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Portal do controle social: um Paraná de muitas faces

Existem algumas situações onde as soluções opensource não são a melhor escolha. Ou, existem algumas outras situações onde elas não são escolhidas. O mesmo pode ser dito, é claro, de soluções proprietárias. Percebeu a diferença aqui? :)

O fato é que acabei de citar duas possíveis situações, e algumas variantes, e desenvolvendo um pouco mais a ótica sob a qual desejo escrever este artigo, gostaria de dizer também que existem casos onde, muitas vezes, a gratuidade do aplicativo não significa redução de custos. Muitas vezes os custos com treinamento de pessoal, migração de dados, adaptação das rotinas internas e outros quesitos tão ou igualmente importantes representam um empecilho enorme à adoção de software livre por algumas empresas e instituições. E nem só os custos  devem ser levados em consideração, é claro, mas também uma série de outros fatores tais como, por exemplo, a curva de aprendizado requerida pelo(s) aplicativo(s) em questão.

Quando se fala em instituições públicas, porém, a questão é um pouco mais delicada por envolver dinheiro público e também por se dar em esferas quase sempre “à mostra”, onde tudo é observado atentamente, muitas vezes sob olhares um tanto quanto desconfiados (muitas vezes com razão, aliás).

Sobre o Governo do Estado do Paraná

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná representa uma excessão dentro de um governo estadual que já deu amostras bem claras de preferência pelo opensource, pois desenvolveu um portal de informações ao cidadão  e prestação de contas inteiramente mediante o uso de software proprietário. Quando falamos sobre software livre no Paraná, aliás, é possível que logo nos venha à mente o groupware Expresso, ferramenta desenvolvida pela CELEPAR (Companhia de Informática do Paraná) e para a qual está sendo migrado todo o serviço de e-mail do governo federal. É possível também nos lembrarmos muito facilmente de que o governo estadual do Paraná é aquele mesmo que recentemente sancionou uma lei que define o ODF como o formato de arquivos preferencial no estado.

Teríamos aqui um contra-senso? Software livre e proprietário podem coexistir dentro de uma mesma instituição? A palavra chave aqui é: liberdade. Liberdade de escolha, de pesquisa e de pensamento. Diferentes necessidades requerem diferentes soluções, e a melhor solução não é opensource nem proprietária: é aquela que melhor atende às necessidades do usuário. Sendo assim, que tal verificarmos mais a fundo o Portal do Controle Social?

Sendo um portal que tem por objetivo primário a prestação de contas ao cidadão, através da disponibilização de informações relativas a licitações, obras e contratos públicos no estado, bem como informações e resumos financeiros e fiscais, por exemplo, é natural e esperado que a transparência esteja em primeiro plano. Transparência nos métodos utilizados para a escolha das ferramentas a serem utilizadas e transparência também no modo como estas serão utilizadas. Acredito que isto pode ser encontrado no Portal do Controle Social.

Opensource versus software proprietário

Vale ressaltar que o portal completa três anos de operação neste mês, e a equipe de tecnologia da informação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná chegou a pensar em uma possível migração para software livre, migração esta que, entretanto, foi logo descartada devido à melhor relação custo-benefício encontrada na utilização de soluções Microsoft.

É claro que outras soluções foram testadas, opensource inclusive, porém acredito que devido ao caráter do portal e dos serviços nele oferecidos, devido à necessidade de agilidade na disponibilização das informações e também à necessidade de  alta disponibilidade dos dados, estas foram preteridas em favor de soluções proprietárias que, naquele momento, se mostraram a melhor alternativa e permitiram uma adaptação mais rápida de todo o pessoal envolvido no trabalho.  Um conjunto envolvendo tecnologias e aplicativos tais como os listados abaixo foi então utilizado:

  • Visual Studio .NET e ASP.NET.
  • Suite Microsoft Office e Web Components.
  • Microsoft SQL Server.

