Antes de mais nada, acredito que caibam aqui algumas explicações adicionais e introdutórias sobre o formato. O formato ODF é baseado no XML, ou eXtensible Markup Language (linguagem de marcação extensível), e utiliza as especificações desta linguagem para “armazenar” os diversos arquivos e informações que compõem um único arquivo ODF (odt, ods, etc). Você deve estar se perguntando: “- Mas como assim diversos arquivos”?
Ocorre que um arquivo no formato ODF, seja ele, por exemplo, um arquivo de texto (ODT), uma planilha (ODS) ou uma apresentação (ODP), é um pequeno “pacote” que contém algumas pastas e arquivos necessários à exibição, edição e funcionamento em geral das informações armazenadas, independentemente do aplicativo que vai ser utilizado para leitura/escrita (desde que este seja compatível com o formato, é claro).
É um pacote, aliás, “comprimido“, e você mesmo pode comprovar como o formato é bem mais “enxuto”, convertendo algum arquivo DOC qualquer, por exemplo, para ODT: você vai ver que o arquivo resultante é bem menor do que o original. Você pode também “descompactar” qualquer arquivo ODF utilizando o software compactador/descompactador de sua preferência, e obter acesso, assim, aos arquivos que “compõem o mesmo”. E agora estamos chegando ao ponto.
Como abrir um ODF e obter acesso ao seu conteúdo “na mão”

Você pode utilizar qualquer software compactador/descompactador de sua preferência, como por exemplo o ZipGenius (freeware) ou o 7-Zip (opensource), abrir um arquivo ODF qualquer e “extrair” os diversos componentes do mesmo, podendo visualizar assim, também, sua extrutura (e obter acesso ao conteúdo do mesmo “na mão”, caso deseje
). Faça o teste, descompacte um ODF qualquer, e irá obter os seguintes arquivos:
Acima foi descrito o conteúdo principal do “pacote”, e já dá pra perceber porque o formato pode ser considerado totalmente “aberto”, independentemente de qual aplicativo foi usado para geração/edição. Por exemplo, você pode editar/abrir/salvar o mesmo arquivo em aplicativos como, por exemplo, o OpenOffice, o AbiWord, o Lotus Symphony e até mesmo o Google Docs!
Ou seja, isto é que é liberdade total. Isto é que é ausência de “grilhões”. Isto é que é ser “dono”, e não “sócio”, daquilo que você produz! Você não está preso a software algum, licença alguma, contrato algum, e pode, a qualquer momento e gratuitamente, migrar de um aplicativo para outro, escolhendo aquele que melhor se adapta a seu gosto e suas necessidades no momento. Você terá sempre acesso total e irrestrito a seus documentos, independentemente de quaisquer outros fatores “secundários”. O aplicativo, no que diz respeito à continuidade do seu trabalho e informações, passa a um papel não mais tão importante.
Lembre-se: o “conteúdo” do documento em si está presente no arquivo “content.xml”. E, resumindo: no caso de documentos ou planilhas, por exemplo, você pode abrir tais arquivos através de um editor de textos qualquer, ou até mesmo de um navegador web como o Firefox, por exemplo, e “ler” o conteúdo!
Você pode também, caso deseje e tenha o conhecimento básico necessário, fazer algumas coisas bem interessantes com o “pacote ODF” e seus XML’s.
Use sua imaginação!
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