br/contate.html

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Bloqueio ao WordPress.com: para que complicar tanto?

Não ao bloqueio ao WordPressEu não consigo entender o “porquê” de tanta complicação em relação ao bloqueio do tal blog hospedado no WordPress.com que, supostamente, continha conteúdo ilegal. Aliás, o tal blog já não foi retirado do ar? Suponho que sim, e ao mesmo tempo me pergunto qual a “estratégia” utilizada para tal, quais os “canais” utilizados e, além de tudo, me pergunto também qual o motivo de tanta confusão, ainda. Além disso, por que a Abranet afirma que muitos provedores já estão se mobilizando a fim de bloquear o WordPress.com no Brasil?

Primeiro a Abranet disse que o bloqueio de um único blog era impossível, depois voltou atrás, afirmando que tal bloqueio seria possível, mas extremamente difícil de ser levado a cabo. Agora a própria Automattic se manifestou, dizendo que é possível, sim, o bloqueio de um único blog hospedado no WordPress.com.

Tantas opiniões e informações divergentes, bem como esta aparente falta de “conhecimento de causa”, chegam a causar espanto, pois estamos falando de setores onde se supõe que gente com muito mais “conhecimento de causa” esteja presente. Aliás, não acredito que a coisa seja tão complicada assim, acho que trata-se de uma certa má vontade de todos os lados envolvidos: provedores, Abranet e judiciário.

Aliás, todo este alvoroço poderia ter sido resolvido rápida e sutilmente através do preenchimento deste simples formulário, ou então, se nosso judiciário tivesse entrado em contato diretamente com o WordPress.com. Se isto foi feito, causa mais estranheza ainda o atual “andar da carruagem”. :(

Para que tanta confusão? Para que privar-se cerca de 1 milhão de autores brasileiros de acessarem seus blogs hospedados no Worpress.com, isto sem contarmos com os visitantes que, sem dúvida, também se beneficiam de tal enorme diversidade de conteúdo?

Mais uma vez vê-se que a justiça brasileira é extremamente tacanha, além de não familiarizada com o funcionamento e a utilidade da internet. Em tempos de fisl9.0 é lamentável termos de tomar conhecimento de atitudes e acontecimentos como este, onde as ações mais simples foram simplesmente ignoradas, apesar da maior chance de sucesso e da minimização das “dores de cabeça” que as mesmas sem sobra de dúvidas proporcionariam a todos.

Mais uma vez, vamos torcer para que o bom senso volte a imperar nos setores envolvidos, e que uma multidão enorme não acabe pagando pelos erros de um único infrator.

Fonte: IDGNow

Informações adicionais

Blog “Não ao bloqueio do WordPress no Brasil

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Plágio: o que motiva alguém a cometê-lo?

Bom, em primeiro lugar peço desculpas por este post, o qual não tem muito a ver com o “escopo” do Open2Tech. Mas após ver alguns artigos de minha autoria, criados por mim, sendo copiados sem minha autorização, na maioria das vezes sequer com a citação da fonte, me senti muito irritado e ofendido. :(

O engraçado é que em todas as ocasiões os blogs “plagiadores” estavam hospedados no Blogspot, e com muito esforço e diversos comentários postados (a maioria não respondidos pelos “autores”) nos tais blogs, consegui que meus artigos fossem retirados.

Mas com um determinado indivíduo, que copiou este meu artigo aqui, não consegui nada. E o engraçado é que o cidadão cita meu blog como “fonte“, pode uma coisa dessas? Vejam abaixo:

Artigo plagiado

Até parece que ele utilizou meu artigo como base, apenas, (algo normal e legal), e então teceu seus comentários em cima do que escrevi, ou então escreveu um artigo totalmente diferente do meu.

Mas eu não servi de fonte: ele simplesmente copiou meu artigo e colou em seu blog. E só descobri a falcatrua quase um mês depois de praticada, devido ao novo widget presente na dashboard do novo WordPress 2.5, que mostra todos os blogs que estão me “linkando”. Muito legal, não? Só não sei porque demorou tanto tempo pra aparecer no novo widget.

