Você gosta de um bom game em um estilo mais ou menos parecido com o de Gears of War, porém com um enredo mais sombrio e algumas pitadas de terror? Então você vai gostar de Dark Sector.
Dark Sector não é um lançamento, nem tampouco foi lançado há muito tempo. Na verdade, foi lançado mais ou menos na metade de 2008. Entretanto, o jogo é muito legal. Comprei o meu há uns 2 meses atrás, mais ou menos, e o terminei há uns 3 dias. Confesso que fiquei ao mesmo tempo satisfeito e ao mesmo tempo decepcionado após o término. Bem, vamos por partes.
Em Dark Sector você assume o papel de um agente da CIA chamado Hayden Tenno, o qual deve se infiltrar em uma cidade fictícia chamada Lasria, que lembra bem cidades e países da antiga URSS, onde um maluco chamado Mezner tomou posse de uma arma biológica que transforma pessoas em monstros. O pessoal vira meio que zumbi, perde totalmente a racionalidade e ataca tudo o que vê pela frente. É um treco assustador mesmo, e ajuda a te dar bons sustos durante o jogo.
Acontece que logo no início do game, o Hayden é atacado, por ordem do Mezner, por uma dessas criaturas, porém uma que, digamos, foi “aperfeiçoada”, tornando-se poderosa e inteligente. O ferimento causado no agente da CIA, entretanto, faz com que ele fique infectado porém adquira estranhos poderes e características especiais, tais como, por exemplo, invisibilidade, escudo de força, etc.

A “aquisição” mais marcante, porém, e a que mais irá te ajudar durante o jogo, é uma arma parecida com um bumerangue, chamada Glaive, que possui três lâminas, com mil e uma utilidades. Esta arma meio que “nasce” do braço direito do personagem, e fica ali à disposição enquanto o jogador assim o desejar. Por exemplo, dependendo da escolha de armas que você faça, ela é escondida, mas pode ser “chamada” de volta à qualquer momento.
A Microsoft anunciou que vai iniciar, possivelmente a partir de agosto, a distribuição digital de games para o Xbox 360. É claro que nem todos serão distribuídos desta maneira, pelo menos no início, e para começar estão previstos títulos tais como Mass Effect, BioShock, Assassin’s Creed e Call of Duty 2, dentre alguns outros.
Em minha opinião não é uma boa idéia, tendo em vista fatores tais como tamanho dos jogos, velocidade de acesso à internet, tamanho dos HD’s dos nossos Xbox 360, etc. E isto sem levar em conta o “fator Brasil”, onde tudo é mais caro e onde pagamos muito por um serviço de banda larga ridículo. Já imaginou quanto tempo levará para baixarmos um jogo desses? E no caso de “sinistros” com nossos consoles e/ou HD’s, já imaginaram o tamanho do transtorno para recuperarmos os jogos pelos quais pagamos? Emprestar e trocar jogos? Sem chance.
E, o pior de tudo, um HD de 20 GB do Xbox 360 comportará, no máximo, uns 3 ou 4 jogos desses. Um de 60 Gb (do meu Premium, por exemplo) comportará no máximo 10 ou 12 jogos. E isto sendo otimista ao extremo. Não vou comentar aqui sobre o HD de 120 GB, mas sabe-se que este é o maior de todos, e os problemas de armazenamento ficam claros nesta parte. Isto sem falar que além de tudo, os HD’s armazenam saves de jogos, vídeos, trailers e mais uma série de coisas que também ocupam espaço.
Adoro puzzles, mas todos sabemos o quão difícil é encontrar um bom jogo nesta “modalidade”. Hoje em dia só se fala em efeitos mirabolantes, 3D, engines “não sei das quantas” e similares, e é difícil encontrar bons puzzles, games simples, bem feitos e envolventes, que prendam a atenção do jogador por horas a fio e que sejam realmente inteligentes. É difícil, mas tais jogos existem. É o caso de World of Goo, da 2D Boy: um time de apenas 2 pessoas.
Baixei o demo há mais ou menos 1 mês, e há alguns dias atrás não agüentei e comprei o jogo full. O jogo é fantástico, fenomenal, inovador, belo, cativante e… bom, ele é demais.

Em World of Goo você deve pensar bastante, mas não pense que, por isto, o jogo se torna chato. Longe disso. O objetivo do jogo é construir estruturas utilizando as Goo Balls, pequenas bolinhas (verdes, pretas, brancas, existem de diversos tipos, aos montes e com diversas finalidades) “vivas” que “vivem no belo mundo de Goo e não sabem que estão em um jogo, ou que são extremamente deliciosas“, segundo afirmado no próprio website do jogo.
As estruturas que você vai construindo no decorrer das diversas fases do jogo têm por objetivo fazer com que as Goo Balls cheguem até uma espécie de “cano” que as aspira. O desafio vai crescendo aos poucos, pois cada fase possui um número pré-determinado de Goo Balls que devem ser coletadas. Além disso, a física do jogo é extremamente detalhista e real.

