Currently Browsing: Geral

Windows Feedback Program chega ao fim: estranho! (ou não?)

Sabe aquele programa recém lançado pela Microsoft, sobre o qual comentei ontem aqui no Open2Tech, e a respeito do qual levantei uma série de questões relacionadas à privacidade, etc, etc? Aquele tal de Windows Feedback Program, ou WFP, que oferecia gratuitamente aos participantes uma licença do Vista ou do Office, por exemplo, em troca da instalação de um aplicativo no computador dos mesmos que iria monitorar seu uso durante 03 (três) meses?

Pois é, então: acabou! Quer dizer, não é que acabou. O fato é que algumas “regrinhas” foram mudadas, e a partir de agora, nada é oferecido em troca da participação. Aparentemente, o programa vai continuar, porém com benefícios apenas para a própria Microsoft, pois quem já está sendo monitorado irá continuar a ser monitorado (a não ser que desinstale o aplicativo do WFP), e novos participantes continuam sendo aceitos. O detalhe é que, a partir de agora, como já dito acima, ninguém vai ganhar nada, a não ser a Microsoft. Esquisito, não? E a desculpa de que interromperam a oferta de licenças devido à grande procura é bem esfarrapada, não?

Bom, não que coisas deste tipo me surpreendam, mas eu fico aqui pensando no número de incautos que aceitaram participar do tal programa, efetuaram o download do aplicativo monitorador, instalaram o dito cujo, ficaram sabendo do término do programa (ou, do término das ofertas de licenças gratuitas) e ainda assim continuam com o tal aplicativo instalado em seus computadores (não que uma coisa justifique a outra). Serão muitos, ainda? Acredito que sim (ou sou muito pessimista?).

Fonte: IDG Now

Windows Feedback Program: um spyware disfarçado?

espiao-tn.jpg

Confesso que não pude deixar de relacionar o lançamento do WFP, da Microsoft, com “segurança da informação” (ou ausência e/ou diminuição desta), e a idéia para este post foi uma conseqüência. :) Vou direto ao ponto, e a grande pergunta é: seria o recém lançado programa ” WFP, ou Windows Feedback Program“, da Microsoft, um “spyware” disfarçado, ou “light“, diferindo desta categoria de aplicativo malicioso apenas pelo fato de ser instalado no computador do usuário com o seu consentimento? Não vou nem entrar em detalhes aqui (aliás, isto é óbvio) em relação ao fato de tal aplicativo possuir seu código fechado, como de praxe, impedindo assim investigações mais profundas e detalhadas a respeito de seu funcionamento, mas uma outra grande pergunta agora seria: você aceitaria participar de tal programa, instalando em seu computador um aplicativo que monitoraria o uso do mesmo durante 03 (três) meses, apenas para “ganhar” uma licença do Vista, por exemplo (ou do Office), como descrito na FAQ do programa, no item “What will Microsoft provide?”, abrindo mão de sua privacidade e escancarando as portas de seu computador para a instalação de um software que, possivelmente, irá informar bem mais do que você deseja à Microsoft? É claro que o programa já chega “cheio de boas intenções”, como por exemplo a informação de que a coleta dos dados de utilização do Windows e do Office (pelo que parece, a cada login o aplicativo já entra em funcionamento, “monitorando” tudo o que você faz) será feita com a finalidade de melhor entender as necessidades e problemas do usuário e, assim, poder melhorar os produtos oferecidos, em suas futuras versões. Mas a que preço? Segundo a Microsoft, apenas uma pequena quantidade de dados será automaticamente coletada através do aplicativo do WFP: mas quem garante que isto seja verdade, e que o tal aplicativo não informe muito mais, como por exemplo hábitos de navegação, sites visitados, softwares instalados e o que mais vier às nossas mentes paranóicas (como a minha, por exemplo…rsrs)? A lista de possibilidades é enorme. Você colocaria sua “mão no fogo”, e confiaria cegamente em tal programa e em seu “Acordo de Privacidade“? Aí mesmo podemos entrever algumas brechas “obscuras”, como por exemplo, logo no início, no item “Collection of Your Information”, quando é dito:

“This information includes, but is not limited to”

Ou, traduzindo:

“Esta informação inclui, mas não está limitada a”