E o pior de tudo é descobrir que o “cidadão” ainda por cima está “roubando” tráfego do meu blog, pois nem o trabalho de efetuar uma simples alteração na cópia ele teve, e a imagem exibida lá é a que está hospedada aqui, em meu blog, em minha conta de hospedagem, paga com meu dinheiro. Quer dizer, além de copiar meu conteúdo ainda gasta minha banda? Brincadeira, né?

Bom, ativei a proteção de HotLink, no Cpanel, e autorizei somente os domínios que estão autorizados a exibirem meus artigos. Fico imaginando que, na pior das hipóteses, o indivíduo poderia ter entrado em contato comigo, não? Citações, utilização de um artigo como “fonte”, etc, são normais e saudáveis, mas o que ele fez foi algo, em minha opinião, totalmente errado.

Bom, a partir de agora, a imagem abaixo será exibida sempre que fatos deste tipo ocorrerem, nos sites/blogs dos “plagiadores”:

Proteção contra HotLink

Eu não consigo entender o que leva esse tipo de gente a cometer plágio. E, aliás, se tivermos um pouco de paciência e navegarmos um pouco pelo blog do cidadão acima mencionado, poderemos ver que não sou a única vítima deste senhor, o que aliás não me espanta. Não vou comentar nada a este respeito, pois o que me importa é o meu conteúdo, neste momento.

Outro dia estava lendo este interessante artigo no blog “fique-rico.com“, a respeito do stress, da exaustão e de todos os problemas que um blogueiro enfrenta em sua rotina diária ao tentar manter uma continuidade, uma freqüência na escrita e, ao terminar de ler o referido artigo pensei comigo que o plágio é também uma das grandes preocupações que passam pela cabeça do autor de um blog. Pelo menos comigo é assim, e em pouco menos de 6 meses de existência do Open2Tech, infelizmente já passei por situações bem estressantes neste sentido.

Não que devemos nos sentir acanhados e/ou “largar mão” daquilo que estamos fazendo com amor, com muito esforço, suor e dedicação, mas quando descobrimos que aquilo que produzimos está sendo utilizado por outros sem nosso conhecimento e/ou autorização, que estamos sendo “roubados”, é inevitável que tentemos imaginar as implicações disto tudo, e também quais as motivações de alguém que pratica atitudes tão infelizes.

O blogueiro sério dedica grande parte de seu tempo a escrever, e este é um trabalho sério, que requer dedicação, pesquisa, esforço, perseverança, etc. Aí, quando nos deparamos com criaturas como a acima citada, que acham mais fácil “roubar” do que “criar”, é inevitável nos sentirmos aviltados, irritados, e tentarmos pelo menos conscientizar a pessoa de que aquilo não é correto.

Eu ainda estou no início da “caminhada”, tenho muito a aprender. Muito mesmo. Mas algo que você, hipotético leitor que porventura esteja lendo este post, pode ter certeza, é que jamais vai ver por aqui conteúdo plagiado.

Se utilizo uma fonte, esta serve apenas como base, como faço diversas vezes com posts da Mozilla Foundation, por exemplo, bem como com outras diversas outras fontes. Assino inúmeros feeds, e muitas vezes tomo conhecimento de uma determinada notícia através destes, e o que faço então é escrever um artigo sobre o que li, com minhas impressões, minha opinião, etc. Mas algo totalmente diferenciado. É a minha opinião, são minhas as palavras ali contidas, é meu o conteúdo. É normal, é claro, “citarmos” trechos de outros autores, traduzirmos algo, etc. Mas CTRL+C e CTRL+V puramente, não. É revoltante e lamentável quando percebemos que nossa produção é duplicada, com finalidades as mais diversas e muitas vezes “em massa”, como se nada mais fosse do que um amontoado de palavras.