Portanto, pense bem ao construir suas estruturas, pois fatores como tremores de terra, vento, inclinação ou não do terreno, peso, altura, movimento, tipo das Goo Balls, etc, influenciam (e muito) no resultado final, e suas construções podem ir, literalmente, chão abaixo, dependendo do que você fizer.
Objetivos e Goo Balls
Além disso, existem diversos tipos de Goo Balls, cada uma com uma característica especial. Existem as mais comuns, pretas, e existem também as verdes, que são meio que “destacáveis”, por exemplo É possível também, no decorrer do jogo, fazer-se uso de pequenos balões vermelhos que ajudam a elevar as diversas estruturas disponíveis e/ou criadas. Só mesmo jogando para ter noção do quão envolvente e bonito é o jogo.

Os objetivos são um show à parte. Sempre utilizando as próprias Goo Balls, você deve, por exemplo, construir pontes para conduzi-las por sobre abismos, construir torres a fim de levá-las, literalmente, “às alturas”, fazê-las atravessar rios e espaços repletos de perigos, e por aí vai.
Inovação
O jogo é extremamente inovador. Sinceramente, nunca havia visto um jogo do tipo, pelo menos, não com tantos elementos diferentes e criativos inseridos ao mesmo tempo. E que dizer das facilidades com as quais você pode ser “agraciado”? Você não é obrigado, por exemplo, a completar uma fase para seguir adiante. Está muito difícil e você está sem paciência agora? Deixe a fase atual para depois e pule para outra.
Gráficos e trilha sonora
Os gráficos são belíssimos, e a trilha sonora é um show à parte. Linda, imersiva, ajuda a criar um clima muito gostoso para o jogo. E, o melhor de tudo: ela está disponível gratuita e integralmente para download. Basta baixar e apreciar.
Sem DRM e em versões para Windows, Linux e Mac
Word of Goo é um jogo vendido sem DRM. Além disso, comprando o jogo, pagando uma única licença de uso, que custa apenas US$ 20,00, você pode baixar as versões para Windows, Mac e Linux. Existe também uma versão para o Nintendo Wii.
O começo de tudo
O pessoal da 2D boy iniciou, além disso, uma série de 7 posts em seu blog, contando como foi o início do jogo e inclusive oferecendo versões preliminares para download.

