A atual geração de consoles não é mais (só) para crianças

O título deste artigo pode soar um tanto quanto estranho, mas tive a idéia para este tal após ler este outro artigo no Meio Bit Games, e a fonte utilizada para tal artigo no Meio Bit Games.

Concordo totalmente com o Dori Prata quando ele diz que o Xbox 360 é um excelente console. Jogos excelentes, uma rede online fantástica (apesar de ser paga, e acredito que poderia muito bem ser gratuita, como a PSN) e uma miríade, pode-se dizer assim, de conteúdo à disposição, para todos os tipos de gostos e bolsos (XBLA, Jogos “full”, filmes, temas, etc).

Um problema que nos atormenta

Um dos problemas enfrentados, por exemplo, por donos de um Xbox 360, são as 3 RL’s, ou 3 luzes vermelhas, que indicam uma falha no hardware que, fatalmente, levará seu Xbox 360 para a assistência técnica, e te deixará um certo tempo sem seus jogos preferidos. Isto quase me desmotivou a comprar o console.

Mas, no que se transformaram os video-games?

Geração de consoles
Creative Commons License photo credit: fdecomite

Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que esta pergunta não trás nenhuma conotação pejorativa, ou algo do tipo.

Mas nesta etapa do meu raciocínio, sou “obrigado” a chegar à conclusão de que a atual geração de consoles é algo bem distinto do que tínhamos  há até algum tempo atrás, até mesmo até a época do auge do Playstation 2, por exemplo.

Neste artigo, estou me referindo ao Playstation 3 e, principalmente, ao Xbox 360, este sim, motivo de muitas dores de cabeça para seus proprietários, mas também de muitas alegrias, momentos de relaxamento e prazer.

Temos o Playstation 3 com seu leitor de Blu-ray e wi-fi, e jogos que rodam somente após instalação em seu HD. Aliás, temos video-games com HD, vejam só. Temos o Xbox 360 com sua rede online fenomenal e paga, repleta de conteúdo (até filmes pode-se obter na Live, facilidade esta, é claro, não disponível para os brasileiros, infelizmente).

Uma aventura no tempo

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StreamDrag: ouça música sem complicações

MúsicaEu sou uma pessoa que precisa de trilha sonora para a vida, e, assim sendo, sou usuário já há um certo tempo da Last.fm. Ok, não venho utilizando este serviço com tanta freqüência ultimamente, devido à falta de tempo, mesmo, mas um serviço que descobri há pouco tempo vem sendo por mim  até que bastante utilizado, mas até do que a própria Last.fm, devido à sua simplicidade, leveza e rapidez.

Trata-se do “StreamDrag“, um serviço que não tem firulas, não possui recursos avançados e, no entanto, acredito que seja ideal para aqueles momentos em que você está trabalhando em seu computador (como agora, por exemplo :) ) e simplesmente quer ouvir algumas músicas sem maiores pretenções, apenas como “trilha sonora” para seu trabalho.

Você simplesmente acessa o site do serviço, pesquisa pelos artistas e/ou músicas desejados, ouve as faixas diretamente ou então as adiciona a uma playlist para que então possa ouví-las na sequência, e “curte o som”.

O Youtube “na jogada”

O StreamDrag faz uso da API do YouTube, do Google, de forma tal que todas as pesquisas que você realizar serão realizadas dentro do acervo de vídeos do mesmo. Sendo assim, pelo menos por enquanto, não existe nenhum impedimento legal, creio eu.

Além disso, você pode simplesmente ouvir as músicas, minimizando a janela de seu navegador, ou então pode curtir o vídeo, que é exibido no canto superior direito da tela:

StreamDrag

Na parte superior são exibidos os botões de “play”, “pause”, “volume”, “stop”, “forward” e “rewind”, bem como os botões de “mute”, “acesso à playlist” e “repeat” (one, off ou all”).

Trata-se de um serviço muito interessante, rápido e prático. Vale a pena conhecer. :)

Informações adicionais

Créditos da foto:

Chance Agrella

Fonte:

Freerangestock

Screenshots no Linux: GScrot agora se chama Shutter

Logo ShutterO GScrot, aquele excelente aplicativo para screenshots no Linux, recentemente mudou de nome e agora se chama Shutter. Os desenvolvedores resolveram realizar um “rebranding“, algo como “alterar a marca”.