Não que a tarefa fosse muito grande para a utilização de software livre. Existem inúmeros casos de sucesso envolvendo aplicativos opensource em situações tão ou até mesmo mais delicadas do que a do Portal do Controle Social. O que devemos tentar enxergar aqui é o fato de que testes foram feitos e uma escolha consciente foi feita. Não foi simplesmente uma escolha que levou em consideração esta ou aquela corrente de pensamento, por exemplo, e a discussão proprietário versus opensource não foi um fim em si mesma.

Vale lembrar que mais uma vez o fator interoperabilidade mostrou-se interessante e até mesmo essencial, pois as soluções Office conseguiram inclusive permitir o acesso e a troca de dados com a base de dados em utilização no órgão responsável. Além disso, segundo Tatianna Cruz Bove, diretora de Tecnologia da Informação do TCE do Paraná, em casos assim o “custo” é algo muito relativo:

Imediatamente recuamos na migração, pois a questão de custo ficou relativa. Percebemos que o Office poderia oferecer muito mais valor do que uma ferramenta de produtividade pessoal“.

(more…)

Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 2

Bom, amigos, aqui está a segunda parte do artigo a respeito do Porta 25, da Microsoft. A primeira parte pode ser encontrada neste link.

Projetos e atividades mantidos pelo Porta 25

De qualquer forma, um dos objetivos deste publieditorial é esclarecer os pontos principais do projeto, sua importância para a comunidade e a maneira através da qual o Porta 25 pode facilitar o diálogo da Microsoft com outros desenvolvedores, desenvolvam estes aplicativos cujo código seja aberto ou não, pois no final das contas, o que conta para a maioria dos usuários é a continuidade e a liberdade no trato com suas informações. Este diálogo, principalmente, pode ajudar a um melhor entendimento do que realmente é interoperabilidade, qual sua importância e porque este conceito deve estar presente em qualquer ambiente de desenvolvimento.

Podemos visualizar claramente no Porta 25 e no Port 25, por exemplo, uma variedade enorme de análises técnicas e notícias relatando experiências e também fornecendo detalhes técnicos a respeito da utilização de diversas ferramentas que têm a ver com a interoperabilidade, com o software livre, com as possíveis e vantajosas integrações software livre-soluções Microsoft ou com tudo isto.

Como exemplo, posso citar um documento a respeito da conexão a servidores Linux através do OpenSSH (ou Open Secure Shell), utilizando o Windows e o Kerberos para a autenticação. No Porta 25 e em português, podemos conferir algumas outras notícias muito interessantes, como por exemplo o anúncio de apoio, por parte da Microsoft, ao SourceForge.net. Sim, isto mesmo. :)

O SourceForge.net é o maior repositório de software opensource do mundo, a própria Microsoft já hospedou ali alguns de seus projetos, e agora manifesta seu apoio ao projeto e ao seu Community Choice Awards. A empresa dá inclusive sua sugestão de voto, e menciona o NDOS-BR, ou “Núcleo de Desenvolvimento Open Source e Interoperabilidade”, que desenvolve e mantém, como o próprio nome já sugere, diversos projetos ligados ao opensource e à interoperabilidade. Opa, olha ela aqui novamente. :)

Se você por qualquer motivo administra ou acessa remotamente servidores Linux, com certeza deve conhecer e/ou até mesmo já ter utilizado o editor de textos vi, ou sua versão melhorada, o vim. Ou vai me dizer que você nunca digitou o comando “vi php.ini<ENTER>” em seu cliente SSH? :)

Pois bem, o Porta 25 também faz menção a uma análise técnica muito interessante a respeito deste conhecidíssimo editor de textos para sistemas operacionais Linux/Unix, e menciona sua versão para Windows, detalhando todo o processo de instalação e configuração desta excelente ferramenta em seu sistema operacional. Nada melhor e mais democrático do que disponibilizar ao usuário qualquer aplicativo independentemente de qualquer possível entrave relacionado ao sistema operacional que este utiliza, não é?

