As tentativas de fraude online quase sempre são ridículas

Quase todos os dias me deparo com algum spam, scam, etc, etc. As palavras phishing, scam, spam, aliás, estão sempre presentes em meu cotidiano, posso dizer, mas não que eu tenha medo e/ou caia em tais “armadilhas”: é que essas tentativas de fraude são hilárias, em sua grande maioria. :)

Sobre as fraudes online

Há tempos eu estava tentando comentar a respeito por aqui, e agora não consigo “me segurar mais”. Vejam só o “belíssimo e muito bem escrito” e-mail que recebi hoje cedo. Uma simples olhada no header do mesmo já me fez rir bastante. Mas vamos ao conteúdo da “obra prima”:

“Cliente Santander,

Devido a um problema interno nosso banco de dados onde ficam as chaves de segurança ficaram em grande parte comprometidos, enquanto estamos realizando nosso backup seu acesso pelo Internet Banking e outros canais de conveniência Santander está comprometido.

Estamos lançando uma atualização do módulo de segurança Santander para corrigir o problema.

A chave, gerada pelo dispositivo abaixo, será agregada ao processo já existente, sem substituição das senhas atuais (senha de internet, senha do cartão).
Para realizar a atualização, basta clicar no link abaixo, e concluir acessando o Internet Banking.

https://www.santander.com.br/modulo

Caso o link não esteja funcionando, clique aqui.

Em caso de dúvidas, contatar a central Santander pelo e-mail atendimento@santander.com.br , de segunda a sexta-feira das 07:00 às 20:00 horas

2008 Banco Santander S.A. Todos os direitos reservados.”

Vou começar agora a enumerar os “problemas” que encontrei em tal mensagem:

1 – Destinatário errado

Não sou, nem nunca fui cliente do Banco Santander. Só por isto esta mensagem já estaria destinada ao lixo.

2 – Erros crassos diversos

Prestem atenção ao trecho inicial do e-mail:

“Devido a um problema interno nosso banco de dados onde ficam as chaves de segurança ficaram em grande parte comprometidos, enquanto estamos realizando nosso backup seu acesso pelo Internet Banking e outros canais de conveniência Santander está comprometido.”

Dá pra levar a sério algo assim?

…nosso banco de dados” e “…ficaram em grande parte comprometidos“.

Concordância zero! :)

O restante deste trecho, então, é uma mescla de burrice e falta de sentido, e o autor realmente parece supor que o destinatário é burro (ou, então, talvez o próprio autor do e-mail fraudulento o seja). Além do mais, desde quando uma instituição de tal porte cometeria erros similares, ao ponto de comprometer informações cruciais de seu sistema e/ou clientes de maneira assim tão despreocupada?

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O Chrome já provoca mudanças na concorrência

Eu não digo que a concorrência é sempre sadia? Que quanto maior a quantidade de produtos e empresas disputando um mesmo nicho de mercado, cada uma com diferentes metodologias de trabalho, diferentes desenvolvedores e diferentes modos de enxergar o mercado, mais é ampliado o leque de opções disponíveis ao usuário e mais produtos de excelente qualidade são criados e aprimorados? :)

Comentei algo a este respeito há alguns dias atrás, em um artigo a respeito do Chrome, do Google, e ontem a Mozilla  já deu mostras de que está preocupada, “antenada” e tem planos para aprimorar o Firefox, incluindo no mesmo um recurso existente no Chrome e no Internet Explorer 8 beta 2: a possibilidade de navegação anônima, ou seja, “navegação sem rastros”.

Navegação anônima

Pois bem, este recurso, até hoje possível no Firefox somente mediante a utilização de extensões tais como a “Stealther“, por exemplo, ou então através da intervenção manual do usuário, apagando cookies, histórico de navegação, cache, etc, etc, após cada sessão, está agora incluso na “Feature list” do Firefox 3.1, e possivelmente estará presente nos próximos releases a serem lançados e/ou na versão 3.1 final.

A concorrência é saudável

Quando escrevi o artigo que mencionei acima, a respeito do Chrome, das inovações que o mesmo trouxe e das mudanças que ele poderia provocar no “mercado” de navegadores, confesso que estava mesmo esperando por algo do tipo. Só não esperava que a resposta seria tão rápida. Pode-se dizer que o Chrome serviu (e serve), não só aos propósitos do Google, mas também para provocar mudanças importantes no modelo de desenvolvimento de todos os atuais navegadores, ou pelo menos dos mais utilizados/conhecidos.

A Mozilla já se manifestou a respeito, e não deixa de ser notável o fato de, no artigo “Private mode back in Firefox 3.1 plans“, no Mozilla Links, mencionarem que “já sentiram a pressão da concorrência“. Seria ótimo que não só o “mercado” de browsers se visse constantemente tomado e movimentado por tais “pressões”, mas sim o mundo da tecnologia como um todo, não?

