Alguns comentários sobre o OOXML, a Microsoft, a ABNT e o ODF

Esta é uma notícia tragicômica, e que demonstra, penso eu, um certo desespero por parte da gigante de Redmond em fazer valer seu OOXML, a qualquer custo e de qualquer maneira. Foram abertas as inscrições para o Grupo de Trabalho 2, dentro da ABNT, que discutirá a respeito do OOXML com a finalidade de ” analisar as respostas da ECMA ao grupo de comentários enviados ao ISO/IEC DIS 29500, priorizando a análise das respostas aos comentários brasileiros “.

Bom, vale ressaltar que são mais de 2000 comentários brasileiros, e o representante da Microsoft já avisou que a empresa vai tomar uma atitude, em minha opinião, totalmente inadequada: simplesmente, afirma ele, “se o Brasil não conseguir concluir as análises, não deverá opinar “. Ora, mas eles não estão “invertendo as coisas” aqui? Não era a Microsoft quem deveria defender seu padrão, e responder às críticas e objeções levantadas, ao invés de tentar “impor regras” e tentar fazer com que seu padrão seja aprovado de forma totalmente acintosa?

Ora, a Microsoft não responde a nada, não abre nada e ainda age desta maneira? Bom, não que isto ainda surpreenda alguém, pois já vimos cada atitude tomada por esse pessoal que nada mais nos surpreende, vindo deles. Mas, opa, onde está o bom senso aqui? Espero que pelo menos exista mais gente dotada deste tal bom senso dentro da ABNT, dentro dos grupos de trabalho, em meio às discussões e resoluções, enfim, no meio dessa novela toda. Assim espero, e assim acredito. :)

Acredito que o OOXML irá ser “parado”, e/ou esquecido dentro de algum tempo. Ele não vai se perpetuar, ao contrário do ODF, que continua e continuará ganhando espaço. Cada vez mais tomamos conhecimento de casos de sucesso envolvendo software livre e o ODF. Não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo, como até já falei por aqui mesmo. Muitos já perceberam as vantagens, a segurança e a confiabilidade proporcionadas pelo armazenamento de suas informações sob um formato aberto. Agora, o OOXML é aberto? Conhecemos algum caso de sucesso relacionado a ele? Alguém dentro ou fora da comunidade do software livre já “se entendeu” com as milhares de páginas que formam sua documentação?

Bom, minha resposta às três perguntas acima, dentro, é claro, daquilo que tomo conhecimento, é “não“. E você? Conhece algum caso de sucesso envolvendo o OOXML ou tem conhecimento de algum governo ou instituição que tenha optado pelo formato (se é que isto é possível)? Conhece, ou tem notícia, de alguém que conseguiu entender pelo menos o “básico” do OOXML? Acho que já sei qual será sua resposta. :)

Sendo assim, por que alguém deveria optar pelo OOXML, ao invés do ODF?

Informações adicionais:

Bom, escrevi este post após ter tomado conhecimento da notícia através de três fontes diferentes (cujos feeds assino :) ).

Nada mais justo, então, do que postar os links:

Blog do Sergio Amadeu

Movimento Software Livre Paraná

Software livre Brasil

SERPRO inicia migração de sistema de e-mails do governo para plataforma opensource

O SERPRO iniciou a migração de todo o serviço de e-mail do governo federal para uma nova plataforma, opensource, chamada “Expresso” e desenvolvida pela “Companhia de Informática do Paraná (Celepar)“. A implantação do “Expresso” já havia sido realizada internamente, no próprio SERPRO, e agora se iniciam os trabalhos de implantação da ferramenta em outros setores do governo federal. Ainda segundo o próprio SERPRO, a implantação do “Expresso” dentro do órgão se iniciou em outubro/2007 e está praticamente concluída, sendo considerada pelos técnicos da empresa um caso de sucesso. É realmente algo digno de nota o fato de tal implantação ter sido concluída em menos de três meses, principalmente quando nos lembramos do tamanho do órgão e da quantidade de dados processados pelo mesmo, o qual é considerado uma das maiores organizações de tecnologia da informação e comunicações na américa latina, e responsável pelo desenvolvimento de aplicativos e processamento de dados do governo e da receita federal.