Achei muito interessante também a referência a um cliente BitTorrent no projeto. A notícia faz menção ao KTorrent, um dos mais conhecidos clientes BitTorrent para o ambiente KDE, o qual acaba de ser portado para o Windows. Muito bom, não? :)

Quando se navega pelo blog do Porta 25 pode-se verificar que existe ali uma infinidade de notícias e informações interessantes, todas elas divididas por datas e acessíveis através da barra lateral (Arquivo). Podemos identificar diversas ações, inclusive, tendo como alvo o software livre, a relação deste com os produtos Microsoft e vice-versa, a utilização de padrões abertos e, principalmente, interoperabilidade.

Também encontramos facilmente documentos relacionados à virtualização e à segurança da informação, este último um quesito também muito importante quando pensamos em “continuidade” da informação. Se você é desenvolvedor e trabalha com o .NET, pode encontrar ali também maiores informações a respeito do “Npgsq”, projeto que possibilita a utilização de bancos de dados Postgresql em seus aplicativos desenvolvidos através do framework da Microsoft.

Recomendo, em especial, os artigos “Open Source influenciou o desenvolvimento do Windows Server 2008″, no qual a Microsoft reconhece muitos dos conceitos e qualidades do opensource como um todo e explica onde e como estes foram utilizados no desenvolvimento do Windows Server 2008, e também “Instalação do Apache no Windows”, onde são fornecidos procedimentos relativos à instalação deste que é o mais conhecido e utilizado servidor web do mundo também em seu sistema operacional.

Existem diversos outros tipos de materiais, como por exemplo citações, matérias, relatórios, documentos técnicos, etc, onde podemos perceber claramente a presença constante do software livre e da interoperabilidade. Dê uma conferida no portal Porta 25 e em seu blog, vale realmente a pena. Todo este esforço em prol de algo que, em suma, se resume à “comunicação“, não pode passar despercebido.

Algumas considerações

O Porta 25 parece ser realmente uma comunidade, dentro da Microsoft, voltada ao software livre e à interoperabilidade. No Brasil, o projeto é coordenado por Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft e responsável pelo estudo e elaboração de estratégias voltadas ao opensource.

Acredito que o Porta 25 é uma importante e válida iniciativa da Microsoft. Em um mundo cada vez mais sem fronteiras, é imprescindível que a tecnologia também seja assim enxergada, e qualquer entrave à continuidade e/ou à liberdade da informação e de escolha, removido.

Continuidade e democracia implicam no fato de que qualquer usuário, qualquer pessoa, pode e deve escolher aquele aplicativo que mais se adapta às suas necessidades, expectativas e grau de conhecimento. Muito do que o Porta 25 menciona, promove e realiza pode contribuir positivamente neste sentido, uma vez que a informação deve ser opensource, mesmo que o “meio”, ou seja, o aplicativo que a gerou e a mantém, não o seja.

Aliás, vale ressaltar que desde o início deste blog o opensource e a interoperabilidade sempre foram temas presentes por aqui, e inclusive escrevi alguns artigos onde menciono o quão importante é a continuidade da informação, e a sua não submissão à apenas esta ou aquela ferramenta.

Interoperabilidade é continuidade. É a informação sempre disponível. É o software tratado como um “meio”. É a certeza de que seu trabalho permanecerá acessível e legível daqui a 10, 20, 30 anos. É um dos princípios que deveriam nortear qualquer ambiente de desenvolvimento.

Como mencionei acima, toda e qualquer iniciativa que promova a interoperabilidade é válida e louvável. Não há porque uma empresa desenvolvedora de software proprietário se privar dos benefícios deste conceito, benefícios estes benéficos não somente a si própria, mas principalmente a seus usuários e desenvolvedores. Como já mencionei, o software pode ser proprietário, mas a informação gerada e o trabalho realizado devem ser sempre livres, ou de propriedade apenas daqueles que os produzem.

Pense no quão benéfica pode ser esta incursão da Microsoft no terreno do opensource. Todos que me conhecem sabem que sempre tive uma “queda” pelo software livre, mas não se pode negar o fato de que as soluções Microsoft são, sem sombra de dúvidas, as mais utilizadas em diversos campos e ramos de atividade. A interoperabilidade, a “comunicação” de todas estas soluções com as inúmeras ferramentas opensource é algo que pode beneficiar a muitas pessoas, e contribuir para tornar a tecnologia algo cada vez mais democrático e livre de barreiras.