Antes mesmo de analisarmos “o que eles declaram que estarão coletando”, esta frase, pelo menos a mim, já assusta, pois já deixa explícita uma ânsia por “algo mais”, e este “algo mais” pode ser muita coisa, e pode ser muito mais do que gostaríamos de “dar de mão beijada” ao pessoal do Bill Gates. Não discordo do que eles dizem a respeito do “não compartilhamento” das informações coletadas, mas simplesmente o fato de tais informações serem coletadas, e por eles, já é o bastante para mim. A participação dos usuários no programa está dividida em duas partes: uma pesquisa (a parte “boazinha” do programa) e o tal aplicativo que é instalado nos computadores e automaticamente ativado juntamente com a utilização do Windows e/ou do Office. Ou seja, resumindo: fez logon no windows, “já era”! Por enquanto, a participação no programa está restrita apenas a residentes nos Estados Unidos, mas não dou muito tempo para esta limitação ser eliminada, e o programa estar “disponível” a participantes dos quatro cantos do mundo. E aí, qual sua opinião? O tal do WFP é um “spyware disfarçado”, um “spyware light” (isso existe? :) ), ou algo semelhante? O que você pensa a respeito?

Informações adicionais:

Link para os “Termos de Uso” deste programa “repleto de boas intenções” :) :

http://wfp.microsoft.com/TermsOfUse.aspx

Mais de 400 milhões de downloads em 2007: mas ainda é pouco, muito pouco!

119688261714-firefox-rediscover-tn.jpg

Motivos para comemorar

Sempre que leio notícias como esta que saiu na revista INFO, com o título “Firefox é o software favorito dos leitores“, e também no Br-Linux.org, com o título “Prêmio Info: Firefox é o melhor software do ano“, fico ao mesmo tempo feliz e ao mesmo tempo triste.

Feliz pois é mais do que merecido o Firefox ter ganho o tal “Prêmio INFO 2007″, mesmo que eu não entenda muito bem os critérios utilizados para designar um navegador como o “software favorito dos leitores”, em detrimento de tantas outras excelentes, úteis e imprescindíveis aplicações; mas tudo bem. Feliz também pelo Firefox ter obtido a tal marca de mais de 400 milhões de downloads durante o ano de 2007, pois isto significa que mais pessoas optaram por um navegador mais seguro, mais prático, mais customizável e, além de tudo isso, totalmente gratuíto e com o código fonte aberto. Feliz pois, além do mais, uma notícia (e um prêmio) como esta sempre funciona como uma propaganda e tanto do navegador, e então, poderemos contar (vamos sonhar) com um incremento nesta marca. :)

Motivos para pensar

119688279981-pensamento-tn.jpg

Mas ao mesmo tempo em que me sinto feliz, também me sinto meio que triste ao ler algo assim, não tanto pela notícia em si (a qual é boa, sem sombra de dúvidas), mas pelo que a mesma nos faz pensar. Pois ela nos faz pensar e chegar à conclusão de que esta não é uma marca nada “consoladora” se for comparada aos resultados obtidos pelo IE, e em como tem sido (e continua sendo) difícil para o Firefox (e toda a comunidade envolvida) sobrepujar o IE em número de downloads e usuários (infelizmente, o IE ainda é utilizado pela grande maioria dos usuários).

Me sinto triste também ao relembrar todo o tempo de estrada que o Firefox tem e toda sua evolução (já mudou até de nome), e ver que ele já poderia ter chegado muito mais longe. Me sinto triste ao perceber que, infelizmente, o enorme “know-how” obtido pela Mozilla, desenvolvedores e usuários durante este tempo não foi suficiente (não sei muito bem de quem é a culpa) para fazer do Firefox um navegador mais difundido, utilizado e “amado”. Sei que isto pode soar meio pessimista de minha parte, mas enfim, é o que penso. :(

Aliás, este é um “fantasma” que ronda grande parte do mundo do software livre/opensource. Vemos ótimas soluções livres sendo preteridas em função de outras pagas e de código fechado, como é o caso, por exemplo, da excelente suíte para escritórios OpenOffice / BrOffice, mesmo que os usuários utilizem apenas o “básico”, e nada mais. Muitos preferem utilizar o “basicão” em uma aplicação paga e de código fechado (muitas vezes “pirateada”), ao invés de fazer o mesmo em uma solução livre, “não castrada”, e de forma totalmente legalizada. Não vou nem citar aqui outros exemplos, para não fugir muito do assunto, pois a lista é longa. :)

Voltando ao ponto, apesar de todas as melhorias, de todo o empenho da fundação Mozilla em promover o navegador, da maior segurança obtida através de sua utilização (e das inúmeras extensões destinadas a aumentar a segurança), da maior possibilidade de customização, da enorme quantidade de extensões disponíveis, etc, etc, nosso querido Firerox ainda não é o preferido do pessoal. Aí eu me pergunto: “Por que?”