Aliás, não deixa de ser ridícula a posição do blogspot em relação a este tipo de ocorrência. Quando se preenche este formulário aqui, denunciando o plágio, resumindo, o que acontece é que se recebe “em troca” um e-mail automático solicitando que a denúncia seja feita através de “fax” ou “carta” (puxa, em que “era” estamos?).

Além disto, o documento deve ser “assinado” e enviado por fax ou por carta, conforme dados abaixo:

Google, Inc.
Attn: Blogger Legal Support, DMCA complaints
1600 Amphitheatre Pkwy
Mountain View, CA 94043

OR Fax to:

(650) 618-2680, Attn: Blogger Legal Support, DMCA complaints

Caramba, isso me lembra o Brasil e toda a bur(r)ocracia que ocorre em nossos órgãos públicos, por exemplo. Bom, não vou nem comentar mais nada sobre isso, também, e após este stress todo a vontade que dá é tomar “umas e outras”… hehehe :(

Bom, é isso amigos. Um grande abraço a todos. Postei isto apenas como um desabafo, e apenas porque nenhuma outra atitude surtiu efeito com o cidadão acima mencionado.

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Protestos contra o bloqueio ao WordPress.com

Parece estar havendo uma certa mobilização por parte da blogosfera em relação ao possível bloqueio do WordPress.com no Brasil. Além de alguns blogs já estarem se manifestando contra o tal bloqueio, foi criado dentro do próprio WordPress.com um blog chamado “Não ao bloqueio do WordPress“, o qual disponibiliza inclusive alguns selos que podem ser utilizados em outros blogs, como forma de protesto.

O que vale destacar disto tudo é o fato de que a ordem judicial e o próprio bloqueio em si são totalmente descabidos, uma vez que um simples contato com o pessoal do WordPress.com resolveria o caso, como bem demonstrou o contato mantido pelo pessoal do blog pBlog com o Mark, do WordPress.com.

Simplificando: não teria sido muito mais fácil tentar o bloqueio somente do blog “problemático” através de um contato similar ao acima mencionado, ao invés da expedição de uma ordem judicial tão ridícula e que demonstra, acima de tudo, a total inépcia de nosso poder judiciário ao lidar com questões deste tipo?

Espero sinceramente que tal bloqueio não ocorra, e que sejam utilizados meios modernos, civilizados e simples para a resolução de tal problema. Problema que, aliás, teve suas dimensões aumentadas, infelizmente, devido à incompetência de nosso poder judiciário.

Esta “ordem judicial” seria extremamente cômica caso não provocasse problemas como os que provocará, caso o bloqueio realmente ocorra. Esquecendo por um momento a importância e/ou a segurança de ter seu site/blog hospedado em um servidor/serviço de hospedagem pago e não em um gratuito, vale ressaltar que o WordPress.com é um excelente serviço, que permite a qualquer um expressar suas idéias e seu conhecimento de forma gratuita. Além disso, existem ali ótimos blogs, com excelente conteúdo. Basta procurarmos. :)

É inadmissível que apenas pelo erro de um único desconhecido, toda uma “comunidade” pague um preço tão alto. O que nos resta é esperar que o bom senso impere, e que o WordPress.com continue acessível a todos os brasileiros.

Abaixo segue o banner criado pela campanha do “Não ao bloqueio do WordPress“. Se você puder, divulgue esta notícia e “campanha” em seu blog ou site:

Não ao bloqueio do WordPress.com

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Justiça pode impedir acesso a blogs hospedados no WordPress.com

É, parece que o fantasma da censura vira e mexe ronda nosso país e seus meios de comunicação. O mais recente absurdo deste tipo possivelmente será perpetrado nos próximos dias, apenas porque um determinado blog (até o momento não se sabe qual), hospedado no serviço gratuito fornecido pelo WordPress.com, aparentemente apresentou/postou/inseriu algum conteúdo inadequado ou que feriu a imagem e/ou os sentimentos de alguém.