Não estou dizendo que a Microsoft mudou sua maneira de conduzir os negócios, ou até mesmo de pensar, enquanto empresa. Nem se trata disto, aliás. O que devemos é reconhecer quando um esforço positivo é feito, quando uma abertura benéfica é visualizada, quando algo que pode beneficiar a muitos é idealizado. Ela pode, e vai, continuar lucrando com suas soluções, como resultado mais do que justo por seu trabalho. Mas, se a isto tudo ela pode aliar algo tão interessante e útil quanto o Porta 25 que, claro, lhe beneficiará mas também beneficiará a muitas outras pessoas, por que não deveríamos aprová-la?

Pense nisso, e me diga se o Porta 25 não é uma excelente idéia? :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br

Porta 25: o opensource, a Microsoft e a interoperabilidade – Parte 1

Poucas coisas são tão importantes à informação gerada, administrada e armazenada através de qualquer aplicativo, seja ele de código proprietário ou opensource, quanto a interoperabilidade. Independentemente se você utiliza o aplicativo X ou Y, é natural, esperado e recomendável que você seja capaz de, em um momento futuro, trabalhar com um outro software qualquer utilizando os mesmos bancos de dados, arquivos, planilhas e correlatos, mantidas, é claro, as devidas e necessárias adaptações. Isto é interoperabilidade.

Interoperabilidade é o que garante que uma informação crucial de hoje seja plenamente acessível amanhã e, tão ou mais importante, editável. A interoperabilidade caminha de mãos dadas com o código aberto, e a menos que os desenvolvedores possuam acesso ao código ou pelo menos ao modus operandi de determinado aplicativo, esta jamais pode ser alcançada.


Creative Commons License photo credit: juhansonin

Nos dias atuais, qualquer esforço no sentido de promover a comunicação entre aplicativos distintos deve ser louvado e incentivado, uma vez que em um mundo globalizado nenhum usuário é uma ilha, e certamente haverá algum momento em que este hipotético usuário terá a necessidade de trocar informações com outras pessoas, em locais os mais diversos e através de aplicativos os mais diferentes. Além disso, é natural que nem todos os usuários optem pelas mesmas soluções e/ou modelos de licenciamento, e este fator por si só nunca deve ser um entrave à comunicação e à troca de dados.

Um dos maiores exemplos que podemos ter neste aspecto é a World Wide Web, os diversos códigos e linguagens de programação nela utilizados e a correta (ou esperada) visualização de qualquer página desenvolvida em qualquer lugar, através de qualquer um dos diversos navegadores web disponíveis na atualidade. É claro que aqui existem algumas variantes e “problemas” que podem ocorrer dependendo do caso, e existem casos onde uma página bem visualizada em determinado navegador seja visualizada com um ou outro problema em outro. De qualquer forma, este é um problema também relacionado à interoperabilidade, ou melhor, à não observância de determinados pré-requisitos, ou padrões, que visam à total legibilidade de tais códigos, em qualquer local, ambiente, sistema operacional e/ou navegador.

Uma iniciativa muito interessante

Todo este preâmbulo serviu como base, e para que eu pudesse chegar até o projeto alvo deste artigo: o Porta 25, desenvolvido e mantido pela Microsoft.

Na verdade, este projeto já existe há um bom tempo, e sua versão internacional possui o nome de “Port 25“. Seu website possui bastante conteúdo técnico, bem como informações interessantes e úteis a respeito de Linux e interoperabilidade entre as diversas soluções abertas e aquelas desenvolvidas e mantidas pela gigante de Redmond. Além disso, o projeto visa uma maior aproximação entre a Microsoft e a comunidade opensource, aproximação esta que pode, certamente, resultar em benefícios mútuos.

O conceito

Achei muito interessante, aliás, o seguinte trecho constante na página “About” (sobre) do Port 25:

Healthy and productive discussion only occurs when there are two parties listening & responding to each other – the principle element of all communication. This is the foundation that Port 25 is built on.