Finalizando
Confesso que há tempos um jogo não me surpreendia como World of Goo me surpreendeu. O jogo é relaxante e viciante, ao mesmo tempo. Vale a pena dar uma conferida. E para deixar você com água na boca, aí vai um pequeno vídeo muito legal:
O título deste artigo pode soar um tanto quanto estranho, mas tive a idéia para este tal após ler este outro artigo no Meio Bit Games, e a fonte utilizada para tal artigo no Meio Bit Games.
Concordo totalmente com o Dori Prata quando ele diz que o Xbox 360 é um excelente console. Jogos excelentes, uma rede online fantástica (apesar de ser paga, e acredito que poderia muito bem ser gratuita, como a PSN) e uma miríade, pode-se dizer assim, de conteúdo à disposição, para todos os tipos de gostos e bolsos (XBLA, Jogos “full”, filmes, temas, etc).
Um problema que nos atormenta
Um dos problemas enfrentados, por exemplo, por donos de um Xbox 360, são as 3 RL’s, ou 3 luzes vermelhas, que indicam uma falha no hardware que, fatalmente, levará seu Xbox 360 para a assistência técnica, e te deixará um certo tempo sem seus jogos preferidos. Isto quase me desmotivou a comprar o console.
Mas, no que se transformaram os video-games?
Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que esta pergunta não trás nenhuma conotação pejorativa, ou algo do tipo.
Mas nesta etapa do meu raciocínio, sou “obrigado” a chegar à conclusão de que a atual geração de consoles é algo bem distinto do que tínhamos há até algum tempo atrás, até mesmo até a época do auge do Playstation 2, por exemplo.
Neste artigo, estou me referindo ao Playstation 3 e, principalmente, ao Xbox 360, este sim, motivo de muitas dores de cabeça para seus proprietários, mas também de muitas alegrias, momentos de relaxamento e prazer.
Temos o Playstation 3 com seu leitor de Blu-ray e wi-fi, e jogos que rodam somente após instalação em seu HD. Aliás, temos video-games com HD, vejam só. Temos o Xbox 360 com sua rede online fenomenal e paga, repleta de conteúdo (até filmes pode-se obter na Live, facilidade esta, é claro, não disponível para os brasileiros, infelizmente).
Uma aventura no tempo
Bom, amigos, esta é a primeira vez que escrevo a respeito de games aqui no Open2Tech, e espero que seja a primeira de muitas, como já havia comentado anteriormente.
Sempre fui fissurado por games, e já possuí diversos consoles, como por exemplo meu saudoso Atari (tenho até hoje), Master System, Mega Drive, SNES, Sega Saturn, Nintendo 64, Playstation 1 e, agora, meu recém adquirido e amado (
) Xbox 360.
Sendo assim, espero comentar bastante sobre o assunto por aqui, tanto a respeito dos consoles, hardware e relacionados, quanto a respeito dos games. Aliás, já criei duas novas categorias relacionadas no blog.
Um jogo que nem parece que é um “XBLA”
E meu escolhido para o primeiro artigo a respeito de games foi o The Maw.
O jogo é simplesmente fantástico, e foi lançado para compra somente através de download, pela Xbox Live Arcade. Vale, aliás, comentar um pouco a respeito deste serviço que, em minha opinião, vem se mostrando fantástico. O modelo de negócios é sensacional: elimina-se gastos com mídia, caixinhas, material impresso, etc, e agiliza-se a entrega do produto ao cliente, dentre outros fatores.
Além disso, estão disponíveis muitos “remakes“, para os saudosistas de plantão, e esta semana fiquei super animado quando vi a notícia do lançamento do R-Type Dimensions (quem nunca jogou R-Type nos antigos fliperamas?).
Os preços, também, não são exorbitantes, e em muitos casos são muito mais baratos do que alguns games mais simples que vemos por aí, para PC, por exemplo. Vale ressaltar que o maior valor cobrado por um game na Xbox Live Arcade (pelo menos por enquanto
) são 1200 Microsoft Points, o que equivale a mais ou menos US$ 15,00. Isto dá, mais ou menos, R$ 34,00. Ou seja, mais barato do que uma ida ao cinema, contando-se o obrigatório “conjunto” pipoca + refrigerante”.
Muito barato, realmente, e existem jogos com valores a partir de 400 MS points. The Maw, por exemplo, custa exatos 800 Microsoft points, ou seja, US$ 10,00, ou mais ou menos R$ 23,00. Pela qualidade do jogo, está praticamente de graça, e com este valor, você pode esquecer a ida ao cinema.
Sobre o jogo
Em The Maw, você controla Frank, um pobre coitado de um alien que, prisioneiro em uma nave (sabe-se lá porque, pelo menos ainda não consegui descobrir, se é que existe uma resposta), acaba caindo em um planeta desconhecido devido a um acidente com a tal nave, e faz amizade com o Maw.
O Maw é simplesmente engraçadíssimo, belo, divertido, etc. Ele é uma espécie de criatura gelatinosa, desengonçada, mas muito amigável e bem humorada, que possui um único defeito: gosta de comer tudo o que vê pela frente, principalmente as criaturas bizarras que encontra no tal planeta desconhecido onde caiu junto com o Frank.

E o mais engraçado é que esta “falha”, se podemos dizer assim, acaba se transformando no grande trunfo do Frank, pois o Maw absorve todas as características e poderes das criaturas que come, e o trabalho em conjunto, entre Maw e Frank, é a tônica do game.
Mas não se preocupe: apesar do fato de Maw comer criaturas vivas, o jogo não é violento nem tampouco contém cenas sanguinolentas ou similares. Tudo é tratado com bom humor e muita, muita diversão.
Trabalho em equipe
Como já disse, trabalho em equipe é tudo em The Maw. Frank possui uma espécie de “coleira eletrônica”, ou “raio”, sei lá, que prende o Maw e faz com que a criatura o acompanhe. Se caso a “coleira eletrônica” não estiver em uso, e o Maw estiver distante, basta apertar o botão X do controle que o Frank dá um grito também muito engraçado e o Maw vem correndo pra perto dele.
Como o Maw absorve as características das criaturas que come, o jogo se torna muito divertido, e isto também é primordial para o sucesso no jogo. Por exemplo, existem algumas criaturas que se parecem com pequenos “dragões de fogo”. Comendo as mesmas, Maw vira ele próprio uma “bola de fogo”, e sai queimando tudo o que vê pela frente. O mesmo ocorre quando ele come as larvas de algumas estranhíssimas criaturas voadoras, parecidas com balões: ele próprio se torna uma criatura similar a elas e pode voar, arrastando então o Frank consigo. Muito legal, não?