Agradeço ao amigo SergioJP pelo aviso da alteração, neste artigo. Agora, você que utiliza esta excelente ferramenta, deve atualizar a lista de repositórios em seu sistema, conforme o link sugerido pelo próprio SergioJP:

https://launchpad.net/~shutter/+archive/ppa

O procedimento, na verdade, é bem simples. Pode ser feito “em modo gráfico” ou via “linha de comando”. Vamos abaixo conferir cada um dos modos de atualização:

Modo gráfico

Acesse o link acima e escolha sua versão do Ubuntu, em “Display sources.list entries for:”

Shutter - Escolhendo versão do Ubuntu Linux

Assim que escolher sua versão do Ubuntu, as “sources.lists” serão alteradas. Aqui,  basicamente, vamos utilizar CTRL+C e CTRL+V. Em seu Ubuntu, acesse o caminho “Sistema ==> Administração ==> Canais de software”:

Shutter - Acessando canais de software no Ubuntu

Após a digitação de sua senha, a janela “Canais de software” será exibida. Basta, então, acessar a aba “Programas de terceiros”, clicar sobre as duas entradas referentes ao GScrot e remover cada uma delas. Em seguida, utilizando o botão “Adicionar”, adicione as duas entradas fornecidas através do item “apt sources.list entries” acima mencionado:

Shutter - Atualizando canais de software no Ubuntu Linux

Ao executar o procedimento acima e clicar no botão “Fechar”, clique em “Recarregar”, na próxima janela, para que a atualização seja concluída.

Linha de comando

Acho este modo ainda mais simples. Também através do link exibido acima, escolha sua versão do Ubuntu e obtenha/copie as “sources.lists”. Em seguida, abra o terminal e digite o seguinte comando:

sudo gedit /etc/apt/sources.list

Digite sua senha e, com o arquivo “sources.list” aberto, adicione as duas entradas correspondentes à sua versão do Ubuntu, que você já tem em mãos, conforme procedimento acima; salve e feche o arquivo. Logo em seguida digite, ainda no terminal, o seguinte comando:

sudo apt-get update

E aguarde o término da atualização. Pronto. :)

Finalizando

O procedimento acima, seja em modo gráfico ou linha de comando, é necessário para atualizar sua lista de repositórios, para que seu GScrot seja atualizado para o Shutter, assim que a versão 0.70 for lançada, o que, segundo os desenvolvedores, deve ocorrer em breve. Esta versão 0.70, aliás, será a primeira a ser chamada de “Shutter”, conforme o próprio site oficial do projeto.

É isto, pessoal. Abraços a todos, e obrigado mais uma vez ao SergioJP! :)

REVISADO EM 18/02/2009

Pessoal, segue abaixo dica que o amigo Sérgio deu, nos comentários. Havia me esquecido disso e ele muito gentilmente lembrou. Obrigado mais uma vez, Sérgio. :)

“Só uma coisa que você se esqueceu de colocar que é a chave pgp para autenticação do repositório.
Para isso na pagina do ppa shuter clique no link que esta marcado com um monte de números 5017D4931D0ACADE295B68ADFC6D7D9D009ED615 e na pagina que abrir clique em 009ED615 vai abrir outra janela contendo a chave copie todo o conteúdo menos o que está em negrito, cole no Gedit e salve como pgp do shuter na sua pasta /Home ou outra de seu desejo.
Depois como mostrado no inicio selecione Sistema ==> Administração ==> Canais de software”: aí clique em autenticação
embaixo do lado esquerdo clique em importar chave e selecione a que você criou e clique em ok. Você será informado que foi adicionado a chave corretamente e pronto. Você terá o shuter(Gscrot) sempre atualizado.”

Informações adicionais

Maiores informações sobre o aplicativo (em inglês):

https://launchpad.net/shutter

The maw: um jogo pra lá de fantástico

Bom, amigos, esta é a primeira vez que escrevo a respeito de games aqui no Open2Tech, e espero que seja a primeira de muitas, como já havia comentado anteriormente.