Ganhariam não só os usuários, mas também os desenvolvedores/software houses, pois uma coisa puxa a outra, e um novo e melhor produto sempre acaba fazendo com que os demais se adequem ou aperfeiçoem suas soluções, de forma tal que estas ou se igualem ou suplantem os produtos recém desenvolvidos. E este é um ciclo sem fim, o que torna a concorrência, pelo menos no quesito “tecnologia”, algo saudável e até mesmo imprescindível, que resulta sempre em inovação, eliminação da estagnação e evolução constante.

Finalizando

Acho que tudo isto nos levará a um mesmo lugar, independentemente do navegador que cada um de nós utiliza. Teremos em nossas mãos produtos cada vez mais seguros, customizáveis, rápidos, leves e, por que não, mais bonitos. Cada vez mais gosto do Chrome, apesar de até o momento tê-lo utilizado apenas para testes. E você? :)

Deixe seu Firefox com a “cara” do Chrome

Para quem ainda não conferiu o visual do novo navegador do Google, seja por que utiliza Linux, por exemplo, e não teve a paciência  e/ou tempo necessários para executar todas as “gambiarras” necessárias à instalação do browser no sistema operacional do pinguim, seja por pura preguiça mesmo (se você, por exemplo, utiliza Windows :) ), existem algumas alternativas que podem dar uma “cromada” no seu Firefox. São paliativos, é claro, pois trazem apenas algumas das características visuais do Chrome, e nada de suas funcionalidades.

Mas, de qualquer forma, não se engane: se você utiliza Linux e deseja ter o Chrome instalado e funcionando em seu sistema, ou instala o Wine e segue este tutorial para a instalação do navegador, ou então aguarda o lançamento da prometida versão para Linux (vão lançar também para Mac, é claro).

Dois novos addons que deixam seu Firefox com a “cara” do Chrome

Entretanto, foram lançados dois novos addons para o Firefox que deixam o navegador muito parecido com o Chrome. Trazem  consigo muito daquela leveza e simplicidade do novo navegador do Google, e as abas, inclusive, ficam muito semelhantes ao original. Consequentemente, o visual do navegador fica bem mais “clean”. Eu, pelo menos, gostei.

São estes addons o “Chromifox” e o “Chrome Package“, este último, na verdade, um pacote ainda mais completo, que inclusive modifica a posição das abas, “elevando-as” acima da barra de menus do Firefox. O grande problema do “Chrome Package”, entretanto, é o fato do mesmo rodar somente no Windows.  Sinceramente, não entendi esta parte, mas tudo bem. :)

Sendo assim, minha recomendação pessoal (até mesmo porque prefiro a barra de menus do jeito que está) vai para o Chromifox. Abaixo você pode conferir o visual do meu Firefox após a instalação do addon:

Para instalar, é necessário efetuar login no Mozilla Addons, devido aos dois addons em questão serem “experimentais”. Caso ainda não tenha se registrado no site, não se preocupe, pois o registro é rápido e fácil, e agiliza seu acesso futuro às extensões experimentais.

O resultado até que fica interessante, principalmente as abas, não? :)

Fonte: Mozilla Links

SERPRO e Debian: opção e colaboratividade

O título deste artigo engloba dois pontos muito importantes na recente escolha do SERPRO, uma das maiores empresas de tecnologia da informação da América latina. O órgão escolheu a distribuição Linux Debian como a distribuição preferencial para seus servidores, e como se não bastasse, ainda manifestou interesse em colaborar com o Projeto Debian.

Tudo isto acontece em um período onde o software livre está, digamos assim, “em alta”. É um período super propício para tal opção por parte do SERPRO, entidade, aliás, que sempre teve uma “queda” pelo software livre. E, nos últimos dias, convenhamos, o que não faltam são (boas) notícias envolvendo o software livre e os padrões abertos, sua filosofia e benefícios: o Google lançou um navegador de código aberto e o ODF começa a “tomar conta” de diversos órgãos e empresas estatais brasileiras, só para citar alguns exemplos.

Uma sábia decisão

Ao optar pelo Debian, distribuição bastante conhecida e utilizada, sendo uma das mais populares e que serviu como base, por exemplo, para o também excelente Ubuntu, o SERPRO reforça ainda mais seu compromisso com o software livre e com a liberdade da informação.

Além disso, o SERPRO manifestou interesse em colaborar com o projeto Debian de uma maneira, acredito eu, bi-lateral: ganharão ambas as partes nesta “troca de conhecimento”, e além dos benefícios diretos que podemos claramente visualizar nesta colaboração, uma série de outros benefícios, indiretos mas nem por isto menos importantes, podem ser esperados:

  • Redução de custos.
  • Maior possibilidade de customização, de acordo com as necessidades da situação.
  • Maior liberdade de ação e ausência de contratos “predatórios”.
  • Divulgação do software livre em uma esfera onde há até algum tempo atrás a presença de tal modelo seria impensável.
  • Abertura de um precedente para que outras instituições similares façam o mesmo, até mesmo porque o projeto Debian anunciou que “deixará seu canal de comunicação para parceiros institucionais aberto a outras instituições governamentais que desejem considerar uma relação similar“.