Falando um pouco a respeito de números, o supervisor da equipe responsável pela administração e suporte da nova ferramenta, João Trindade, diz que já são 7,7 mil usuários utilizando a ferramenta internamente, no próprio SERPRO, além de 3,1 mil novas contas de e-mail externas, as quais só foram criadas após o abandono da antiga ferramenta proprietária, cuja licença impossibilitava sua criação. :)

Além da economia proporcionada por uma ferramenta livre, João Trindade ainda cita algo muito importante quando falamos a respeito de software proprietário versus software livre: independência tecnológica. Ora, sendo o “Expresso” uma plataforma livre e desenvolvida por um órgão governamental, é de se esperar muito mais liberdade e agilidade quando alterações, customizações e atualizações forem necessárias, o que não ocorre com o modelo “proprietário”. Além disso, independência tecnológica na área de gerenciamento, armazenamento e tráfego de informações é algo primordial a qualquer governo que se preze e que tenha um mínimo de bom senso e responsabilidade. Como já falei aqui mesmo no Open2Tech, software livre combina muito mais com democracia do que software proprietário, não é? :)

Mas as boas notícias não param por aqui não! Como já citado acima, trata-se do início de um processo que prevê a implantação do “Expresso” em todo o governo federal. O próximo passo, ainda segundo João Trindade, é a implantação do “Expresso” na “Procuradoria Geral da Fazenda Nacional“, implantação esta prevista para o final de fevereiro/2008. Além disso, o pessoal do SERPRO, demonstrando pensar sempre a longo prazo, irá disponibilizar em breve uma série de serviços baseados no “Expresso”, como por exemplo VoIP e acesso através de dispositivos móveis, como celulares e smartphones, por exemplo. Mais um ponto positivo para o SERPRO e para o governo federal. E também para o Celepar, por desenvolver e disponibilizar a ferramenta.

Falando um pouco a respeito do “Expresso”

Segundo o próprio site do Celepar, o “Expresso” é um “conjunto integrado de ferramentas em software livre”, desenvolvido em PHP e baseado no “E-groupware“, ferramenta que fornece uma ampla gama de recursos “colaborativos”, também livre, e que provê uma série de funcionalidades bastante úteis às empresas em geral, como por exemplo gerenciamento de e-mails, contatos, lista de tarefas, gerenciamento de projetos e arquivos, wiki’s, bases de conhecimento e algumas outras funcionalidades bem interessantes.

Voltando ao “Expresso”, trata-se de uma plataforma que visa facilitar, além de tudo, o trabalho em grupo, através dos recursos acima citados. Sendo desenvolvido pelo Celepar, e por ser uma ferramenta opensource, pode ser utilizado por qualquer empresa e/ou organização governamental, sem a necessidade de pagamento de licenças. É, além de tudo, o “sistema de correio eletrônico oficial do governo do estado do Paraná”. Maravilhoso, não? E melhor ainda é saber que isto tudo está sendo expandido para diversos outros setores do nosso governo. :)

Algumas funcionalidades do “Expresso”:

  • Correio eletrônico
  • Agenda
  • Catálogo de endereços
  • Gerenciador de fluxo de trabalho

Finalizando, resta-nos esperar por mais boas notícias relacionadas ao software livre e ao governo federal. Tenho certeza de que vamos ouvir muito mais a este respeito, com bastante freqüência. :)

Fonte: Movimento Software Livre Paraná

OBS: vale ressaltar que o site do “Movimento Software Livre Paraná”, acima citado, é totalmente desenvolvido em Xoops, um poderoso CMS opensource a respeito do qual pretendo comentar em breve por aqui. :)

Informações adicionais:

Site oficial do Celepar (Companhia de Informática do Paraná):

http://www.celepar.pr.gov.br/

Site oficial do SERPRO:

http://www.serpro.gov.br/

Link para download do “Expresso” (é necessário efetuar um pequeno cadastro, antes):

http://www.celepar.pr.gov.br/modules/conteudo/cadastro_expresso.php

Mais informações sobre o “Expresso”:

http://www.celepar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=43

Link para download de um pequeno manual do “ExpressoMail”, módulo de correio eletrônico do “Expresso”:

http://expresso.pr.gov.br/help/CartelaExpressoMail.pdf

Recomendo:

Link para excelente artigo, no blog “Economia e Política“, pertencente à “Rede de Blogs Comopinião“:

Software livre, Linux, GNU & cia como cultura socialista

OpenDNS – Realmente aberto para todos

O time do OpenDNS demonstra ser um pessoal atento, super bem disposto a ajudar, e cada vez mais preocupado com seus usuários, com novidades sendo implementadas com uma freqüência que chega a assustar. :) E, desta vez, o DNS aberto deu mais um passo importante: tornou seu CacheCheck (ferramenta para checagem e “refresh” do cache do sistema) acessível também a deficientes visuais, através de um CAPTCHA sonoro. Estupendo, não? Deficientes visuais agora podem “ouvir” os caracteres que precisam inserir no campo “enter the code“.

Isto mostra que a acessibilidade também é uma das preocupações desse pessoal tão especial lá da Califórnia. :) E não só a acessibilidade, mas as palavras e a atitude dos caras demonstram uma grande preocupação em ajudar, e um espírito de “comunidade” que tem muito a ver com o opensource em geral, apesar de o OpenDNS não ter nada a ver com opensource, veja bem, hein? :)

Vejam só um trecho do que eles dizem a respeito da implantação da nova funcionalidade:

“If you want help with doing this on your site, we’d be happy to show you how we did it.”

Ou, traduzindo:

“Se você quiser ajuda para fazer isto em seu site, teremos o maior prazer em mostrar-lhe como fizemos.”

Não precisa dizer mais nada, não é? :) Os caras, literalmente, dão um show em diversos aspectos: tecnologia, facilidade, segurança e humanidade. :) E como eles mesmos dizem, “O OpenDNS é para todos“.

Fonte: OpenDNS Blog

Informações adicionais:

Site oficial do OpenDNS:

http://www.opendns.com/

Blog oficial do OpenDNS:

http://blog.opendns.com/

Status do sistema:

http://system.opendns.com/

Last.fm passará a oferecer faixas na íntegra

A Last.fm é um daqueles serviços indispensáveis aos “viciados em música”, como eu. :) Pelo menos enquanto o Pandora não é liberado para outros países e o tal do GlobalPandora vive caindo e voltando. Aliás, isso já era de se esperar, pois trata-se de uma tentativa (possivelmente criada por um grupo de hackers) ilegal de burlar o bloqueio do Pandora.

Bom, a Last.fm é uma rádio online que possui um sistema bem interessante, com estatísticas bem legais, sendo que você pode escolher se deseja apurar as mesmas “na íntegra” ou então efetuar apurações dos “últimos 12 meses”, “últimos 6 meses” ou “últimos 3 meses”. Particularmente, deixo sempre “na íntegra” (overall charts). Além disso, ela “conta” e armazena tudo o que você ouve, e disponibiliza o resultado de tal contagem na página principal do seu perfil. Trata-se de uma rede “social” (como o próprio slogan sugere: “The social music revolution“), como tantas outras, só que voltada à música.

lastfm-screen.jpg

Você pode tanto ouvir seus artistas e músicas preferidos quanto criar suas “personal tag radios“, ou, simplificando, “rádios pessoais”, para ouvir posteriormente suas seleções, lembrando que uma “personal tag radio” só pode ser ouvida se possuir pelo menos 15 faixas, distribuídas entre diversos artistas (não é permitido, por exemplo, ouvir uma personal tag radio que possua 15 ou mais faixas de somente um artista). Existe também o recurso das “playlists“, e aí sim você pode escolher, se desejar, somente um artista e adicionar 15 (no mínimo) ou mais faixas do mesmo e ouvir a playlist na íntegra. É claro que a ordem é escolhida aleatoriamente pelo sistema da Last.fm.

A página principal de cada perfil é bem completa e possui as tais estatísticas, atualizadas semanalmente ou conforme você especificar. Também são listadas as últimas faixas ouvidas, e o tempo de permanência destas em sua página inicial depende da quantidade de visitas que seu perfil recebe. Você pode, dentre outras funcionalidades interessantes, adicionar amigos e ser “encontrado” por alguém que deseje ser seu amigo. Pode participar de comunidades as mais diversas, e interagir de diversas formas com o sistema e tais comunidades e pessoas. Tudo isto acaba gerando um ciclo bem interessante, pois tanto as comunidades quanto seus amigos acabam por te “indicar” músicas baseadas naquilo que você tem escutado. Existem também os “vizinhos” (Neighbours), os quais são alterados frequentemente de acordo com o que você tem escutado. Isto também serve para a geração de indicações.