Sempre fui fissurado por games, e já possuí diversos consoles, como por exemplo meu saudoso Atari (tenho até hoje), Master System, Mega Drive, SNES, Sega Saturn, Nintendo 64, Playstation 1 e, agora, meu recém adquirido e amado ( :) ) Xbox 360. :) Sendo assim, espero comentar bastante sobre o assunto por aqui, tanto a respeito dos consoles, hardware e relacionados, quanto a respeito dos games. Aliás, já criei duas novas categorias relacionadas no blog.

Caixa - The MawUm jogo que nem parece que é um “XBLA”

E meu escolhido para o primeiro artigo a respeito de games foi o The Maw.

O jogo é simplesmente fantástico, e foi lançado para compra somente através de download, pela Xbox Live Arcade. Vale, aliás, comentar um pouco a respeito deste serviço que, em minha opinião, vem se mostrando fantástico. O modelo de negócios é sensacional: elimina-se gastos com mídia, caixinhas, material impresso, etc, e agiliza-se a entrega do produto ao cliente, dentre outros fatores.

Além disso, estão disponíveis muitos “remakes“, para os saudosistas de plantão, e esta semana fiquei super animado quando vi a notícia do lançamento do R-Type Dimensions (quem nunca jogou R-Type nos antigos fliperamas?).

Os preços, também, não são exorbitantes, e em muitos casos são muito mais baratos do que alguns games mais simples que vemos por aí, para PC, por exemplo. Vale ressaltar que o maior valor cobrado por um game na Xbox Live Arcade (pelo menos por enquanto :( ) são 1200 Microsoft Points, o que equivale a mais ou menos US$ 15,00. Isto dá, mais ou menos, R$ 34,00. Ou seja, mais barato do que uma ida ao cinema, contando-se o obrigatório “conjunto” pipoca + refrigerante”. :)

Muito barato, realmente, e existem jogos com valores a partir de 400 MS points. The Maw, por exemplo, custa exatos 800 Microsoft points, ou seja, US$ 10,00, ou  mais ou menos R$ 23,00. Pela qualidade do jogo, está praticamente de graça, e com este valor, você pode esquecer a ida ao cinema. :)

Sobre o jogo

Em The Maw, você controla Frank, um pobre coitado de um alien que, prisioneiro em uma nave (sabe-se lá porque, pelo menos ainda não consegui descobrir, se é que existe uma resposta), acaba caindo em um planeta desconhecido devido a um acidente com a tal nave, e faz amizade com o Maw.

O Maw é simplesmente engraçadíssimo, belo, divertido, etc. Ele é uma espécie de criatura gelatinosa, desengonçada, mas muito amigável e bem humorada, que possui um único defeito: gosta de comer tudo o que vê pela frente, principalmente as criaturas bizarras que encontra no tal planeta desconhecido onde caiu junto com o Frank.

Maw e Frank

E o mais engraçado é que esta “falha”, se podemos dizer assim, acaba se transformando no grande trunfo do Frank, pois o Maw absorve todas as características e poderes das criaturas que come, e o trabalho em conjunto, entre Maw e Frank, é a tônica do game.

Mas não se preocupe: apesar do fato de Maw comer criaturas vivas, o jogo não é violento nem tampouco contém cenas sanguinolentas ou similares. Tudo é tratado com bom humor e muita, muita diversão.

Trabalho em equipe

Como já disse, trabalho em equipe é tudo em The Maw. Frank possui uma espécie de “coleira eletrônica”, ou “raio”, sei lá, que prende o Maw e faz com que a criatura o acompanhe. Se caso a “coleira eletrônica” não estiver em uso, e o Maw estiver distante, basta apertar o botão X do controle que o Frank dá um grito também muito engraçado e o Maw vem correndo pra perto dele. :)

Como o Maw absorve as características das criaturas que come, o jogo se torna muito divertido, e isto também é primordial para o sucesso no jogo. Por exemplo, existem algumas criaturas que se parecem com pequenos “dragões de fogo”. Comendo as mesmas, Maw vira ele próprio uma “bola de fogo”, e sai queimando tudo o que vê pela frente. O mesmo ocorre quando ele come as larvas de algumas estranhíssimas criaturas voadoras, parecidas com balões: ele próprio se torna uma criatura similar a elas e pode voar, arrastando então o Frank consigo. Muito legal, não?