Ou, em uma tradução livre:

Discussões saudáveis e produtivas somente ocorrem quando existem grupos de pessoas ouvindo e respondendo, mutuamente – o fundamento de toda a comunicação. Este é o alicerce sobre o qual o Porta 25 é construído.

O projeto é bem interessante e norteado por princípios que, se levados realmente a cabo, podem se refletir em benefícios para grande parte da comunidade usuária de software, seja ele de código aberto ou proprietário. Promovendo um espaço onde desenvolvedores, clientes e usuários podem abertamente trocar idéias sobre as diversas soluções utilizadas (tanto soluções Microsoft quanto soluções não Microsoft e/ou opensource), a maneira como estas podem se relacionar e o quanto os resultados serão afetados, negativa ou positivamente, a partir das decisões então tomadas, a Microsoft marca presença em um ambiente até então restrito, e expande seus horizontes rumo ao diálogo com uma comunidade que, de certa forma, sempre enxergou com maus olhos toda e qualquer iniciativa oriunda de uma companhia desenvolvedora de software proprietário.

À parte dos modelos de desenvolvimento e licenciamento adotados pela empresa, são extremamente louváveis seus esforços no sentido de uma maior aproximação da comunidade de software livre, principalmente pelo que pode daí resultar, se a interoperabilidade estiver mesmo em pauta, como parece quando analisamos os eventos, notícias e projetos que constam no Porta 25.

Na próxima parte deste artigo, que será publicada na próxima segunda-feira, 16 de junho de 2008, iremos conferir maiores detalhes a respeito do Porta 25. Aguarde. :)

Este artigo tem caráter publieditorial.

Informações adicionais

Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:

http://www.porta25.technetbrasil.com.br

Mudança de servidor concluída

Olá pessoal! :)

O Open2Tech agora está em um outro servidor/empresa de hospedagem. Sei que a mudança foi meio “brusca”, de uma hora pra outra, mas não deu mesmo tempo de avisar previamente. Ficam aqui minhas desculpas a todos, principalmente pelo fato de que, desde ontem à noite, quando iniciei a migração, o blog ficou durante um período apresentando um “internal server error” e durante outro período com problemas na acentuação, devido a uma falha minha. :(

Por que a migração?


Creative Commons License photo credit: Nathan Borror

Bom, não que a outra empresa onde este blog estava hospedado, a HostGator, prestasse um mal serviço. O que ocorre é que um conjunto de fatores acabaram me levando a esta migração. Ocorreram alguns problemas relacionados à conta em si, lentidão extrema e, principalmente, o suporte estava demorando bastante para responder aos chamados abertos. Pra vocês terem uma idéia, até os tickets de cancelamento estão ainda sem resposta, há várias horas, e nem adianta conversar com o pessoal através do chat online, pois é sempre a mesma estória: “-Senhor, nosso departamento responsável já está verificando e entrará em contato em breve“. :( Haja paciência, e quem me conhece sabe que gosto das coisas “pra ontem”, tudo certinho, e este “conjunto de pequenos problemas” estava me estressando cada dia mais.

O plano e a empresa

Após pesquisar bastante, cheguei à conclusão de que um plano de hospedagem em regime compartilhado na Site5 seria o ideal pra mim. Comecei a pensar na Site5 como uma possível alternativa após ler este artigo no blog “Smith R Us”. Após ler este artigo, busquei por opiniões em diversos fóruns especializados, “torrei a paciência” do departamento de vendas da empresa com perguntas e mais perguntas, e até mesmo pedi a opinião de um amigo que hospeda alguns sites na Site5.