Aliás, esta parte das indicações é bem interessante, pois você pode sempre descobrir coisas novas “dentro dos seus gostos musicais”, o que é algo super legal e que faz com que a utilização do sistema seja algo inovador e “inteligente”. Uma coisa leva à outra: vizinhos, comunidades e amigos geram indicações. Recentemente, inclusive, adicionaram a possibilidade de se assistir a alguns vídeos de seus artistas preferidos. Existe também a possibilidade de troca de mensagens privadas, utilização de “widgets” os mais diversos em seu site ou blog, e a participação nos fóruns das comunidades que escolher participar, dentro da Last.fm.

Vale lembrar que tudo o que você ouve através da Last.fm é “scrobbled“. Não consegui encontrar a tradução para esta palavra, então, se alguém souber, por favor, avise. :) Mas, resumindo, trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela AudioScrobbler, que literalmente funciona como um “rastreador” e identificador de hábitos musicais, que forma uma base de dados a respeito, base de dados esta posteriormente “tratada” de forma tal que o gosto do usuário seja levado em consideração e sejam a ele oferecidos/recomendados artistas e músicas “dentro” de seu gosto musical. Ou seja, tudo o que você ouve através da Last.fm é adicionado ao seu perfil, e estas informações são utilizadas para lhe sugerir novas músicas e artistas.

A função de “scrobbling” é ativada/utilizada tanto quando se ouve através do website da Last.fm, quanto quando se utiliza o software cliente desenvolvido pela empresa, o qual possui as mesmas funções, pode ser instalado em seu computador e utilizado para acessar e ouvir suas músicas sem ter de sequer acessar o website da Last.fm.

O cliente, inclusive, instala em seu computador um plugin disponível para o Windows Media Player e para o Winamp (se bem que existem também plugins disponíveis para o KMPlayer e para alguns outros players, mas que não são disponibilizados “oficialmente”) que é ativado automaticamente sempre que você abre qualquer um destes players em seu computador, e assim, todas as músicas que você ouve em sua máquina, “fora do website da Last.fm”, também são “scrobbled“, ou seja, são adicionadas ao seu perfil, às suas estatísticas, à sua contagem de músicas ouvidas, etc. O plugin é muito útil pois, por exemplo, se você ouve um CD no seu computador, todas as músicas ouvidas são automaticamente adicionadas ao seu perfil na Last.fm, sendo então estas informações aproveitadas em seu perfil como se você estivesse ouvindo músicas através do website da Last.fm.

Ainda falando a respeito do cliente, ele possui um recurso chamado “Ativar modo de descoberta“, e ativando o mesmo, você vai ouvir músicas inéditas, dentro do seu gosto musical, baseadas nas informações que a Last.fm possui a respeito de seu perfil e gostos. OBS: esta função está disponível por enquanto somente no cliente.

Algumas mudanças no serviço

É claro que nem tudo o que é fácil e bom dura pra sempre (pelo menos em alguns aspectos). Antes, a audição das “personal tag radios” criadas pelos próprios usuários estava disponível para qualquer usuário, pagante ou não. Agora, esta função está disponível apenas para “pagantes”. Você ainda pode criar suas tags, tag radios, etc, mas não pode mais escolher ouví-las a não ser que se torne um assinante do serviço. De qualquer forma, vale a pena assinar o serviço, apesar desta mudança ter sido realizada “do dia para a noite” e sem qualquer aviso prévio aos usuários. Além disso, os moderadores e administradores do serviço chegaram a dizer no fórum de suporte que se tratava de um “bug” que liberava tal função indevidamente aos não pagantes, e que a possibilidade de audição das “personal tag radios” era uma função disponível apenas para pagantes desde o início do serviço, e que isto estava incluído nos termos do serviço.

