Em mais uma absurda demonstração de inépcia, a tal da CPI da pedofilia agora quer pedir o fechamento do Google no Brasil. Ao invés de combaterem o crime e os criminosos, estes ilustres senhores acham mais fácil o combate apenas ao “meio” utilizado para a prática. É claro.
Em um país onde os governantes adoram e estimulam a desinformação que grassa entre grande parte da população, é natural que a atenção seja sempre desviada para aquilo que chama mais a atenção, ao invés do verdadeiro cerne da questão. Fechemos o Google no Brasil, pois ele é do mal e “patrocina pedófilos“, como disse o Senador Demóstenes Torres, em um momento de enorme “brilhantismo”.
O que ninguém explica à população, por exemplo, que pode até acabar acreditando que o Google é o vilão neste caso, é que o que a tal CPI quer na verdade é facilitar seu trabalho e encontrar rapidamente um único culpado para um crime que, infelizmente, possui raízes muito mais profundas e difíceis de serem combatidas. Existe pedofilia no Orkut? Sim. Como existe em diversas outras redes sociais e sites espalhados pela internet, os quais continuarão acessíveis pelos pedófilos. Deve-se daí extirpar os criminosos, entretanto, bem como dificultar sua ação. Mas apenas isto.
Se continuarmos na brilhante linha de raciocínio de nossos políticos, aliás, somos levados a crer que daqui a pouco vão pedir o encerramento da internet no Brasil. Ou não? Acho que não. Até hipocrisia e burrice têm limites, mesmo lá em Brasília, onde rouba-se de dia e de noite e óleo de peroba é artigo encontrado na bolsa da maioria.
Fechar o Google no Brasil não elimina a possibilidade de acesso ao site por qualquer um em nosso país. Qualquer um com um pouco mais de conhecimento sabe do que estou falando. Mas este não é o problema aqui, o problema é que mais uma vez uma hipótese esdrúxula é levantada por pessoas que deveriam primar pelo bom senso. Uma hipótese técnica e moralmente infundada, pelo simples motivo que não é o Google ou o Orkut que transforma alguém em pedófilo e/ou promove a pedofilia. Um pedófilo não é um pedófilo apenas por que utiliza esta ou aquela rede social como auxílio às suas práticas criminosas. Estas são apenas um meio.
O que muitas vezes facilita a ocorrência deste crime hediondo é a certeza de impunidade, este sim um crime com autores plenamente identificáveis em nosso país: nossos políticos e juízes. Voltando ao pedófilo, ele é e pronto, independentemente de utilizar o Orkut, o Google, um computador, a internet ou nenhum destes.
O combate às suas práticas abjetas é que deveria estar em pauta lá no Senado. Leis que ajudassem a “engrossar” um pouco nossa legislação, infundindo um pouco de medo nos criminosos, deveriam estar sendo discutidas sériamente, ao invés deste circo todo, deste palavreado inútil e descabido.
O Google deve colaborar? Com certeza. E pelo que entendi, a empresa não está se negando a nada. Apenas os parlamentares parecem se esquecer, muitas vezes, de que não se pode passar por cima da lei para cumprí-la. O combate à pedofilia deve ser ferrenho? Sem dúvida. O que não se pode é misturar as coisas como nossos parlamentares adoram fazer, atribuindo culpa a quem não tem e desviando a atenção do que realmente interessa. Ou alguém ainda acredita que o que realmente salta aos olhos nesta confusão toda é a pedofilia?
Mas infelizmente as coisas são assim, por aqui. Além do tal infeliz Projeto de Lei que quer implantar um regime policial na web brasileira ainda somos obrigados a ouvir disparates como este, sabendo que, no fundo, nada vai mudar em relação ao combate à pedofilia, pois como sempre em nosso país, querem apenas arranjar um culpado rapidamente e empurrar o crime e seus resultados para baixo do tapete. É muito mais fácil.
Isso revolta.
E lá vamos nós, dando continuidade à nossa lista de aplicativos gratuitos e/ou opensource.
Nesta terceira parte gostaria de falar somente a respeito de uma ferramenta interessantíssima e poderosa para a realização de backups de seus bancos de dados MySQL. Publiquei aqui no Open2Tech, há alguns dias atrás, um tutorial completo a respeito de backups automáticos de bancos de dados e também de todos os arquivos e pastas de um website. Este tutorial foi dividido em três partes, e pode ser acessado através dos links abaixo:
Entretanto, como já disse antes, esta é uma área onde é melhor pecarmos pelo excesso do que pela falta. Além disso, é possível que determinada alternativa seja mais adequada às suas necessidades do que outra e, principalmente, nunca é demais conhecermos opções adicionais e maneiras diferentes de realizarmos determinada tarefa, principalmente se estas são também práticas e poderosas, não é mesmo? Vamos lá, portanto!
MySQLDumper
Licença: opensource – GNU – GPL
Tipo: script PHP
Categoria: ferramentas para backup
Site do desenvolvedor: http://mysqldumper.de/en/
Sistema operacional: deve ser instalado em um servidor web que rode MySQL e PHP
Links para download:
Versão 1.22
Versão 1.23 pre release