E eu mesmo consigo encontrar algumas respostas não muito consoladoras somente analisando o meu dia a dia e o contato que mantenho com diversas pessoas em meu trabalho, bem como no convívio com amigos e parentes. Infelizmente, a maior parte dos usuários não quer ter muito trabalho além do (infelizmente, em suas opiniões) estritamente necessário; não quer descobrir novas ferramentas (e passar pelo período de aprendizado que isto requer, pois muitas vezes a curva de aprendizado pode ser longa), não quer descobrir novas maneiras de fazer a mesma coisa e, resumindo, simplesmente não quer mudar. Isto é fato.

Este fato pode ser comparado com o total desconhecimento e inércia (infelizmente) por parte da maior parte dos usuários no que diz respeito às boas práticas durante a navegação, utilização de ferramentas de segurança adequadas (um bom anti-vírus, um bom firewall, etc). A maioria das pessoas não quer ter trabalho com a instalação de um bom firewall, por exemplo, e depois ter de conviver durante algum tempo com os diversos popups apresentados pelo mesmo quando algum programa ainda “desconhecido” tenta acessar pela primeira vez a internet ou algum processo do sistema.

Isto quando, é claro, o usuário resolve instalar um firewall. Pois conheço gente que já teve seus dados bancários roubados, perdeu dinheiro, e mesmo após a formatação da máquina e troca de todas as senhas ainda continua não utilizando um firewall e/ou outras soluções de segurança e mantendo os mesmos hábitos “inadequados” durante a utilização da internet.

Infelizmente, devido a todos (além de muitos outros) os fatores expostos acima e pelo menos em minha opinião, o Firefox (e também o Opera, outro excelente navegador) permanece (por enquanto?) sendo o navegador preferido apenas pelos Geeks, pelos usuários mais experientes, por aqueles que utilizam a web para algo mais do que simplesmente ler e-mails, acessar sites de relacionamento e coisas do gênero, e não muito mais do que isso. Posso estar sendo muito pessimista neste ponto (eita palavra que não sai da minha cabeça), mas infelizmente é o que penso a respeito, e muitos fatos, pesquisas e estatísticas comprovam tal fato.

Falando nisso, outro dia estava lendo uma matéria a respeito do fato do Internet Explorer ainda ser o navegador de internet mais utilizado (não me lembro onde, ainda vou procurar e postar por aqui), e a mesma dizia que, inacreditavelmente, a versão mais utilizada do mesmo é a 6.x! Ou seja, a grande maioria dos usuários de internet não se preocupa nem em atualizar para a versão 7, a qual contém, comprovadamente, menos bugs, menos brechas de segurança e mais recursos (apesar de não chegar nem perto do Firefox ou do Opera).

Quer dizer, é a inércia elevada ao cubo. Uma lamentável e curiosa “preguiça” toma conta da maioria dos usuários, e mesmo a maioria que opta pelo IE o faz sem se dar conta de que existem atualizações, de que sua experiência na internet pode ser um pouco melhorada mesmo com o uso do mesmo navegador, apenas sendo necessária uma simples atualização do mesmo. Que dizer, então, de uma mudança “drástica” como, por exemplo, a troca de um navegador por outro? Sinceramente, o cenário não é muito satisfatório, em minha triste opinião.

É difícil enfrentar barreiras tais como, por exemplo, o fato do navegador padrão do windows ser o IE, fato que por si só é responsável pela maioria dos usuários sequer pensar que existem alternativas, que sua experiência na internet pode ser muito mais rica e facilitada, que outros navegadores podem ser instalados gratuita e rapidamente. Aliás, acredito até que uma parte dos usuários não faz idéia “do que é um “navegador/browser”, e por este motivo, faz a associação “Internet Explorer = Internet”, e tudo o mais é “mistério”. Parece pessimista? Nem tanto, e falo por experiência própria. Já ouvi pessoas dizendo que a internet havia “sumido” de seu computador somente porque o ícone do IE sumiu da área de trabalho!