Bom, como pouquíssima gente lê tais termos, não tenho como dizer se isto é verdade ou não. Se lermos os tais termos agora, realmente consta tal informação, mas não podemos dizer “quando” ela foi inserida. Mas de qualquer forma, a assinatura custa míseros US$ 3,00 por mês, uma pechincha levando-se em conta a qualidade do serviço. Basta dizer que abandonei minha assinatura de um grande portal brasileiro que oferecia um serviço semelhante, onde pagava acho que R$ 15,00 por mês, e optei por assinar a Last.fm, serviço bem mais barato e com um conteúdo muito mais vasto que do portal que assinava, além de contar com diversas funcionalidades interessantes.

Mas nem todas as notícias são ruins

Segundo noticiado no blog da Last.fm, a partir de agora é possível ouvir músicas e álbuns inteiros na íntegra, gratuitamente. Por enquanto, esta mudança está disponível apenas a usuários do Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha (o Brasil sempre fica por último nessas coisas, infelizmente :) ), mas o staff da Last.fm já está trabalhando para expandir a novidade para o restante dos países. Tudo isto foi conseguido, pasmem, com o suporte da EMI, da Sony BMG, da Universal e da Warner. Vale lembrar, inclusive, que a Last.fm foi vendida recentemente para a CBS, o que talvez tenha motivado tal mudança, pois as gravadoras estão percebendo finalmente que o modelo de negócio que tentaram manter até agora está, literalmente, perdendo a força e vai, em pouco tempo, desaparecer. Houve também uma “ajudinha” por parte dos artistas que trabalham com os selos acima citados, é claro. :)

Particularmente, ainda não entendi direito o esquema segundo o qual, durante o período Beta, as músicas poderão ser acessadas e ouvidas no novo sistema (nos países disponíveis por enquanto), por até 3 vezes. Pelo que parece, após isso o usuário vai ser convidado a assinar o serviço. Não são fornecidos maiores detalhes também a respeito de como ficará a situação dos atuais assinantes, se haverão diversas modalidades de assinatura, se a novidade vai ser disponibilizada para usuários não pagantes e se haverá aumento no valor das mensalidades. Mas, de qualquer forma, esta é uma boa notícia, e é interessante também porque ganham ambos os lados: o artista é remunerado sempre que alguém ouve algo de sua autoria, conforme o blog da rádio. :)

O futuro

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Acredito que a Last.fm cumpre muito bem a questão de “promover a revolução social da música”, e tem muito a crescer, aprender e evoluir, também. Algo digno de nota, infelizmente, é o suporte técnico fornecido aos usuários, pagantes ou não, o qual é falho, muitas vezes os mesmos ficam sem resposta, e os moderadores e administradores no fórum são meio que “indelicados”. Mas, acredito que eles vão ter de aprender esta lição “na marra”, agora que vão, mais do que tudo e em maior quantidade, lidar com “clientes”, e não apenas com usuários de um serviço gratuíto (não que um mereça tratamento melhor do que o outro, é claro).

Mudanças que já podem ser vistas

Apesar de, conforme noticiado no blog do serviço, as novidades estarem disponíveis por enquanto apenas para os países acima citados, já encontrei diversas faixas contendo o label “full track“, as quais consegui ouvir diretamente e na íntegra, ao invés do 30 segundos usuais quando se tentava tal ação. Além disso, os ícones das músicas já foram unificados, e agora todos estão na cor preta, contra os antigos azuis (faixas disponíveis para audição apenas em playlists criadas ou então 30 segundos diretamente) e laranjas (faixas disponíveis para audição na íntegra, diretamente). Talvez, as novidades demorem muito menos tempo para serem implantadas e chegarem no Brasil do que imaginamos. :)

Alguns comentários

Como já disse acima, a Last.fm é um ótimo serviço e possui um acervo enorme, contendo inclusive uma grande quantidade de artistas brasileiros, o que não deixa de ser louvável. :) O artista pode, inclusive, criar seu perfil e efetuar o upload de suas músicas, sendo então remunerado conforme explicado acima.