The Maw

Algo muito engraçado, também, é que quanto mais o Maw come, mais ele cresce (eita, isso me lembrou de uma certa promessa no ano novo, ai ai…rsrs). Só que, mesmo assim, ele não perde uma de suas principais características: é covarde, medroso ao extremo. Em alguns momentos encontramos plantas estranhíssimas pelo caminho, que se parecem com plantas carnívoras, só que são elas próprias também medrosas. Pois bem, quando Maw se depara com as mesmas, ambos tremem e gritam de medo. Dou tanta risada jogando The Maw que acho que minha esposa deve estar achando que estou ficando louco. :)

Outro aspecto bem legal do jogo é o fato de nem o Frank nem o Maw morrerem. É claro que isto não elimina a dificuldade do mesmo, pois sem usar a “cuca”, em alguns momentos, e prestar bastante atenção no que acontece à sua volta, você simplesmente fica preso, e neste caso, é o mesmo que morrer. :)

Gráficos

Os gráficos são soberbos. Nem parece que é um jogo disponibilizado pela Live Arcade, rede que geralmente disponibiliza jogos mais simples. Os ambientes conseguem passar uma sensação de grandeza muito legal, não há nenhum “estouro de pixels” (palavra de um leigo aqui, ok?), os personagens são muito bem feitos e, no geral, a coisa toda impressiona.

O jogo é recheado de “cut scenes”, pequenas animações entre uma parte e outra do jogo, que são maravilhosas, e ajudam a ampliar a imersão do jogador. A trilha sonora é muito legal, com algumas pitadas de jazz, e foi composta pela mesma compositora da trilha de “God of War“, Winifred Phillips.

Inovações

Se você possui um Xbox 360, e está pensando em comprar algum XBLA ou possui 800 Microsoft Points disponíveis em sua conta, recomendo que compre o The Maw. O jogo é fantástico, e se você tiver filhos, então, garanto que eles vão adorar. Aliás, mal posso esperar pela próxima visita dos meus sobrinhos.

Uma das inovações introduzidas no The Maw são as “premiações” concedidas ao jogador conforme este avança no jogo. Dependendo da fase que você completa, você ganha “brindes”. São dois gamer pictures, disponibilizados para download no decorrer do jogo e, completando o mesmo, você ganha um tema para a dashboard de seu 360. Ouvi falar que o tema é muito bonito.

Talvez a Microsoft esteja pensando em uma nova forma de disponibilização de DLC’s, não sei. Talvez, uma nova forma de agregar valor aos produtos disponibilizados na Live, não liberando determinados itens mediante o pagamento em “cash”, e sim através do desempenho dos gamers. De uma forma ou de outra, ela e os desenvolvedores não deixam de ganhar, creio eu, e por outro lado, ganham mais ainda os gamers.

Aliás, entrei em contato com a Twisted Pixel, desenvolvedora do game, perguntando se poderia utilizar algumas imagens do game neste review,  e o Michael Wilford, CEO da Twisted Pixel, muito gentilmente me respondeu, autorizando.

E ele me deu uma notícia muito interessante: na próxima semana será disponibilizado um DLC, ou downloadable content, para o The Maw. :)

Não consegui obter maiores detalhes, nem se será gratuito ou pago, mas a notícia não deixa de dar água na boca.

Finalizando

Bom, volto a repetir: se você possui um Xbox 360, faça o download pelo menos do demo do jogo. Tenho quase certeza de que não vai resistir, e vai comprá-lo. A única falha que vi até agora no The Maw é o fato do game não possuir um modo multiplayer, mas tudo bem. O jogo é fora de série, principalmente depois de jogar um jogo pesado como o “Dark Sector“, este um game “full” para o Xbox 360, que estou jogando no momento e também recomendo.

Confira abaixo mais alguns screenshots e um vídeo do The Maw:

The Maw - Cena

Maw - Cena

Caso você encontre qualquer dificuldade em visualizar o vídeo abaixo, aí vai o link direto para o mesmo:

http://www.gametrailers.com/player/39673.html

Ah, quase me esqueci. Se quiserem converter Microsoft Points em dólares, basta utilizarem o Microsoft Points Converter. :)

Por enquanto é só, pessoal. Espero que gostem do “review”, e do jogo também. Espero postar mais a respeito de games, aqui no Open2Tech. Abraços a todos! :)