O MySQLDumper é um fantástico script para a execução de backups de bancos de dados MySQL. Possui uma completa interface de administração, que permite ao usuário definir diversos parâmetros de execução, como por exemplo utilização ou não de compressão GZip, otimização das tabelas antes da cópia, regras para “rodízio” de backups, regras de segurança, e diversas outras opções interessantes.
Uma de suas grandes vantagens é o fato de funcionar meio que como uma “central de backups“, permitindo que o usuário não só efetue backups de qualquer um dos bancos de dados existentes em sua conta de hospedagem, mas que também possa efetuar restaurações, otimizações e obter diversos tipos de informações relacionadas.
Além disso, o MySQLDumper utiliza uma técnica que evita um dos grandes transtornos pelos quais passam muitas pessoas que tentam restaurar seus bancos de dados através das “vias normais”: o tempo máximo de execução, problema que aflige grande parte dos usuários, principalmente quando o banco de dados em questão é grande.

Utilizando este script, você provavelmente se verá livre deste problema desesperador (principalmente se fizer uso de uma conta de hospedagem em regime compartilhado) na próxima vez em que for restaurar algum de seus bancos de dados.
Para não complicar muito, vale dizer que o MySQLDumper executa o procedimento “por partes”, salvando o trabalho “aos poucos” e mantendo um “registro” de seu progresso. Na próxima etapa, ele faz uso deste mesmo “registro” para “saber” a partir de onde deve iniciar o trabalho, e o ciclo então se repete. Desta forma, não há interrução alguma, seja no backup ou na restauração, e o trabalho é feito de forma precisa e sem sobressaltos. Aliás, quem já “populou” um banco de dados manualmente, na “raça”, sabe do que estou falando.
Além disso, o MySQLDumper permite que você execute comandos SQL em qualquer um de seus bancos de dados. E além de permitir a execução, ele também permite a armazenagem dos comandos, para posterior utilização. De muitas maneiras, o MySQLDumper pode evitar a utilização constante do phpMyAdmin, por exemplo, e centralizar a administração de seus bancos de dados em uma única interface.
Dentre seus inúmeros e úteis recursos, podemos citar:
Por tudo o que conferimos acima, acredito que um tutorial a respeito do MySQLDumper viria bem a calhar, não? Pois aguardem, pois em breve ele será publicado.
Hoje a nossa lista vai terminando por aqui, pessoal. Não deixem de dar uma conferida na parte 2 e também na parte 1 da mesma. Grande abraço a todos!