Será que a Mozilla poderia fazer algo a este respeito? Às vezes me pergunto tal coisa e fico em dúvida se isto seria possível sem um maior engajamento por parte dos próprios usuários, e da comunidade em geral. A fórmula é simples, difícil é sua aplicação. Difícil é enfrentar barreiras como a exposta acima, contando com um mundo de usuários que “não querem mudar e/ou descobrir novos horizontes”.

O futuro

400 milhões parece um número alto, absurdo, mas se pararmos para pensar que o IE obteve mais do que isto, que muitos ainda correm riscos desnecessários apenas por comodismo ou desconhecimento (ou devido ao comodismo proporcionado por um tal sistema operacional proprietário que vem com um certo “navegador padrão” embutido) e que o mundo poderia ser muito melhor (eita frase pronta, mas vá lá…rs) se mais alternativas livres fossem difundidas, conhecidas e utilizadas, em detrimento das fechadas/pagas, proporcionando assim redução de custos, acesso a excelentes ferramentas, maior possibilidade de aprendizado e maior comodidade a todos, esse número não parece tão “vantajoso” assim.

Vamos “filosofar” um pouco agora, e tentar imaginar o seguinte cenário: “onde irá dar tudo isto”? Talvez, esta seja uma resposta que só poderemos responder após muitos anos. Mas, por enquanto, podemos todos fazermos a nossa parte. Seu computador é um bem adquirido, ele é sua propriedade. Nada impede que você instale nele o software que desejar, pago ou gratuito, com o código fechado ou aberto. Por que, então, não dar uma chance às ótimas ferramentas livres existentes, e ver como as mesmas se comportam em seu dia a dia? Vai ver que é muito mais fácil do que imagina, e que existe uma enorme comunidade por trás de tudo, desenvolvendo, testando, prestando suporte voluntário em fóruns, listas de discussão, etc.

Se você não gostar, tudo bem, é só desinstalar, mas pelo menos você testou, deu uma chance. Agora, se gostar, seja bem vindo ao time! A caminhada é longa, e enormes são as possibilidades!

Dê uma chance

E, para começar, nada melhor do que trocar sua atual “janela” proprietária para a web por uma alternativa livre, poderosa e customizável: o Firefox. Depois do primeiro passo, o resto é consequência, e só depende de você. Você é livre! Implante este conceito também em seu computador. Talvez assim, possamos dobrar esta marca dos 400 milhões em 2008, e quem sabe até ultrapassar a tal “janela” proprietária já citada acima, dentro de alguns anos.

Ganhamos todos: eu, você, a rede e o mundo. Pense nisso. :)

Informações adicionais

Link para download do Firefox em português:

http://br.mozdev.org

Central de ajuda com fórum, FAQ’s e tutoriais sobre o Firefox:

http://br.mozdev.org/suporte

Mais informações a respeito da “Mozilla Foundation”:

http://www.mozilla.org/foundation

Divulgue o Firefox! Coloque um botão em seu site ou blog, não custa nada :) :

http://br.mozdev.org/firefox/botoes

Bem vindos ao Open2Tech!

O Open2Tech, ou “Open to Technology” (Aberto à Tecnologia), é um blog no qual pretendo explorar, apresentar, discutir e principalmente aprender mais sobre uma de minhas paixões: tecnologia em geral com ênfase no software livre e/ou no opensource, bem como segurança da informação.

Além disso, sempre que possível poderão ser encontrados por aqui assuntos relacionados, tais como novidades tecnológicas, novos serviços, novas ferramentas e tendências no âmbito tecnológico, e artigos relacionados à tecnologia em geral.

Pretendo explorar diversos aspectos dos quesitos citados acima, sempre “navegando” de forma livre pelos mesmos e procurando ao máximo explorar cada um deles sob diversos “prismas”, sempre que possível realizando correlações e comparações.

Vocês irão encontrar por aqui diversos artigos, tutoriais, novidades, notícias, comentários e reviews que terão em comum o software livre e/ou o opensource, a segurança da informação e também os demais assuntos relacionados já citados.

Vale lembrar, é claro, que meu intuito é criar um ambiente colaborativo, amigável e livre, respeitando sempre a opinião alheia, e deixando bem claro que minha opinião é apenas mais uma neste imenso oceano cibernético em que navegamos. :)

Espero que gostem do blog e, mais uma vez, sejam muito bem vindos!