Que não se pode esperar lá muita coisa do serviço prestado ou até mesmo do suporte técnico oferecido pela Telefônica, todo nós já sabemos. Entretanto, uma das coisas que mais irritam, pelo menos a mim, é saber que muitas vezes “não temos pra onde correr”. Por exemplo, serviços similares de outras empresas ou não estão disponíveis em minha região ou possuem tantos problemas, dificuldades e/ou limitações que, simplesmente, apesar de parecer impossível, nestes momentos chego a achar que o Speedy da Telecômicafônica é a melhor banda larga do mundo.
Bom, acho que estou meio irritado com os serviços prestados por tal empresa, mesmo. Nos últimos dias passei por tantos problemas com o Speedy que houve momentos em que quase “arranquei os cabelos”. É uma estória cômica e ao mesmo tempo triste.
Problemas relacionados a dificuldades na conexão já são conhecidos de todos, e acho que todo usuário de Speedy passa por pelo menos um problema similar por mês. O ideal seria a existência de um “programa” mediante o qual pudéssemos obter descontos ref. o número de dias sem conexão, aliás. Mas é claro que isto jamais acontecerá, pois o prejuízo para a Telefônica seria enorme.
O que mais me irrita, entretanto, é o suporte técnico oferecido, que na maioria das vezes é ineficiente, adora “passar a bola adiante” e conta com atendentes que não possuem o preparo suficiente. Veja bem, sei que na maioria das vezes a culpa é da empresa, que não treina seus funcionários adequadamente, não os suprindo nem com os conhecimentos básicos a respeito do produto com o qual trabalham e/ou a respeito das tecnologias envolvidas. Coitados destes “técnicos”.
Problemas e mais problemas
Ocorre que durante esta semana estou enfrentando problemas com o Speedy em minha residência e em minha empresa. Problemas estes que, ou me fazem ficar totalmente sem acesso à internet em alguns momentos ou então impedem o meu acesso a determinados sites.
A coisa é mais cômica (e trágica) ainda em relação a este último problema, devido ao qual não consigo acessar alguns websites (fundamentais para mim) a partir de minha conexão. Após os testes necessários e a obtenção da confirmação por escrito de que a torcida do Corinthians inteira consegue acessar tais sites, resolvi entrar em contato mais uma vez com o suporte técnico, e o diálogo foi mais ou menos assim:
“Atendente: – Suporte Técnico Speedy, bom dia. Em que posso ajudá-lo?
Eu: – Bom dia. Gostaria de falar com seu departamento técnico a respeito de um problema em minha conexão, devido ao qual não consigo obter acesso a alguns sites.
Atendente: – Sim, pois não senhor.
OBS: aqui ela confirma meu RG, CPF, cor da cueca, nome completo de avós e bisavós e mais alguns outros dados, e me pede para aguardar.
Após alguns minutos de espera, eis o diálogo seguinte:
Atendente: – Certo, pois não senhor. Em que posso ajudá-lo?
Eu: – Bom, como já te disse, não consigo acessar alguns websites e já obtive a confirmação de que o problema é em minha conexão Speedy. Diversas pessoas que conheço, através de diferentes tipos de conexão à internet, acessam normalmente tais sites, e inclusive, o trace route que executei mostra um problema em um dos equipamentos da Telefônica, na rota a partir da minha máquina para o tal site.
Consigo acessar tais sites normalmente, também, através de serviços de proxy como o VTunnel, por exemplo.
Atendente: – Perdão, senhor, “trace” o que?
Eu (após um minuto de silêncio e já irritado): – Bom, seria possível conversar com o seu departamento de suporte avançado?
Atendente: – Claro senhor. Aguarde um minuto por gentileza.
Atendente (retornando): – Senhor, nosso departamento de suporte avançado está congestionado. Irei abrir um chamado para que “possam estar entrando” em contato com o senhor. Aguarde um minuto que já lhe informarei o número do protocolo.“
Bom, é claro que fiquei sem o número do tal protocolo, pois a ligação caiu logo em seguida, como de praxe. A não ser, é claro, que o tal protocolo estivesse contido em alguma mensagem subliminar existente naquele “sinal de ocupado”.
E este episódio aconteceu após algumas “tentativas” de atendimento anteriores, onde mesmo com o tal protocolo em mãos e a promessa de que alguém iria me retornar a ligação, nada aconteceu. Já fiquei esperando pela visita de um técnico, também, e nada deste tal técnico aparecer.
O que me resta (e acredito que a qualquer outro usuário de tal serviço) é contar com a sorte, e “rezar” para que tudo continue funcionando como agora está, após fantástica intervenção divina (só pode) que me concedeu novamente acesso aos tais sites antes inacessíveis, e fez com que a conexão à internet em minha casa voltasse a funcionar.
OBS: a idéia para o título deste artigo veio através de um comentário do Evandro, no artigo anterior sobre assunto semelhante a este.
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