Como todos sabem, o Open2Tech é um blog novo (possui ao redor de 6 meses de vida e somente 2 em seu domínio próprio) e ainda não chega a causar nenhum estrago aos servidores no tocante a consumo de recursos, etc, portanto, o plano que peguei está de muito bom tamanho. É um plano “monstruoso” (no bom sentido), como todos os planos atualmente oferecidos pelas maiores empresas de hospedagem norte-americanas (Dreamhost, Bluehost, Lunarpages, etc). Aliás, é um plano que supera bastante minhas necessidades atuais, mesmo que, certamente, um “quê” de overselling possa muitas vezes se fazer presente. :)

Sobre o plano e os recursos

Em primeiro lugar gostaria de dizer que este não é um post pago, nem patrocinado nem nada similar. Apenas estou expondo minhas impressões iniciais a respeito do serviço que assinei, devido ao fato de ter achado tudo muito interessante e inovador. Mesmo porque, assinei com a Site5 ontem à tarde, e acredito que é necessário bem mais tempo de utilização para que se possa chegar a uma opinião concreta e definitiva sobre a qualidade dos serviços prestados. Entretanto, até agora estou gostando. :)

O plano que assinei é o “finado” (“morreu” ontem, pois hoje lançaram um plano maior e ainda quero ver se consigo um upgrade gratuito :) ) Juggernaut, o qual disponibiliza 1.860 GB de espaço em disco e 18.6 TB de tráfego mensal. É isto mesmo, tudo é na “casa” dos terabytes. :)


Creative Commons License photo credit: azerpouak

No momento da assinatura, escolhi a opção “Turbo“, a qual adicionou mais espaço em disco e transferência, e devido a isto ganhei o recurso “MultiAdmin“. Este é um dos recursos mais legais na Site5, mediante o qual uma simples conta de hospedagem em regime compartilhado se transforma mais ou menos em uma conta de “revenda“.

Ou seja, você pode hospedar quantos domínios quiser, e diferentemente do recurso “addon domains” oferecido por outras empresas similares, onde todos os domínios adicionais são “hospedados” em uma pasta dentro da pasta public_html do domínio principal, e existe somente um único painel de controle para todos os domínios, na Site5 com o MultiAdmin cada domínio tem seu próprio painel de controle, totalmente independente, e todos possuem sua própria estrutura de pastas.

Por exemplo, ao invés de ter a estrutura abaixo, quando se usa os “addon domains” em outras empresas:

/home/usuarioprincipal/public_html/dominioadicional/

Cada domínio adicional na Site5 tem sua própria estrutura de pastas, utilizando o MultiAdmin:

/home/usuarioadicional/public_html/

Ou seja, evita-se inúmeros problemas em futuras migrações, o acesso é muito mais fácil, etc. Inclusive, cada domínio hospedado desta forma possui configurações totalmente independentes, acessíveis através de seu próprio e independente painel de controle, chamado na Site5 de “SiteAdmin“, tais como por exemplo criação e configuração de contas de e-mail, FTP e bancos de dados, etc.

Outra funcionalidade bem legal é a possibilidade de definição de acessos a diversos usuários. Por exemplo, suponhamos que você possui inúmeros sites hospedados em uma única conta na Site5, todos independentes, cada um com seu próprio painel de controle, e possui diversos colaboradores que trabalham com você, escrevendo em seus blogs, etc. Você pode criar inúmeros usuários e escolher qual ou quais painéis de controle de domínios estes podem acessar, delimitando o que cada um pode ou não fazer/acessar. Muito legal, não?

Quando você cria uma nova conta, pode definir também quanto ela terá disponível de espaço em disco e transferência mensal, bem como a quantidade de recursos tais como contas de e-mail, bancos de dados, contas de FTP, etc. É como se você possuísse uma conta de revenda e estivesse criando domínios/contas dentro da mesma, através do WHM. Acredito que a idéia da Site5 ao desenvolver este conjunto de sistemas, painéis e modo de trabalho foi exatamente esta, e após a criação das contas adicionais, até mesmo aquele e-mail padrão do Cpanel é enviado ao novo usuário, automaticamente, contendo todos os dados da conta.

Além disso, escolhendo o Turbo/SiteAdmin (que até ontem custava US$ 2,50 mensais, e a partir de hoje, com o lançamento do novo plano, custa US$ 3,00 mensais) no momento da assinatura, você ganha um IP dedicado para sua conta, facilitando bastante sua vida caso queira instalar um certificado SSL ou criar uma conta de FTP anônimo. O acesso SSH à conta também é liberado, e o próprio usuário habilita esta funcionalidade para os domínios que bem desejar, através do completo painel de controle que a Site5 chama de “Backstage“, o qual integra o gerenciamento completo dos domínios (SiteAdmin e MultiAdmin), usuários, contas, definição de acessos, suporte técnico e painel financeiro.