E a justiça brasileira, quase sempre estúpida “antenada” e reacionária “profunda conhecedora” das “leis” que regem a internet, todos os seus meandros e as implicações de um bloqueio deste tipo, simplesmente enviou uma ordem de bloqueio à Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Internet), que por sua vez repassou tal ordem a todos os provedores de acesso associados. O que nosso judiciário parece ter esquecido é que tal bloqueio implicará no impedimento de acesso de todos os brasileiros ao serviço/site.

Será que nossa justiça entende o que solicitou à Abranet?

Censura2

Infelizmente, a justiça brasileira mais uma vez se mostra incompetente e retrógrada, se esquecendo totalmente que um bloqueio desta magnitude não é tão simples assim. Aliás, será que sequer se deram conta “do que” solicitaram à Abranet?

Seguindo a tal ordem de bloqueio, a Abranet afirma que os provedores de acesso já estão tomando medidas a fim de estarem prontos quando chegar o momento do bloqueio.

O grande problema é que, segundo a própria Abranet, para que a ordem judicial seja cumprida em sua íntegra, deverão ser bloqueados todos os endereços terminados em “wordpress.com”. Ou seja, se cada blog hospedado no serviço gratuito do WordPress.com é criado em um tipo de subdomínio do site, o que se obterá após o bloqueio é o impedimento de acesso a qualquer blog hospedado no serviço, inclusive ao próprio WordPress.com.

Por exemplo: meublog.wordpress.com, blogdoabreu.wordpress.com e o próprio wordpress.com seriam bloqueados. Lindo isso, não? :(

Resumindo

Trata-se de uma decisão totalmente ridícula e tomada por pessoa(s) que nada entende(m) de internet, que dirá de tecnologia e da avalanche de informações que nos atinge todos os dias. Trata-se, ainda, de uma decisão totalmente desproporcional em relação ao “fato gerador”, mesmo que o desconheçamos, pois uma simples denúncia ao WordPress.com poderia ter retirado em pouco tempo o tal blog do ar, sem que por isto, milhares de usuários do serviço no Brasil corressem o risco de perderem o acesso a seus blogs.

Na pior das hipóteses, o simples preenchimento do formulário contido neste link poderia fazer com que o pessoal do WordPress.com por si só tomasse as medidas cabíveis contra o tal blog. Acredite, eu já vi blogs com conteúdo impróprio serem retirados do ar pelo pessoal do WordPress.com pouquíssimo tempo após a denúncia. Então, porque este recurso não foi utilizado?

Acredito que a justiça brasileira ainda não enxerga a internet como uma “ferramenta de trabalho”, ou como um “facilitador”. O judiciário (e outros setores do governo) está repleto de criaturas retrógradas (lá vem essa palavra mais uma vez, mas ela se adequa muito bem ao contexto deste artigo), e para estas, é muito mais simples utilizar a maneira mais fácil e que fará muito mais alvoroço, do que simplesmente pedir a algum assessor, secretário, assistente ou seja lá quem for, para que acesse o site do WordPress.com e faça uma simples denúncia.

Garanto que o tal blog teria sido retirado do ar em muito menos tempo, e não teríamos sequer de tomar conhecimento de uma “ordem judicial” desta natureza, a qual representa, sem sombra de dúvidas, um retrocesso enorme e uma demonstração de completa burrice inaptidão por parte de nosso judiciário. Será justo punir a maioria apenas pelo deslize de um único cidadão?

É claro que basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar diversas maneiras de burlar tal bloqueio (proxy’s, etc), mas isto não vem ao caso. O problema aqui é o ridículo bloqueio.

Parece que o Brasil corre um certo risco de ter muitos de seus meios de comunicação sob controle rígido, principalmente quando nos lembramos de “certo projeto de lei” que tramita no congresso, o qual tem por objetivo instituir controles os mais absurdos na utilização da internet. Será que veremos novamente a imagem abaixo sendo utilizada, só que desta vez, na tela de nossos computadores?

Censura na internet brasileira

Espero que não, e que um pouco de bom senso tome conta de nossos parlamentares e de nosso judiciário. Mas que dá medo, isso dá. :)

Fonte: G1

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