Citei acima a questão da assinatura. Por enquanto, as únicas vantagens que a mesma proporciona é a possibilidade de ouvir as “tag rádios” (algo essencial pra mim :) ) que você criou, seu ícone muda de cinza para azul, e você consegue “ver” quem visitou seu perfil, bem como o horário e a data de tal visita. Acredito que muitas novidades estão por vir, tanto para assinantes quanto para “não pagantes”, conforme as mudanças acima citadas forem sendo implementadas. Basta que esperemos. Acho que coisas muito legais vem por aí. :) Vamos aguardar, e não deixe de conferir o serviço: ele é excelente! :)

Informações adicionais

Site oficial da Last.fm em inglês:

http://last.fm/

Site oficial da Last.fm em português:

http://www.lastfm.com.br/

Link para download do cliente Last.fm:

http://www.last.fm/download

Link para maiores informações e escolha dos widgets disponíveis:

http://www.last.fm/widgets

OBS: vale lembrar que a Last.fm é multi-linguagem, e em qualquer uma delas você pode escolher dentre diversos idiomas, como por exemplo inglês, português, espanhol, francês, alemão, italiano, etc. :)

GooglePreview – thumbnails nas buscas no Google e no Yahoo

A GooglePreview é uma extensão para o Firefox bem interessante, que permite que sejam exibidos thumbnails (algo como “miniaturas de imagens) junto aos resultados obtidos nas buscas efetuadas através do Google ou do Yahoo. Ela faz com que seja exibido em cada resultado uma pequena imagem, ou thumbnail, da página inicial do site em questão.

Trata-se de uma extensão não essencial, mas que oferece uma informação a mais a respeito dos resultados e de nossos futuros “cliques”. :) Além disso, é uma daquelas extensões “cosméticas” bem legais. :)

Segundo informações na página da extensão no Mozilla Addons, e também no Mozilla Links, as imagens são hospedadas em 05 (cinco) servidores dedicados (por enquanto), de propriedade do próprio desenvolvedor, Edward Ackroyd . Caso estes servidores falhem, as imagens são fornecidas então pelo sistema do Alexa. Além disso, segundo o desenvolvedor, se você clica, com a extensão ativada, em algum link obtido através dos resultados do Google ou do Yahoo que o leve até o Amazon.com, o rapaz recebe algo como uma comissão, para ajudar no desenvolvimento do projeto. :)

A extensão pode ser facilmente ativada ou desativada em seu Firefox, bastando para isto clicar-se no ícone que é criado após sua instalação, na barra de status do Firefox. Clicando-se uma vez, desativa-se a extensão, e clicando-se novamente, ativa-se a mesma:

gp.jpg

Política de privacidade

Devido à características da extensão, que precisa enviar certos dados aos servidores do GooglePreview (veja bem, estamos falando dos servidores do desenvolvedor do Google Preview, e não do Google :) ), existe uma política de privacidade que garante a privacidade dos dados. Eu, por exemplo, sou super neurótico a respeito de privacidade na web, mas resolvi confiar devido à extensão ter sido aceita e estar disponível oficialmente através do Mozilla Addons.

A Política de Privacidade da GooglePreview pode ser encontrada na íntegra no link abaixo:

https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addons/policy/0/189

O que tal Política de Privacidade diz, basicamente, é que as imagens serão requisitadas através do protocolo HTTP e os servidores da GooglePreview irão armazenar a requisição para a imagem, seu IP, o “ponto de partida/referrer” que o levou até determinado resultado, a data da requisição, o tempo em milisegundos necessário para processar a requisição e o navegador utilizado.

Após 10 (dez) dias, os IP’s, “pontos de partida/referrer” e o navegador utilizado serão automaticamente apagados dos logs dos servidores, permanecendo apenas o restante dos dados acima citados, os quais são necessários para o funcionamento do “robô” do GooglePreview. Eles afirmam também que as informações processadas não serão vendidas ou oferecidas a nenhuma outra empresa.

Particularmente, não vejo nada que impeça o uso da extensão, extensão esta, repito mais uma vez, “basicamente cosmética“, mas que incrementa um pouco os resultados obtidos através das buscas no Google ou no Yahoo.

Veja abaixo um screenshot com a extensão em ação:

googlepreview.jpg

Vale a pena dar uma conferida na GooglePreview, pois ela deixa suas pesquisas muito mais incrementadas. :)

Fonte: Mozilla Links

Informações adicionais

Página para instalação da extensão e maiores informações a respeito, no Mozilla Addons:

https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/189

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