Ontem publiquei um artigo a respeito do nefasto Projeto de Lei 89/03, que está em tramitação no Congresso e que, caso aprovado, vai acabar com a privacidade na internet brasileira e implantar um regime meio que “policial” na mesma. Trata-se de mais uma “brilhante” idéia de nossa classe política que, na falta do que fazer além de roubar os cofres públicos, acaba direcionando toda sua energia restante (negativa, diga-se de passagem) para atividades e projetos nem um pouco louváveis.
Trata-se, acima de tudo, de um projeto que tem de ser enviado o quanto antes, juntamente com as idéias que o permeiam e com aqueles que o defendem, para o esquecimento (para quem acredita no inferno e similares, pode rezar para enviarem pra lá também). Acredito que a sociedade precisa se mobilizar, fazer alguma coisa, lutar, brigar mesmo. Senão, onde vamos parar? Sob premissas totalmente hipócritas pode um punhado de parlamentares mal informados levar adiante algo tão medonho e “burro”? A quem interessa um “aborto” desses que, além de tudo, poderá inviabilizar e/ou dificultar a simples existência de redes abertas, wireless, P2P, etc?
Como eu disse ontem, se surgisse um selo contra o tal projeto, eu o usaria e divulgaria. Se surgir um abaixo assinado, estou dentro. Se surgir uma campanha, também. Sendo assim, gostaria de avisar a quem se interessar a respeito do banner disponibilizado no Blog do Sérgio Amadeu (o qual estou utilizando no início deste artigo). Aliás, vou inserir na barra lateral aqui do Open2Tech uma outra versão de tal banner.
Se você possui um blog, não deixe de utilizar os banners e dizer o quão nefasto é tal Projeto de Lei.
Que os políticos e juízes brasileiros, salvo raras excessões, nada entendem de internet, todos nós já sabemos. Que fazem uma idéia totalmente deturpada da grande rede em si e de grande parte das tecnologias envolvidas na mesma, todos nós temos certeza. Grande maioria deles sequer conhece conceitos e tecnologias tais como, por exemplo, IP’s dinâmicos, servidores DNS e correlatos, o que muitas vezes quase provoca acontecimentos tragicômicos em nosso país. Claro, cômicos para quem está de fora, e trágicos para os diretamente envolvidos nas demandas. Aliás, nossa classe política parece possuir profundos conhecimentos apenas em atividades e projetos que nada representam de bom para nosso povo.
Algumas “idéias” da nossa nobre classe parlamentar, entretanto, chegam a beirar o ridículo, como é o caso do tal Projeto de Lei 89/03, que trata de crimes cibernéticos, cujo atual relator é o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB-MG. Tal Projeto de Lei (que deveria ficar só no projeto, mesmo
), que tramita no Congresso desde 1999, chega a ser uma afronta a qualquer pessoa dotada de um mínimo de bom senso e conhecimento, pelos extremos e abusos que sugere, pelos problemas que acarretará caso venha a ser aprovado e pelo cerceamento da liberdade individual de cada cidadão que sua aprovação ocasionará.
É o tipo da coisa que causa uma revolta extrema, pelo menos a mim. Alguns de seus artigos provocam grandes gargalhadas, a princípio. Chegamos a pensar: “- Não é possível que tamanho absurdo vá adiante“. Entretanto, estas gargalhadas são logo substituídas por uma grande apreensão, pois este malfadado Projeto de Lei avança a passos largos no Senado.
O PLC 89/03 é uma afronta a todo cidadão de bem e usuário de internet, não por aquilo que representa aos criminosos, mas sim pelos danos que sua aprovação causará a todos aqueles que utilizam a internet como meio de trabalho, por exemplo, e/ou que dela usufruem. É um retrocesso em qualquer país que fale em democracia ou que apregoe ser dela um modelo. É o estado assumindo que o cidadão é burro e, acima de tudo, “culpado até que se prove o contrário”.
Sim, pois os provedores de acesso, além de tudo, deverão agir, neste hipotético modelo de “internet vigiada“, como “detetives do Estado”, e deverão analisar constantemente o tráfego de dados em suas redes, a fim de detectarem quais usuários estão possivelmente infringindo as novas regras, e então informar tudo isto às autoridades, de maneira sigilosa. É claro que eles também serão penalizados pela inobservância e/ou pela falha neste processo, não é?
A armazenagem de dados relativos à utilização de mensageiros instantâneos, por exemplo, é algo previsto no texto do Projeto de Lei. Os provedores de acesso, caso a lei venha a ser sancionada, passam a representar um papel policial na internet brasileira, inclusive com a possibilidade (ou responsabilidade?) de efetuarem denúncias “à autoridade competente” tão logo detectem alguma possível infração.
O PLC 89/03 é nefasto sob diversos aspectos. Por assumir que a culpa existe antes mesmo da investigação, principalmente. Se bem conhecemos a legislação brasileira e o modo como as coisas “caminham” por aqui, podemos esperar por “belos” absurdos e confusões apenas a partir desta premissa. Como bem descreveu o Sérgio Amadeu em seu blog, um simples download de um arquivo MP3 em uma rede P2P qualquer pode ser a “deixa” para a violação de privacidade de um contribuinte em dia com suas obrigações. Se após uma verificação mais apurada for constatado que o download era totalmente legal, problema do usuário em questão, não é? Neste meio tempo, sua privacidade foi pro beleléu.
Não estou aqui defendendo o crime. Muito pelo contrário. Defendo, isto sim, a liberdade do cidadão de bem, o que deveria implicar na restrição de liberdade dos criminosos. Esta última não pode se sobrepor à primeira, entretanto, ou a ela causar prejuízos. Ela deve ser uma parte do processo, e não representá-lo em sua totalidade. Mas é muito mais fácil agir assim, não?
Com a desculpa de se coibir determinadas e nocivas práticas cibernéticas não se pode prejudicar quem não tem culpa alguma e jamais cometeu nenhum ato ilegal. A internet é um ambiente onde ações deste tipo devem ser combatidas por atiradores de elite, e não por soldados bêbados munidos de granadas.
Ou então, dentro de pouco tempo veremos uma imagem semelhante à abaixo “antes” ou “durante” nossa navegação:

Recomendo a leitura deste artigo e deste, no Blog do Sérgio Amadeu.:)
E já deixo avisado que se surgir um selo e/ou um movimento contra o PLC 89/03, podem contar comigo, com certeza.
Bom, amigos, vou dar continuidade àquela “lista de aplicativos gratuitos e/ou opensource” que iniciei há alguns dias atrás. Nesta segunda parte serão abordados três serviços gratuitos e interessantes que você poderá acessar comodamente, através de seu navegador web preferido.
Trata-se de três serviços relacionados à geração de paletas e esquemas de cores. Seja você um desenvolvedor web ou apenas alguém interessado no assunto, acredito que os três serviços poderão lhe ajudar bastante, permitindo que você gere paletas/esquemas de cores a partir da simples digitação do código RGB de uma cor qualquer, ou então através da informação da URL de uma imagem.
Suponhamos que você tenha em mãos uma fotografia ou uma imagem qualquer, e queira criar uma paleta de cores a partir da mesma, ou então deseje criar uma paleta de cores a partir de uma cor específica: tudo isto é possível através da utilização dos serviços abaixo.
ColorBlender
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor e acesso ao serviço: http://www.colorblender.com
O ColorBlender é um serviço que permite a rápida geração de paletas de cores mediante a submissão de uma simples e única cor, além de permitir diversas variações no esquema gerado, gerando resultados diferentes e alternativos.
A cor “base” pode ser informada tanto no padrão RGB (red, green e blue, ou vermelho, verde e azul) quanto através do sistema HSV (hue, saturation e value, ou matiz, saturação e valor). As paletas geradas podem ser baixadas para o seu computador, compartilhadas ou então enviadas por e-mail.

O serviço exibe a paleta em tela, logo após a informação do RGB da cor “base”, e exibe os valores RGB e html de cada uma das 06 cores apresentadas. Você ainda pode salvar os esquemas gerados através do serviço e carregá-los depois. Bem interessante, não?
ColorSchemer
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor: http://www.colorschemer.com
Acesso ao serviço: http://www.colorschemer.com/online.html
Um outro interessante serviço de geração de paletas e esquemas de cores online é o ColorSchemer. Trata-se de algo como uma versão resumida do ColorSchemer Studio, desenvolvido pela mesma empresa. Nem por isso o serviço deixa de ser interessante e/ou útil, entretanto.
Sua utilização também é muito simples, e basta a informação do código RGB da cor a partir da qual se deseja gerar o esquema para a exibição do mesmo. Aqui, entretanto, são exibidas 16 cores como resultado, com seus respectivos códigos RGB e html, ou seja, 10 a mais do que no ColorBlender.

É possível também a informação do código html para a posterior geração da paleta, ao invés do RGB. O ColorSchemer, entretanto, não possui os recursos de compartilhamento, download e/ou envio dos esquemas gerados por e-mail, como o ColorBlender. Mas também é um serviço bem interessante.
Color Palette Generator
Licença: Freeware
Tipo: serviço
Categoria: utilitários
Site do desenvolvedor: http://www.degraeve.com
Acesso ao serviço: http://www.degraeve.com/color-palette
O Color Palette Generator é um serviço similar aos dois listados acima, com o diferencial de gerar os esquemas de cores a partir de qualquer imagem. Você pode informar a url de uma fotografia, por exemplo, e obter uma paleta de cores baseada na mesma, de forma rápida e descomplicada.

Você ainda pode seguir a sugestão do pessoal do Color Palette Generator e utilizar o Color Hunter. Garanto que vai gostar.
Finalizando
Bom, aqui termina mais uma parte da lista, pessoal. Espero que estejam apreciando o conteúdo, até aqui. Devo estar postando mais material relacionado em breve. A primeira parte pode ser acessada através deste link.
Abraços!