Além disso tudo, o SERPRO anuncia que futuras licitações públicas conterão cláusulas obrigando os participantes/desenvolvedores a manterem total compatibilidade com o Debian GNU/Linux. Estas medidas acabarão, creio eu, elevando o software livre em nosso país a níveis nunca antes sequer sonhados, onde a liberdade de escolha será fator decisivo. Onde todo e qualquer aplicativo poderá ser “desvendado” por todos aqueles que assim desejarem e tiverem o conhecimento necessário para tal.

Liberdade e benefícios

Na verdade, tudo isto pode ser resumido às duas já mencionadas palavras: opção e colaboratividade. Opção para escolher dentre inúmeras ferramentas e ter o poder de investigar a fundo como estas se comportam, quais são seus pontos fortes e fracos, e qual delas é a ideal para a situação em questão.

Colaboratividade é também primordial, pois permite que falhas sejam descobertas, divulgadas e solucionadas muito mais rapidamente. Permite que o trabalho da comunidade de desenvolvedores possa ser divulgado, reaproveitado e melhorado, com os devidos créditos mantidos e todos os benefícios resultantes disponibilizados a todos. Este é ou não é o melhor modelo para uma empresa como o SERPRO, e até mesmo para o governo brasileiro na íntegra?

Os benefícios? Segurança elevada, portabilidade facilitada, interoperabilidade irrestrita e colaboratividade sem limites. Quem ganha com tudo isto? O SERPRO, o Projeto Debian e a comunidade de desenvolvedores e usuários de software livre: eu, você, e quem mais estiver disposto a dar o primeiro passo. :)

Fontes:

Movimento Software Livre Paraná

Tech Force – Linux Blog

PSL Brasil

Chrome: só mais um navegador ou o início de uma revolução?

Desde o lançamento do navegador do Google, o Chrome, fiquei me perguntando que motivos teria a gigante de Mountain View para inserir no “mercado” mais um navegador, mais um produto em um nicho meio que já saturado, repleto de excelentes alternativas, cada uma com sua devida legião de fãs.

Acima de tudo, além de tentar entender as reais motivações da empresa, fiquei me perguntando se o navegador seria “um fim em si mesmo” ou se ele seria “apenas um meio”, parte de uma estratégia do Google para a captação de feedbacks, testar novas tecnologias e metolologias e, principalmente, analisar o quão dependentes são os usuários de determinados aplicativos e de toda a rotina envolvida na utilização destes, visando, é claro, o aprimoramento de produtos já existentes ou o desenvolvimento de novos e melhores.

Novos horizontes

É público e notório o fato de que um dos “alvos”, digamos assim, do Chrome, é a enorme base de usuários do Internet Explorer, da Microsoft. Entendamos o desenvolvimento e o lançamento do Chrome como um simples recado à  Microsoft dizendo “- Eu posso fazer mais, melhor e mais rápido” ou como um recado à mesma empresa a respeito do fato de que, possivelmente, em um futuro não tão distante, a importância dos sistemas operacionais como os conhecemos hoje, totalmente “baseados no desktop e dele dependentes”, diminuirá, o fato é que o Chrome é, acima de tudo, uma demonstração clara e sucinta do poder que representam a web e os felizardos que melhor a entenderem, dominarem e, sobretudo, para ela voltarem seus esforços de maneira correta.

O Google “está na web” como nenhuma outra empresa. Oferece uma enorme variedade de produtos e soluções que, na maioria das vezes, chegam gratuitamente ao usuário final. Possui um programa de publicidade que está presente em 99 de cada 100 websites que veiculam propaganda. Possui, sem sombra de dúvida, know-how e força suficientes, portanto, para quebrar paradigmas e revolucionar senão tudo, pelo menos muitas coisas em sua área de atuação.

E do que estamos aqui falando?

Estou aqui falando a respeito de velhos padrões, e de como a substituição destes por um novo, “fresco” e mais flexível modelo de se ver e fazer as coisas pode ser poderoso e representar, portanto, uma verdadeira revolução. Ninguém tem dúvidas de que o Chrome começa a introduzir para o usuário elementos até há algum tempo atrás ausentes de outros aplicativos do mesmo gênero.

Total isolamento de processos? Tratamento individualizado de abas? Gerenciador de processos “embutido”? Sandbox? Abas que se transformam em novas janelas? Segurança aprimorada? Rodar aplicativos de maneira online? Estou enganado ou tudo isto se aproxima bastante de um “sistema operacional“?

O Chrome pode representar o início de uma revolução?

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