O painel de controle utilizado é uma versão modificada do meu querido Cpanel, muito fácil de ser utilizado e com um visual super agradável. O suporte técnico, pelo menos nestes dois dias de utilização, foi muito atencioso, e é oferecido através de tickets, e-mail e chat online.

O preço também é bem em conta: US$ 14,95 mensais, com uma taxa de setup de US$ 29,95 caso você escolha a periodicidade de pagamento “trimestral”. Acima disso, não existe taxa de setup. O primeiro pagamento deve ser feito obrigatoriamente através de cartão de crédito internacional, e a partir do segundo pagamento já é possível utilizar PayPal. Eles possuem um sistema anti-fraude meio chato, minha ordem foi detectada como tal e eu tive de entrar em contato com eles para a liberação. Mas não foi nada muito complicado. :)

Estou gostando bastante da Site5, apesar do pouco tempo de utilização, e acho que o Open2Tech está em uma “casa” muito melhor agora. No início pensei em pegar uma conta de revenda com eles, para poder inserir todos os sites que possuo, mas em conversa com o departamento de vendas da empresa me foi sugerido o plano que citei acima, e este está superando minhas expectativas. Até mesmo para os futuros projetos que tenho em mente, os quais envolvem a criação de novos sites/blogs, esta nova conta vem bem a calhar. E podem ter certeza de que, daqui em diante, não deixarei de postar minhas impressões tanto negativas quanto positivas a respeito de como vai a hospedagem deste blog. :)

Finalizando

A Site5 ganhou uma classificação muito favorável neste review a respeito de empresas que oferecem Ruby on Rails, e possui servidores também no excelente datacenter “The Planet” (constatei que minha conta está lá, pelo trace route que executei :) ). Acho que fiz um bom negócio.

Bom, amigos, resolvi escrever este artigo com minhas impressões iniciais a respeito do serviço prestado pela Site5 porque achei os mesmos muito interessantes. Além disso, pude sentir uma sensível melhora no desempenho do site, o que por si só já é uma vantagem e tanto.

Qualquer dúvida, podem postar aqui. E, se notarem qualquer problema no blog após a migração, eu ficarei muito grato em saber, também. :)

Atualização: acabei de receber um comunicado da Site5, em resposta a um ticket que abri assim que comecei a escrever este artigo, e ganhei um upgrade gratuito para o novo plano “Uberplan + Turbo”, sendo que meu espaço em disco aumentou para 3000 Gb e minha transferência mensal para 30 TB. :)

Bom, como ninguém é de ferro, quem quiser pode assinar usando meu link de afiliado. :)

Informações adicionais

Acesso ao chat online:

http://www.site5.com/contact/livechat.php

Informações sobre o plano:

http://www.site5.com/hosting/

Fórum:

http://forums.site5.com/

Maiores informações:

http://www.site5.com/about/

Skype: obtenha mais

Há alguns dias atrás postei um artigo a respeito dos novos planos de assinatura lançados pelo Skype, dentre eles o “Brasil 400” o “Mundo 400” e o “Mundo Ilimitado“. Algumas dúvidas surgiram na discussão que se seguiu, nos comentários do referido artigo, porém conseguimos esclarecer quase todas na própria discussão.

Sobre o desconto

Ficou em aberto apenas uma dúvida relacionada à promoção vigente até 01 de junho de 2008, mediante a qual é possível a qualquer assinante obter um desconto que corresponde a 1/3 no valor total da assinatura, ou seja, ao assinar por 3 meses você paga apenas 2, e ao assinar por 1 ano você paga 8 meses.

Na verdade, nossa dúvida era em relação à duração deste benefício, ou seja, ninguém sabia ao certo se este seria concedido ao assinante em todas as posteriores renovações ou se seria concedido apenas no primeiro pagamento. Este ponto não estava muito claro no site do Skype, e achei melhor dar uma averiguada.