Algo muito engraçado, também, é que quanto mais o Maw come, mais ele cresce (eita, isso me lembrou de uma certa promessa no ano novo, ai ai…rsrs). Só que, mesmo assim, ele não perde uma de suas principais características: é covarde, medroso ao extremo. Em alguns momentos encontramos plantas estranhíssimas pelo caminho, que se parecem com plantas carnívoras, só que são elas próprias também medrosas. Pois bem, quando Maw se depara com as mesmas, ambos tremem e gritam de medo. Dou tanta risada jogando The Maw que acho que minha esposa deve estar achando que estou ficando louco.
Outro aspecto bem legal do jogo é o fato de nem o Frank nem o Maw morrerem. É claro que isto não elimina a dificuldade do mesmo, pois sem usar a “cuca”, em alguns momentos, e prestar bastante atenção no que acontece à sua volta, você simplesmente fica preso, e neste caso, é o mesmo que morrer.
Gráficos
Os gráficos são soberbos. Nem parece que é um jogo disponibilizado pela Live Arcade, rede que geralmente disponibiliza jogos mais simples. Os ambientes conseguem passar uma sensação de grandeza muito legal, não há nenhum “estouro de pixels” (palavra de um leigo aqui, ok?), os personagens são muito bem feitos e, no geral, a coisa toda impressiona.
O jogo é recheado de “cut scenes”, pequenas animações entre uma parte e outra do jogo, que são maravilhosas, e ajudam a ampliar a imersão do jogador. A trilha sonora é muito legal, com algumas pitadas de jazz, e foi composta pela mesma compositora da trilha de “God of War“, Winifred Phillips.
Inovações
Se você possui um Xbox 360, e está pensando em comprar algum XBLA ou possui 800 Microsoft Points disponíveis em sua conta, recomendo que compre o The Maw. O jogo é fantástico, e se você tiver filhos, então, garanto que eles vão adorar. Aliás, mal posso esperar pela próxima visita dos meus sobrinhos.
Uma das inovações introduzidas no The Maw são as “premiações” concedidas ao jogador conforme este avança no jogo. Dependendo da fase que você completa, você ganha “brindes”. São dois gamer pictures, disponibilizados para download no decorrer do jogo e, completando o mesmo, você ganha um tema para a dashboard de seu 360. Ouvi falar que o tema é muito bonito.
Talvez a Microsoft esteja pensando em uma nova forma de disponibilização de DLC’s, não sei. Talvez, uma nova forma de agregar valor aos produtos disponibilizados na Live, não liberando determinados itens mediante o pagamento em “cash”, e sim através do desempenho dos gamers. De uma forma ou de outra, ela e os desenvolvedores não deixam de ganhar, creio eu, e por outro lado, ganham mais ainda os gamers.
Aliás, entrei em contato com a Twisted Pixel, desenvolvedora do game, perguntando se poderia utilizar algumas imagens do game neste review, e o Michael Wilford, CEO da Twisted Pixel, muito gentilmente me respondeu, autorizando.
E ele me deu uma notícia muito interessante: na próxima semana será disponibilizado um DLC, ou downloadable content, para o The Maw.
Não consegui obter maiores detalhes, nem se será gratuito ou pago, mas a notícia não deixa de dar água na boca.
Finalizando
Bom, volto a repetir: se você possui um Xbox 360, faça o download pelo menos do demo do jogo. Tenho quase certeza de que não vai resistir, e vai comprá-lo. A única falha que vi até agora no The Maw é o fato do game não possuir um modo multiplayer, mas tudo bem. O jogo é fora de série, principalmente depois de jogar um jogo pesado como o “Dark Sector“, este um game “full” para o Xbox 360, que estou jogando no momento e também recomendo.
Confira abaixo mais alguns screenshots e um vídeo do The Maw:


Caso você encontre qualquer dificuldade em visualizar o vídeo abaixo, aí vai o link direto para o mesmo:
http://www.gametrailers.com/player/39673.html

Ah, quase me esqueci. Se quiserem converter Microsoft Points em dólares, basta utilizarem o Microsoft Points Converter.
Por enquanto é só, pessoal. Espero que gostem do “review”, e do jogo também. Espero postar mais a respeito de games, aqui no Open2Tech. Abraços a todos!
Informações adicionais
Site oficial do jogo:
Site do desenvolvedor:
http://www.twistedpixelgames.com
Página do jogo na XBLA: