Bom, amigos, aqui está a segunda parte do artigo a respeito do Porta 25, da Microsoft. A primeira parte pode ser encontrada neste link.
Projetos e atividades mantidos pelo Porta 25
De qualquer forma, um dos objetivos deste publieditorial é esclarecer os pontos principais do projeto, sua importância para a comunidade e a maneira através da qual o Porta 25 pode facilitar o diálogo da Microsoft com outros desenvolvedores, desenvolvam estes aplicativos cujo código seja aberto ou não, pois no final das contas, o que conta para a maioria dos usuários é a continuidade e a liberdade no trato com suas informações. Este diálogo, principalmente, pode ajudar a um melhor entendimento do que realmente é interoperabilidade, qual sua importância e porque este conceito deve estar presente em qualquer ambiente de desenvolvimento.
Podemos visualizar claramente no Porta 25 e no Port 25, por exemplo, uma variedade enorme de análises técnicas e notícias relatando experiências e também fornecendo detalhes técnicos a respeito da utilização de diversas ferramentas que têm a ver com a interoperabilidade, com o software livre, com as possíveis e vantajosas integrações software livre-soluções Microsoft ou com tudo isto.
Como exemplo, posso citar um documento a respeito da conexão a servidores Linux através do OpenSSH (ou Open Secure Shell), utilizando o Windows e o Kerberos para a autenticação. No Porta 25 e em português, podemos conferir algumas outras notícias muito interessantes, como por exemplo o anúncio de apoio, por parte da Microsoft, ao SourceForge.net. Sim, isto mesmo.
O SourceForge.net é o maior repositório de software opensource do mundo, a própria Microsoft já hospedou ali alguns de seus projetos, e agora manifesta seu apoio ao projeto e ao seu Community Choice Awards. A empresa dá inclusive sua sugestão de voto, e menciona o NDOS-BR, ou “Núcleo de Desenvolvimento Open Source e Interoperabilidade”, que desenvolve e mantém, como o próprio nome já sugere, diversos projetos ligados ao opensource e à interoperabilidade. Opa, olha ela aqui novamente. ![]()
Se você por qualquer motivo administra ou acessa remotamente servidores Linux, com certeza deve conhecer e/ou até mesmo já ter utilizado o editor de textos vi, ou sua versão melhorada, o vim. Ou vai me dizer que você nunca digitou o comando “vi php.ini<ENTER>” em seu cliente SSH?
Pois bem, o Porta 25 também faz menção a uma análise técnica muito interessante a respeito deste conhecidíssimo editor de textos para sistemas operacionais Linux/Unix, e menciona sua versão para Windows, detalhando todo o processo de instalação e configuração desta excelente ferramenta em seu sistema operacional. Nada melhor e mais democrático do que disponibilizar ao usuário qualquer aplicativo independentemente de qualquer possível entrave relacionado ao sistema operacional que este utiliza, não é?
Achei muito interessante também a referência a um cliente BitTorrent no projeto. A notícia faz menção ao KTorrent, um dos mais conhecidos clientes BitTorrent para o ambiente KDE, o qual acaba de ser portado para o Windows. Muito bom, não?
Quando se navega pelo blog do Porta 25 pode-se verificar que existe ali uma infinidade de notícias e informações interessantes, todas elas divididas por datas e acessíveis através da barra lateral (Arquivo). Podemos identificar diversas ações, inclusive, tendo como alvo o software livre, a relação deste com os produtos Microsoft e vice-versa, a utilização de padrões abertos e, principalmente, interoperabilidade.
Também encontramos facilmente documentos relacionados à virtualização e à segurança da informação, este último um quesito também muito importante quando pensamos em “continuidade” da informação. Se você é desenvolvedor e trabalha com o .NET, pode encontrar ali também maiores informações a respeito do “Npgsq”, projeto que possibilita a utilização de bancos de dados Postgresql em seus aplicativos desenvolvidos através do framework da Microsoft.
Recomendo, em especial, os artigos “Open Source influenciou o desenvolvimento do Windows Server 2008″, no qual a Microsoft reconhece muitos dos conceitos e qualidades do opensource como um todo e explica onde e como estes foram utilizados no desenvolvimento do Windows Server 2008, e também “Instalação do Apache no Windows”, onde são fornecidos procedimentos relativos à instalação deste que é o mais conhecido e utilizado servidor web do mundo também em seu sistema operacional.
Existem diversos outros tipos de materiais, como por exemplo citações, matérias, relatórios, documentos técnicos, etc, onde podemos perceber claramente a presença constante do software livre e da interoperabilidade. Dê uma conferida no portal Porta 25 e em seu blog, vale realmente a pena. Todo este esforço em prol de algo que, em suma, se resume à “comunicação“, não pode passar despercebido.
Algumas considerações
O Porta 25 parece ser realmente uma comunidade, dentro da Microsoft, voltada ao software livre e à interoperabilidade. No Brasil, o projeto é coordenado por Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft e responsável pelo estudo e elaboração de estratégias voltadas ao opensource.
Acredito que o Porta 25 é uma importante e válida iniciativa da Microsoft. Em um mundo cada vez mais sem fronteiras, é imprescindível que a tecnologia também seja assim enxergada, e qualquer entrave à continuidade e/ou à liberdade da informação e de escolha, removido.
Continuidade e democracia implicam no fato de que qualquer usuário, qualquer pessoa, pode e deve escolher aquele aplicativo que mais se adapta às suas necessidades, expectativas e grau de conhecimento. Muito do que o Porta 25 menciona, promove e realiza pode contribuir positivamente neste sentido, uma vez que a informação deve ser opensource, mesmo que o “meio”, ou seja, o aplicativo que a gerou e a mantém, não o seja.
Aliás, vale ressaltar que desde o início deste blog o opensource e a interoperabilidade sempre foram temas presentes por aqui, e inclusive escrevi alguns artigos onde menciono o quão importante é a continuidade da informação, e a sua não submissão à apenas esta ou aquela ferramenta.
Interoperabilidade é continuidade. É a informação sempre disponível. É o software tratado como um “meio”. É a certeza de que seu trabalho permanecerá acessível e legível daqui a 10, 20, 30 anos. É um dos princípios que deveriam nortear qualquer ambiente de desenvolvimento.
Como mencionei acima, toda e qualquer iniciativa que promova a interoperabilidade é válida e louvável. Não há porque uma empresa desenvolvedora de software proprietário se privar dos benefícios deste conceito, benefícios estes benéficos não somente a si própria, mas principalmente a seus usuários e desenvolvedores. Como já mencionei, o software pode ser proprietário, mas a informação gerada e o trabalho realizado devem ser sempre livres, ou de propriedade apenas daqueles que os produzem.
Pense no quão benéfica pode ser esta incursão da Microsoft no terreno do opensource. Todos que me conhecem sabem que sempre tive uma “queda” pelo software livre, mas não se pode negar o fato de que as soluções Microsoft são, sem sombra de dúvidas, as mais utilizadas em diversos campos e ramos de atividade. A interoperabilidade, a “comunicação” de todas estas soluções com as inúmeras ferramentas opensource é algo que pode beneficiar a muitas pessoas, e contribuir para tornar a tecnologia algo cada vez mais democrático e livre de barreiras.
Não estou dizendo que a Microsoft mudou sua maneira de conduzir os negócios, ou até mesmo de pensar, enquanto empresa. Nem se trata disto, aliás. O que devemos é reconhecer quando um esforço positivo é feito, quando uma abertura benéfica é visualizada, quando algo que pode beneficiar a muitos é idealizado. Ela pode, e vai, continuar lucrando com suas soluções, como resultado mais do que justo por seu trabalho. Mas, se a isto tudo ela pode aliar algo tão interessante e útil quanto o Porta 25 que, claro, lhe beneficiará mas também beneficiará a muitas outras pessoas, por que não deveríamos aprová-la?
Pense nisso, e me diga se o Porta 25 não é uma excelente idéia?
Este artigo tem caráter publieditorial.
Informações adicionais
Link para acesso ao Portal “Porta 25″ no Brasil:
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