Para meu (nosso) desapontamento, acabei de receber uma resposta a um chamado de suporte que abri junto à empresa, onde me foi informado que o desconto é concedido apenas no primeiro pagamento. É claro que isto não diminui o valor ou a qualidade do serviço, e estou apenas informando conforme prometi no artigo anterior. :)

Obtenha mais do Skype

Uma coisa acaba levando à outra, e confesso que antes de assinar este plano do Skype não havia utilizado muitas das funcionalidades presentes no aplicativo. Até então utilizava outras soluções Voip e, aliás, pouco havia navegado por suas telas de configuração, etc.

Depois que assinei o “Brasil 400″, entretanto, fiz uma verdadeira “varredura” no aplicativo e em seu site, principalmente na seção “Skype Extras“. Aí pude constatar que existe uma infinidade de add-ons disponíveis para o Skype, tanto gratuitos quanto pagos, mediante os quais pode-se melhorar a utilização do aplicativo e obter-se novas funções.

O Pamela for Skype

Um dos aplicativos que mais me chamou a atenção no Skype Extras foi o “Pamela for Skype“, um add-on certificado para o Skype, desenvolvido pela empresa “Pamela Systems” e disponível, infelizmente, apenas para Windows, o qual acrescenta algumas funções interessantíssimas ao aplicativo, as quais têm por objetivo melhorar a experiência do usuário através de recursos melhorados e/ou inexistentes no skype em si.

O “Pamela for Skype” está disponível em 04 versões diferentes, com valores de licenciamento a partir de US$ 12,95, para a versão mais básica, até US$ 29,95, para a versão mais completa.

Existe uma versão freeware do “Pamela for Skype”, a qual possui algumas limitações em relação às versões pagas, mas que também não deixa de ser interessante e útil. Vale ressaltar que cada licença dá direito ao comprador de obter suporte e atualizações ilimitados, e já a partir da versão gratuita o usuário pode contar com recursos muito interessantes e úteis.

Vamos dar uma conferida em alguns dos recursos oferecidos pelo “Pamela for Skype”:

  • Gravação de chamadas.
  • Completa “secretária eletrônica” que pode substituir a versão “padrão” do Skype, enquanto o computador está ligado, oferecendo recursos adicionais tais como resposta conforme o status do usuário, etc.
  • Definição de respostas automáticas no chat.
  • Lembretes de aniversário.
  • Download de voicemails (correios de voz), sendo possível salvar os mesmos nos formatos .mp3 ou .wav. OBS: este procedimento não é possível quando se utiliza o Skype sem nenhum add-on.
  • Mudança de status automática quando em conversa.
  • Notificação de novo correio de voz por e-mail, com envio automático dos mesmos anexados.
  • Gravação de conversas com vídeo.
  • Sistema de podcast.

É claro que cada versão possui um determinado número de recursos disponíveis, e estes podem variar inclusive, por exemplo, em relação ao tempo permitido para gravação de cada correio de voz. Por exemplo, a versão freeware permite gravar chamadas com até 15 minutos de duração e não permite o envio dos voicemails por e-mail.

Finalizando

Acredito que o Pamela for Skype seja um interessante complemento ao já excelente Skype, e mesmo sua versão freeware é muito interessante, pois também permite que o usuário grave chamadas, dentre outros recursos.

O aplicativo está disponível em mais de 30 idiomas diferentes, inclusive o português do Brasil, e é muito simples de se configurar. Uma lista completa com todos os recursos disponíveis em cada versão pode ser encontrada neste link. Este é um aplicativo muito interessante. :)

Informações adicionais

Link para download das 04 versões disponíveis (basic/freeware, standard, professional e business):

http://www.pamela-systems.com/download

Site do desenvolvedor:

http://www.pamela-systems.com

Fórum de suporte (em inglês):

http://www.pamela-systems.com/forum

FAQ (em inglês):

http://www.pamela-systems.com/help/faq/index.php

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