Informações adicionais

Site oficial do jogo:

http://www.mawgame.com

Site do desenvolvedor:

http://www.twistedpixelgames.com

Página do jogo na XBLA:

http://www.xbox.com/en-US/games/t/themawxboxlivearcade

Armazene suas senhas com segurança no Passpack

Logo passpackAcredito que por tudo aquilo que já escrevi aqui no blog deu pra perceber que sou um neurótico por segurança e pela continuidade da informação. Backups, então, para mim, são primordiais, e estão sempre na minha cabeça. :)

Aliás, se você utiliza Windows, que tal dar uma olhadinha no meu artigo a respeito do gratuito e sensacional aplicativo “Comodo Backup“? Bom, vamos ao que interessa. :)

Somos quase que obrigados, em nosso dia a dia, a utilizar uma infinidade de logins, usernames, senhas, frases “lembrete” e mais um monte de coisas relacionadas, tudo isto com a finalidade de nos permitir acesso a serviços, gratuitos ou não, que utilizamos, seja na web ou em nossos computadores. Isto acaba, muitas vezes, provocando uma certa confusão, e fazendo com que algumas pessoas simplesmente esqueçam seus dados de acesso ou então utilizem um único usuário e uma única senha para acessar todos os serviços/sites/aplicativos que utilizam.

Perigo à vista

Perigo
Creative Commons License photo credit: Carly & Art

Esta é uma situação muito perigosa pois, se por qualquer motivo e/ou de alguma maneira alguém mal intencionado descobrir estes “login e username únicos”, toda a sua “vida online”, sua segurança, sua privacidade e sua tranqüilidade vão, literalmente, para o “beleléu”.

A alternativa de guardar todas estas informações em um arquivo de texto, um .DOC do Word ou uma planilha do Excel, mesmo que protegidos por senha, também não é uma boa idéia, pois como se sabe, tais arquivos podem ter suas senhas quebradas muito rápida e facilmente. Então, qual a solução? Um gerenciador de senhas! :)

Já comentei a respeito do Keepass, um fantástico e opensource gerenciador de senhas, e publiquei inclusive um tutorial a seu respeito. Abaixo você pode conferir as partes 1 e 2 do referido tutorial:

Vale a pena pelo menos conhecê-lo.

Uma boa ferramenta, mas com alguns problemas

O Keepass resolve o problema do armazenamento das senhas e demais informações cruciais e confidenciais. Entretanto, temos de levar em conta também aqui a questão da mobilidade, quando você não estiver em seu próprio computador (na casa de amigos, por exemplo) e precisar, por qualquer motivo, de alguma informação armazenada no keepass. É claro que existe uma versão portátil do keepass (portable Keepass), que você pode carregar em seu pendrive juntamente com sua base de dados, e isto resolve o problema. Em parte. :)

Digamos que você esqueça seu pendrive, ou outro dispositivo qualquer utilizado para o armazenamento do Keepass portátil e de sua base de dados .KDB, e precise rapidamente de qualquer informação ali armazenada. Como fará?

Uma fantástica solução

Passpack - Packing keyÉ aqui que entra o Passpack, um serviço online de armazenamento de senhas e informações que, ao contrário do que se pensa, é extremamente seguro, ao ponto do serviço recentemente ter removido uma cláusula que proibia o armazenamento de informações financeiras nas contas gratuitas.

O Passpack é fantástico, em diversos aspectos. Segurança extrema, pois você utiliza uma senha e uma “packing key”, que é uma chave de segurança para descompactar seu “pacote de dados” armazenado no servidor.

O próprio staff do Passpack avisa que, caso você esqueça sua “packing key”, seus dados estarão perdidos para sempre. Em caso de esquecimento da senha, tudo bem, o pessoal pode “resetar” a mesma pra você, mas no caso da “packing key”, diga adeus a tudo o que está armazenado em sua conta no Passpack.

Segurança elevada ao cubo

Não existe nada semelhante no mercado. O recurso da “packing key” é algo fenomenal. Leia abaixo um trecho muito interessante constante na FAQ do serviço:

Who protects my passwords from Passpack staff?

Why, you do! You pick your Packing Key, it’s known only to you and is never sent to Passpack. Thus, your information is only ever decoded in your browser. Even if we wanted to look at you information (which we don’t!) all we would see would be a jumbled mass of data. If you are worried about deletions, Passpack keeps backups of everything and you can keep your own personal back ups.

Em minha tradução livre:

Quem protege minhas senhas da equipe do Passpack?

Ora, você protege! Você escolhe sua packing key, ela é conhecida somente por você e nunca é enviada para a Passpack. Deste modo, sua informação somente é decodificada em seu navegador. Mesmo se quiséssemos dar uma olhada em suas informações (claro que não queremos!), tudo o que veríamos seria um monte de informações bagunçadas. Caso você esteja preocupado a respeito de perda de dados, nós da Passpack armazenamos backups de tudo e você pode guardar seus próprios backups pessoais.

Resumindo, mais ou menos, a coisa toda funciona da seguinte maneira: você faz login em sua conta, utilizando seu usuário e sua senha, normalmente. Mas até este momento, seu “pacote de dados”, contendo todas as suas informações, senhas, etc, não está disponível.

Você faz o login, mas suas informações não estão disponíveis. É preciso, então, fazer uso de sua “packing key” (definida por você no momento da criação da conta), para que o sistema envie para seu browser o seu pacote de dados, para que a partir daí você possa acessá-lo, editá-lo e gerenciá-lo mediante utilização das ferramentas fornecidas pelo Passpack (e não são poucas. :) ).

Criptografia
Creative Commons License photo credit: bocek.kevin

Resumindo, o Passpack não tem acesso às suas informações, o máximo que o pessoal do staff pode fazer é dar um reset na sua senha, caso você a esqueça. Se esquecer sua packing key, repito mais uma vez, diga adeus aos dados que estavam armazenados na conta :) .

Algumas questões e recursos técnicos

Your Packing Key never gets sent or saved to the server, so not even Passpack staff knows it.

Em minha tradução livre:

Sua packing key nunca é enviada ou salva no servidor, então nem mesmo a equipe do Passpack a conhece.

  • Mensagem anti-phishing de boas vindas: definida préviamente pelo usuário, a qual aparece sempre no momento da digitação da “packing key”. Assim, o usuário sempre pode ter certeza de que está no site correto.
  • Logins descartáveis: crie logins descartáveis, que só podem ser utilizados uma única vez, e os utilize quando precisar acessar sua conta em lan houses, computadores de amigos ou desconhecidos, etc.
  • Backup e versão offline: é possível fazer backup de todos os seus dados armazenados no Passpack, e ainda existe uma versão offline.
  • Gerador de senhas “fortes”: o Passpack possui um gerador de senhas muito interessante, que permite que você defina os tipos de caracteres que deseja inserir em sua senha, bem como a quantidade de dígitos. Além disso, ele vai informando, conforme a digitação, a “qualidade” de sua senha.
  • Conexão segura: todo o tráfego de dados é feito através de HTTPS.

E como se não bastassem tantos recursos e facilidades, agora o Passpack possui um “Turbo Mode”, mediante a utilização do Google Gears, visando uma maior velocidade no serviço.

Recursos adicionais

Um recurso muito interessante no Passpack é o “1 Click Login”: simplesmente esqueça a digitação de usuários e senhas nos sites/serviços que você mais usa. O Passpack faz isso pra você, de forma muito simples.

Além disso, você pode organizar suas entradas por tags, definir favoritos e travar a janela do Passpack (para evitar que curiosos vejam suas informações, quando você não estiver em seu computador).

Passpack Screenshot

O serviço ainda permite que você importe e exporte suas entradas, além do já citado backup, que pode ser restaurado caso você acidentalmente apague alguma de suas entradas (ou todas).

Finalizando

O Passpack é um serviço pago (custa 15 Euros por ano), mas também possui uma versão gratuita. A única limitação desta versão Free é a quantidade de entradas: você só pode armazenar 100 entradas/senhas, mas isto não é uma séria limitação. Eu, por exemplo, tenho até o momento somente 35 entradas, e não creio que este número vá aumentar muito. :)

Confira abaixo um vídeo muito interessante a respeito do serviço:

Bom, pessoal, espero que tenham apreciado a novidade. Até a próxima.

Informações adicionais

Site oficial:

http://www.passpack.com/en/home/

Crie sua conta gratuita:

https://www.passpack.com/online/?showSignup=1

Blog do serviço:

http://blog.passpack.com/